WRECK - Drarry

1 The Room of Requirement


Notas iniciais
Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Bem, há anos eu não posto uma história nesse site, o que é de TREMENDO desperdício. Enfim, quem me conhece sabe que sou uma grande Drarry shipper ?” o que é muito normal, afinal, Draco e Harry simplesmente não facilitam as coisas pra gente ;)

Sem mais delongas, espero de coração que gostem dessa one-shot e que o dia, tarde ou noite de vocês fique bem melhor, com uma pontada de amor.

Ah, se essa one acabar tendo um bom feedback, eu posso trazer outras histórias de capítulo único ou até mesmo a minha longfic "Factum Mortis" para o site :D

Boa leitura!!!

Graças a todos os magos, eu estava olhando para dentro daquela caixa, muito bem escondida na sala precisa, e estava lá... o diadema, eu tinha achado a próxima horcrux.

Segurei a tiara, mesmo que aquilo estivesse compartilhando um arrepio horrível pelo meu corpo, mas ouvi passos se aproximarem de mim, e prontamente me preparei para um conflito.

— Ora, ora! — olhei para o autor da voz, e era Draco, junto de Zabini e Goyle, todos com as varinhas apontadas para mim. — O que te traz aqui, Potter?

— Te pergunto o mesmo. — arrisquei, não intimidado.

— Você está com uma coisa minha, e a quero de volta. — disse Malfoy, com certeza se referindo a sua varinha, que ainda estava comigo.

— E qual é o problema com essa aí? — questionei, indicando o objeto na mão dele.

— É da minha mãe. É poderosa, mas não é a mesma coisa. Ela não... me compreende. Sabe o que digo?

Mesmo com Malfoy tentando me intimidar, apontando a varinha para mim e levando seus capangas como uma forma de covardia, talvez... eu não estava convencido de que ele realmente estava lá apenas para ter a varinha de volta. Algo pairando no ar mostrava que não era sobre aquilo. Então, arrisquei perguntar:

— Por que você não disse a ela na mansão? Bellatrix. — perguntei com a expressão neutra. — Você sabia que era eu e não disse nada.

Em uma fração de segundo, Draco demonstrou uma espécie de recuo. Ele desviou o olhar e vi que sua mão estava tremendo um pouco, mas eu não sabia o porquê.

— Vamos, Draco, não seja burro! Pega ele! — Goyle sussurrou alto o suficiente no ouvido de Malfoy, o suficiente para eu poder ouvir e pôr a mão no bolso para tatear a varinha.

Pela primeira vez na vida, vi aquela expressão no rosto dele. Draco me olhou como se estivesse assustado, não por outro motivo, e sim assustado comigo, temeroso ou algo do tipo. Ficamos em silêncio por poucos segundos, mas então... Malfoy abaixou a varinha e olhou fixamente para mim, com a testa franzida e a respiração claramente falha. Eu não fazia ideia do que iria acontecer.

Ele caminhou rapidamente até mim e, assustado, segurei a varinha que estava comigo, mas não houve tempo para eu apontá-la. Draco, simplesmente, segurou meu rosto e pressionou os lábios dele contra os meus.

Meu cérebro pifou nessa hora, eu apenas via grandes pontos de interrogação. Mantive meus olhos abertos e respiração travada enquanto ele me beijava de forma firme, como se não aguentasse mais esperar para fazer aquilo. Eu vi os olhos dele fechados, o rosto extremamente próximo. Malfoy... Draco Malfoy estava me beijando. Mas o quê...

Ele finalizou o beijo lentamente e não se afastou muito. Quando Draco abriu os olhos, tinha um brilho esquisito neles, acho que ele estava com medo de como eu reagiria a isso, mas apenas continuei intacto e confuso. Os amigos dele também abaixaram as varinhas, e pareciam estar mais incrédulos que eu.

— Mas que droga foi essa??? — vi Rony e Hermione saindo de trás de um dos entulhos.

Eu não sabia o que fazer, então apenas olhei para meus amigos sem conseguir pensar em nada.

— Harry, você achou o diadema! — Hermione parecia empolgada olhando para a minha mão. Assenti, finalmente retomando a consciência.

— Pegue. — Eu entreguei a tiara para ela, e ignorei o rosto de Rony que ainda não estava entendendo o que tinha acontecido. — Vamos destruir lá fora, se fizermos aqui, podemos arruinar a sala. Não temos muito tempo, vamos logo! — sugeri.

Rony e Hermione se afastaram, passando pelos amigos de Draco que estavam plantados ali. Encarei Malfoy, que parecia tímido e claramente não sabia o que fazer, se ficava ali ou iria embora, comigo ou sozinho. Procurei ajudá-lo nessa indecisão:

— Se proteja, você precisa ficar a salvo. Eu quero falar com você depois que tudo isso acabar. — Eu disse com a voz o mais suave possível, para transmiti-lo conforto. Ele apenas assentiu.

Não sei ao certo o porquê, se era porque estava no meio de uma batalha com os nervos à flor da pele ou por algum instinto inexplicável, mas me inclinei e... o beijei. Foi mais alucinante ainda, saber que eu mesmo tomei essa iniciativa, do nada, e... mesmo sendo um beijo curto e firme, era inegavelmente especial. Meu coração não parou quieto nem por um minuto depois disso, afinal.

Me separei dele, lancei um sorriso de canto e corri para longe, me juntando com Rony e Hermione. Não tinha tempo naquele momento, precisávamos destruir as horcruxes, ou não haveria um “depois”.

****

Já era de manhã. Basicamente, eu sobrevivi a um Avada Kedavra, mais uma vez. Acabou que eu era uma das horcruxes, o que enlouqueceria qualquer um. Imagine descobrir que tem uma parte da alma do seu inimigo dentro de você.

A última horcrux era a cobra do Voldemort, mas ela foi morta pelo Neville. Me atrevo a dizer que ele é o real herói do mundo bruxo. Então... tudo estava acabado.

Eu estava na ponte onde levava à entrada principal, com o Rony e a Hermione. Estávamos todos desarrumados e machucados, uma marca muito honrosa da vitória em uma guerra.

— E o que vamos fazer com ela? — perguntou Rony, se referindo a varinha das varinhas, depois de eu ter contado que ela pertencia a mim.

— Nós? — Hermione o repreendeu.

— Qual é?! Essa é a varinha das varinhas, a mais poderosa do mundo! Com ela seríamos invencíveis!

Eu olhei para o objeto na minha mão. Todos tratavam como se fosse a coisa mais magnífica do mundo, mas aquilo só causou discórdia e competição entre todos. Decidido, posicionei minha mão sobre ela e a quebrei. Jogar aquilo no precipício foi uma das sensações mais libertadoras que já senti, e meus amigos estavam orgulhosos de mim, eu sabia disso.

— Potter... — Um loiro surgiu por trás de Rony e Hermione, e todos nós o encaramos. Mesmo em estado precário depois de uma noite de batalha, Malfoy conseguia manter a postura culta e... Merlin, que garoto bonito.

— Depois nos falamos. — Hermione disse e sorriu para mim, e então, agarrou o braço de Rony e eles caminharam para longe.

Por um tempo eu e Draco ficamos ali, de frente um para o outro e calados, sem coragem para dizer nada, apenas sentindo o sol bater no meu rosto e iluminando o dele belamente.

— Por que não disse a ela? — Eu perguntei de novo, e ele respirou fundo.

— Você é sempre lerdo assim ou só finge? — Ele me provocou, mas eu sorri. De alguma forma, o clima entre nós estava diferente.

— Sou lerdo por não perceber antes o que você sente por mim. — Draco suspirou e olhou para a minha boca, senti algo estranho dentro de mim nessa hora.

— Não se pode do nada falar para a pessoa que você implicou por toda a vida que...

— O quê? — Por um impulso, cheguei mais perto.

— Não se faça de burro, Potter. Você sabe muito bem do que estou falando.

— Quero ouvir você dizendo. — insisti.

— É... eu gosto de você. — Draco admitiu, olhando fundo nos meus olhos. — E não é só gostar do jeito simpatizar, é diferente disso.

Eu o fitei, desistindo de qualquer coisa que estivesse me prendendo.

— Desse jeito? — perguntei e, pela terceira vez na minha vida conturbada, eu o beijei.

Não importava o que qualquer um dissesse, beijar Draco Malfoy foi a melhor sensação da minha vida. Não sei direito o porquê, mas foi. Naquele momento, enquanto nossos lábios se exploravam, segurei em sua cintura, por ele ser mais alto e por minha mente girar com aquele sentimento. Quando me afastei devagar, vi que ele deixou escapar um sorriso. Vi, pela primeira vez, um sorriso sincero em seu rosto e, acreditem ou não, aquilo o deixou ainda mais atraente.

— Sim, desse jeito... — Draco falou, me fazendo rir. — E agora?

— Acho que... vamos entrar no castelo, e ver onde a vida vai nos levar.

Ele sorriu um pouco mais abertamente para mim. Eu conseguia ver no rosto dele, a libertação que foi finalmente admitir o que sentia.

— Mas antes... — Eu lembrei, pondo a mão no meu bolso e pegando a varinha dele. — Isso pertence a você. Obrigado, ela me salvou mais de uma vez. Acho que sem ela eu não estaria aqui.

— Ela foi mais útil do que imaginei, então. — Draco soltou uma risada nasalada. — Não há de quê, Potter.

Eu sorri para ele e, finalmente, nós começamos a andar lentamente em direção ao castelo. Depois de tudo, obviamente estávamos cansados e descansar era a prioridade.

Concluindo: sim, foi dessa maneira que uma história muito forte estava para começar na minha vida, e o autor dela... nada menos que Draco Malfoy.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!