Notas iniciais
Taylor p.d.v
Quando Bella terminou a história de como se tornou uma sanguessuga eu estava com náuseas. Rachel a fez contar nos mínimos detalhes, todos os problemas que ela teve, a gravidez complicada e todos os ferimentos. Precisei respirar fundo várias vezes tentando evitar que o bacon que eu tinha acabado de comer resolvesse voltar.

— Mas porque pergunta Rachel?

— Bella, foi só você que teve o veneno como cura?

— Não... Esme também.

— Ai meu Deus.

Olhei para Rachel e ela sorria. Sorria como se tivesse encontrado alguma coisa que procurava a muito tempo ou como se estivesse feliz e eu me senti feliz também. Seu sorriso iluminava todas as partes do meu ser, como um quarto abafado e escuro que quando tem uma janela aberta passa a ter o sol reacendendo todos os cantos.

— O que foi Rachel?

— CARLISLE!

Em alguns segundos Carlisle chegou acompanhado de Edward e Daniel.

— Diga rápido Rachel que eu preciso ficar com a Liza.

— Claro Daniel.

Rachel levantou e olhou para todos que estavam na cozinha, ansiosos.

— Eu acho que tenho a solução pra que a Liza fique viva.

— Mas nós estamos cuidando dela e...

— Carlisle, me diga quanto tempo de vida ela tem?

— Não é tempo de vida Rachel!

— Por favor, Daniel, eu sei que quer se otimista e eu também, mas de que adianta? Minha idéia é bem melhor.

— Então diga.

— O veneno curou a Bella e a Esme não é? Então, eu acho que pode curar a Liza também.

— Como?

Todos ficaram extremamente espantados e eu também. Mas o que mais demonstrou que não gostou nada da idéia foi Daniel.

— Que idéia idiota é essa Rachel?

— Não é idiota Daniel.

— Mas vocês são feiticeiras e isso...

— Não. Isso não quer dizer nada, de algum modo somos humanas.

— Eu não quero que a Liza se torne uma vampira.

— Por quê? Acha que está roubando a alma dela?

Bella disse olhando para Edward.

— Claro. Eu não desejo isso pra ngm.

— Ah tenha dó Daniel, pergunte ao Edward, está passando pelo mesmo que ele.

— Olha aqui Daniel, isso pode ser uma boa.

— O Carlisle está cuidando da Liza, não precisamos disso.

— Daniel... eu acho uma boa idéia.

Rachel sorriu triunfante para Daniel assim que Carlisle disse isso.

— Está vendo? Até o Carlisle concorda comigo.

— Mas eu não quero! Ela não precisa passar por isso!

— Temos sete vampiros vegetarianos nessa casa, e podem ajudar uma recém criada.

— Rachel.eu.não.quero.

— Olha aqui Daniel... você com esse seu tipo de proteçãozinha idiota vai acabar fazendo com que a Liza morra!

— Eu não posso transformá-la! Não vou conseguir.

— Eu não posso esperar pela sua boa vontade Daniel. Se você não pode Carlisle faz isso não é?

— Rachel, o veneno está em ultima questão.

— Não estou pedindo que seja agora. Continue cuidando dela Carlisle, mas quando ver que não tem mais jeito, transforme-a.

Todos olhavam apreensivos para o médico e Daniel aproximou-se de Rachel, extremamente irritado. Levantei-me impulsivamente e a puxei para trás de mim.

— Carlisle, você não vai permitir né?

— Eu vou avaliar a idéia da Rachel, Daniel.

— OLHA O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO!

— Daniel, acalme-se.

— NÃO QUERO CALMA EDWARD. EU NÃO QUERO QUE A LIZA TENHA ESSA VIDA, ENTENDE?

— Meu Deus, entende que as condições são favoráveis Daniel?

— Não sei se você sabe mas com isso irá matar a sua prima.

— Não estou matando-a. E sim salvando a vida dela.

Ele ficou um tempo em silêncio como se tentasse aliviar a raiva que sentia e eu mantive meus braços em frente a Rachel que esta os segurava. Então, em alguns segundos, ele saiu de casa sumindo na floresta.

— Edward, vai falar com ele.

— Posso ir também Carlisle?

— Bella, tem certeza?

— Claro, isso é um assunto que eu e Edward conhecemos bem.

Edward e Bella sorriram um para o outro e depois sumiram pelo mesmo lugar que Daniel tinha ido. Rachel sentou-se na mesa e ficou um tempo observando o prato em sua frente, logo a cozinha ficou vazia e só restávamos nós dois lá. Era bom ficar só com ela sem ter o Sam para atrapalhar, espero que ele tenha muito problema com o irmão dele e aquele anjo... Sobraria mais tempo para mim.

— Rachel, está tudo bem?

— Claro Taylor.

— Você acha mesmo isso uma boa idéia?

— Se for salvar a Liza, eu acho sim uma boa idéia.

Eu sorri e ela sorriu de volta.

— Taylor, eu não estou louca né?

— Porque estaria Rachel?

— Só quero que a Liza sobreviva, você entende não é?

— É claro que eu entendo Rachel.

Ela colocou sua mão sobre a minha e começou a deslizar seus dedos sobre minha mão acariciando-a.

— Muito obrigada, eu não sei o que seria sem você aqui.

Não pude conter a minha felicidade e deixei com que meu rosto se abrisse em um largo sorriso. Eu dei um beijo em sua mão e empurrei o prato para mais perto dela.

— Continue comendo ok?

Ela riu e continuou a comer.