Volta Ao Mundo - Hiatus
7 Fugindo
Notas iniciais
ALARIC
– BOM GENTE, EU ACABEI ME PASSANDO, QUERO ESCLARECER ALGO FUNDAMENTAL DO MEU TRABALHO PARA VOCÊS. FORAM DOIS ANOS DE VIAGEM, DUAS SEMANAS EM CADA PAIS, MENOS NA ITALIA E NA BULGÁRIA, QUE SÃO OS PAÍSES DE ORIGEM DOS DOIS, E POR ISSO COLOQUEI UM MÊS EM CADA. E POR ISSO A APRESENTAÇÃO FICARIA MUITO EXTENSA, ENTÃO ESCOLHI O QUE MAIS MARCOU CADA PAÍS. – DIGO E OLHO PARA ELENA.
ELA ESTAVA DE OLHOS FECHADOS, E EU SABIA MUITO BEM NO QUE ELA ESTAVA PENSANDO: EM COMO FUI UM CRETINO ESCOLHENDO O OCORRIDO NO MOTEL. MAS EU TINHA UM PLANO. BOM, NO INICIO EU ERA CONTRA ELES FICAREM JUNTOS, MAS A CADA MATERIAL QUE ELES ME ENVIAVAM, A CADA DIÁRIO PESSOAL, EU VIA QUE ISSO PODIA SER UMA BOA IDEIA.
– PORÉM EM MINHA TESE, A VIAGEM ESTÁ MAIS DETALHADA, E AGORA VOCÊS VÃO SE PERGUNTAR O PORQUÊ DAS MINHAS ESCOLHAS, TUDO ISSO EU RESPONDEREI NO FINAL, CLARO QUE SE VOCÊS PERGUNTAREM ISSO – DIGO E TODOS RIEM, OLHO PARA DAMON E ELE ESTÁ DE CARA FECHADA.
RESPIRO FUNDO, ACHO QUE NÃO VAI SER MUITO FÁCIL FAZER ESSE DOIS ENXERGAREM O QUE É PRECISO, MAS É POR SER DIFÍCIL, COMPLICADO E IMPOSSÍVEL, QUE EU ME INTERESSEI.
DAMON
Elena vem em minha direção, com um sorriso malicioso, meu coração se acelera. Ela estava linda, melhor ela é linda e hoje...
– O que eu faço com você? – Ela pergunta parando em minha frente e começa a passar suas mãos pelo meu peitoral.
– Porque está fazendo isso Elena? Pra que esse joguinho? – Pergunta e ela ri.
– Que eu saiba, eu não estou fazendo joguinho nenhum – Ela beija e chupa meu pescoço, me arrepiando todo – Você não queria me dar prazer? Ou mudou de ideia?
– Se você estiver tentando me frustrar de novo, eu juro que não vou responder por mim – Digo a puxando para um beijo intenso.
Para que ela não fuja, a prendo pela cintura, a segurando com possessividade, enquanto minha língua explorava toda sua boca. Suas mãos chegam começam a subir minha blusa, então nos separo para que ela possa tira-la, antes que ela volte a me beijar, eu retiro seu vestido.
– Você é maravilhosa – Eu digo a analisando de cima a baixo, apenas de lingerie preta com detalhes azuis.
– Eu sei disso – Diz e sorri.
Ela me puxa pela mão e me leva até a cama. Ela sorri e deita na cama. Eu a fico analisando. Meu Deus isso é muito errado, mas tô pouco me lixando. Me ajeito na cama, para beija-la, desço minhas mãos pelo seu corpo, acariciando cada pedacinho de pele exposta. Eu precisava dar prazer a ele.
– Damon... – Sua voz sussurrou meu nome daquele jeito que me enlouqueceu no motel. – Damon! – Sua voz saiu irritada. – Acorda idiota!
Não! Não! Mais uma droga de sonho com ela.
– Me deixa dormi porra – Digo irritado.
Esses malditos sonhos, fazem o que? Mais de três semanas desde o ocorrido, mas as lembranças e meus desejos estavam cada vez mais presente.
– Damon precisamos sair daqui agora! – Ela diz me sacudindo. – Damon eles nos descobriram aqui!
– Porra porque não disse logo – Digo levantando da cama.
***FLASHBACK ON***
Eu estava dançando com uma loira, enquanto Elena estava bebendo no bar. Eu precisava manter distancia de Elena, então estava ocupando minha mente, me divertindo com outras mulheres, porque sabia que eu podia fuder com toda pesquisa se eu me deixasse envolver com Elena.
– Mas que merda é essa? – Um cara puxa a loira dos meus braços – Quem é esse mané?
– Que mané? – Pergunto irritado.
– Thiago não, aqui não! – A loira diz tentando afastar o moreno.
– Quem é ele Thalia? – Pergunta.
– Não te interessa – digo e ele me acerta um soco na cara.
Cambaleio para trás. Puta merda!
– Seu... – Eu tento dar um soco nele, mas ele me dá outro soco. – Filho da puta!
– Não xingue minha mãe – A loira falou.
– Damon... – Elena está ao meu lado.
– Ahh seu nome é Damon, muito bom saber, vou fazer da sua vida um inferno – o tal do Thiago diz.
– Que merda Elena – Digo irritado.
– Damon a tatuagem deles – Ela sussurra com os olhos arregalados.
– Qual foi a da morena, porque tá me encarando? – O cara pergunta indo na direção da Elena, mas eu vou para sua frente. – Não cansou de apanhar não otário?
– Se encostar um dedo nela você morre! – Digo e acerto um soco no estomago dele e outro na cara. – Corre Elena!
Elena começa a correr e eu também, não tô afim de apanhar mais.
– Vocês dois são duas pessoas mortas – A loira grita correndo atrás da gente.
Na esquina do bar, tinha um taxi parado, Elena aponta pra mim fazendo sinal para entrar no taxi, entramos e Elena começa a rir.
– O que foi? – Pergunto e ela ri ainda mais.
– Nós vamos morrer – Diz rindo.
– Porque está rindo? – Pergunto e ela ri ainda mais.
– Nervoso, sei lá – Diz e do nada sua risada se transforma em choro.
– Ei... – A puxo para um abraço – Eles não vão nos achar, e logo estaremos em outro país.
– Damon você não notou a tatuagens dos gêmeos? – Perguntou ainda chorando.
– Eram gêmeos? Tatuagem? – Pergunto e ela se afasta.
– Você é idiota mesmo né? Só você para não notar a tatuagem – Ela seca as lagrimas e mexe no celular – Essa daqui! A que escutamos a história ontem!
– Que merda – Digo.
– É que merda Damon, e eles acabaram de nos jurar de morte – Digo e o taxi freia.
– Saiam do meu taxi – O taxista fala, mas quando vou tentar argumentar ele grita – Agora!
*** FLASHBACK OFF ***
Com mochilas nas costas corremos para onde estacionei a moto, que eu tive que pedir para alguém buscar, porque não queria e nem podia voltar ao bar. Assim que Elena subiu na garupa da moto acelerei, e nem ao menos olhei para trás. Ric disse que só tinha um lugar que podíamos ir e esperar até o dia de mudar de país, e é para lá que estamos indo.
ELENA
Por causa do idiota do Damon e de seu piu piu – essa eu tive que rir, só eu para falar isso num momento como esse – quieto dentro das calças, estávamos parecendo dois foragidos.
Chegamos numa fazenda afastada e assim que descemos uma moça veio nos receber.
– Vocês devem ser Damon e Elena – Ela disse e sorrio.
– Somo nós – Damon diz e olha para os lados, para ter certeza que não estamos sendo mais seguidos.
– Fiquem tranquilos, a muito tempo eles não estão seguindo vocês, eles não podem vir para esse lado da cidade, o acordo não deixa – Ela diz e eu finalmente me deixo respirar tranquilamente.
– Ric ligou avisando? – Damon pergunta.
– Sim, meu padrinho ligou muito preocupado com vocês, já estávamos mandando gente atrás de vocês quando foram vistos nos limites do acordo – Diz.
– Ric é seu padrinho? Como o conheceu? – Pergunto curiosa.
– Longa história – Diz rindo.
– Acho que teremos tempo – Damon diz.
Ela nos acomodou e mostrou a casa para nós, disse que seus pais chegariam logo, eles foram se certificar que não tentariam quebrar o acordo. Pelo que eu soube aqui é divido entre sete “facções” e cada um tem um território e que não se pode invadir sem que passe pelo conselho deles ou algo do tipo. Disse que quem encontramos foi os gêmeos Kins, e que eles adoram arrumar uma briga.
– Bom, Ric conheceu meu pai quando veio passar uns dias aqui no México e por coincidência esbarrou na família Kins e meu pai o protegeu, porque estava na cidade para mais uma reunião do conselho, que a cada reunião é em uma das aéreas. – Diz enquanto almoçamos. – Ric ficou agradecido e perguntou o que podia dar em troca de sua proteção, meu pai não pensou duas vezes e pediu para ele ser meu padrinho, apesar de ser do conselho minha família não tem muitas condições de bancar meus estudos e é isso que Ric faz, ele banca meus estudos, tudo que eu quero fazer, ele manda uma quantia ou consegue uma bolsa.
– Nossa – Digo e rio. – Você o conhece pessoalmente?
– Claro, ele é um amor de pessoa e sempre que pode vem me ver – Diz e sorri.
Pela tarde resolvo descansar um pouco, já que por causa de Damon eu não dormi bem. Ele ficou conversando com a Maria Luiza, e pela primeira vez, o vi conversando com alguém da nossa idade no sexo feminino sem dar em cima dela. Deito na cama e logo caio no sono de tão cansada que estou.
– Sabe você devia ter me deixado entrar aquele dia no banheiro – Escuto a voz grossa e rouca de Damon sussurrando em meu ouvido.
– Você não poderia me ajudar com aquilo – Digo debochada e ele ri.
– Aposto que sou melhor que aquele vibrador – Diz passando suas mãos pelo meu corpo.
– Aposto que não é e que nem deve fazer cosquinha – Digo batendo em sua mão.
Seus olhos faíscam de raiva e de desejo e antes que eu pudesse fazer alguma coisa, sinto sua boca na minha e seu corpo em cima do meu. Ele esfregava seu corpo no meu a medida que nosso beijo ia ficando cada vez mais intenso.
– Sai Damon, eu não quero – Digo tentando o afastar.
Ele se mexe de forma que seu membro roça na minha intimidade, e eu gemo, o fazendo sorri.
– Admita que você está gostando – Sussurra no meu ouvido e morde meu lóbulo.
– Não, não estou gostando – Digo e ele ri.
Ele se afasta um pouco e eu penso que a tortura acabou, mas ele sorri de lado e levanta meu vestido, expondo minha calcinha. Ele trilha beijos por minhas pernas, me fazendo debate-las para afasta-lo, ele sorri ainda mais. Ele mordisca o interior da minha coxa e eu solto um gemido, e acho que o incentiva a ficar, deve ter sido pelo fato deu não me debater mais para afasta-lo.
– Damon... – Gemo seu nome quando ele começa a descer minha calcinha lentamente.
Não acredito que eu vou fazer isso e muito menos com ele. Sua boca chega bem perto da minha intimidade e isso me enlouquece.
O som estridente de uma música me tira do meu sonho... Acordo suando frio e... A música não para de tocar e é quando eu reconheço a música. Matt!
Começo a vasculhar minhas coisas atrás do meu celular. Dou um gritinho quando o acho e um sorriso surge em meus lábios.
– Matt... – Eu digo ofegante quando atendo.
– Elena está tudo bem? – Pergunta.
– Sim, é que eu tava dormindo e não sabia onde estava o telefone – Digo e escuto sua risada.
– Velhos hábitos não mudam – Diz rindo e me fazendo rir.
– É não mudam – Digo.
– Sinto sua falta – Ele diz sem rodeios.
– Matt... – O repreendo.
– É verdade Lena, sei que fui um babaca com você – Diz e suspira – Sei o quanto seus estudos são importantes para vocês, mas tente entender meu lado como seu namorado.
– Ex – Eu o corto e ele bufa.
– Que seja Elena, na época eu era seu namorado, e você não pensou em mim, pensou o que era melhor para você e seu futuro e parece que eu não estou nele – Diz e eu suspiro.
– Não é assim também Matt – Digo.
– Então me explica Lena, você sempre me abandona quando o assunto é estudo e seu futuro, você vai ficar longe por dois anos e nem pensou em mim – Diz.
– Você foi a primeira pessoa que pensei Matt, mas agora eu peço para entender meu lado – Digo me ajeitando na cama – Se um olheiro te chamasse para jogar em um time e que fosse em outros países e que você tivesse que ficar longe dois anos, você não largaria tudo?
– Não sei Lena, você é muito importante pra mim, eu ia querer pelo menos um tempo para pensar, conversar com você, fazer planos, mas você não, você já foi dizendo que ia aceitar – Diz atropelando as palavras.
– Desculpa Matt – Sussurro.
– Eu vou te esperar Lena... – Diz e eu sorrio. – Vamos dar um jeito, posso ir te encontrar nas férias onde quer que você esteja.
– Matt... – Suspiro, não podia prender ele assim – Não posso fazer isso...
– Você não vai tá me prendendo Elena, eu quero isso, podemos fazer dar certo – Diz.
– Ok, podemos tentar – Digo sorrindo.
– Isso é muito bom, eu fico feliz em ouvir isso – Diz e escuto um barulho do outro lado da linha – Meus amigos chegaram aqui, vou ter que desligar.
– Vai lá, se divirta Matt – Digo.
– E você também se divirta onde quer que você esteja – Diz.
Desligo e fico encarando o teto. Porque eu aceitei? Eu gosto do Matt, mas... Imagens do moreno naquela noite no motel não me saem da cabeça.
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