Wakeru

5 Capítulo 4: Pequenos Detalhes


Notas iniciais
Antes que eu me esqueça Happy Birthday Kaoru pelos seus 38 aninhos!!!!!! E ontem foi o do Kyo que completou 36 aninhos , Happy B-day pra ele também!!!!!
Agora.... Boa leitura!
Ps. Corrigi o titulo por que coloquei errado Na postagem... Sorry!

Capítulo 4 : Pequenos Detalhes


“...Como resultado de uma inesperada reflexão, ergueu a cabeça em tom de desafio. Os dois ficaram se encarando fixadamente por alguns segundos.”

O Médico e o Monstro -Pág.26


Kyo POV



Sai daquele Laboratório entediante.


Tenho certeza que ele nem se importa se eu acabar morrendo.


Eu também, de certo ângulo, não me importo.


Fui andando pelas ruas, já velhas conhecidas minhas.


Peguei um cigarro, acendi... Ia tudo normal, até que um imbecil passou por mim e quase me derrubou.



– Filho da puta.... Não tem medo de morrer não? – gritei



Era um dos infelizes que me deviam.



– Kyo eu estava te procurando – disse ele me encarando com medo



Adoro quando as pessoas têm medo de mim, posso fazer elas me obedecerem com isso.



– Pra me dar minha grana, certo? – falei soltando fumaça na cara dele.


– Eu ia pedir mais um dia, falta pouco para eu conseguir ter a quantia certa. – tremeu.


– Não, eu quero meu dinheiro agora... – disse segurando ele pelo pescoço e o encostando na parede. – Você já está me enrolando por muito tempo... Cadê o dinheiro?


– Kyo, eu já disse que vou te pagar, cara, só falta uma parte do dinheiro



Dei um soco na fuça do idiota, os lábios dele começaram a sangrar.



– Seu infeliz, filho de uma puta... Eu já te dei tempo o suficiente... Não vai me enrolar mais! – gritei o socando com mais força ainda.


– Kyo, eu vou te pagar eu juro.... – choramingou o idiota.



Não o respondi, apenas lhe deu mais uns socos até que ele ficasse desacordado.


O joguei no chão e o chutei por um tempo.


Peguei o dinheiro que ele tinha no bolso... Filho da puta... Aquilo não era nem metade do que me devia...


O chutei mais uma vez... E continuei meu caminho.... Ia pra casa.... Depois de seis meses sem nem aparecer por lá, eu finalmente ia pra aquele inferno, já que estava frio pra porra, e eu não estava a fim de congelar.


Peguei minha chave que tinha escondido debaixo de uma planta, perto de casa...


Abri a porta e fui entrando... Continuava o mesmo saco aquela casa... Fui direto pro lixo que eu chamo de quarto, tirei minha camisa e me joguei na minha cama...



– Agora posso descansar... – fechei os olhos, ouvi a porta abrindo.


– Tooru! Você desaparece, e depois volta na maior cara de pau no meio da madrugada! – gritou a velha que eu tinha que chamar de mãe.


– Não me chama de Tooru... E me deixa dormir porra... Vai cuidar dos seus gatos.... – virei o rosto e a ignorei


– O que eu fiz para você ficar assim... – choramingou a velha.


– Porra, vai chorar pra lá, velha desgraçada, eu quero dormir... – gritei



Ela fechou a porta do meu quarto com força...


Fiquei lá pensando antes de dormir...


Há quanto tempo eu não era mais o Tooru, aquele garoto idiota que apanhava na escola por ser menor da sala....


Caralho eu tinha doze anos quando resolvi mudar...



Mudar mesmo... Conheci gangster's, as drogas.... As ruas...


E desde então fico por aí, metendo medo nos fracos...


Isso me fez um bem sem igual... Ver que todos tinham medo de mim, e não me incomodariam mais...


[...]


Acordei com alguém me chamando.


– Tooru...


– Porra me chama por Kyo... O que foi? – gritei antes de abrir os olhos


– Desculpa... É que faz tempo que eu não te vejo... –


Era meu irmão mais novo, me encarando com aqueles grandes olhos castanhos, a única pessoa que merecia alguma resposta educada minha,


– Não precisava me acordar tão cedo Jun... – eu me sentei na cama.



Ele era quem fazia alguma bondade despertar em mim, pelo menos por alguns segundos.


– É que eu queria perguntar se você vai ficar aqui agora? – perguntou ele ainda me encarando.


– Não, moleque, não dá pra ficar aqui... Mas eu venho te ver...


– Você me fala isso há muito tempo, e quase nunca vem aqui...


– Não quero dividir o mesmo teto que seu padrasto... – disse



O Jun era o único motivo para minhas voltas por pequenos prazos para aquele inferno.


Logo o infeliz do marido da velha ia aparecer ali e ficar me torrando.



– Vamos andar então, antes que você vá e eu não o veja por um bom tempo... – sorriu ele.



Jun tem seus treze anos... E eu sempre tenteiprotege-lo mesmo depois que eu me mandei daqui. Ele era o mais frágil, e quase sempre estava doente.



“Acho que ainda há um pouco do Tooru em mim.”



– Vamos, vamos.. – eu me levantei vesti minha camisa. E empurrei meu irmão para sair de lá


– Ai, Tooru... – ele riu, e no fundo eu gostava de vê-lo sorrindo.


– O que você está fazendo aqui? –



Puta que pariu mesmo, aquele maldito tinha que ter me visto lá.



– Não enche não, que essa casa nem é sua... – respondi


– Você não mora mais aqui... – disse aquele infeliz, velho nojento.


– Eu volto quando eu quiser... – disse o encarando. – E cala a sua boca antes que eu te dê um passe sem volta para o inferno. – Puxei meu irmão e saí daquele lugar


– Vai levar ele pro mau caminho... – gritou o velho, eu apenas mostrei o dedo do meio para ele, e continuei andando.


– Tooru nii-san...


– Me chama de Kyo, tá certo? – olhei para ele e tentei sorrir, uma coisa um tanto difícil para mim.


– Tá bom, Kyo... Onde vamos?


– Bem, quer comer alguma coisa? Tenho grana aqui...


– Você roubou?


– Não. Um idiota me devia.


– Kyo, eu não gosto quando você faz isso e de quando está drogado. – ele abaixou a cabeça. Eu sei que já o agredi enquanto estava drogado, mas não posso evitar ficar sem algo me ‘animando’.



– Na sua frente não faço mais isso... Só não posso prometer longe.


– Tá, já é um bom começo... – sorriu ele.



Eu gostava de viver daquele jeito, desafiando a todos, por isso não queria mudar, mesmo que fosse pelo Jun.


[...]


– Kyo... Onde você tá morando? – perguntou ele antes de morder mais um pedaço do lanche.


– Por aí... – respondi olhando pro nada...


– Ah....


[...]


Ficamos andando pelas ruas, até que encontramos o Kaoru, que parou ao me ver.



– Tudo bem, Kyo-san?



Por que esse infeliz fala comigo, não sou amigo dele.



–Não enche Kaoru...


– Ok... – disse ele, seguindo em frente. Ele tinha cara de cientista louco mesmo. Aliás, agora que eu o olhei, ele tem tatuagens no braço. Interessante, ele não é tão ‘doutor’ quanto eu pensei.


– Quem é? – perguntou Jun apontando para Kaoru que já estava bem distante.


– Kaoru, eu tô fazendo um favor pra ele.


– Ah.... Sim, ele tem cara de ser legal. – sorriu


[...]



Fiquei andando com meu irmão até o fim do dia, e o levei de volta para casa.



– Vai logo, Jun... – acenei


– Tá bom! – ele correu para dentro de casa feliz...



“Esse único momento é o qual eu deixo o Tooru me dominar, depois disso, volto a ser o Kyo.”



Notas finais
Acho que é a primeira vez que alternei o POV.
o Jun é o Yomi (Nightmare), por que ele me lembra o Kyo, versão 1.000% Kawaii. E só ele do Nightmare que irá aparecer.( E eu sim já confundi ele com
o Kyo, quando não conhecia o DeG. mais isso foi há quatro anos...)
Bom espero que tenho gostado, e leitores-fantasmas deixem um review pelo amor de kami-sama!
BjooOOs ♥