Voz e Violão.
5 Capitulo 5
Notas iniciais
“As duas seguiram para a casa de Carrie para escolher a música que iriam cantar, se derem sorte, irão cantar na festa de aniversário da cidade.”
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Elas passam o resto da manhã cantando e brincado, claro que já tinham a música para o dia da competição. Quando deu 12:30 Raquel pegou suas coisas e foi para casa.
Ao chegar em casa ela vai direto para o quarto, toma um banho depois desce para almoçar com a avó, após isso ela ajuda a avó na cozinha, não demora muito e elas terminam, então Raquel sai para ir na casa da amiga.
Chegando lá Raquel só espera uns minutos para alguém abrir a porta, rapidamente aparece alguém era a mãe de Carrie.
– Raquel querida, entre.-Disse gentilmente.
– Obrigado dona Maura.-Sorriu gentil.
– Quel!-Disse Carrie descendo as pressas para falar com a amiga.
– Cacá, olha eu trouxe as notas da música.-Mostra um papel com notas musicais para Carrie.
– Que bom, vamos subir que eu tenho visitas.-Sorriu travessa.
– O quê você está aprontando?-Perguntou sendo puxada por Carrie.
Carrie levou Raquel até o quarto, onde ele se surpreendeu no que viu.
– JJ?-Pergunta surpresa.
JJ é uma amiga, quer dizer “ex” amiga de Carrie, uma das “amigas” da Suzane’s e adivinha quem era a vocalista do grupo: Paula. A arque-inimiga de Raquel.
– Oi!-Cumprimentou com um sorriso fraco.
– Ela veio dizer que a Paula quer nos interferir na apresentação.-Diz Carrie.
– Ela o quê?-Pergunta Raquel.
– É Raquel, a Paula ficou louca naquele dia que você cantou pela primeira vez, ela que acabar com você de todas as maneiras, ela ta agindo feito criança.
– Tudo bem.-Diz Raquel calma.
– Oi?-JJ e Carrie falam ao mesmo tempo arqueando a sobrancelha.
– É gente, é só uma competição, e tem todos anos nessa cidade, se agente não ganhar não vamos perde nada.-Diz Raquel.
– Tá.-Concordou JJ.
– Então Quel, o que acha da JJ vim para nosso grupo, andar com agente, ser nossa amiga?-Raquel gargalha com a pergunta da amiga.
– Sério Cacá?-Perguntou.
– Sério, porque?
– Claro né!-Disse.
– Claro o que?-Pergunta Carrie.
– Claro que ela pode andar com agente, se ela quiser também.-Olha para JJ.
– Sério?-Pergunta animada.
– Claro né.-Disse Raquel.
– Valeu meninas.-Agradeceu com um enorme sorriso.
– Ok, agora vamos ensaiar.-Disse Carrie.
Raquel pega seu violão e elas começam a ensaiar. Ensaiaram a tarde toda, depois foram dar uma volta na rua. Hás 20:00 Raquel se despede das meninas e vai para casa.
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Faltava 2 dias para o aniversário da cidade, já era a noite onde escolheriam quem abriria as apresentações. Já estava todos lá, o prefeito e os jurados, a metade da cidade estava na apresentação, bom uma pequena metade posso dizer.
Todos os participantes estavam nervosos, aliais iriam cantar para o prefeito.
Então começaram a chamar, primeiro foi o grupo Incendeia os que ficaram em 5° lugar, Eles cantaram: Incendeia, musica de Kleber Lucas.(Eles são um grupo gospel)
Então foi chamado lá as Suzane’s, elas cantaram: Velha infância – Tribalistas.
Finalmente chega a vez de Raquel e Carrie cantarem, elas vão até o palco e começa a cantar:
De todos os loucos do mundo
(Clarice Falcão)
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Você esconde a mão, diz que é Napoleão
Boa parte de mim, acredita que sim
Se eu converso com ar, no meio do jantar
Você espera a vez dele de falar
Você fala chinês, pela primeira vez
Eu dou opinião, num perfeito alemão
Se eu emito um som que você acha bom
A gente faz um dueto fora do tom
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Você fala chinês, pela primeira vez
Eu dou opinião, num perfeito alemão
Se eu emito um som que você acha bom
A gente faz um dueto fora do tom
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Todos aplaudem, elas agradecem e vão, assim as apresentações continuam.
Teve uns pequenos shows as pessoas ficam por um tempo lá mas logo todos vão, o resultado da competição sairia no dia seguinte.
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Na manhã de sábado, véspera do aniversário da cidade, todos estavam animados com os preparativos da festa, e os participantes da competição de música já estavam juntos na maior quadra que havia na cidade, claro estavam mais nervosos que na primeira vez.
– Ansiosas?-Pergunta JJ para Raquel e Carrie.
– O que você acha?-Pergunta Carrie irônica.
– Que horas?-Pergunta Raquel.
JJ olha em seu relógio e responde:
– Dez e meia.
– Valeu.-Disse Raquel.
Esperaram mais 10min até serem anunciados, e com muito nervosismo e ansiedade foram até o palco esperar o prefeito anunciar o vencedor.
POV Raquel on –
Não basta ter que esperar todos chegarem, e agora esperar eles anunciarem quem vai vencer, eles estão pensando que é o que? The Voice?
Até que fim o Henrique pegou o envelope que continha o cheque com o nome de quem venceu, estávamos todos em agonia. Ah! Odeio ter que esperar.
–Bom dia gente!-Começou Henrique, até que fim.
– Prontos?-Perguntou o obvio, se ele nãoabrir agora eu mesmo abro.
Olhei com um sorriso para ele, mas eu estou com vontade de esmaga-lo.
– E o vencedor é...-Sério ele quer fazer suspense?
Minha está pingando e ele quer fazer suspense.
– King of backcountry!-Disse por fim.
Até que fim ele disse, bem eu estou triste pela Carrie ela queria muito ganhar, mas eu estou de boa, estou feliz pelo Rick e por sua banda, eles merecem.
Falei com Carrie, disse-lha que estava bem, iríamos ter outra oportunidade, cumprimentei a banda, dei-lhos os parabéns e sai com minhas amigas. Após sairmos de lá, formos em uma lanchonete perto de lá.
– Vocês foram ótimas, mas eles foram bons também.-Disse JJ.
– Eu sei, mas bota na cabeça da Cacá.-Falei com ironia.
– Há, há, há.
– Esquece.-Falou JJ.
Comemos algumas besteiras e sigamos nosso caminho para minha casa.
Agora eu tinha que dizer a vovó que perdi, nossa ela irá ficar triste por nós, mas feliz por eu ter chegado lá, se não fosse pela Carrie, ninguém naquela mini cidadezinha saberia do meu “talento”. Depois de conversas e gargalhadas, principalmente de mim e JJ tirando “onda” de Carrie, do tipo “Carrie a estranha”, “Carrie não sabe perder” e “Carrie vai matar todos na escola”, ela ficou com tanta raiva que quase me joga na lama junto com meu violão, enfim chegamos em minha pequena, grande casa.
– Vovó!-Gritei chamando-a.
– Aqui!-Gritou também, anunciando onde estava.
Segui sua voz até a cozinha, era bom ouvi-la cantar, só não essa música... Essa música não.
– Como foi lá querida?-Pergunta sem tirar sua atenção ao Boo, nosso cachorro, mais dela do que meu.
– Perdemos, mas eu estou bem.-Disse rápido.
– Sinto muito querida.-Finalmente ela olha para mim.
– De boa.-Usei uma dessas gírias que o vovô não gostava.
– Por que você não vai com suas amigas até a sala de filme, seu avô trouxe filmes novos.-Me animei ai saber que o vovô havia voltado da “cidade grande”.
Corri sem responder a vovó, deixei ela no vácuo para dizer a verdade, chamei as meninas e nós subimos para a sala de filme do vovô. As meninas se impressionaram ao chegar lá. Também tanto filme que havia lá, e o telão enorme, que por falar telão já é enorme então...
Bom, entramos lá, mas o vovô não estava, tinha uns 20 filmes novos lá, escolhi um, Carrie também e JJ, JJ escolheu de terror para variar, mas escolheu, sentimos a vontade e começarmos a assistir o filme que Carrie escolhe: Deus não está morto.
Eu não sou de chorar, mas... Mentira, eu choro por tudo, mas esse filme, esse filme é muito lindo. Assim que eu e as meninas assistimos, mandamos uma corrente com: “Deus não está morto”. Mandei para todos meus contados, acho que as meninas também. Depois de chorarmos um pouco, muito, até de mais, enfim, JJ coloca seu filme favorito, quer dizer, ela não assistiu ainda, mas diz ela que “é perfeito”, e lá vai ela colocar: Livrai-nos do Mal;
Momento tristeza a nossa, minha e de Carrie na verdade, pois JJ só sabia rir, já eu e a Carrie, estávamos quase fazendo xixi nas calças. Até que fim que aquele filmes horroroso acabou, finalmente, exclamei. Coloquei um que eu escolhi, o filme é maravilhoso, eu queria assistir antes, mas não consegui. Assistimos “Se eu ficar”, o filme mais fofo que eu já vi, claro que assistir outros, mas esse é de mais. Acaba o filme, e quando vimos já estava de tardezinha, vi que a vovó estava subindo com hambúrguer para eu e as meninas, e umas bebidas.
– Oi meninas, vocês devem estar com fome.-Sorri gentil para nós, e entrega a bandeja com gorduras, nossa será que ela quer me deixar gorda?
Bom, eu pego a bandeja deixo em cima da pequena mesa, eu e as meninas pegam as coisas que haviam lá e começamos a degustar daquelas gorduras, enquanto comemos, aproveitei e coloquei um filme de época, adoro filmes do estilo anos 80 e tal.
Passamos a tarde toda “fofocando” e assistindo vídeos engraçados, quando chega a noite as meninas vão para casa, eu aproveito e tomo um banho relaxante, ponho o meu pijama e vou até a minha pequena “escrivaninha” que era da vovó, pego meu diário e uma caneta, quando começo a escrever ouço um barulho vinda da janela, quando abro vejo o que é, ou melhor, quem é.
– Rick?-Falei em sussurros dando para ele ouvir.
Que desgraçado, quase quebra minha janela com aquelas pedrinhas.
– Raquel desce aqui.
Ele estava pedindo isso?
– Não.-Respondi rápido.
– Eu tenho uma coisa para lhe contar.-Se ele quiser me contar que conte de onde estar
– Tem algum problema me contar da ir?-Pergunto com ironia.
– Tem.-Respondeu-me.
Nunca pensei que essa fosse a resposta, ele que é “tão certinho”.
– O que quer falar comigo?-Pergunto curiosa.
– Dá para descer?-Perguntou sem responder a minha pergunta.
– Não posso.-Respondi.
Ele olha para os lados depois volta a olhar em direção a mim. O que ele está tramando?
– Então eu vou subir.-Disse decidido.
– Ta maluco?-Perguntei.
Ele é maluco, o que ele está fazendo. Rick é maluco.
Ele sobe em uma árvore e pula na minha janela, eu tenho que ajuda-lo se não ele cairia e eu não quero que o vovô e a vovó acorde por isso.
– Eu... Eu preciso falar com você.-Disse ofegante olhando em meus olhos.
– O que você tem para dizer?-Pergunto.
Já estou curiosa.
– É importante.-Disse-me.
Se é importante porque ele não fala de uma vez?
– Fale!-Pedi, ou melhor, o obriguei.
– Nossa Raquel, você é ruim, nem parece aquela garotinha...-Dou um tapa forte nele, para que ele pare de falar.
– Au!-Exclamou ele de dor, passando sua mão no lugar onde eu o bati.
– Fale!-Insisto.
– Tudo bem...
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