Vício M(eu)

17 Capítulo 16 - Que pecado, que nada.


Notas iniciais
Buenaaas! Ai, não sei o que dizer sobre esse capítulo, acho que tá meio broxante, sei lá. Peço desculpas antecipadamente pelo desagrado e por nunca revisar! Muito obrigada a OutroMundo e NanaClara pelos favoritamentos. Nos vemos lá em baixo!

Capítulo 16 – Que pecado, que nada.

Por mais que eu desejasse Zack e tivesse consciência disso, estava com medo de ser beijada. Estava na verdade apavorada. Ele se inclinava cada vez mais e não entendo o motivo de Zack querer me beijar, talvez estivesse bêbado, não sei. Mas definitivamente, o que se passava não seria coerente nem se visto pelo louco mais lunático da história dos manicômios.

Zack me hipnotizava com seus olhos, sua boca entre aberta e tão próxima a mim, me derretia. Reúno todas as minhas forças e ordeno meu braço mole a se esticar.

“Para agarrar a nuca dele?” –– meu braço me pergunta. Sou covarde demais para dar uma resposta positiva. Faço-o alongar até a almofada sem desviar o olhar do leitor, que também não o faz.

–– Está aqui. –– digo rapidamente, colocando o controle entre nossos lábios, fazendo com que ele beijasse o objeto.

O rapaz se assusta, não esperava que eu fosse interromper, mas eu não esperava que houvesse algo para ser interrompido.

–– Ah... –– ele fala saindo de cima de mim e pegando o controle. Zack está com os olhos esbugalhados, mas ainda lindo.

–– Acho melhor eu ir dormir, para não faltar aula amanhã também. –– digo em tom de desculpas.

–– Vai me deixar comer tudo isso sozinho? –– ele pergunta apontando para a caixa de pizza –– Emily, por favor, ainda é cedo.

O leitor tinha razão ainda era muito cedo.

–– Está bem, acho que mesmo que eu não vá dormir às 20 horas, conseguirei acordar. –– falo em voz dramática e ele sorri.

Assistimos a um filme de terror qualquer, daqueles que rimos das mortes e depois passamos algumas horas jogando conversa fora. Ele me conta histórias engraçadas do time do futebol, como a vez em que Luke perdeu aposta para Jake, e como punição teve que correr pelado pelo campo do colégio, o qual eles tinham jogado contra e haviam perdido. Rio até chorar e Zack também.

Quando nos damos por conta já passa da meia-noite, Sheron e DIlan ainda não tinham dado as caras e isso me preocupava um pouco.

–– Eles devem estar em algum motel. –– o leitor de poesias diz com indiferença, percebendo minha expressão tensa. Concordo com a cabeça.

–– Bom, agora já é hora de dormir. –– digo levantando e recolhendo os copose a faca.

Os levo para a cozinha, depositando-os na pia de mármore preto. Lavo nossa pequena louça suja enquanto Zack se prontifica para secar e guardar.

Subimos a escada lado a lado em silêncio. Ele para na porta de seu quarto e eu dou mais alguns passos até chegar na minha.

–– Boa noite, Emily. –– o rapaz diz, parado na entrada de seus aposentos.

–– Boa noite, Zack. –– falo já entrando no meu quarto e fechando a porta atrás de mim. A deixo segurar todo o meu peso enquanto respiro, lembrando o gosto do ar, o qual não experimentei a noite inteira.

Sorrio, intrigada com o fato de quase ter sido beijada peã primeira vez.

Estava a cada instante mais apaixonada pelo filho de Dilan. Isso não era nada bom, mas mesmo assim eu continuava sorrindo.

Só depois de me recuperar do meu momento de embriaguez, é que escuto a porta de Zack bater, mas não dou bola para o acontecido. Tiro minha roupa suja de refrigerante e a deixo jogada no chão. No meio da escuridão de meu quarto percebo a silhueta de Emi, dormindo tranquilamente em nossa cama. Com cuidado, para não acordá-la, sento em cima de meus pés, ao lado de ser corpo. Delicadamente, contorno o seu tronco.

–– Emi? –– ela diz sonolenta e se ajeita, se recostando na cabeceira.

–– Não me chame de Emi. –– cochicho e a beijo, a impedindo de me provocar com seu próprio nome. Sento no seu colo e a puxo para mim.

Não demora muito para ela abrir a boca, assim que o faz, introduzo minha língua, logo a sua vem de encontro a minha, esbanjando bom humor. Minha outra eu joga o seu corpo contra o meu, me fazendo deitar, agora ela estava por cima de mim, Emi me imobiliza e dá continuidade ao nosso beijo. Após alguns instantes suas mãos vão para o meu rosto. Tateando suas costas eu a ajudo a se despir. Sinto sua pele sendo exposta pelo meu toque e algo e acende no centro da fronteira de meu tronco e minhas pernas.

Livro Emi de suas roupas íntimas, enquanto ela simultaneamente faz o mesmo comigo. A menina beija o canto de minha boca, meu queixo e pescoço. Emi agarra meus dois seios e os massageia enquanto seus lábios traçam uma trilha escarlate pela minha pele. Ela vai descendo e quando chega no limite peloso, suas mãos deixam de lado a região norte. Suas palmas viram Medusas, onde seus outrora dedos, são cobras capilares. As Medusas rastejam pela minha pele, me arrepiando cada vez mais e com mais intensidade.

Emi cavalga com seu nariz pela floresta negra e quando chega ao precipício, pula para a rocha direita que um dia já foi minha coxa, seus dentes de aço mordem a composição rochosa. Eu grito pela dor e meu sexo pulsa histérico, gritando “Eu estou aqui!”. Minha outra eu desce o barranco que é lambido. Finalmente chega na entrada da gruta sagrada, como sinal de respeito, Emi deposita um beijo na entrada.

As Medusas rastejam, comandadas pela menina igual a mim e afastam um mais minhas pernas. Quanto mais aberta fico, mais sinto as consequências torturantes de estar. Emi introduz a ponta de sua língua na gruta e nota um lago gosmento que não por acaso, sempre está ali quando vai visitar o local. Ela lambe o lago e depois retira a língua, me provocando. Sinto mais líquido desaguar no lago e sei que Emi está feliz por testemunhar o ocorrido. Ela coloca a língua novamente, mas dessa vez é ela toda, faz um redemoinho dentro. Eu jogo os braços para trás, sorrindo e apenas sentindo todo o prazer que minha outra eu me proporciona.

Conforme ela vai pegando ritmo, eu vou rebolando a acompanhando. A menina vai aumentando a velocidade enquanto ao mesmo tempo, meu rebolado fica mais veloz. Não consigo prestar atenção em mais nada, só no vai e vem da cabeça de Emi no meio das minhas pernas. Prazer me escala por dentro até sair por minha boca, metamorfoseado em gemidos. Gemidos escarlates, perfumados de orgasmos, que pintavam o ar ao nosso redor. Tenho a impressão de que ela não vai parar tão cedo, mas só para garantir, coloco minhas mãos em sua cabeça, a empurrando cada vez mais para o meu interior. As Medusas vão parar em meus quadris, que também são puxados, o que faz com que Emi me adentre mais e mais.

Meu corpo começa a amolecer e ter pequenos espasmos, sei que vou gozar, mas a maldita tira totalmente a sua língua, de uma vez só.

Minha vagina entre em desespero.

–– Desgraçada. –– sussurro embriagada, estou pronta para xingá-la mais, mas sou calada com um beijo fervoroso. Sinto meu gosto e... Oh, meu Deus, sou deliciosa.

Emi continua com nosso beijo enquanto uma Medusa repousa no meu seio direito e a outra desce de volta à gruta.

Duas cobrinhas do ser mitológico entram, rastejando, percorrem todo o especo que lhes é possível percorrer. Dentro de mim, elas brincam, flertam e fazem amor. As cobras se separam, para brincar de esconde-esconde, acabam se enroscando no meu clitóris, elas o esmagam, apertam e cutucam. Ele por sua vez, pulsa freneticamente, como se fosse se partir em milhões de pedacinhos de rubi vermelho. Meu clitóris se transforma num sol pequenino. O astro rei vai inflando, aumentando a cada aperto das cobrinhas. Expande-se cada vez mais e junto com a expansão vem a claridade e o calor dos raios solares.

A luz iluminava cada canto da minha escuridão, tomava conta velozmente de cada uma das minhas células, me vazava e transformava o meu quarto escuro numa brancura que só. Olho em volta e tudo brilha num branco avermelhado. Que pecado, que nada. Minha luxúria estava sendo é santificada.

Nesse meu universo, gozar é passagem para o paraíso. Sinto meu orgasmo transcendental com tranquilidade. Calmaria me ajuda a levantar e envolver Emi em meus braços. A deito de lado e eu me deito atrás dela, passando meu braço e minha perna por cima de seu corpo, a guardando numa conchinha de mim.

Escorrego meu braço livre pelas suas costas, até sua bunda e introduzo apenas um dedo em sua intimidade. Bravamente, cruzo sua umidade e encontro seu pequeno sol pulsante, o acarinho com delicadeza e sei que quando o faço, sua parte de nossa alma sorri para mim. Emi tem o seu orgasmo mais sereno de toda a sua vida e me parece muito satisfeita com isso. Levo meu dedo até os seus lábios e ela se experimenta, me lambendo. Repouso meu braço na parte vazia do travesseiro ocupado por sua cabeça. Nós duas ficamos em silêncio, ouvindo nossas respirações. Observo Emi adormecer, envolta pelo meu corpo, feito uma fortaleza.

A amo e vou protegê-la de qualquer coisa.

–– Boa noite. –– cochicho e me permito pegar no sono.

Notas finais
E então? Completamente broxante, muito broxante, pouco broxante ou broxante? Por favor, comentem para eu não entrar em depressão.