Desde o começo do século XXI, o mundo vem sofrendo diversas mudanças, muitas vezes boas, outras nem tanto. Umas das principais mudanças são com os seres humanos que por algum motivo, que ainda é desconhecido, nascem com poderes surreais, mas como nem tudo e um mar de rosas, o preconceito surgiu. Algumas pessoas tem uma vida normal, na qual escondem o fato de serem diferentes, apesar de que, outros não têm essa sorte, pois ao ser considerado “anormal” são maltratados pela sociedade, e muitas vezes por suas próprias famílias. Não e muito raro escutar num radio, ou assistir na tv sobre pais que mataram seus próprios filhos por “manchar o nome” da família.

Hoje em dia surgiram hospitais especializados em “não humanos” (os HUMANS), lá fazem todo tipo de experimentos com os HUMANS, que foram abandonados por seus familiares, ou, buscam uma cura para serem normais.

Mas nem todos nascem com superpoderes, e somente aos cinco anos de idade podem demonstrar indícios do mesmo. Mas como pra tudo sempre a um problema, dos cinco aos quinze anos de idade a criança se torna instável, como se fosse uma bomba, e para se alto protegerem criam uma segunda personalidade, assim, trancando seus poderes no seu subconsciente. Por enquanto não entrarei muito em detalhes.

Peço desculpa pela minha indelicadeza, meu nome e Kayro e faço parte desse grupo de HUMANS. Sou um universitário qualquer que estuda Mecatrônica, e tenho uma namorada. Sou filho dos grandes chefões da máfia, minha mãe era japonesa e pertencia ao clã Mikage, já meu pai e de Nova York e pertence aos Magnos.

Desde muito pequeno sofro com sequestros frequentes, e nesse exato momento sendo perseguido por uns homens em uma densa floresta. Bom, vamos começar desde o começo.

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[Kayro]

Quase todas as noites tenho o mesmo sonho, um menino chorando enquanto corria para os braços de sua mãe, ela tão graciosa o abraçava dando uns tapinhas de leves nas suas costas confortando a criança. Em meio a tanta melancolia logo se tornava um pesadelo, as mãos do garoto manchavam de sangue, e sua mãe estava caída no chão em meio a uma poça de sangue. O silencio naquela sala era tão assustador, que apenas ouviam-se os gritos do pequeno garoto tentando acordar sua mãe.

— Tsk.. Maldito pesadelo. – levantei ofegante, meu peito doía como um inferno. E por mais que eu quisesse que o “mundo acabasse em cama” eu ainda tinha obrigação de ir para a faculdade. Levantei-me da cama, depois de escovar em menos de um pulo cheguei à cozinha para finalmente poder comer. — Hora de comer.- quando finalmente ia dar minha primeira mordida no sanduiche que havia preparado o celular toca.- Alo?-era um numero restrito.

— Kayro? Como você esta? – essa voz era da ultima pessoa que queria escutar agora.

— O que você quer? – perguntei em um tom irritado.

— Isso e maneira de falar com o seu pai?

— Como se isso me importasse, já que não tem nada a dizer vou desligar.

— Espera!-gritou-Eu não posso estar preocupado com meu próprio filho?

— Então agora você resolveu bancar o pai preocupado?-respondi.

— Quando você vai crescer e ouvir o que o seu pai tem a dizer? – insinuou- As coisas tem andado estranhas por aqui ultimamente, apenas peço que tome cuidado. Estou preocupado com você, no final das contas eu ainda sou seu pai.

— Pai?-ri ironicamente- Desde quando você tem toda essa preocupação por mim?-gritei com todas as minhas forcas.

— Kayro... Você sabe muito bem do que estou falando, sua mãe também sabia. -essas palavras, foram como uma faca enfiando no meu peito. Meu corpo tremia de raiva e ódio, minha voz não queria sair eu quero muito socar a cara desse velhote.

— Po-Por que você simplesmente não desaparece? Ou apenas me mata? –desliguei a chamada antes que ele pudesse responder. Sempre foi assim com meu pai, minha mãe morreu quando eu era criança e por algum motivo ele disse que a culpa foi minha, não tenho muitas lembranças de quando era pequeno. Tinha perdido completamente a fome, olhei para o relógio, já era hora de ir para a faculdade, vesti uma roupa peguei minha mochila e sai.

— Kayro! – ouvi alguém me chamar, era Naruko minha namorada, diminui o meu passo para que ela pudesse me alcançar. – Você esta bem? Você esta meio pálido.

— Hm? Não, eu estou bem. E você continua agitada como sempre. – sorri.

— Rs, tenho que ser assim para ver se meu namorado se anima um pouco. — desde a hora que acordei, essa esta sendo a melhor hora do meu dia. Naruko tinha um sorriso tão lindo, seu cabelo era longo batia quase em seus pês, era baixinha, parecia uma boneca. Temos a mesma idade e frequentamos a mesma faculdade. Sua companhia me tranquilizava. — Alo? Alguém ai?- perguntou Naruko, me tirando do meu transe. Eu devia estar com uma cara de bobo.

— Desculpe, eu acabei me distraído. -respondi.

— Mais você hein!- ela começou a resmungar.

Sem que percebesse já estava na faculdade, me despedi de Naruko fui para minha aula. Sentei na ultima carteira perto da janela, coloquei meus fones e me perdi em meus pensamentos em meio ao céu azul. Disse a mim mesmo que não devia ter me levantado da cama.

Depois de horas trancado numa sala, finalmente estava livre para ir embora. Como todos os dias estava esperando Naruko na entrada da faculdade, quando uns homens altos se aproximaram de mim.

— Ei garoto, por acaso seu nome seria Kayro?- um dos brutamontes perguntou.

— Quem quer saber? – tentei não demostrar medo.

— Nosso chefe, Richard, quer ter uma “conversinha” com seu pai e precisamos que você venha conosco. — isso não estava cheirando bem, eles pareciam aqueles “tipos Violentos” que fazem de tudo para cumprir suas obrigações. Sem pensar duas vezes dei um jeito fugir deles, correndo em meio à multidão de alunos. – Ei, espera garoto. — gritou o brutamonte.

— Kayro?! –gritou Naruko.

— Desculpe Naruko mais não posso parar agora. – gritei. Chegou um momento em que parecia que quanto mais eu corria mais eles estavam perto de mim, por sorte, ou não tanta sorte assim, o bairro onde morava era cercado por densas florestas então tive a grande ideia de entrar nela. Logo na entrada havia um tronco caído com varios galhos pontudos, na euforia do momento acabei me esbarrando nele e fazendo um corte fundo na minha coxa. — Merda, isso doeu. – avistei uma arvore com uma abertura ideal para esconder uma pessoa, eu estava cansado, e meu corte não parava de sair sangue, meu corpo estava ficando fraco.

— Onde ele foi?- escutei um dos homens perguntar perto dali.

— Vamos nos separar e procurar antes que anoiteça de vez. — o outro respondeu. Os sons de seus passos era cada vez mais baixos, “ainda bem não me encontraram” eu pensei. — Mais uma vez não e mesmo pai?- eu ri – Eu te odeio.

De repente escutei um barulho mais estava muito escuro, não conseguia ver nada. Ate que surgiu uma mão que agarrou meu colarinho me forçando a sair do esconderijo.

— Te encontrei! Vocês nos deu um trabalhão hoje. — disse o homem meio ofegante.

— Me deixem em paz. — tentei me livrar dele, mais já não tinha mais forças, minha perna doía muito, minha visão já estava embaçada e o que temia aconteceu,perdi a consciência.

Notas finais
Espero que gostem. Versao Yuri on Ice: https://www.wattpad.com/myworks/130404431-volatile-times-yuri-on-ice