Volta ao Mundo Em 80 Dias
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Espero que gostem :)
Treze horas depois, os quatro estavam desembarcando em Londres. A viagem do livro começara ali, então era ali que começaria para eles também. Eles pegaram um táxi e foram para o hotel que Arthur já havia reservado, era o único lugar onde eles tinham reserva de hotel, pois Arthur queria fazer tudo como no livro e isso incluia viajar sem reservas.
O hotel era simples, mas aconchegante. Arhur e Leo ficariam em um quarto e Marisa e Coraline no outro. Assim que deixaram as malas, que não eram muitas, uma para cada um. Arthur disse que ele iria ver as passagens de trem e enquanto isso o grupo podia passear e eles se econtrariam de novo no hotel, no final da tarde.
Marisa ainda estava muito preocupada. Não tinha ideia de como Coraline podia pensar que eles encontrariam seu pai, eles estavam fazendo aquela viagem por conta de Arthur e ele estava pagando por tudo, mas o que ele queria era recriar a viagem do livro. Depois que Arthur se foi Marisa olhou para as duas crianças e falou – Então? O que vocês querem fazer?
- Ah! Eu amo Londres! Quero visitar o Big Ben e andar naqueles ônibus e, quem sabe, talvez, usar aqueles telefones das cabines vermelhas! Ah. Tantas coisas! Por que não escolhe, Leo? – Perguntou olhando para ele com seus olhos amendoados brilhantes de emoção.
- Eu gostaria de ver algum mercado de antiguidades. – disse Leo, com seu ar de adulto de sempre.
- Tudo bem. – respondeu Marisa, um pouco mais empolgada – Vamos pegar um ônibus vermelho de dois andares como a Caroline quer e achar uma feira de antiguidade para o Leo, no caminho podemos usar uma das cabines, afinal, elas estão por toda a parte e depois, antes de voltar para o hotel, podemos ver o Big Bang, acho que temos tempo para fazer tudo.
Eles sairam imediatamente e por sorte, conseguiram pegar um dos ônibus que Coraline queria andar sem ter que esperar muito. Eles foram para o andar de cima e como o ônibus estava vazio, fizeram a festa correndo de janela em janela para não perder a vista.
Marisa conhecia um mercado e ao chegarem lá, os olhos de Leo brilharam ao ver todas aquelas coisas antigas amontoadas em um só lugar.
‘‘Uau’’ pensou Coraline.
- Leo, você escolheu muito bem, olha só quantas coisas maravilhosas!
Believe saiu vasculhando todo o local, à procura de comida. Coraline andava pelos corredores recheados de antiguidades. Até que encontrou uma caixinha muito bonita que parecia uma miniatura de um castelo, todo feito no estilo rococó.
- Você gostou? – Perguntou o senhor que atendia os clientes.
- Adorei, tem tantos detalhes!
- Então olhe dentro.
Ela abriu a caixinha e não acreditou. Havia uma cópia exata do colar que estava em seu pescoço, o mesmo que seu pai havia lhe deixado.
- Ele é lindo. Uma jóia que parece simples, porém guarda um belo segredo. Gostaria de saber?
- Mas é claro!
- Pois bem, existem apenas duas jóias dessas e as duas estão aqui nesta loja. Uma delas nesta caixa, e outra em seu pescoço. Todas as outras que você encontrar serão falsas. É curioso saber como é que você adquiriu esta jóia.
‘‘No século XVII, onde pessoas eram queimadas acusadas de bruxaria, vivia um casal. Um amor proibido. Ela era da realeza, e ele um mero camponês, filho de um prisioneiro. Um dia um lacaio seguiu a jovem, a pedido da rainha que já desconfiava da traição da princesa de se relacionar com um camponês que não possuía sangue puro, e pegou os dois juntos, embaixo de uma árvore. A rainha mandou matar o camponês, porém a jovem princesa se recusou a deixá-lo morrer e acabou indo para a fogueira junto de seu amado. O rei, hipnotizado pelo poder da rainha, aceitou que sua filha fosse queimada e disse ao povo, que adoravam a princesa, que ela praticava rituais pagãos com o jovem camponês. Na manhã seguinte, ao serem retirados os corpos queimados do casal, foi encontrado em seus pescoços estes dois colares, completamente intactas.’’
Coraline não conseguiu dizer nada. Lágrimas rolavam por sua face. Após alguns minutos ela abriu uma bolsinha que carregava, procurando por algum dinheiro. O vendedor, percebendo a importância que aquela jóia tinha para a menina, colocou a mão por cima da bolsa:
- Deixe, garotinha. É de graça.
- Mas senhor...
- Leve, ele pertence à você.
Nesse instante Marisa e Leo apareceram atrás dela – Ah, então é aqui que você está? – disse Marisa com um sorriso, até perceber que o rosto da menina estava molhado pelas lágrimas.
-Aconteceu alguma coisa? – perguntou Leo.
Coraline enxugou rapidamente as lágrimas e se apressou em dizer:
- Não, não Leo. Está tudo bem, é só que ele acabou de me contar uma história muito triste, fiquei emocionada e chorei, mas está tudo bem.
Ela se aproximou de Leo e Marisa, mas antes de irem para seu próximo destino, Coraline perguntou para o vendedor:
- Se me permite perguntar, como o senhor conseguiu o colar?
- Um homem me entregou há alguns anos, disse que era importante que eu o mantesse seguro e só o desse para a pessoa que possui o outro. Como eu sabia da história do colar, era óbvio que não o daria para qualquer um, mas como você tem o outro, este é seu por direito.
- Obrigada – Disse Coraline dando um beijo amigável na bochecha do vendedor e se juntando aos outros para irem embora.
Ela sabia que o homem deveria ser seu pai. Será que ele havia espalhado pistas de seu paradeiro por todo o mundo? Será que ele sabia que ela o procuraria algum dia? Será que ele estava vivo e a salvo em algum lugar do globo?
Coraline se martirizava com as várias perguntas que surgiam em sua mente, mas ela iria desvendar o mistério, mesmo que não estivesse nos planos de Arthur, eles não precisariam saber de sua trama.
Notas finais
Comenteem!! ♥
Fale com o autor