Voz e Violão.
9 Capítulo 9
Notas iniciais
"Esse dia será longo...”
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Longo dia... E: Oh! Que dia! Descanso por favor.
Depois de ter cantando no coral da escola, e repetindo tudo vinte e cinco vezes, e não estou mentindo. Joguei muito na aula de “ed” (como eu e as meninas chamam a tal aula de educação física há-há), fui para o coral, e quando finalmente fui para casa, já eram oito da noite.
Me perguntando como eu estou...
Bem, to com fome, fome, fome, fome, fome, fome, fome, to cansada, precisando de um banho, e com fome... Nossa, isso foi tenso, me deu fome agora.
Tá, parei! Já estou em casa, e tem lasanha. Morram de inveja. Tenho certeza que quando for nove e meia, a Carrie vai aparecer aqui na minha casa pra me levar a casa dos Silvas. Na verdade é para a lanchonete deles, que é umas das maiores daqui. A única maior da cidade. E hoje tem... MUSICA. S2!! É hoje! Hoje tem! Musicas e mais musicas! Então, é claro que eu não vou recusar se ela vir me chamar, nem seria louca. Já estou á muito tempo sem cantar...
Eu tomei banho, e coloquei meu pijama do piu-piu, é rosa e é do piu-piu, sem frajola (há-ha-ha). E par não ficar com os meus pezinhos no frio, peguei minhas pantufas, e adivinha de que é?
– Do piu-piu! (Risos)
Tá, parei!
Depois de estar prontinha para dormir (Só que não), desci correndo pela escadas e fui direto para cozinha, vovó estava preparando minha lasanha (esquentando é a palavra certa).
– Vovó, me diz que alguém veio me chamar.-Pedi (algo impossível) na esperança de um “sim”.
Ela rir, mas não respondeu.
– Eu posso sair hoje?-Pergunto.
– Não!-Ela me respondeu com um tom de repreensão.
Me assustei agora, porque não?
– Por que não?-Pergunto.
– Porque não.-Ela respondeu e nem olhou na minha cara.
Legal! Agora a ‘Raquel’ aqui, tem que ficar em casa.
– Mas vovó...-Insisto é claro, ela tem que me deixar ir.
Vou explicar uma coisa, primeiro: Hoje eu, sinceramente, estou com muita vontade de cantar. Segundo: Agora que me acostumei com a ideia de cantar para as pessoas, eu tenho essa necessidade de cantar para as pessoas.
Só quero poder cantar, mas tenho que entender o lado da vovó também, aliais ela é mais velha e é bem mais experiente do que eu. Sou imatura e irresponsável, apenas uma adolescente aprendo com a vida. Mas a vovó, ela já sabe muito sobre a vida, e quem sou para dizer-lhe o que deve e o que não deve, eu apenas devo respeitar quaisquer decisão que ela tomar, mesmo que seja dura para mim.
– Raquel, vá para o quarto ou para varanda, sei lá. Cante, mas aqui dentro da casa.-Ordenou impaciente. – Mas por favor, me deixe terminar de preparar o jantar.-Vovó me pediu, e claro eu obedeci.
Fui para o meu quarto e peguei meu violão, desci para a sala, e com um caderninho de músicas comecei a tomar uma que eu amo...
( http://www.youtube.com/watch?v=CaP9ArM29pk)
Pitty- Dançando (Agridoce)
Eu sei que lá no fundo
Há tanta beleza no mundo
Eu só queria enxergar
As tardes de domingo
O dia me sorrindo
Eu só queria enxergar
Qualquer coisa pra domar
O peito em fogo
Algo pra justificar
Uma vida morna
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você
Não esqueço aquela esquina
A graça da menina
Eu só queria enxergar
Por isso eu me entrego
A um imediatismo cego
Pronta pro mundo acabar
Você acredita no depois
Prefiro o agora
Se no fim formos só nós dois
Que seja lá fora
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você
Acabo de cantar e ponho meu violão ao lado do sofá, levanto devagar e vou até a porta em paços de ‘bailarina’ (na pontinha dos pés, ou quase isso) para pegar minhas sandálias, que eu nem sei o porquê de estar junto com as outras no tapete da porta.
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“Era uma vez, uma menina que achava que o mundo era como uma melodia que a mamãe canta para nos fazer dormir, essa garotinha achava a vida um mar de rosas onde tudo eram flores, mas um dia ela descobriu, descobriu a verdade das flores, a verdade do mundo em sua volta.
Nem tudo são flores, não existe mar de rosas... O mundo é estranho para essa garota sonhadora. O mundo para ela é um paradoxo, é mais não é! E tudo torna-se um nada, e tudo se torna-se um tudo, um mar de rosas brancas e um mar de rosas vermelhas,um ruído na porta e tudo acaba, um ruído na porta e tudo começa. Ela é uma contradição, um enigma, ou apenas um “não sei o que é”, mas é, ou não é, o quê é?
Para tudo não á resposta. Para tudo sim, á respostas. Nossa, está tudo confuso, uma confusão, sem respostas, sem noção. Que perguntas serão feitas, qual é a questão?
Nem tudo está nas nossas mãos!
Tudo está nas nossas mãos?
Por quê está uma confusão?
Pobre garota, não vive sem perdão, não vive sem uma questão. Porquê ela precisa que a perguntem? Porquê ela precisa questionar-se? Qual é o problema? Ela não vive, não?
Sim ela vive... Vive nas memórias do passado, na mágoa, na dor, e tudo que ela faz é relembrar o passado, ela parou no tempo, e á todo tempo está lá de novo... No passado. Será que um dia ela voltará a viver o presente?
São questões e mais questões... Que confusão!
Pobre garota, pobre menina. Sem espírito! Sua vida é uma canção... Uma canção sem fim, apenas...
Mas ela vencerá todas essas questão, ela encontrará as respostas em sua canção...
O mundo dá voltas, e em meio dessas, tudo se conquista.”
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“Que horror” pensei depois de jogar aquele papel no chão. Quem seria não impertinente para escrever tanta (M****) coisa em um papel. Isso dá vontade vomitar, vomitar todas essas palavras horrendas, e dizer a esse autor “a criatividade que você diz que tem, é uma tolice, está só se enganado”, ou sei lá, algo poético a dizer, um Poema de Shakespeare, e tals. E nem pergunta-me onde encontrei esse papel, eu não direi. Minha boca é um túmulo. *Hahaha*
E foi essa reação que Carrie teve!
– Pensei que foi você a dona disso.-Indignou-se Carrie.
Eu fiz uma careta (Imagino o quão horrível foi, e começo a gargalhar do nada). Carrie me olhou como se eu fosse uma louca,-sou um pouco- eu gargalhei tão alto, que minha barriga começou a doer. Maldita cara feia!
– Estava nas coisas da mamãe, mas não foi ela quem escreveu.-Eu respondi me recompondo.
Ela ‘enrugou’ a testa (Já falei que essa é a mania dela que eu mais odeio?).
– É sério.-Eu garanti. – Esse papel parece antigo.-Eu disse.
Ela fez um biquinho muito engraçado, me contive para não rir.
– Oi meninas.-Rick se aproxima. – Encontram a carta da mãe de Johanna!-Ele pareceu surpreso, e nos surpreendeu também.
– Do quê você está falando?-Eu pergunto. – O quê você faz aqui?-Questiono novamente.
Ele rir com irônica.-Odeio quando ele faz isso, ele fica tão...Tão...Ah! – Minha mãe tem o livro de Johanna, ela era francesa e fez um livro sobre a mãe dela, uma carta da adolescência, ou algo assim. A carta foi depois que os pais da mãe de Johanna morreram na guerra, ela ficou totalmente louca.-Ele disse. – O livro não foi publicado, pelo o menos não para todos na França, ou em outro país. Dez foram entreguem a famílias, e apenas um ficou com uma antropóloga.-Completou ele.
Eu fingi está interessada, mas não estava.
– Estava nas coisas de sua mãe, Raquel, ela era psicóloga, devia estar estudando sobre ou você faz parte da família de Johanna.-Carrie disse.
Eu ri, tão estúpido isso.
– Ninguém começa uma história com “era uma vez”, principalmente quando é uma carta.-Eu retruquei;
– Não era uma simples carta.-Rick interviu, intrometeu-se completamente; Ridículo!
– Tá cara, esquece qualquer coisa que eu disse então.-Eu disse isso?
Eu reviro os olhos e os vejo rindo. Foi tão engraçado assim? – Tchau gente, eu realmente tenho que ir.-Eu me despedi rápido. Não teria que ir, ainda era fim de tarde, mas eles estavam me irritando.
Eu sai de lá rápido, estava com minha bicicleta então foi ás pressas para casa.
“Quem seria tão ridículo de escrever aquilo? Porquê minha mãe tinha esse papel em suas coisas?” Andei pensando e se perguntando, quando eu chegar em casa, a primeira coisa que farei será questionar vovó sobre.
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