Respeite o meu espaço

Não percebes o que faço

És um falastrão, ocupado com a própria "sapiência"

Não ouves as vozes do coração

Citas sempre o perdão, mas viajas nas asas da mocidade

Disposto a tagarelar sobre a tal liberdade

Preocupado com o prelúdio do futuro

Diz-se seguro de si, lembrando apenas da própria vontade

Te preocupas muito com tua idade, esquecendo-se do que importa de verdade

Limitaste tua liberdade

Reduziste tua sagacidade

Anulaste qualquer resquício de sanidade

Incapaz de compreender a própria complexidade

Entendes o que quer

Fazes o que bem lhe compete

Sem importar-se com mais nada

Talvez eu deva observar calada

A queda é iminente

Tenha cuidado com a escada de marfim

Lembre-se de mim

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!