Vybor
4 Capítulo 4

POV Jace Cullen.
— Você é completamente maluco!
— Obrigada.
— Pra que isso? – aponto pra loira apagada – Sequestrar a médica... que sentido tem nisso? Me diz porque não consigo enxergar!
O louco do meu irmão estar pior que antes. O que tinha naquelas balas?
— É bom se distrair um pouco. Olha pra ela, vai dar pro gasto.
Meu irmão está insano. As coisas estão de pernas pro ar e ele está mais preocupado com a loirinha do que com nossos problemas.
Problemas que não são pequenos!Naquela maldita noite fizemos tudo errado, começando por estar lá.
Como que eu fui deixar aquele policial vivo? Agora, provavelmente... provavelmente nada, aqueles animais com certeza já sabem quem somos, o que facilita as malditas vidas deles e me deixa estressado.
Com a ajuda dos nossos aliados, os Lightwood, consegui resgatar Emmett, o que foi mais fácil que tirar doce de criança. Dá pra acreditar que colocaram quatro, eu disse QUATRO, míseros polícias naquele hospital? Só de pensar dá vergonha alheia.
Não tinha tempo de parar e planejar nada seguro, então segui pro hospital que meu irmão se encontrava. O mais engraçado foi chegar lá com 50 homens armados até os dentes pra combater quatro policiais e alguns poucos seguranças.
Tudo estava indo bem até meu irmão resolveu levar a loirinha junto. Decidi não discutir aquilo alí até porque a polícia iria chegar a qualquer momento, mas já no jatinho à caminho de casa, quando perguntei o porquê daquilo e ele me respondeu com uma idiotice, fiquei irado.
Já em casa depois de umas horas, a confusão começou. A mulher tinha acordado e não parou de gritar um instante sequer. E depois que Emmett foi até ela, tudo piorou, os dois gritavam em plenos pulmões.
Estava cansado e irritado a ponto de subir, ir até aquele quarto e dar um tiro nos dois. Já estava a ponto de fazer isso quando a histérica apareceu no topo da escada.
Não tinha nem 24 horas que Emmett foi operado e seus pontos já estavam sagrando. A médica falou que era por conta do esforço e estresse.
Depois dessa, a noite se passou tranquila com todos devidamente calados e em suas camas.
Os dias foram passando e fui conhecendo Rose, ela é até legal quando meu irmão não está por perto; conversa calma e até sorri, já com Emmett por perto...
Os dois faltam se estrangular, não se conseguia ter uma conversa com os dois sem atirarem farpas. É incrivelmente irritante, o que me levou a noite anterior a me perguntar o que Emmett realmente queria dali.
Porque sexo com ela não estava rolando e acho que não vai rolar nunca. Seu estado de saúde estava bom, já que ele se recuperou muito bem depois do episodio do sangramento. Então, o que Rose ainda está fazendo aqui?
Ela não sabe onde está e muito menos quer estar aqui, obvio. Então, por que não a presenteamos com umas horas de sono e um despertar em sua casa?
E era essa a pauta de nossa conversa, mas quando abri a porta do escritório e vi Rose imprensada na parede e contra o corpo de Emmett enquanto os dois se beijavam, a fechei rapidamente antes de ser percebido.
— Parece que estava enganado – acabo de fechar o bico e ouço a voz de Rose e, logo depois, ela abrir e fechar a porta com força, passando por mim vermelha como um tomate e andando rapidamente.
A vejo desaparecer no final do corredor e volto pro escritório de Emmett, o encontrado jogando tudo de cima da mesa no chão. Agradeço mentalmente por não compartilharmos esse escritório.
Pergunto o que aconteceu e Emmett me ignora, indo até uma estante e jogando os livros que nela se encontram no chão. Espero ele terminar de destruir o escritório pra perguntar se já era a hora de Rose se mandar.
Ele me olhou ferozmente e depois saiu da sala totalmente destruída, me deixando sozinho e sem entender nada.
Na manhã seguinte, fui informado que estamos sendo vigiados; um carro passou toda a noite de frente pra minha casa e que a pessoa tinha conseguido invadir o sistema e tinha acesso as câmeras dos jardins.
Tomei a decisão de não comunicar pro meu irmão. Tinha conversado com ele no café da manhã e esperava que ele tomasse a decisão certa.
Rose é boa pessoa e não merece que façamos nada de mal à ela depois de cuidar tão bem da saúde de meu irmão.
Saí de casa e fui até um galpão que já não usávamos há um tempo, fique lá o dia todo, monitorando aquele carro à espreita. Depois de perder a paciência, dei as ordens pros rapazes.
E lá estava eu de cara com a irmã de Rose.
Esperava que a pessoa desse carro fosse algum policial idiota ou um inimigo burro. Mas a irmã dela? E ainda por cima me ameaçou.
Já sabia que as informações que o FBI tinha da máfia e dos “parabatais” tinham desaparecido do sistema. Achei mais que suspeito, mas nem um dos nossos hacker achou nada pra nos levar até nosso “amigo”.
A pessoa tinha nos feito um grande favor, uma coisa que nem nossos hackers conseguiam era apagar arquivos do FBI.
O negócio era: o que essa pessoa queria em pagamento? E cá está a resposta do meu lado no banco de trás do meu carro.
— Aquele carro é alugado – ela explicou.
— Um dos meus homens está trazendo ele.
E depois disso a ruiva não para de falar. A mulher passou o caminho todo falando que só queria a irmã, que vai destruir as provas contra nós se deixássemos as duas em paz e blá, blá, blá.
Assim que chegamos e o motorista estaciona o carro, puxo a ruiva tagarela pra fora. Entro em casa e pergunto pra Maria sobre Emmett. Ela me diz que ele está nos jardins dos fundos. Arrasto a mulher até lá comigo e me arrependo por isso.
Emmett não estava sozinho, estava com Rose e pelo o que deu pra perceber, os dois tinham se acertado. Mas a Histérica 2 não se conteve e gritou pela irmã, fazendo-a pular do colo de Emm assustada.
A ruiva se desvencilhou de mim e correu até a irmã, se jogando contra seu corpo a abraçando.
Deixamos as duas ali e eu e Emmett fomos até meu escritório. Conto tudo que aconteceu pra ele com a esperança dele não quebrar nada do cômodo. Já tinha terminado de falar a um certo tempo e Emmett continuava em silencio.
— Não é hora de ficar calado, precisamos resolver esse problema que você nos colocou.
Um problema ruivo, magro, inteligente, confiante e gostoso pra cacete. Mas ainda assim, um problema.
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