Notas iniciais
Desculpem a demora, apesar de dessa vez nem ter demorado tanto né. Enfim, espero que gostem desse capítulo e... Ah, não sei, boa leitura.

Vesti a roupa o mais rápido possível, peguei as chaves do carro e fui em direção ao endereço que Quinn havia me passado, com muita dificuldade por sinal, afinal, ela estava embriagada. Não foi muito difícil encontrar o lugar já que o som estava super alto e havia muitas pessoas no lugar. Estacionei o carro e fui em direção à casa, estava na cara que todos haviam bebido bastante, seria um milagre encontrar alguém sóbrio naquele lugar. Minha prioridade era encontrar Quinn, levar ela pra casa, esperar ela se curar da ressaca que aposto que seria bem forte e depois matá-la.

Procurei por todos os cantos do lugar e não a encontrei, ela só podia estar no andar de cima. Quando fui subir a escada um garoto tentou me agarrar, dei um tapa na cara dele com tanta força que minha mão lateja só de lembrar, ele me soltou e saí praguejando em espanhol. "Que diabos eu não faço por essa garota? Que droga Quinn" era tudo em que eu pensava. Chegando no andar de cima comecei a procurar, porém não encontrava nenhum sinal dela, tentei ligar no celular de Quinn mas só caía na caixa postal. Já estava quase desistindo, até que escutei um grito vindo de um dos quartos, reconheci a voz, era a voz dela. Um frio percorreu minha espinha e minhas pernas bambearam só de pensar no que poderiam estar fazendo com ela. Continuei indo na direção de onde o grito tinha vindo e quanto mais me aproximava mais podia escutar a voz de Quinn, ela me parecia estar relutante, apesar de totalmente bêbada. A porta estava entreaberta e pude escutar as vozes vindas de lá.

– Já disse pra me soltar, eu não quero nada com você seu idiota. – Dizia Quinn

– Qual é gata? Eu sou um pedaço de mal caminho, além disso, eu quero só te dar uns beijos, nada demais, facilita pra mim. – A voz do garoto me era familiar.

Ao entrar vi que ele havia prensado ela contra a parede e tentava agarrá-la. O garoto estava usando um capuz e não conseguia ver quem era ele.

– Caramba loira, eu já estou perdendo a paciência. — O garoto elevou a voz.

– Foda-se sua paciência, me solta. – Gritou ela

Ele não dava a mínima para o que ela dizia, ele segurou as mão dela e estava prestes a beijar ela.

– Você além de idiota é surdo? Ela mandou você soltá-la seu filho da p... - Nem terminei a frase, o garoto se virou e pude ver quem ele era.

Puck, era o Puck! Não conseguia acreditar que ele estava fazendo aquilo comigo, me traindo e ainda pior, tentando agarrar minha garota.

– Santana? O que você tá fazendo aqui? – Perguntou ele sem acreditar, e apesar da boa dicção pude perceber que ele estava tanto quanto ou mais bêbado que Quinn.

Quinn me ligou seu desgraçado, sai de perto dela AGORA! – Consegui dizer

Ela aproveitou a distração dele e veio correndo em minha direção, ela me abraçou e pude perceber o quanto ela tremia, tive vontade de matar aquele idiota do Puckerman, mas o mais sensato a se fazer era sair de lá. Peguei na mão dela e já estava procurando a saída quando senti alguém me segurando.

– Santana, espera, eu posso explicar.– Ele tentava se desculpar

– Não tem o que explicar, eu vi tudo seu filho da mãe. Nem preciso dizer que está tudo acabado entre nós. – Respondi ao mesmo tempo em que consegui me soltar.

– Amor, não faz isso comigo, por favor. – Suplicou ele, nunca vi Puck nesse estado.

– Amor o caralho, agora me deixa em paz. – Foi a última coisa que eu disse.

Peguei a mão de Quinn e a puxei em direção a saída, Puck tentou vir atrás de mim, mas estava bêbado demais e acabou tropeçando nos próprios pés. Coloquei Quinn no banco do carona e entrei no carro. Agora o que fazer com Quinn? Não posso levar ela pra casa nesse estado, os Fabray são uma família super cristã e conservadora, eles matariam ela. Resolvi levar ela pra minha casa, já que meus pais nunca estão lá mesmo, não seria um problema. Ela havia adormecido mas nem assim me deixava quieta, ela falava meu nome e sorria enquanto dormia, admito que gostei disso.

Havia chegado em casa, agora a parte complicada era acordar ela.

– Acorda Fabray, ou você prefere dormir aqui no carro? – Brinquei

– Ai amor, me deixa dormir só mais um pouco. – Disse ela.

– Amor? Você está pior do que eu pensei.

Peguei o braço dela e coloquei em volta do meu ombro, eu teria que carregar ela. Fui reclamando enquanto o fazia. Ao entrar em casa coloquei ela no sofá e fui pra cozinha preparar um café.

– Quinn? Acorda Quinn. – Chamei

– Santana? O que estou fazendo aqui? – Perguntou ela confusa.

– É uma história meio longa, mas só posso dizer que você nunca mais vai em uma festa sozinha e que não tenho mais namorado.

– O que? Do que você tá falando? – Pediu explicação

– Eu conto a história enquanto você toma essa café, ok? Sem reclamar Fabray.

Ela assentiu e eu contei o que havia acontecido, ela se lembrou de Puck tentando agarrá-la, mas só se lembrava até aí. Só uma coisa ainda me intrigava.

– Quinn, o que você estava fazendo em uma festa e por que não levou o Finn?

– Bom, eu estava meio chateada com você por não ter dado a mínima pra música que cantei pra você no Clube Glee, Finn tinha que resolver um problema com a mãe dele, aí uma garota das Cheerios me chamou pra essa festa e eu achei que pior do que estava eu não ia ficar, então acabei indo e bebi um pouco além da conta. Daí o resto você já sabe. — Esclareceu ela — E só pra constar, esse café está horrível.

Nós duas rimos e pude perceber que ela já estava melhor. Ela queria tomar banho então resolvi emprestar um pijama pra ela.

– Então Lopez, acho que ainda não estou completamente bem, acho que você vai precisar me ajudar no banho. – Disse ela me olhando de um jeito safado.

Admito que seria incrível tomar banho com ela, mas isso estava fora de cogitação.

– Vou ter que deixar pra próxima Fabray, agora para de enrolar que já são 02:00 e agorinha temos aula. – Disse

– Ok, só mais uma coisa, vou dormir com você é? – Perguntou ela sorrindo

– Claro que não, temos quarto de hóspedes.

Pude ver a decepção na cara dela. Ela começou a me olhar daquele jeito que eu não resisto, aqueles olhos, meu Deus.

– Tudo bem, você pode dormir comigo, mas não vai se acostumando.

Ela sorriu e foi tomar banho, estava feliz em poder passar a noite com ela. Depois do banho ela deitou ao meu lado na cama e passou o braço em volta da minha cintura me puxando para mais perto dela. Não disse nada, na verdade, nenhuma de nós dissemos, estávamos apenas sentindo aquilo que só nós proporcionamos uma a outra, aquilo que nos faz bem, que nos faz feliz, aquele sentimento que chamam de amor.

Ela quebrou o silêncio.

– Então a senhorita está solteira?

– Digamos que sim, por enquanto.

– Por enquanto? — Ela perguntou confusa.

Sim, por enquanto. — Respondi ao mesmo tempo em que selava nossos lábios em um beijo longo e caloroso.

Notas finais
Eu sei que esse capítulo ficou meio curto, mas prometo que compenso no próximo. Não deixem de comentar. Obrigada.