Notas iniciais
Oi pessoas, sei que demorei um tempo pra postar, mas estou em semana de provas, ainda bem que são as provas finais, então logo poderei estar entrando aqui com mais frequência. Bom, tem um ótimo número de pessoas acompanhando a fic, e só gostaria de receber mais reviews. De qualquer forma, muito obrigada.
Bom, também gostaria de ressaltar que as músicas que coloco são importantes no enredo, então seria legal se vocês escutassem.
Boa leitura.

Estava com olheiras profundas, noite passada foi péssima, não consegui dormir, só fiquei pensando em Quinn e no quanto queria poder me aconchegar em seus braços. Não consigo parar de pensar na discussão que tivemos, por que as coisas tem que ser tão complicadas? Não sei o que será de nós daqui pra frente, mas estive pensando e estou disposta a conversar com ela, acho que vou me declarar e finalmente dizer que a amo, só sei que não consigo mais ficar sem ela e acho que juntas podemos encontrar uma solução.

Me arrumei e graças a minha pele morena e um pouco de maquiagem consegui disfarçar as olheiras. Quando desci Britt estava na sala conversando com minha mãe.

Buenos días madrecita, como estás?– Cumprimentei minha mãe — Oi Britt-Britt, bom dia! – Disse dando um beijo na bochecha dela.

– Hola mi hija, estava aqui conversando com Brittany e tentando convencer ela a tomar o café da manhã conosco. – Disse minha mãe dando uma piscadela e sorrindo pra Britt.

– Obrigada senhora Lopez, mas já tomei café da manhã com Lord Tubbington. – Disse Britt com um sorriso tímido.

– Bom, vamos Britt, não queremos nos atrasar. – Chamei

– Espere aí Santana, não vai sair sem comer. – Brigou minha mãe

– Até mais tarde madrecita. – Me despedi apenas ignorando a ordem dela.

Britt e eu fomos conversando no caminho, ela me fazia rir, adorava isso. Mas o verdadeiro motivo do meu bom humor e da minha pressa em chegar ao colégio tinha nome e sobrenome, Quinn Fabray, mal podia esperar pra falar com ela. Em poucos minutos chegamos ao McKinley, avistei o carro de Quinn, ela já havia chegado, meu coração disparou e um sorriso invadiu meus lábios. Entrei no colégio, mas controlei minha ansiedade. Britt foi pra aula de inglês, Quinn e eu tínhamos aula de química então decidi esperar em frente ao armário dela, estava indo em direção aos armários quando avistei algo que me deixou sem reação, aquilo não podia estar acontecendo. Não pude me controlar, apenas saí correndo. Precisava de ar, precisava de um tempo, queria ficar sozinha, ninguém podia me ver chorando, então fui pra arquibancada do campo de futebol, fiquei lá olhando pro nada e com aquela imagem em minha mente, Quinn não podia ter feito isso comigo, não acredito que vi ela e aquele Finn abraçados, se beijando. Sei que disse pra ela que éramos só amigas e que teríamos de seguir em frente, mas, poxa, eu estava indo me declarar pra ela, dizer que finalmente poderíamos ficar juntas, mierda, hoje não é meu dia.

Fiquei sentada lá durante horas, não sentia vontade de fazer nada além de chorar. De repente senti o peso de uma mão sobre meu ombro, ao olhar pra cima me surpreendi ao ver Puck.

– Santana, o que aconteceu? Você simplesmente desapareceu, Britt eu eu te procuramos que nem loucos. – Disse ele se sentando ao meu lado.

– Não foi nada Puckerman, só não estava afim de assistir nenhuma aula chata. – Menti torcendo pra que ele acreditasse.

– Santana, você é minha melhor amiga, achei que confiasse em mim o bastante pra dizer o porquê de estar chorando.

– Não me leve a mal Puck, eu não quis mentir, mas não sei o que fazer, só não queria que ninguém me visse assim.

– Quer falar sobre isso? Sei que vai se sentir melhor.

– Não sei o que dizer ou como explicar, só sei que dói. Porque as pessoas machucam tanto? – Não consegui me controlar e comecei a chorar.

– San, não chora... Quem foi o desgraçado que fez isso contigo? Vou acabar com a raça dele. – Disse ele me abraçando.

Ficamos algum tempo em silêncio, estar nos braços dele me fez sentir segura e fez com que a dor passasse um pouco. A cada lágrima que caía ele me abraçava mais forte, ele sabia que eu estava sofrendo por amor, mas também sabia que eu não diria por quem estava sofrendo.

– San, eu te amo... – Disse ele quebrando o silêncio

– É claro que sim Puckerman, sou sua melhor amiga. – Respondi brincando, já havia melhorado.

– Não foi isso que eu quis dizer. O que eu sinto por você vai além de amizade.

Aquilo me deixou em estado de choque, fiquei alguns minutos sem saber o que dizer e nem como olhar pra ele.

– Mas, e quanto a Quinn? – Foi a primeira coisa em que pensei.

– Sinto algo forte por ela, mas acho que é só atração, nem se compara ao que sinto quando estou contigo. Além disso, não sei se ficou sabendo, mas Finn a pediu em namoro, e pelo que me parece, ela aceitou. – Explicou Puck

Depois de escutar aquilo a vontade de chorar voltou, mas me controlei. Só de imaginar Quinn namorando o Frankenstein já me dava vontade de vomitar.

– Puck, quanto ao que você me disse, não acha que está confundindo grande amizade com amor?

– Eu já pensei nisso, venho pensado nisso há algum tempo e tenho certeza do que sinto por ti.

– Bom, eu não sei o que dizer...

– Não diga nada, sei que precisa de tempo pra pensar, é tudo meio confuso. Mas não vou desistir de você tão fácil. — Ele piscou pra mim – Enfim, o que acha de sair daqui? Creio que as aulas já acabaram.– Perguntou ele.

– As aulas já acabaram? Poxa, o tempo passou rápido... Droga, acabei de me lembrar que tem ensaio do Glee Club.– Praguejei

– Você faz parte do Gay Club? – Puck fez piada, não pude deixar de rir.

– Ordem da Treinadora Sylvester, não pude fazer nada... Hey Puckerman, o que acha de vir comigo? Seria menos chato se você fizesse parte. – Perguntei, sabendo que ele não recusaria.

– Santana, Santana, o que você me pede que eu não faço sorrindo? Bom, vou apenas pra te fazer companhia. Ok?

– Obrigada Puck! – Disse eu me levantando e o abraçando. — Vamos? – Perguntei, mas já o havia puxado em direção a sala do coral.

– Vai com calma Santana, os perdedores não vão sair de lá.

Chegando na sala do coral percebi que o Mr. Schue ainda não havia chegado, mas já havia um bom número de pessoas lá, a maioria eu só conhecia de vista, percorri o olhar pelas cadeiras até me deparar com Quinn sentada ao lado do Finndiota, foi difícil, mas apenas ignorei. Vi Britt sentada no canto ao lado do cadeirante do colégio, acho que ele se chama Artie, chamei Puck e nos sentamos ao lado dela.

– Oi Britt-Britt.

– Santie, eu estava preocupada, onde você estava?

–Tive que resolver umas coisas, mas estou bem.

Mr. Schue entrou na sala.

– Olá pessoal, é bom ver que mais alunos se juntaram a nós. Finn Hudson e Noah Puckerman, que surpresa agradável vocês por aqui, enfim, sejam bem vindos.

– Mr. Schue, espero que isso não atrapalhe nada, os solos continuarão sendo meus, certo? – Ao escutar isso procurei a garota metida que havia dito isso, e me deparei com a anã nariguda que já havia visto algumas vezes pelo colégio.

– Rachel, aqui sabemos compartilhar, existem muitas pessoas talentosas.

A baixinha fez uma cara de bunda e calou a boca. Que garota insuportável. Mr. Schue continuou a aula.

– Bem, como temos muitas vozes novas a tarefa da semana será que cada um de vocês cante uma música que goste, mas quero que haja emoção e um motivo ou história por trás da canção, e se quiserem podem dedicar pra alguém. Quem quer começar?

Jurei que a anã irritante iria dizer algo, mas pra minha surpresa foi Puck que falou.

– Mr. Schue, acho que tenho uma música legal.

– Que bom ver que quer participar Puck, pode cantar.

– Bom, gostaria de dedicar essa música pra uma garota muito especial pra mim, nunca me senti assim por ninguém, mas quando a vejo só penso no quanto quero que ela seja minha.

Ele pegou o violão e começou a cantar.

I know a girl

She puts the color inside of my world

But she's just like a maze

Where all of the walls all continually change

And I've done all I can

To stand on her steps with my heart in my hands

Now I'm starting to see

Maybe it's got nothing to do with me

Ele olhava pra mim enquanto cantava, aquilo me deixou surpresa e ao mesmo tempo muito feliz. Acho que sentia algo por Puck e aquilo era bom, quem sabe eu poderia finalmente esquecer a Quinn.

Oh, you see that skin?

It's the same shes been standing in

Since the day she saw him walking away

Now she's left

Cleaning up the mess he made

So fathers, be good to your daughters

Daughters will love like you do, yeah

Girls become lovers who turn into mothers

So mothers, be good to your daughters too

Boys, you can break

You'll find out how much they can take

Boys will be strong

And boys soldier on

But boys would be gone without warmth from

A woman's good, good heart

Quando ele acabou de cantar todos aplaudiram e Mr. Schue disse que ele cantava e tocava muito bem, então perguntou qual o motivo daquela música. Então Puck disse.

– Santana, essa foi pra você. Você é minha melhor amiga e de longe a garota mais legal, linda e gostosa que já conheci. Como eu disse, não desisto fácil, então, aqui na frente de todos, gostaria de perguntar: Você aceita namorar comigo?

Não sabia o que dizer, amo Quinn mas estou cansada de sofrer por ela, e Puck é meu melhor amigo e um cara legal. Acho que já sei a reposta.

– É claro que sim Puckerman, não é todo dia que você pede uma garota em namoro.

Ele veio e me beijou, todos aplaudiram e a aula continuou. Quando terminou Puck e eu saímos de mãos dadas, antes de sair não pude deixar de notar que Quinn o fuzilava com os olhos, não parecia nada ter gostado de nos ver juntos, admito que ver ela com ciúmes me agradou bastante, mas agora ela namorava o bebê gigante e eu não tinha nada a ver com isso. Procurei Britt mas ela já havia saído, me parece que ela fez amizade com o carinha de cadeira de rodas. Puck se ofereceu pra me levar em casa e eu aceitei. Chegando lá ficamos conversando e trocando alguns beijos, gostei daquilo, quando estava com ele esquecia dos problemas e o mundo parecia menos chato. O tempo passou rápido e ele teve que ir embora, nos despedimos e fui para o meu quarto.

Deitei na cama e fiquei alguns minutos pensando, fui interrompida pelo toque do meu celular, quando fui ver me surpreendi com a mensagem.

"Desejo felicidade aos pombinhos e espero que você e Puckerman sejam felizes (: — Q "

Quinn e suas ironias, pensei por algum tempo e apesar de saber que devia ter ignorado resolvi responder.

"Obrigada, digo o mesmo sobre você é a orca, espero que ele não te esmague sem querer — S "

"Caso você tenha se esquecido, só não estamos juntas porque você não quis, se ele me esmagar a culpa é sua. E apesar de tudo você pode até estar com o Puck mas ainda pensa em mim — Q"

"Tudo é questão de tempo e ninguém é insubstituível ;) — S "

"É o que veremos... Falando nisso, já que seus pais não estão em casa o que acha de me ajudar com a tarefa do Glee Club? — Q "

"Como sabe que meus pais não estão em casa? — S "

"Apenas intuição, agora abre logo a porta que tá frio aqui fora — Q"

Notas finais
Essa música que Puck cantou se chama Daughters, é do John Mayer, eu acho que a tradução descreve muito bem o que ele sente pela Santana. Queria muito que Mark tivesse cantado ela na série.
Enfim, não deixem de comentar e espero que tenham gostado.