Volátil, parte 1 e 2
1 Volátil parte um e dois
Volátil
Naquele dia caminhava despreocupado
Por uma mata de belezas vãs e instáveis
Passageiras que me fariam desamparado
Eu apenas admirava coisas infindáveis
Não me lembro por quanto tempo contemplei
Aquele diamante de beleza exótica
Nem como próximo velozmente cheguei
Daquela espécie preta suavemente gótica
Até seu brilhar era negro e elegante
De natureza finamente lapidada
Hipnotizava-me tão precioso diamante
Se fazia ser minha coisa mais desejada
Mas ela sumiu quando a pus em minha mão
Tornou-se água e correu veloz para o chão.
Volátil parte 2
Odiei, por aquela pedra, ser iludido
Depois de me chamar com negro brilho cínico
Então voltei para casa, enraivecido
Mas lá ela estava esperando em amor platônico
Não seria enganado de novo e agarrei
Fechei bem minhas mãos para ela não vazar
Para contê-la, em uma garrafa a derramei,
Mas um gás negro e brilhante subiu ao ar
Espalhou-se por todos os cantos do quarto
Suspensa no ar estava ainda mais bonita
Por mais que dela já estivesse muito farto
Em febre algoz se tornara ideia fixa
Eu queria tanto que essa pedra fosse minha
Porém no final era a pedra que me tinha
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