Voz e Violão.

11 Capítulo 11 – Penúltimo capítulo


Notas iniciais
Bom gente, sumida chegou. Eu passei um tempo sem postar porque eu estou me dedicando a outra história, e porque não estava com inspiração para esse capítulo, por isso decidi finalizar a história com 12 capítulos. Eu sei, essa não é minha melhor história, mas foi a minha primeira, e eu amei escrever ela. Espero que, quem estava acompanhando goste dos últimos capítulos, e, vou logo avisando: pode rolar uma spin-of. Avisando de novo: a nova história original que eu quero escrever terá os mesmos personagens dessa, até mesmos alguns flash-back dessa primeira versão, mas, a próxima que eu quero escrever será bem diferente, contará uma nova história, e será um romance. Sim, eu já estou planejando. —Se vocês quiserem acompanhar o que eu posto, é só entrar no meu perfil, que lá tem meus contatos. Estarei postando no Twitter e no meu Blog no Tumblr as próximas histórias!! Assim que minha inspiração voltar, eu posto o último capítulo, enquanto isso, fiquem com esse rsrsrs Ah, não posso esquecer: eu vou ficar um tempo sem internet, então, depois do dia 15 e vou ficar inativa e não postarei nenhum capítulo das minhas fic's! Uffs, acabei, podem ler agora rsrsrs !! Espero que gostem desse capítulo, tentem ser mais "fofa" possível!!

Penúltimo Capítulo — Voz e Violão

— Querido diário, a minha semana foi a pior, quero dizer, foi maluca e não foi como eu esperava, como eu odeio os finais de semanas, como eu odeio ter ficar em casa sem fazer nada, absolutamente nada. Isso é porque eu não quero, por quê se eu quisesse sair eu já estava fora a muito tempo. Meus amigos saíram, foram para praia, e eu poderia ir com eles, mas olha eu aqui, onde eu estou, em casa com sempre. Mas não é tão horrível assim... Bem, eu vou ter ir agora, eu combinei com o vovô e a vovó que assistiríamos a um filme novo, quer dizer J, o filme não é tão novo assim, mas tá valendo. Bjs!♥

*****

O fim de semana passou rápido, ainda bem, porque se eu tivesse que passar mais algumas horas assistindo filmes antigo, eu juro que eu não responderia por mim, e não é exagero. O único problema do fim de semana acabar tão rápido é a segunda-feira, nossa, odeio as ‘segundas’, não é porque tem aula, é porque, é segunda-feira... É normal as pessoas ficarem rabugentas em plena manhã de segunda-feira, apenas as crianças e gente não normal fica feliz nesse dia. Eu reclamo de mais, mas com razão.

E hoje eu me levantei com tanta preguiça, mas eu tive que sair da cama, eu tinha que acordar Carrie, então eu me arrumei tão rápido que, eu me impressionei comigo mesma, depois tomei meu café, rápido, e corri para a casa de Carrie, e por um milagre, eu vi Carrie pronta para sair de casa, só pode ser milagre mesmo, porque Carrie sempre é a ultima a sair. Eu falei com ela, depois seguimos para a casa de JJ que já estava nos esperando, então seguimos as três para a escola, e logo eu descobri o motivo de Carrie para sair tão rápido de casa: João... Minha amiga está apaixonada. Eu e JJ ficou de vela né, porque ela ficou conversando e conversando, enquanto eu e JJ “segurava” vela, Rick estava se aproximando da gente, eu só percebi quando ele me abraçou por trás... Ai que ódio desse menino. Eu revirei os olhos e o xinguei de varias formas, depois sai com JJ de lá, mas Carrie ficou.

Depois disso, nada de interessante aconteceu no meu dia... Não que o “Riquinho” me abraçando foi interessante, foi apenas um... Bem, eu não sei o que foi, mas... Eu também não tenho um mais. A única coisa interessante no meu dia foi eu ir -depois da escola- para a “montanha”, ou o que quiserem chamar, mas para mim, sempre será uma montanha. Eu não estava com o meu violão, mas estava com o meu diário, então eu resolvi escrever, depois de ter passado longos minutos lá, eu resolvi caminhar na beira da praia, e por minha sorte estava completamente fazia, e era de se esperar, não estava em uma temperatura muito boa para ir a praia, e o mar estava muito agitado. As ondas agitadas me acamam, é como uma melodia, tão... Difícil de descrever, mas, poxa, é o som da natureza, dava para escrever uma musica aqui, eu sempre toquei e cantei com os pescadores -que não estavam aqui hoje-, eles são bem legais, e tinha também o pessoal das pousadas, quando não tinha nem um hospede eu ia lá e tocava com eles, principalmente com a dona Kity, ela é uma senhora muito divertida, por isso nós a chamamos de Kity, por causa das roupas dela, só as roupas delas... Mas ela é uma pessoa boa, isso é o que importa. E hoje eu não a encontrei, então passei direto e reto, não parei para falar com ninguém, mas os cumprimentei de longe com um aceno e um sorriso, e, como não estava em lugar muito longe, logo cheguei em casa, posso dizer que eu estava suja de areia da praia, eu só queria sentir a brisa no meu rosto, e som da maré, e a natureza me “abençoa” com areia na calça (claro que eu tirei meu tênis, não queria arriscar), vovó iria me matar, mas logo iria me perdoar porque ela sabe que quando eu quero pensar o melhor lugar é a praia. Assim que entrei em casa, fui direto para o meu quarto, peguei meu violão, e desci para falar com minha avó, ela estava almoçando com o vovô, eu os beijei, comi uma fatia da torta de frango, que a vovó sabe fazer muito bem e eu amo, claro que eu tinha que comer dessa torta. Depois de ter saboreado meu delicioso almoço, eu sai de bicicleta, e fui para o melhor lugar onde eu podia cantar, nas pedras na beira do mar, e eu já tenho uma música em mente. Eu sentei nas pedreiras, estava com roupas adequadas para isso, claro, então comecei a tocar.

“Oceano”
(Caetano Veloso)

“Assim que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você, cadê você, que solidão
Esquecerá de mim
E enfim, de tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri
Amar é um deserto e seus temores
Vida que vai na sela dessas dores
Não sabe voltar, me dá teu calor
Vem me fazer feliz porque eu te amo
Você deságua em mim e eu oceano
E esqueço que amar, esqueço que amar
Esqueço que amar é quase uma dor
Só sei viver se for por você.

Assim que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você, cadê você, que solidão
Esquecerá de mim
E enfim, de tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri
Amar é um deserto e seus temores
Vida que vai na sela dessas dores
Não sabe voltar, me dá teu calor
Vem me fazer feliz porque eu te amo
Você deságua em mim e eu oceano
E esqueço que amar, esqueço que amar
Esqueço que amar é quase uma dor
Só sei viver se for por você.”

****

Depois de ter cantado essa música, apenas fiquei admirando a vista, o mar agitado, as ondas quebrando brutalmente até chegar na areia, o som da maré, o cheiro da areia molhada, o ar puro, não tinha coisa melhor. Quem me ver, pensa que eu sou uma ripper, mas não sou. Graças á Deus, porque eu gosto da minha vida assim. (RsRs)
Depois de um certo tempo, resolvi ir para casa, não poderia ficar tanto tempo fora, eu já havia chegado tarde da escola, e também tenho tantas coisas para fazer em casa.

Depois que cheguei em casa, eu tomei um banho rápido, troquei de roupa, coloquei a primeira que me veio a frente, desci para cozinha, a pia estava cheia de louça suja, eu fiz uma carinha de choro e, comecei ao trabalho. Depois de longas horas arrumando a casa, eu finalmente pude descansar, já que não tinha mais nada para fazer, subi para o meu quarto, tomei outro banho -nossa como eu estava suja-, depois do banho eu fui vestir uma roupa, coloquei uma blusa branca soltinha, short não muito curto, jeans escuro, sinto marrom, um sapatinho cano alto, amarrei meu cabelo, deixei um pouco bagunçado, fiz uma make leve, um batom rosa clarinho, blush rosa, quase não dava para notar, uma sombra branca, bem clarinha também, bom, quase não dava para notar que eu estava com maquiagem, apenas o lápis que eu passei, para destacar meus olhos castanhos, ou quase isso. Depois que me olhei no espelho, sorri, estava pronta, agora sim eu podia sair, eu vou para a “montanha”, me “conectar” com as arvores, papai sempre me levava a lugares com arvores, e dizia que quando tocamos para elas, a mãe natureza fica alegre, eu sei, papo de pais para crianças, mas, desde que começamos com isso, mesmo que ele tenha partido, eu quero continuar com essa “tradição”. Peguei minha bicicleta e pedalei até a pista, quando eu cheguei perto das arvores, antes de subir na minha querida montanha, eu tive que descer da bicicleta, e subir carregando-a, nada fácil, mas não é nada que já não tivesse acostumada. Bom, eu só sabia que queria cantar e, cantar, pela segunda, terceira, ou quarta vez esse dia, e claro, eu já tenho uma música em mente, uma que eu aprecio muito a letra.

Céu Azul
(Charlie Brown Jr)

Tão natural quanto a luz do dia
Mas que preguiça boa,
Me deixa aqui à toa,
Hoje ninguém vai estragar meu dia,
Só vou gastar energia pra beijar sua boca

Fica comigo então, não me abandona não
Alguém te perguntou como é que foi seu dia
Uma palavra amiga,uma noticia boa
Isso faz falta no dia a dia
A gente nunca sabe quem são essas pessoas

Eu só queria te lembrar,
Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós
Eu estava errado e você não tem que me perdoar
Mas também quero te mostrar,
Que existe um lado bom nessa história:
Tudo o que ainda temos à compartilhar,

E viver, e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, vadiar,
O que importa é nossa alegria
Vamos viver, e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, vadiar,
O que importa é nossa alegria

Tão natural quanto a luz do dia

Mas que preguiça boa,
Me deixa aqui à toa,
Hoje ninguém vai estragar meu dia,
Só vou gastar energia pra beijar sua boca.

Eu só queria te lembrar,
Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós
Eu estava errado e você não tem que me perdoar
Mas também quero te mostrar,
Que existe um lado bom nessa história:
Tudo o que ainda temos à compartilhar,

E viver, e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, vadiar,
O que importa é nossa alegria
Vamos viver, e cantar,
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, vadiar,
O que importa é nossa alegria.

Tão natural quanto a luz do dia...
****

Eu sorri depois de ter terminado de cantar essa música, é simplesmente perfeita. Depois de “mais uma lição cumprida”, eu levantei do toco da árvore onde eu havia sentado, e caminhei com minha bicicleta e, o meu violão nas costas, eu tinha que voltar antes que escurecesse, por mais que eu queira ficar, ali era muito perigoso.

POV Raquel off

Raquel caminhou pela trilha para chegar até a saída, mas ela para de repente ao ver um movimento estranho em uma moita, ela fica assustada, mas fica parada esperando alguém ou alguma coisa que seja sair de lá, ela fica surpresa ao ver quem saiu.

Raquel sorrir. – Richard?-Ela falou com uma sobrancelha levantada.

Ele rir sorrateiramente. – Porque eu não fico surpreso em ti ver aqui?-Ele perguntou.

Raquel revirou os olhos e sorriu.

— Será que posso te fazer uma pergunta?-Ele disse. Raquel gesticulou com a mão para que ele continuasse, ele sorri. – Quando foi a primeira vez que você beijou?-Ele perguntou.

Raquel arqueia a sobrancelha enrugando a testa, ela rir. – Wow!-Engoliu seco. – Bom...-Ela estava pensando se responderia essa pergunta, hesitou um pouco, mas resolveu responde-lo. – Meu primeiro namorado, eu tinha treze anos, foi horrível.-Ela disse, com uma careta de nojo que fez o menino sorrir encantador. – Mas porquê?

Richard coçou o nariz. – Só de uma cantora para o outro cantor.-Ele respondeu timidamente, ele ruborizou, o que fez Raquel sorrir, e ele pensou em como estava apaixonado por aquele sorriso, por ela. – Bom...-Ele estava tímido. – Raquel, você namoraria comigo?-Ele perguntou.

Para o choque inicial, Raquel abriu a boca, estava tentando copular o que ele havia acabado de dizer. Ela gaguejou. – O... O que, o que você... O quê você disse?-Ela conseguiu finalmente dizer alguma coisa.

>>Trilha sonora:[https://www.youtube.com/watch?v=fxrr-eiYF1s] |O Teatro Mágico — Você me bagunça|

— O que você escutou.-Ele respondeu.

Ela sorriu olhando para baixo. – E então?-Ele aguardava a resposta da garota por quem está apaixonado.

— Eu...-Ela rangeu os dentes. – Rick, isso é sério?-Raquel ainda não acreditava que o menino por quem ela estava tendo sentimentos pedira em namoro.

Richard sorriu. – Isso é um sim?

Raquel revirou os olhos. – Acho que sim.-Ela respondeu sem jeito. Richard se aproximou dela.

O menino pôs a mão no rosto dela e sorriu, ela fez o mesmo, ele chegou ainda mais perto dela, ela não recuou, ficou esperando por ele chegar até ela, ele fez, ele aproximou seu rosto no dela, roçando seus lábios no dela, depois selou esse contato para um mais próximo, um selinho demorado, que foi quebrado quando Raquel deu o primeiro passo, ela o beijou, um beijo apaixonado que foi esperado por ambos á um tempo, um beijo longo de língua, onde os dois se permitiram a se entregar a essa paixão que estava queimando até a garganta dos dois adolescentes.

Raquel largou a bicicleta envolvendo os braços no pescoço de Richard, o único som que escutavam eram dos pássaros indo embora, Raquel sorrir no meio do beijo fazendo-os parar, Richard aqueia a sobrancelha e também sorrir.

— O quê?

Raquel não respondeu, o puxou mais para ela e o beijou novamente, dessa vez o beijo foi um pouco mais calmo, eles não tiveram essa pressa toda, aliais, agora eles estavam namorando, seriam apenas um para outro daqui para frente, não precisava de tanta pressa. Raquel podia sentir o quão bom é o gosto do beijo do garoto por quem é apaixonada desde, desde sempre, ela só negava os sentimentos, mas quando se viu diante dele nesse lugar repleto de belezas naturais, em uma tranquilidade só, ela não teve, não podia mais negar esses sentimentos por ele, não mais. Eles se separam sorrindo um para o outro, Raquel depositou um selinho na boca dele que correspondeu, os dois resolveram voltar para “civilização”, até porquê já estava ficando tarde, mais um tempo ali eles iriam congelar, ainda bem que era calmo e não tinha nem um filho da mãe para rouba-los, ou até mesmo fazer coisa pior.

Assim que chegaram a pista, eles sorriram um para outro caminhando para frente onde a cidade já brilhava com as poucas luzes acesas, o sol estava se pondo, e eles caminhavam de mãos dadas a cidade, Richard se ofereceu para levar a bicicleta da garota, e claro, ela o deu a bicicleta para que ele levasse. Os dois conversavam sobre eles, agora que estavam namorando, precisava se conhecerem melhor. Raquel não escondia o sorriso do rosto, Richard era a mesma coisa, o sorriso era inevitável, eles estavam realmente apaixonados!

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