A luz dourada das lanternas e o som de violinos atraiu Velutina para o castelo. Um baile acontecia. Nobres valsavam enquanto garçons distribuíam taças de champanhe. Ela pegou uma, e outra, e mais outra. Na quarta, o príncipe lhe convidou para dançar.
— Não teme minha companhia, alteza? Sou a bruxa da figueira.
Ele sorriu, sarcástico.
— Eu sou a ovelha negra da corte. Um pecador iníquo não teme outro.
Oh, ele era divertido.
Velutina aceitou a dança, e foi glorioso até o príncipe tentar beijá-la. Ele não é ela, seu coração denunciou. Desculpando-se, fugiu do salão antes que as lágrimas retornassem.
Notas finais
Palavra-chave: iníquo
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