O papel à sua frente não era nada mais que um borrão onde as letras se misturavam. Hermione estava no trabalho, mas não conseguia se concentrar no relatório à sua frente e tudo isso graças a Draco Malfoy.

Suspirou e recostou na cadeira, fechando os olhos. Sua cabeça doía e precisava de paz para pensar no que fazer de sua vida. Draco Malfoy representava um passo enorme para trás, para o passado que gostaria de esquecer, mas ao mesmo tempo a fazia rever seus atuais conceitos sobre relacionamento e Hermione não gostaria de fazer algo impulsivo e impensado.

Lembrou-se de sua conversa com Marc, um pouco mais cedo.

– Somos Granger e Malfoy, eu nunca sequer havia cogitado a possibilidade de algo entre nós acontecer. Somos diferentes em todos os aspectos, você nem poderia imaginar, mas... Inexplicavelmente, eu me sinto bem quando estou com ele!

– Isso está te angustiando mais do que deveria, certo?

– E agora eu quero mais do que tudo que esse... Algo, realmente, aconteça.

– Deveria dizer tudo isso a ele, você sabe.

– Hermione? Hermione? — Abriu os olhos, assustada, e deparou-se com Jean à sua frente vestindo o terno.

– Jean! — Aprumou-se na cadeira, enquanto se perguntava se havia dormido ou se simplesmente estava distraída em suas próprias divagações. — Me desculpe, eu só estava... Pensando.

– Tudo bem, tudo bem. — Ele abotoou o terno e a olhou, parecendo preocupado. — Hermione, nos conhecemos há anos, não?

– Isso é uma conversa sentimental, Sr. Joufrett?

– Apenas escute, menina. — Ela levantou as mãos em rendição e o encarou, esperando. — Não pense tanto, apenas faça. Os melhores momentos da vida são os mais espontâneos. Lembre-se disso.

– O que quer dizer...?

Antes que pudesse terminar, Jean a interrompeu e lhe deu às costas carregando a pasta executiva numa das mãos e sumindo pela porta do Departamento.

Certo, isso não devia deixá-la com apenas um nome martelando em sua mente, mas a questão é que isso estava acontecendo, não era mais algo que pudesse controlar.

Você nunca foi de esperar que as coisas aconteçam. Lembrou-se do conselho de Marc novamente. Praticamente podia ouvir a voz dele, bem ao seu lado, lhe dizendo isso novamente.

E foi o que bastou para Hermione levantar-se, pegar seu casaco e bolsa e seguir para a lareira de aparatação. Já sabia exatamente como fazer para chegar até Draco Malfoy. Se não soubesse, não seria Hermione Granger.

Com o Diário das Bruxas em mãos, aberto na página que havia o artigo sobre eles, mentalizou seu destino e aparatou. Ficou um tanto quanto surpresa quando percebeu que seu "plano" havia dado certo.

Encontrava-se no hall de entrada do apartamento de Draco Malfoy. A sala de estar era grande e luxuosamente mobiliada, assim como a cozinha, que era separada da sala por um grande e caro balcão de mármore.

E ele estava lá, sentado calmamente numa das banquetas perto do balcão, bebendo algo enquanto lia um jornal. Suas feições, que antes estavam tão concentradas, esboçaram supresa ao vê-la ali.

– Granger! — Ele levantou-se, passando as mãos no rosto para ter certeza de que não estava sujo. O ambiente cheirava a chocolate quente e Hermione presumiu que fosse a bebida escolhida por Draco. — O que você está fazendo aqui?!

– Vai liberar minha passagem ou vou ter que ficar aqui enquanto conversamos? — Perguntou, orgulhosamente, no que ele pegou a varinha e desfez o feitiço que a impedia de entrar na sala, ainda um pouco atônito.

Hermione aproximou-se, percebendo que Draco usava apenas uma calça de moleton e camiseta negra de mangas, tendo os pés descalços. Ele não podia estar mais atraente, mas não obrigou-se a olhar ao redor ou algo do tipo, iria encará-lo de frente.

– Viu isso? — Hermione entregou a revista a Draco e desfez-se da bolsa e do casaco, ficando apenas com o vestido social que usava para ir trabalhar. Malfoy levantou uma sobrancelha e a encarou, como se já tivesse lido aquilo um milhão de vezes (como ela própria havia feito). — Foi isso mesmo que disse? No dia da festa?

– Não, não no dia da festa. — Ela franziu o cenho e Draco suspirou. — Alguns dias depois. Eles não paravam de mandar corujas e eu enviei uma nota simples.

– Dizendo exatamente isso? — Hermione precisava ter certeza antes de dar qualquer outro passo.

– Sim! Olha, Granger, onde quer chegar com isso? Já vou avisando que não estou com paciência para os seus joguinhos in...

Hermione o interrompeu com um beijo antes que Draco pudesse completar a frase. Sua boca se moveu sobre a dele, estimulando-o a corresponder, sem pressa. Não era nada como a última vez em que esteve ali, excitados e apressados para saciarem seus desejos.

Malfoy jogou a revista em um canto qualquer e a abraçou pela cintura, trazendo-a para junto de seu corpo. Adorava o modo como os corpos deles se encaixavam, havia percebido isso desde a primeira vez que se beijaram.

– Sem joguinhos. — Os lábios dele estavam vermelhos e adorou isso, só a deixava com mais vontade de beijá-los.

– Eu, definitivamente, não estou entendendo.

Ela sorriu e desvencilhou-se do abraço dele, tirando os sapatos e ficando uns bons 10 centímetros mais baixa.

– O que você não está entendo, Draco Malfoy?

Perguntou no mesmo instante em que o empurrou para a poltrona mais próxima e sentou-se em seu colo colocando as duas pernas ao lado do corpo dele.

Malfoy parece ter aprovado sua atitude, pois soltou um sorriso malicioso e a abraçou pela cintura, alinhando seus corpos, enquanto uma de suas mãos subia por baixo de seu vestido, apertando prazerosamente uma de suas coxas.

Lentamente, Draco levou a boca ao seu pescoço e começou a trabalhar ali deixando beijos quentes e mordidas que a deixavam arrepiada. Hermione fechou os olhos, apreciando a sensação da barba por fazer que ele ostentava em contato com sua pele.

Entretanto, quando ele achou que só o pescoço era pouco espaço para poder explorar, levou as mãos ao zíper de seu vestido e o abaixou com a ajuda de Hermione, revelando um sutiã meia-taça de renda negra sustentando seus seios. E, pela expressão de apreciação em seu rosto, Draco gostou bastante do que encontrou.

Seus lábios se juntaram novamente num beijo, dessa vez mais sedento e exigente. Suas línguas se encontravam e massageavam uma à outra, fazendo Hermione suspirar em meio ao beijo devido ao sabor de chocolate que a boca dele possuía no momento. Já não se lembrava de mais nada, tão concentrada estava naquele beijo e nas sensações que Draco Malfoy lhe proporcionava.

As mãos do loiro subiram firmes por suas costas e seus dedos abriram com agilidade o fecho do sutiã. Lhe dando um último selinho, Draco desceu os beijos pelo pescoço até alcançar seus seios e passar a brincar com os mesmos usando a língua, despudoradamente.

Hermione podia ouvir sua respiração descompassada, seu coração martelando contra o peito e os cabelos lisos de Malfoy apertados entre seus dedos, incentivando-o a continuar. Suas unhas arranharam o pescoço branco e alvo, mas não abriu os olhos para ver o estrago.

Ao senti-lo ganhar vida embaixo de si, rebolou instintivamente fazendo Draco encará-la, depois de soltar um pequeno gemido contra sua pele. Os olhos dele estavam escuros e ela podia ver o desejo estampado, irremediavelmente.

– Gosta disso?

Mordeu os lábios ao rir maliciosamente e fez de novo, lentamente, para torturá-lo. Dessa vez, ele fechou os olhos soltando o ar pela boca e apertando sua coxa, mais do que o necessário. Mas ela não se importou, suas pernas pareciam ser a parte de seu corpo preferida de Draco.

– Gosta de me provocar, Granger.

Não era uma pergunta, ela pôde notar, mas era a mais pura verdade. Gostava de provocar, tanto quanto ele gostava de ser provocado por ela. Era uma coisa apenas deles, Hermione tinha certeza disso.

Porém, enquanto divagava sobre sua atual situação com Draco, ele se levantou da poltrona, obrigando-a a apertar as pernas ao redor de sua cintura. Seus braços estavam ao redor do pescoço dele e seus seios estavam apertados de encontro ao peito dele. Suas bocas brincavam distraidamente entre si, embora não chegasse a ser de fato um beijo.

Hermione percebeu que estavam no quarto de Draco, quando ele a deitou na cama de edredons macios e caros. O aposento era grande e minimalista, a única fonte de luz vinha de um abajur ligado ao lado da cama, mas não teve tempo e nem vontade de reparar na decoração.

Draco retirou sua própria camiseta pela cabeça e puxou seu vestido para baixo, deixando-a apenas com a calcinha de renda. Ele a encarou seriamente por um momento e Hermione imaginou que seus cachos estivessem um pouco rebeldes e que sua face estaria corada, de prazer.

– O que foi?

– Sabe, eu poderia tirar uma foto sua agora. — Ela sorriu e sentou-se na beirada da cama, sem vergonha alguma da nudez que exibia, puxando-o para mais perto pelo cós da calça de moletom.

– Pra quê fotos... — Fez com que ele se deitasse sobre si e fechou os olhos quando sentiu o membro pressionar sua intimidade de forma tão prazerosa, mesmo ainda estando com uma barreira de tecidos entre si. — Se você poderá me ter quando quiser?

– Até mesmo amanhã?

A voz dele estava rouca e teve que abrir os olhos, como que para garantir que sua resposta era quase uma promessa. Estaria com Draco no dia seguinte se ele quisesse, assim como no próximo e no próximo.

– Até mesmo amanhã.

Notas finais
Olááá!! Mais um capítulozinho pra vocês e agora com o que todo mundo esperava: Draco e Hermione juntos! Tudo bem, eu sei que ainda tem muita água pra correr embaixo dessa ponte, esse é só começo, mas já é um bom começo né? Então, não há muito o que comentar sobre o capitulo, na verdade eu espero que vocês comentem!! :D Os comentários do último capítulo foram incríveis, sinceramente, e eu espero que esse capítulo inspire vocês ainda mais kkkkkk Não tem spoiler novamente, por motivos que vocês já conhecem, mas eu espero que no próximo domingo estejamos juntos denovo :)) Bjão, até lá!