Volta Ao Mundo - Hiatus
5 Hospital
Notas iniciais
DAMON
Não foram nem 24 horas! Quer dizer não foram nem 2 horas que eu a conheci e ela já quase me matou! Como posso conviver 24 horas durante 2 anos inteiros ao seu lado? “Vivendo!” Impossível! Eu não vou conseguir! Acho melhor eu desistir!
Rio do meu próprio pensamento... Damon Salvatore nunca desiste de algo, muito menos assim tão fácil! Com certeza eu vou revidar e da melhor forma! Ela que se prepare!
– Acho que ele está melhor Ric, já está rindo sozinho feito uma hiena! – Escuto a voz da morena “gostosa”, que no momento quero matar “só se for de prazer!”.
Ela está encostada na porta, com os braços cruzados, enquanto Ric vem em minha direção rindo.
– Hiena é a sua... – Para do falar quando vejo a cara de reprovação de Ric. Bufo, ela pode implicar, mas eu não.
– A médica disse que você terá que passar a noite aqui no hospital, para ser monitorado caso a alergia volte, mas ela disse que te dá alta logo pela manhã – Ric diz quando se senta na poltrona que fica do lado da minha cama.
– Que ótimo! – Digo cruzando os braços, com dificuldade por conta do soro – Vou ter que passar a noite no hospital – Digo fazendo bico, eu odeio hospital. “Gay!” Elena ri – Que foi? – Pergunto emburrado.
– Você é uma criança birrenta – Diz vindo em direção a nós – E se começar a reclamar eu mando te dopar, porque não vou ficar te aturando a noite toda reclamando – Para atrás da poltrona que Ric tá sentado.
– Se conheçam e façam as pazes – Ric diz se levantando e Elena se senta – Eu volto pela manhã com os papeis da viagem – Dá um beijo no topo da cabeça de Elena. – Até amanhã Damon!
– Eu não ganho beijinho de despedida? – Pergunto e ele ri.
– Com ciúmes? – Elena diz debochada – Meu Deus! Você é gay!
– Vou te mostrar quem... – Paro de falar quando vejo Ric me encarando.
Posso nem retrucar o que ela diz! Vou mostrar a ela quem é gay!
– Qualquer coisa me ligue Elena – Ric diz e vai em direção a porta.
– O que? A assassina vai ficar aqui comigo? – Digo me exaltando.
– Sem chilique Damon – Diz revirando os olhos.
– Não se matem – Ric diz antes de nos deixar sozinhos.
Ficamos um tempo em silencio, acho que ainda estou processando as informações, e como estou meio dopado. “Meio?”
– Porra! – Resmungo baixinho – O que fiz para merecer isso? – Continuo resmungando.
– Você nasceu seu idiota – Ela diz rindo e eu bufo a encarando.
Elena começa a vasculhar sua bolsa, e de lá tira um canudinho branco, o que me faz estranhar. É quando ela põe na boca que percebo o que é! Ela é louca ou que?
– Você é louca? – Digo tirando o cigarro de sua boca – Nem pensar!
– Não faz fumaça – Diz dando de ombros e eu a encaro – é um cigarro eletrônico. – Ela tenta pegar da minha mão, mas não consegue.
– Porque você fuma? – Pergunto a encarando. Não consigo acreditar nisso. – Isso é loucura e faz mal – Digo e ela se encosta na poltrona e revira os olhos.
– Ric não te contou né? – Apoia sua cabeça nas suas mãos – Claro que ele não contou...
– Contou o que? – Pergunto curioso.
– O motivo deu ter aceitado ir nessa viagem – Diz com um tom mais baixo.
– Disse que você é inteligente, quer aprender mais e blábláblá – Digo fazendo gesto com as mãos – Essa chatice toda – Digo rindo e ela bufa.
– Não é só isso – Sua voz soa melancólica e eu paro de rir e a olho – Eu tenho câncer – Seu rosto fica triste – Meu tempo de vida é pouco, por isso o cigarro eletrônico, ele é um dos meus “remédios” – Diz e desvia o olhar.
Meu coração se aperta. Tão nova... “Tão gostosa”. Essas doenças são um inferno.
– Toma – Digo lhe entregando o cigarro – E porque perde tanto tempo estudando?
Eu estaria me divertindo ainda mais! “E como!” É quando eu lembro que ela faz medicina.
– Você quer achar um tratamento mais eficaz? – Pergunto e ela começa a rir, me fazendo a encara-la confuso. – Que foi?
Ela ri ainda mais, quase perdendo o folego.
– Desculpa eu não aguentei – Diz tentando parar de rir, mas não consegue – Você tinha que ver a sua cara!
– Sua vadia! – Eu digo tentando me levantar da cama para esgana-la. – Eu vou te matar! – Sinto uma tontura e me deito novamente – Você é uma idiota!
– Você que é para ter caído nessa história – Diz e coloca o cigarro na boca. “Ela tem razão!”
– Porque você está aqui? Não preciso de babá – Digo me ajeitando melhor na cama. Essa morena vai me pagar, minha vingança vai ser maligna. “Tá soando gay de novo!”
– Você precisava de companhia e Ric não podia – Diz dando de ombros.
– Eu podia ter ligado para alguém – Digo fechando os olhos e bufando. “Pra quem?”
ELENA
Eu estava me sentindo culpada por ele ter vindo parar no hospital, mas eu não sabia que ele era alérgico. Mas ele é tão idiota, chato, cheio de si, e... Aghr, eu tenho que admitir, muito, mas muito gostoso. Mas isso não me impediu de tirar uma com a cara dele.
– Eu podia ter ligado para alguém – Diz fechando os olhos e bufando, então eu bufo também.
– Então liga! – Me levanto – Babaca! – Falo pra mim mesma.
– Ei... – Ele segura meu braço, mas geme de dor. – Fica... – Fecha os olhos – Por favor...
Eu tiro sua mão do meu braço e ele me olha, então eu faço que sim e me sento. Então ficamos em silencio por um tempo.
– Me conte o que sabe da sua mãe – Pede e eu abaixo a cabeça – Precisamos nos conhecer e como houve aquele incidente...
Respiro fundo e as poucas lembranças me veem a cabeça.
– Eu não sei quase nada – Sussurro e tento não chorar – meu pai não fala dela, só sei que ela me teve com 23 anos e que morreu no parto, o meu parto. – Respiro fundo e fecho os olhos. – Ela nasceu na Bulgária, eu nasci lá, mas meu pai era turista, ele nasceu aqui, mas tinha decidido morar lá por ela, por nós. Quando ela morreu, ele voltou para cá por causa das lembranças...
– Ei não chore... – Sinto sua mão no meu rosto, secando minhas lágrimas – Se eu soubesse que ia ficar assim não teria tocado nesse assunto.
– Meu pai não me olha porque eu pareço com ela – Digo e abro os olhos, e me sinto desconfortável pela nossa aproximação – Eu não o vejo há três anos.
– Também tenho problemas com meu pai – Diz balançando a cabeça em negativa e se afasta, voltando a deitar.
– Não vamos falar de assuntos tristes ok? – Peço.
– Ok! – Diz e suspira – Porque aceitou a viagem? – Sorrio.
– Porque eu não aceitaria? Conhecer o mundo! E de graça! Eu seria louca se não aceitasse – Digo e ele ri.
– Penso o mesmo! – Diz.
Penso em mais algum assunto, é quando me lembro do porque estamos aqui e a culpa volta.
– Você tem alergia só a nozes ou devo me policiar com outras coisas? – Pergunto.
– Amendoim e camarão – Diz e ri. – Uma vez uma garota me chamou para almoçar na casa dela, para conhecer seus pais, e eu não queria ir, então comi amendoim só para ter uma crise.
Eu começo a rir. Que doidera.
– Isso tudo para não conhecer os pais dela? – Pergunto rindo.
– Significaria que tínhamos algo que não existia – Diz rindo.
– Não podia simplesmente negar? – Pergunto.
– Não! Eu ainda não tinha conseguido o que eu queria dela – Diz rindo ainda.
– O que você queria? – Pergunto curiosa.
– Sexo Elena! – Diz e eu fico vermelho e ele me olha estranho.
– Você é virgem? – Pergunta me encarando de uma forma engraçada.
– Que loucuras a mais você já fez para levar uma mulher para cama? – Pergunto tentando mudar o assunto.
Não é que eu seja virgem. Tecnicamente eu sou, quer dizer...Eu só fiz uma vez, e estava muito bêbada para lembrar. Foi há um mês atrás, quando eu completei cinco meses com Matt. Estávamos numa festa, e Matt tava insuportável, dando trela para varias mulheres e isso me irritou, ainda mais quando ele foi dançar com a Rebekah, que eu não suporto. Então para me “vingar” eu comecei a beber e dançar com os caras. Eu bebi muito, me lembro de tá dançando com um loiro lindo quando vi algo que não queria, meu namorado beijando Rebekah, então eu beijei o loiro. É a ultima coisa que lembro. No outro dia quando acordei, estava nua na cama com o loiro me apertando em seus braços. Quando encontrei Matt discutimos feio. Ele me disse que Rebekah o agarrou e que ele a afastou e disse que estava comigo, foi quando ela apontou para mim e mostrou como eu estava me divertindo. Eu acabei contando que transei com o cara e que não me lembrava de nada, e ele me confessou que imaginava, porque me viu subindo com ele, e falou que acabou dormindo com Rebekah naquela noite também. Então discutimos e no final acabamos fazendo as pazes. Só que ele começou a tentar ir para cama comigo e acabávamos sempre discutindo.
– Deixa eu pensar – Disse fazendo cara de pensativo, o que me fez rir. – Bom teve uma vez que eu fingir que era gay. Quer dizer, que estava confuso sobre minhas sexualidade – Diz e ri como se lembrasse o que aconteceu – Eu disse a garota que eu precisava provar dos dois sabores para ver o que eu queria – Diz me fazendo ri, inacreditável. – Então transamos, e eu nem precisei inventar uma desculpa para não procura-la depois, não que o sexo tinha sido ruim, mas porque na época eu não ficava com a mesma mulher duas vezes, então eu simplesmente disse que preferia os homens. – Diz rindo e eu começo a rir descontroladamente – Apanhei muito naquele dia.
– Bem feito! – Digo rindo e ele ri.
– Mas voltando ao assunto Leninha – Diz e eu reviro os olhos – Você é virgem?
– Não... – Digo e me levanto – É da sua conta! – Vou em direção a porta e escuto sua gargalhada e saio do quarto. Idiota!
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