A mente de Velutina flutuou nas ondas da embriaguez. Sentia-se quase feliz ao penetrar a copa frondosa da Velha Árvore. No interior abaulado, as fadas se agitavam em suas cantigas noturnas.

— Cipre, minha amiga! — Velutina chamou. — Venha se divertir comigo!

Cipre surgiu ao seu lado, a expressão curiosa.

— O que faz aqui, bruxa? Não deveria estar atrás da sua mulher?

Minha mulher? Você não ouviu as notícias? Ela anunciou o noivado com aquele imbecil.

— E daí?

— E daí que quero que ambos morram de peste!

— Oh, Amara não está tão infeliz quanto você?

— Não sei — Velutina retrucou —, nem me importo.

Notas finais
Palavra-chave: abaulado