WHTeen
1 Capitulo 1
Notas iniciais
Pov's Annie
Era 5:30 da manhã quando sai do aeroporto de Nova Iorque rumo a Londres onde iria terminar o colegial na International High School, uma escola cara para alunos ricos ou com algum talento que no meu caso era a inteligência. Dentro do avião eu pensava em como seria a minha vida em Londres a partir de hoje. A minha tia Elizabeth havia ficado tão histérica quando eu passei na prova que já tinha alugado até apartamento que por sinal eu teria que dividir com duas outras meninas, porém o senso da minha tia pra escolher apartamento não era muito certo, na verdade nada nela era muito certo. Ela alugou um apartamento nas beiras da escola ou seja: eu não teria uma desculpa pra faltar quando tivesse na TPM. E seu não gostasse dessas garotas? E se elas fossem chatas e mimadas? Se tem uma coisa que me tira do sério são meninos e meninas ricos e fofoqueiros que acham que podem tudo. Ainda mais as barangas que conseguiam pegar o time de basquete. O que eu tava pensando? Eu nem conhecia os garotos. Em meio a vários pensamentos embaraçosos eu cheguei a Londres já fazendo papel de desastrada derrubando a mala de um homem engomadinho. Eu espera que esse moço não fosse diretor ou alguém influente no colégio. Sai do aeroporto tentando não tombar em todas as pessoas enquanto arrastava a enorme mala. Na porta do aeroporto eu peguei um táxi e disse o endereço do apartamento indo em direção á minha nova vida.
Pov's Brunna
Em frente ao espelho eu observava o meu lindo reflexo me perguntando como uma pessoa tão perfeita não conseguia tudo o que queria. Fala sério quem meu pai acha que é? Um ditador? Ele não pode chegar assim sem mais nem menos e dizer que vou morar em um apartamento! Eu Brunna Stromberg morando em um apartamento com outras duas ratinhas remelentas! Aaarghh que raiva! Meu pai não tem pena de mim. Ele quer me ver ficar com rugas e meus lindos cachos loiros ficarem brancos. Ainda faltava um dia pra eu espalhar meu brilho pelo colégio e pisar em corações que desejavam sair do seu estado de pobreza então tinha que inventar alguma coisa para fazer hoje. Retoquei o batom mais uma vez, joguei os cachos para o lado e encarei os olhos azuis refletidos no espelho. Porque tinha gente que queria me imitar? Porque eu sou linda e tenho o mundo na palma da minha mão era por isso. Resolvi ligar para meu namorado e perguntar se ele queria me ver é claro. Ele atendeu logo o telefone e falou animado:
–Brunna lindinha, como você tá?- ele sempre falava com essa animação. É óbvio. Ele tava falando comigo.
–Oi Luke! Eu tou péssima!- gritei no telefone e escutei alguma coisa do outro lado caindo.
–Mais porque?- ele mudou para um tom preocupado.
–Meu pai! Quer me mandar para um apartamento! Para dividir com ratas!- berrei histérica e ele me pediu calma- Luke Sakamoto. Não me peça calma! Se você não quer falar comigo é só você me dizer!
–Mas amor...- ele não terminou a frase porque eu desliguei na cara dele sem a menor pena.
Afff. Luke era um insensível. Nunca se importava com meus problemas. Ele tinha sorte de namorar uma menina tão linda e rica como eu. Quantos não queriam ter a sorte dele? Resolvi telefonar para outra pessoa. Um amigo. Esse sim iria me ouvir com prazer...
Mathew Pov's
Brunna havia me acordado as 8 da manhã e começou a tagarelar no telefone falando mal do pai dela e sobre um apartamento. Enquanto ela dava ataques de loucura eu cochilei um pouco e mais uma vez ela me acorda aos berros.
–Math você ta aí?
–Estou... é claro.- bocejei revirando os olhos.
Desde o dia que a gente tinha terminado o nosso namoro e ela começou a namorar meu amigo Luke ela me tratava como melhor amigo e sempre me interrompia no meio das minhas tarefas para falar mal dos outros e bem dela. Me perguntava se ela não tinha o número do David para fazer isso... Não duvidava nada que ela falasse que eu beijasse mal ou outras coisas para ele. David era o garoto de que você não conseguiria esconder um segredo e por esse motivo era líder do jornal da escola e consequentemente melhor amigo da Brunna.
–Não fica brava gatinha.- respondi sem animo algum- Eu e o time de basquete moramos nesses apartamentos.
–Mas eu tenho que dividir ele com outras meninas!- ela deu um gritinho histérico e mais uma vez tagarelou sobre meninas chatas e etc.
Eu dividia o apartamento com dois outros meninos do time de basquete: Patrick e Cameron. Patrick morreu em um acidente de carro nas férias e Cameron engravidou uma menina e agora foi morar com ela ou seja: eu morava sozinho.
–Tenha calma- falei no tom mais simpático que conseguia fazer naquele momento- talvez elas sejam legais...
–Ou talvez não!- ela não me deixou terminar a frase- E se eu tiver que dividir com a nerd da Andy?! Ou a palhaça da Cheyenne?!
–Fique calma. Vai dar certo.
–Ai chuchu só você mesmo para me acalmar. O Luke é um idiota...
E acho que ela deve ter falado mal horrores de Luke. É uma pena que não pude ouvir porque eu desliguei o telefone. Deitei na cama prestes a dormir de novo quando a campainha tocou. Ao atender a porta eu tive uma surpresa não muito surpreendente.
–Thalia?- ela era a líder de torcida mais linda do colégio e namorava o capitão do time, meu amigo Alex.
–Sim...- eu nem deixei ela terminar de falar e puxei ela para um beijo voraz e selvagem que de certo modo ela gostava.
–Mathew... Para!- ela se afastou de mim botando a mão na minha barriga para me impedir de chegar até ela- Você não acha isso... er... errado? E se Alex descobrir? Ele é seu melhor amigo.
É a primeira vez que ela parecia preocupada com uma coisa que já acontecia à 1 mês. É, eu botava chifre no meu amigo à um mês, mas eu não estava preocupado com isso. Os únicos que sabiam eram Patrick e Cameron que levaram esse segredo para Veneza e para o túmulo.
–Ele não vai descobrir.- falei de um jeito sedutor no ouvido dela- Só se você contar.- eu me aproximei mais dela e ela começou a passar as unhas no meu corpo- você vai contar? -Mordi o lóbulo da orelha dela.
–N... Não...- ela ficou nervosa ou atiçada. Eu sei lá, mas ela começou a me beijar do jeito fogoso que ela fazia antes que me levava à loucura.
Eu tinha coragem de fazer isso com meu melhor amigo? É acho que sim. Me desculpa Alex, mas eu penso com a cabeça de baixo.
Annie Pov's
Eu estava de pé diante do apartamento 810. Já mencionei que minha tia Eliza não era normal? Acho que já. Eu estava com receio de abrir a porta e encontrar duas garotas vestidas de rosa e se maquiando ou duas garotas vestidas de preto ouvindo heavy metal. Em vez disso pisei em um saco de batatas fritas e vi uma garota com uma camiseta azul, cabelos castanhos desalinhados e um fone de ouvido daqueles de DJ.
–Olá.- tentei falar com ela, mas a menina só começou a cantar mais alto Bad Habit.- OLÁAAA!- berrei igual uma retardada tentando chamar a atenção dela. Acho que até os alunos que moravam no térreo escutaram.
Desisti de tentar chamar a atenção dela, tranquei a porta e minha intenção era procurar o quarto, mas como eu já devo ter mencionado também: eu sou um poço de desastre. Assim que passei por trás do sofá eu escorreguei em um skate e cai para trás com tudo. Sorte que cai por cima da mala e não bati a cabeça. Isso parece ter chamado a atenção da menina que veio correndo me prestar socorro.
–Você ta bem garota?- ela era baixinha, parecia um duende e tinha um olhar divertido- Sua mala salvou seu crânio hein?
–É.- lancei um olhar acusador para ela- O que este skate está fazendo jogado ai?
–Er... Foi sem querer desculpe- ela me lançou um olhar tímido- Não sabia que a nova garota ia chegar hoje. Eu devia ter botado tudo debaixo da cama... Ou talvez no armário...
–E a outra garota?- perguntei já que não tinha nenhum outro sinal de vida além daquela duende bagunceira.
–Ela chega apenas amanhã.- ela me ajudou a levantar e pegou um copo de água para mim- Só morava eu e outra garota aqui, mas ela engravidou e foi embora. Então estou sozinha desde o final do ano passado.
–Como é o seu nome?- perguntei sentindo que ia gostar de dividir o apartamento com essa menina.
–Letycia!- ela sorriu bastante animada e estendeu a mão para mim- e você?
–Annie Clarck!- é eu tinha certeza que íamos ser grandes amigas.
–Pode me chamar de Letty!- em vez de apertar minha mão dessa vez ela me abraçou feliz. Eu parecia uma amiga que ela procurava desde o ano passado e não a novata no apartamento.
Afinal de contas, talvez morar em Londres não fosse tão ruim. Eu podia encontrar muitos amigos bons aqui e ser feliz antes de voltar para Nova Iorque, mas talvez não fosse assim. Antes de meu pai morrer me deixando com minha tia ele havia me dito: Annie minha princesa... A vida não é feita só de ganhos, as vezes você perde. Não espere que a vida seja boa o tempo todo. E eu tinha a impressão que eu ia encontrar muita dificuldade aqui em Londres.
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