Vício M(eu)

20 Capítulo 19 - "Passou"


Notas iniciais
(Notas no capítulo)

Notas: Oi, passando para dizer que não morri e para desejar um feliz natal! E também para pedir desculpas. DESCULPAAAS! Não me odeiem, por favor. Bom, aqui tem mais um capítulo, que foi feito com todo amor, carinho e correria! Espero que gostem! Um muito obrigada a Lola, Lu, CH, Baka sama e Julia Miwa Solace! Se ainda tiver alguém aqui, nos vemos lá em baixo! ♥

Capítulo 19 – “Passou”

As palmas vão cessando aos poucos e eu me permito soltar o ar que estava trancado em meus pulmões numa forte e agressiva bufada. Me sinto aliviada. A única palavra que toma conta de minha mente, me fazendo-a enxergar em letras garrafais e luminosas, praticamente se esfregando na minha cara era: “Passou”.

Era ela que repousava sua mão delicadamente no meu ombro, me acalmando. Gradativamente, sinto a adrenalina diminuir. Encaro a multidão, os rostos conhecidos do time de futebol me olhavam surpresos e entusiasmados, quando encontro Zack e nossos olhares se cruzam, ele me entrega um sorriso que não consigo interpretar direito, se é um pedido de desculpas, se me parabeniza ou se apenas que exibir seus dentes brancos. Talvez seja um bocado dos três, o engraço é que sinto no fundo da minha alma, que se essa três alternativas fossem dispostas num gráfico, o pedido de desculpas seria o dono da menor porcentagem.

Não sei o que dá em mim, mas faço uma reverência brincalhona para o público. Nesse momento, Linda levanta da banca e puxa uma nova onda de aplausos, lentamente vou saindo, dou as costas e caminho em direção ao vestiário sem olhar para trás. Enquanto passo, ouço alguns estudantes me parabenizando, sinto uma mão me cutucando, penso que pode ser Zack, mas chego a conclusão que só alguém que esbarrou por acidente em mim. Emi aparece não sei de onde e me puxa, abrindo caminho pelo aglomerado de adolescentes.

Chegamos ao vestiário e para minha total sorte ainda não há nenhuma menina se trocando. Visto a roupa que usava de forma muito rápida, enquanto minha outra eu praticamente faz um stripper. Quando já está finalmente vestida, joga seus braços ao redor do meu pescoço, e eu a envolvo num abraço a prendendo pelas costas. Emi me olha com o olhar meio embriagado, me beijando logo em seguida. Sinto nossos lábios sendo pressionados mutuamente. Ela puxa me lábio inferior, me obrigando a abrir a boca, um segundo é o suficiente para sentir sua língua incomodar a minha. Emi me provoca coisas indescritíveis apenas por ser existir e ser. Tudo o que flui dela é intenso. Tudo flui com Emi e se intensifica em mim. Até mesmo os seus beijos mais ardentes, os quais são uns de meus vícios mais secretos e sagrados.

–– Parabéns. –– minha outra eu cochicha para mim, depois de terminar o beijo. Logo me presenteia com um sorriso abobalhado de encantamento.

–– Parabéns. –– a cochicho de volta, afinal quem fez tudo aquilo foi nós duas.

Rimos e saímos de mãos dadas do vestiário.

–– Emily! –– escuto uma voz feminina atrás de mim e quando me viro percebo uma das trigêmeas, certamente Linda, correndo pelo corredor principal do colégio para me alcançar. Observo o seu cabelo loiro balançar, só ficando inerte quando chega até mim.

–– Oi. –– ela diz, recuperando o fôlego. –– Eu só queria te dar parabéns, você foi muito bem. –– Linda diz, dando ênfase ao “muito”.

–– Nossa. –– rio, sem graça. –– Muito obrigada. –– fico realmente feliz por escutar aquilo. Emi me dá uma leve cotovelada, seguida de uma piscadela.

–– Érr, você está indo a pé? –– ela pergunta e eu balanço a cabeça positivamente. –– Não quer uma carona? Tô indo resolver umas coisas no centro. –– Linda sorri simpaticamente sem mostrar os dentes.

–– Com toda certeza nós aceitamos, muito obrigada Linda. –– Emi termina a sua fala com um sorriso interesseiro.

–– Ah, se não for incomodar, eu vou ficar na estação. –– digo e vejo uma interrogação nos olhos de minha outra eu.

–– Lógico que não. –– a menina me lança outro sorriso.

Acompanhamos Linda até o seu armário, onde pega suas coisas, e de lá vamos direto para o estacionamento. O carro de uma das princesas do colégio é preto, de quatro portas, muito bonito, mas discreto. Nada que combine com o estereótipo que carrega consigo. Eu sento no banco do canora enquanto Emi vai para o banco de trás.

Saímos das dependências do colégio em silêncio, um silêncio inquietante, pois estava simpatizando muito com Linda, e por mais estranho que parecesse, eu estava realmente com vontade conversar com ela. Mas não havia assunto.

–– Vai fazer compras no shopping da cidade vizinha? –– pelo visto, ela também não estava gostando do silêncio.

–– Não. –– rio por passar na cabeça de Linda um pensamento desses relacionado a minha pessoa.

–– Na verdade, não costumo fazer compras. –– falo honestamente.

–– Sorte sua. –– ela suspira. –– Sou praticamente obrigada a ficar horas e horas em lojas. –– Linda admite seu desagrado e me surpreendo pelo seu relato.

–– Nem toda integrante da equipe precisa ter frescura, sabia? –– ela diz, notando meus olhos arregalados.

“Agora sei.” –– penso.

A menina deixa eu e Emi na estação e segue para o seu destino.

–– Alguém presta naquele timezinho. –– minha outra eu diz com um misto de surpresa e desdém. Eu rio.

Agora que já passamos por aquela primeira aventura no metrô, todo o processo se torna mais familiar e fácil. Compro minha passagem de ida e volta e vamos aguardar o trem. Esperamos por uns 20 minutos, em que fiquei passando e repassando mentalmente a nossa apresentação. Eu ainda escutava os aplausos ecoando na minha cabeça. A máquina chega e nós a adentramos. Graças a Deus está bem vazio, não corremos nenhum risco de ficarmos sem lugar.

–– Que bom que vamos visitar nossa maninha, já estava com saudades. –– Emi diz como quem não quer nada.

–– Digo, vai ser ótimo rever todo mundo, mas será que eles deixam eu dar uma escorregadas no pole? –– minha outra eu se questiona seriamente e a única coisa que faço é rir.

–– Não é como se pudessem te impedir, Emi. –– digo.

–– Agora me conte uma novidade, queridinha. –– a menina sexy que hoje está florida diz com arrogância, a arrogância mais graciosa que já presenciei.

Entre patadas, afetos e risadas vamos percebendo as estações passando. Meu coração começa a se acelerar, não por nervosismo, mas ansiedade. Eu realmente me senti muito bem e confortável naquele dia e quero sentir a sensação novamente. Um homem de aparentemente 50 anos, acima do peso, de cabelo grisalho e olhos azuis claros, entra e senta no banco de frente para mim. Ele começa a me analisar e me olhar com malícia. Sinto nojo e uma pinta de medo, começo a olhar pela janela, ignorando-o.

–– Venha, vamos sair daqui. –– Emi diz e me puxa, cruzando o vagão. Ficamos em pé do lado da última porta.

O homem levanta e senta no banco atrás de nós, que fica de frente para a porta. Meu coração acelera de forma que acho que vai rasgar minha pele e sair picando pro aí. Sinto a velocidade do trem diminuir até que para totalmente e desço na estação que se abre, mesmo ela não sendo a minha estação de destino. Ele levanta e ameaça que vai sair correndo atrás de mim. Meu coração gela e minhas pernas ficam sem ação. Quando vai cruzar as portas elas se fecham a um centímetro de seu nariz pontiagudo, o homem retorna lentamente para o lugar em que estava, rindo sozinho. As outras poucas pessoas que também estavam no vagão continuam nas suas vidas com as caras grudadas nos celulares, sem perceber nada do que acontecera.

Solto um longo suspiro aliviado. Emi me abraça.

–– Calma. Passou. –– ela cochicha, mas não se diz para mim ou para ela.

–– É para nós duas. –– Emi responde minha dúvida, segurando meu rosto apavorado, ela com expressão preocupada e desesperada.

Balanço a cabeça positivamente e a conduzo até o banco para esperarmos o próximo trem. Que aliás, chega assim que repousamos nossas bundas, mas estamos ainda muito apavoradas, então decidimos aguardar pelo seguinte. Esse demora um pouco a dar o ar de sua graça, uns 15 minutos. O pegamos e dali a mais 10 minutos já estamos descendo em Apótema.

Continuo meio abalada com o ocorrido no trem e me vejo com medo de pegar um táxi e com medo de caminhar até o puteiro. Espio para dentro do táxi e só encontro rostos nada convidativos, onde todos me lembravam a cara nojenta daquele homem. Ficamos eu e Emi paradas por uns bons 10 minutos, até que vejo um táxi novo estacionando no ponto, a janela com película escura abaixa, e vejo um rabo de cavalo castanho, longo e liso, um par de óculos pretos e lábios finos rosados. Uma taxista mulher. É nesse momento que acredito completamente em Deus ou seja lá no que for. Minha outra eu e eu seguimos diretamente em direção ao carro. Dou duas leves batidas na janela do carona.

–– Oi. –– a moça leva um pequeno susto, pois estava distraída mascando chiclete. –– Você pode me levar até uma lanchonete temática dos anos 60?

–– Que lanchonete, o que! Moça, nós queremos ir é no puteiro, entendeu? P-U-T-E-I-R-O –– Emi se faz inconveniente só para variar. A ignoro com um rolar de olhos e volto a falar com a taxista.

–– Fica do lado de uma farmácia, se não me engano. –– tento dar um pouco de informação, já que não sei o endereço exato.

–– Só tem uma lanchonete temática nessa cidade, não tem erro. É só entrar menina. –– a mulher morena clara, magra, de aparentemente 20 e poucos anos diz.

Eu e Emi nos sentamos no banco de trás do carro e simplesmente esperamos o nosso destino chegar. Sentimos o embalo do carro mudar a cada dobrada, parada, arrancada e curva que faz, até que para definitivamente na rua já conhecida por e por minha outra eu.

A taxista me diz o valor e com muito sofrimento, lhe entrego o dinheiro.

–– Você não tem um cartãozinho para me dar? –– a pergunto, porque com minha sorte, dificilmente vou encontrá-la a cada vez que visitar o povo do cabaré.

–– Tenho sim. –– ela eleva o quadril para tirar a carteira do bolso de trás do shorts jeans. –– Aqui. –– ela diz tirando um pedaço de papel durinho da sua carteira e me entregando.

–– Obrigada, Marcela. –– falo, observando seu nome no cartão.

–– Sempre que precisar, estamos aí! –– Ela me sorri e eu sorrio de volta.

Vejo Marcela fazer a volta na rua e voltar pelo caminho que veio.

“Vamos lá, então.” –– penso.

Encosto na porta, que para a minha sorte só estava encostada e começo a descer a escada, com Emi atrás de mim. Estranho não ouvir nenhuma música e fico preocupada com a hipótese de não ter ninguém, mas eles não deixariam a porta aberta e simplesmente iriam embora, certo? Espero que sim.

Conforme vou descendo os degraus, vou escutando um murmurinho que vai acalmando o meu coração. Coloco os pés em solo firme e vejo uma rodinha instalada no lado direito do palco, no espaço vazio.

–– Ai meninas, eu e o meu pinto estamos totalmente realizados. –– escuto a voz de Bruno falando. Pelo visto ele é o foco da conversa.

Caminho até a beirada esquerda do palco e dou duas batidas na madeira, o que faz todos notarem minha presença.

–– Emily! –– ouço uma parcela de vozes femininas gritarem em coro.

–– Fabulosa! –– e uma masculina. –– Ah, vou ter que contar toda a história de novo? –– Bruno pergunta fazendo cara de sacrifício.

–– Eu espero que sim, porque já to curiosa! –– minha facilidade com essa gente é indescritível.

–– Ok, depois você conta tudo para a minha irmãzinha, mas agora, acho que quem tem que contar coisas para gente é ela, ou estou errada? –– Anne cruza os braços e arqueia a sobrancelha.

–– Minha Senhora das Curiosidades, hoje é o dia da rodinha! –– o único macho decreta.

–– Vem logo pra cá, Emi. –– Regina diz e Marie me puxa pela mão me guiando até o aglomerado de pessoas.

Sento no segundo degrau que leva ao palco e começo a contar como foi o teste. Conforme o que vou dizendo, vou percebendo as expressões de felicidade, encantamento e animação nos rostos e nos gestos da outra família de minha irmã.

–– Mas então você tá dentro daquela porra! –– a namora de minha irmã diz e joga os braços para cima, animada. Todas e Bruno também comemoram.

–– Bom, o resultado ainda não saiu. E só tem uma vaga, então não quero cantar vitória antes do momento. Mas estou feliz com o meu teste. –– aviso.

–– Fabulosa, –– o único macho diz, estendo a última sílaba –– cala essa boquinha, que você tá dentro sim! –– ele também grita, levanta e faz uma dançinha, reunindo os dois braços estendidos na frente do quadril com as mãos fechadas, enquanto rebolava.

–– Nós precisamos comemorar! –– Marie diz.

–– Mas primeiro, a Emily vai dançar para gente! –– Melanye, a ruiva, branca e um pouco gordinha afirma e todos concordam.

–– Com o nosso presente! –– Christina, a negra de lábios carnudos e cabelo liso, longo e escuro com mexas loiras completa.

Sou obrigada a vestir o uniforme de cheer novamente, enquanto Emi o faz de bom grado. Nós dançamos e sinto toda a adrenalina voltar a cada passo. Oh, meu Deus, acho que amo dançar. Acho que já sei qual será minha profissão.

As meninas e Bruno aplaudem e gritam elogios que me fazem corar. Acho também, que com o passar do tempo, vou roubar a outra família de Anne para mim.

As horas passam em meio a conversas e risadas. Assisto um pouco do ensaio do número de duo no pole de Anne e Regina, me despeço de todas as meninas e pego uma carona com Bruno até a estação. No percurso ele me conta que tá namorando firme, com Richard, um “musculoso, alto, de cabelo castanho-escuro macio”, segundo a descrição do único macho. Eles se conheceram no fim do ano passado, numa boate e desde lá vem ficando, mas agora estão juntos para valer.

Eu e Emi vamos caminhando da estação até nossa casa. Quando chegamos, não tem ninguém. Nem Sheron, nem Dilan, nem Zack, nem Karen. Apenas John, que nos recebe alegre e quase se desmonta de tanto balançar o rabo.

A única coisa que quero é tomar um banho e me jogar na cama. E é exatamente o que eu faço. Vou para o banheiro e tomo um demorado e morno banho. Visto uma regata folgada e um shorts qualquer, enquanto espero o meu cabelo secar e já vou me preparando para dormir. Emi reclama, pois anda está cheia de energia, e me convence a ficar vendo uma comédia romântica aleatória com ela.

–– Espera, espera, espera, espera! –– minha outra eu diz freneticamente.

–– O que foi? –– pergunto.

–– Pausa! –– ela diz com urgência e eu pauso o filme no mesmo momento, pensando que ela precisava me contar algo.

–– Precisamos de pipoca! –– ela conclui e sai do quarto rebolando, em direção a cozinha. Reviro os olhos e fico a esperando voltar olhando para o nada.

–– Emily. –– ouço a voz de Zack atrás da porta e tremo –– Olha, eu só quero o meu moletom, está bem? –– fico em silêncio. –– Esqueça a história do um mês. –– ele diz, me lembrando do nosso acordo. Eu continuo sem silêncio, sem fazer nenhuma movimentação dentro do quarto.

–– Emily, eu vou sair, está frio, preciso do moletom. Ele ainda me pertence, não? –– o rapaz insiste.

Levanto, procuro o seu moletom escondido no meio de minhas roupas e me dirijo a porta de meu quarto para entregar seu pertence a ele. Assim que abro, Zack se joga em cima de mim, me puxando pela cintura e nuca. Ele leva seus lábios até os meus e os gruda desesperadamente.

Estou sendo beijada por Zack.

Ele me empurra com seu corpo, o que me faz ir andando para trás, até que bato com a panturrilha na minha cama, o que me faz cair deitada. Sinto o impacto do meu corpo sobre a cama, mais o impacto co corpo de Zack em cima do meu. Ele prende minhas mãos do lado de minha cabeça e eu abro a boca com o intuito de lhe mandar parar, mas o leitor aproveita o momento e estica sua língua até a minha, querendo fazer uma visita de cortesia.

Ele a move por cada centímetro de minha boca, com movimentos circulares. Entro em desespero, não o que, nem como fazer. Com Emi era muito mais fácil. Zack começa a cutucar minha língua, a convidando para bailar. Por insistência, ela aceita o convite e deixa ser conduzida pela língua alheia.

As duas valseiam delicadamente. Saliva tenta arruinar a dança, mas Garganta, a chefe da segurança do baile, a convida educadamente a se retirar, ela resiste, mas é tirada do salão de qualquer jeito. A valsa continua, a valsa não pode parar! Mas para. Fôlego me liga, dizendo que sente saudades e que precisa me ver urgentemente.

Aos poucos, os músicos vão levando a música ao se fim, até que ele realmente chega. A língua de Zack beija a mão da minha, que por sua vez, agarra uma parte da saia do vestido rodado, a estica horizontalmente, passa o pé direito na frente do esquerdo e flexiona os joelhos, abaixando a cabeça em sua direção. De braços dados, sua língua conduz a minha até a sua mesa de origem. Ela não tem certeza se pisou no pé de sua parceira ou não, mas se o fez, nem percebeu e seu par não pareceu se importar.

Quando abro os olhos, ele já estava com os seus abertos. Tento recuperar o fôlego com uma respiração ofegante.

–– Eu sei de amor não porque leio, Emily. Mas porque o sinto. –– ele fala olhando fixamente nos meus olhos, é como se uma imensidão castanha invadisse a minha azul.

–– Me perdoa. Eu não devia ter dito aquilo. –– Zack pede humildemente e sai de cima de mim.

Estou em estado de choque, não consigo raciocinar, meus batimentos acelerados são abafados, tudo fica em câmera lenta. Espero um momento até a bolha que se formou estourar.

O rapaz está em pé, me encarando, como se esperasse que eu dissesse algo. É pelo, que manda a etiqueta, é agora que eu digo alguma coisa. O único problema , é que só para variar, eu não fazia ideia do que dizer.

Levanto meu tronco com os cotovelos apoiados na cama. Lentamente me ergo por completo.

–– Você pode me explicar o que foi isso que acabou de acontecer? –– digo seriamente.

Notas finais
Por favor, me digam o que acharam para eu não enlouquecer criando hipóteses antes de dormir! Obrigada. Feliz natal! Tenham tolerância com os parentes inconvenientes! Ou não.