Vybor
3 Capítulo 3

POV Clary Fray.
Estava em uma boate, era de madrugada quando a polícia me ligou. Minha irmã tinha sido sequestrada por mafiosos. MAFIOSOS.
De princípio, achei que tinham colocado drogas na minha marguerita porque aquilo não tinha sentido algum.
Rose , uma hora daquelas, ou estava no hospital, ou em casa jogada na cama. Como ela tinha sido sequestrada? A quadrada da minha irmã era de casa pro hospital. Sua vida é a emergência daquele lugar, onde não tinha tempo nem de respirar, imagina de ser sequestrada.
Aquele pensamento me fez gargalhar. Quando a ficha caiu, corri pra delegacia. Ainda estava com álcool no corpo, mas nada que não me deixasse raciocinar.
O imbecil do chefe de policia já tinha me explicado tudo. O imbecil simplesmente deixou míseros cinco policiais pra escoltar um criminoso hiper perigoso que tinha acabado de ser capturado.
Fico me perguntando como esse homem tinha chegado ao seu posto. É por essas e outras que a criminalidade está ganhando cada fez mais espaço...
Primeiro dia.
Segundo dia.
Terceiro dia.
— Sinto muito, senhorita Fray, não temos nenhuma novidade.
Quarto dia.
Quinto dia.
Quartorze dias...
— Fazem duas semanas que diariamente venho até aqui e você me diz a mesma coisa! O que tanto faz sentado atrás dessa mesa que não consegue me dar uma notícia decente sobre minha irmã ter sido levada por mafiosos sob sua irresponsabilidade?! Por um erro seu?! Por ser confiante como um adolescente idiota?!
Respiro fundo para não voar por cima dessa mesa e socar a cara desse velho até precisar ser operado pelo gostoso do Avery.
— Vou relevar seu temperamento; vou levar em conta o que está passando; vou levar em conta sua situação para não lhe dar voz de prisão, senhorita Fray – diz seriamente como se ainda fosse o dono da razão.
— Muito obrigado por sua generosidade. – digo irônica e saio daquele lugar antes de ser presa por desacato ou até mesmo assassinato.
Pelo tempo que passou, esses homens estão longe com minha irmã. Esses imbecis não vão acha-la.
Não sei onde estava com a cabeça quando me acomodei em deixar isso nas mão daquele velho imprestável.
Sigo até meu apartamento. Ao entrar, sinto uma tristeza imediata. Rose nunca passou muito tempo aqui, era sempre enfiada naquele hospital. Minha irmã não tinha mais cheiro próprio, ela cheirava àquele hospital. Mas mesmo que pouco, eu a via.
Pego meu notebook, tiro minha calça e sapatos e me jogo na cama.
— Agora eu te encontro – digo decidida.
Não tem pra que ser modesta, certo? Sou boa, sou ótima, sou incrivelmente maravilhosa nisso. Sabe aquele pessoal que você pensa que só vai achar trabalhando pro FBI ou pra CIA? Sou eu.
O que me proponho a fazer, eu faço. Se digo que vou encontrar minha irmã mais velha, é porque vou.
Sou boa em computação, não daquele tipo que sabe arrumar algum problema quando a maquinha dá pane. Não que eu não saiba fazer isso porque sei, mas sou daquela área de entrar no sistema do governo e roubar as poucas informações que tem sobre o mafioso que levou minha irmã.
O idiota conseguiu se entregar de bandeja junto com o irmão de uma única vez.
Os federais passaram anos pra descobrir quem estava por trás de todo o crime do nosso país, pra ter uma pequena prova contra quem todos já sabiam estar por trás de tudo.
Descobriram quem era o líder da máfia dos Estados Unidos e que ele era só um pau maldado dos “parabatais”. Esses são os dois irmãos que colocam o terror na Rússia r que ninguém sabia quem eram, não se sabia nem mesmo os nomes dos dois.
Eles até que estavam fazendo tudo direito até que alguns dias atrás, deram a confissão que os federais queriam. Até o policial que estava lá deixaram pra trás pra fazer um auto retrato.
— Não são só os imbecis dos polícias que estão trás de vocês. E acreditem: não sou nada tapada como eles.
[x]
Estou realmente chocada. Não sei quem é mais desprovido de inteligência: a polícia ou esses mafiosos.
Não foi coisa de outro mundo achar o covil desses imbecis. Mas, achar eles foi uma coisa; agora outra coisa completa é conseguir entrar naquela fortaleza.
Fiquei a noite inteira de tocaia na frente dessa mansão e só o que consegui foi invadir as câmeras de vigilância dos jardins, pelas quais só vejo os seguranças de um lado para o outro.
Estou passando mais uma olhada nas imagens no meu notebook. Já amanheceu e nada deles. Passo novamente para outra câmera, e outra, até ver um homem loiro se sentar a mesa.
Esse era o Jace e era mais bonito do que no auto retrato. Fico o observando comer sozinho até outro homem moreno, Emmett, chega com minha irmã e se sentam à mesa.
Me assusto ao ver Rose. Ela está vestida com um vestido branco soltinho e cabelos soltos. Seu semblante é triste. O moreno diz alguma coisa pra Rose e ela pega uma fruta e começar a mordiscar.
Não demora muito e Rose se levanta e adentra a casa. Os dois homens ficam conversando um pouco e depois o loiro se retira.
Pouco tempo depois um carro sai de dentro da casa seguido por outros dois carros.
[x]
Hoje mais cedo quando resolvi seguir aquele carro, não pensei que fosse ser tão entediande.
Depois de segui-lo por uma estrada completamente deserta e suspeita aos meus olhos e de qualquer um com juízo, os carros param em frente à um galpão e ficam lá por todo o dia. Escondo o carro que aluguei por entre o matagal e fico lá.
Já estava anoitecendo quando os carros passaram pela estrada novamente os segui novamente. Eu só não esperava que fosse uma armadilha.
Ao passar por uma curva, vejo os carros que seguia parados e virados em minha direção, com homens todos de preto apontando armas na minha direção.
Penso em dar ré, mas logo dois carros param atrás de mim. Um dos homens que está apontando as armas pra mim me manda sair do carro e o obedeço rapidamente
Vim até aqui buscar minha irmã e não virar uma peneira.
Ao sair do carro, os homens se afastam um pouco e dão passagem pra o loiro de mais cedo aparecer e ficarmos frente a frente.
— Fico lisonjeado por ter uma ruivinha tão gostosa me seguindo o dia todo – sorri debochado – Podemos resolver seu problema se me disser o que quer – diz friamente.
— Ee-u... eu...- gaguejo.
Por que estou gaguejando? Não consigo nem formular uma frase. Talvez seja por ter vários homens desconhecidos ao meu redor no meio do nada apontando armas pra mim.
— Não gosto muito de ter que incentivar mulheres a abrirem a boca usando meus métodos, mas se a policial não falar de uma vez... – ele não termina a frase.
— Não sou policial – digo rapidamente. Acho que meu coração vai pular do peito.
— Então, me diga o que deseja de mim, pois não acho que passou a noite na frente da minha casa e depois me seguiu o dia inteiro pra simplesmente cair na minha cama. O quer comigo?
— Não estou aqui por você, muito menos pra ser mais uma na sua estante, seu idiota convencido – digo irritada.
Se controlada, Clary, você não veio até aqui pra morrer. Suspiro.
— Oh, agora fiquei chateado – coloca uma das mãos no peito, fingindo mágoa – Tragam ela – ele diz seco.
— Não ousem colocar a mão em mim. – digo encarando os dois brutamontes que vinham até mim – Eu só quero minha irmã – digo pro loiro.
— Diga alguma coisa que faça sentido, docinho. Sabe eu não tenho a noite toda. – caminha até o carro e se apoia nele – Tenho coisas mais prazerosa pra fazer. Se quiser se juntar...
— Rose. Rosalie Hale. Dra. Hale! Você a tem presa naquela casa. Eu só quero minha irmã – digo da forma mais suplicante possível.
Tenho que apelar de todas as formas.
O imbecil tira o sorrisinho nojento dos lábios e me encara sério
— Sinto muito, princesa, mas isso não é comigo. Digamos que meu parceiro criou um tipo de afeição por sua irmãzinha – revira os olhos.
Okay, agora é a hora de mudar de tática. Que Deus me proteja.
— É o seguinte, tenho a localização e provas contra você e seu irmão. Então, Jace, acho bom você colaborar. Com um sinal meu a polícia vai receber tudinho em um embrulho de presente.
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