Void - A Corte Da Carnificina

1 Capítulo 1- "eu estou apenas começando"


Notas iniciais
eu não estava muito certo sobre postar essa história... mas graças ao incentivo de algumas amigas(anne, steffany, fernanda e giovanna, mto obrigado a vcs :3) eu terminei de transcrever e cá estou eu, postando o primeiro capítulo, era pra ser um prólogo,mas eu acabei me empolgando e não deu pra moldar um prólogo disso ai, eu já tenho umas idéias de prólogo, vou testar algumas e encaixa-las na história, fazer alguns experimentos, mas quando a história estiver mais pra frente eu vou postar o prólogo (isso parece muito errado, mas fazer o que? minha loucura não me deixa fazer as coisas do jeito normal), quanto aos personagens, desenvolver eles foi um pouco fácil, mas o jack, por ser o protagonista e carregar o poder (tesudo) do protagonismo deu um pouco mais de trabalho, tentei fazer dele um personagem simples e ao mesmo tempo complexo(minha loucura agindo novamente), o edmund, essa delícia de personagem, vai ter que ter uma aparencia de anime(ou não) é dificil achar umm humano do jeito que eu imagino ele, sobre ter um capítulo 2 eu estou meio indeciso, mas dependendo do feedback provavelmente vai ter(como eu sou muito manteiga derretida [so que não] eu vou fazer se as pessoas ao menos visualizarem), e eu acho que isso aqui ta ficando grande demais e dando preguiça de ler, então me dispeço por aqui, até mais pessoinhas. Eu vou passar aqui alguns dados sobre os personagens, um por nota, se der ne, mas deve dar, nyah!fanfiction, se isso não for permitido, perdoem este humilde escritor que vos escreve ( ava ) Nome: Jack Blackwood Forrester Idade: 17 Altura: 1,64 Sexo: masculino Gênero: Gay- uke/passivo Gosta: livros e pizza Não Gosta: injustiça e que lhe puxem sacoisa parece comigo :')

Era o mesmo sonho, não exatamente o mesmo, mas parecia ser o mesmo, mas não lembrava de ter tanta gente nas arquibancadas, e eles antes apenas gritavam e torciam, pros outros guerreiros, não pra mim, mas agora, berravam meu nome, me levanto sob uma chuva de aplausos e vivas, me volto pra mesa que estava no lugar onde momentos antes se localizava minha cama, pego um alfanje da mesa que estava lotada com laminas de todos os tipos.
Uma sombra tapa o sol quente e eu me viro para verificar, vejo um homem enorme com uma armadura negra e uma maça prateada em mãos, erguendo-a como se estivesse se preparando pra atacar, me jogo pro lado e caio no chão, vejo o homem fazer a mesa em pedaços com apenas um golpe de sua pesada arma –o próximo é você homenzinho- levanto minha guarda e vejo o portão atrás dele se abrir, e de lá saírem vários guerreiros, gritando enfurecidos, correndo em minha direção, não me movo nem um milímetro, num movimento rápido corto a cabeça do homem que corria pra cima de mim com apenas uma faca, sinto minha bochecha arder um pouco e algo descer, ele tinha conseguido me ferir, me enfureço e vou pra cima dos outros que agora me cercavam, abrindo caminho, a matança da qual eu tinha de participar toda noite, havia começado, novamente.

Acordo ofegante, olho pra janela do meu quarto de onde pude ver que os primeiros raios de sol já apareciam, levanto e vou ao banheiro, tomo um banho demorado, repassando cada momento do qual podia me lembrar sobre aquele sonho, volto ao meu quarto com apenas uma toalha enrolada na cintura , olho o relógio, eram exatamente 5:30 da manhã, em 2:30 o ônibus chegaria, nos estados unidos tudo era diferente do brasil, vou até meu guarda-roupa e o abro, uma foto de sammuel-meu namorado- é a primeira coisa que eu vejo, sinto um sentimento intenso de carinho no instante que a vejo, um sorriso bobo se forma em meus lábios e eu começo a escolher minhas roupas, aqui eles deixavam o aluno escolher a roupa que ele queria ir ao colégio, apenas as escolas particulares mais sérias e renomadas exigiam uniforme, outras como a minha, apenas exigiam que o aluno usasse um acessório com o logotipo da escola, após colocar várias peças em cima da cama e experimentar mais algumas outras termino por escolher um all star marrom, uma calça jeans dourada, uma camiseta listrada em preto e branco com uma jaqueta preta de couro, coloco meu relógio de pulso e desço pra sala, verifico novamente o horário ao chegar no último degrau, eram 6:48, meu pai já estava tomando café e lendo seu jornal, ele levanta os olhos e me encara pelos óculos vermelhos, volta a olhar para seu jornal mas sem ler e tenta desenvolver um diálogo:

—Acordado tão cedo novamente?
Começo a fuçar os armários e a geladeira atrás de algo diferente para preparar pro café da manhã

—É, não dormi muito bem, tive alguns sonhos estranhos, novamente, e o Phill? ainda dormindo?

—Como sempre, mas dá uma folga a ele Jack, ele chega bem tarde do trabalho todos os dias, além de ser um trabalho bem cansativo

Phill entra na cozinha nesse instante vestindo apenas uma calça de dormir branca, bocejando e coçando os cabelos negros como o breu enquanto eu descasco e corto batatas

—Bom dia amor-ele dá um selinho afetado em meu pai- bom dia jay(para você que não manja dos paranauês linguísticos, o apelido do Jack se pronuncia como o j do DJ ^^) o que temos pra comer?

—Batatas fritas feitas naquela coisa que você deu de presente ao meu pai, finalmente vamos dar uso a isso, e algumas panquecas salgadas
Falo enquanto coloco uma porção na máquina e ligo o aparelho, verifico o horário novamente, eram 7:28, coloco duas fatias de pão na torradeira e começo a fazer a massa das panquecas

—não fala assim da super fritadeira, eu comprei ela pra essa pessoa comer as coisas que ele gosta de um jeito mais saldável.
Ele puxa bochecha de meu pai que dá um tapa na mão dele e depois levanta e pula em suas costas

—Não reclama não, e Jack Forrester Blackwood, se você olhar esse relógio mais uma vez eu atiro ele e você no triturador de lixo gigante da vizinha

Rio dele e pego minhas torradas, passo um pouco de geleia e me começo a andar de costas pra Phill, aponto pra ele depois para as panquecas no fogo, dou legal e saio pegando minha bolsa com meus cadernos, vou para uma praça perto de minha casa, sento num banco de frente ao meio fio, pego meus fones na bolsa junto com um livro sobre mitologia, falava algo sobre Prometeus, um titã que roubou o fogo do topo do olimpo pra devolve-lo aos humanos, e por isso Zeus o condenou a morrer todo dia, tendo seus intestinos comidos por uma águia, e ao final dele reviver pra sofrer tudo no dia seguinte, era simplesmente assombroso, o ônibus chega e eu sem desgrudar os olhos do livro e entro no ônibus, assim que entro, uma pessoa chama minha atenção, era um garoto, parecia ser um pouco mais velho que eu, cabelos negros como o breu, olhos vermelho claro, e uma pele clara como marfim, ele era lindo, nunca tinha visto ele ali, devia ser algum aluno novo, volto a ler meu livro e vou para o meu lugar no final do ônibus, onde minha amiga já me esperava, o nome dela era maria Fernanda, e ela também tinha vindo do Brasil, o que nos deixava mais próximos, assim que estou próximo o bastante ela me puxa pro banco ao seu lado com força:

—E aí, você viu o novato?
Ela me pergunta sussurrando pois ele estava a apenas três bancos de nós

—Vi sim, mas não precisava me puxar sua louca.
Respondo me ajeitando no banco e desamassando o livro

—Louca é você sua bicha purpurinada de merda, se você não tivesse ao menos olhado pra ele eu rasgaria esse teu livro!

—Ah é? Experimenta sua vaca, te parto em duas, sua miniatura de anão de jardim!

—Anã é o caralho, e você com o sam, como anda o relacionamento de vocês?

— Tem uns três dias que não vejo ele... tô ficando preocupado fê.

—eu também ficaria se estivesse no seu lugar... mas vamos mudar de assunto, vamos falar de coisa boa, vamos falar do novo e especial, pão de treta
Ela tenta fazer a lenny face, mas sai uma coisa totalmente estranha e eu começo a rir da palhaçada dela, ela sempre conseguia me animar, depois disso ficamos conversando e rindo até que chegamos na escola, ela foi pra sala dela, ela já sabia qual era a sala dela, vou pro quadro da distribuição de turmas, mas volto pois estava uma confusão lá, eu odiava esse tipo de coisa, começo a ler e me distraio, quando me dou conta vejo que já tinham ido embora quase todos, vou até o quadro, vejo que o garoto novo era uma das pessoas que estavam no quadro, e procuro olhar o mais rápido possível, me viro pra ir embora mas logo me vejo cercado por 8 caras altos e fortes, os rostos eram velhos conhecidos meus, maxmillian e seus amigos, eles me atormentavam desde o ginásio, e desde que meu pai se assumiu gay, tudo tinha piorado, e mais ainda quando eu comecei a namorar com o sam:

—olha só, o viadinho júnior resolveu aparecer aqui, sendo que eu tinha dito pra ele não aparecer nunca mais, é muita petulância não acham rapazes?

Fico em silêncio, de cabeça baixa e olhos fechados, eu queria que eles fossem embora logo, e pra isso acontecer, tinha de deixar eles fazerem o que quisessem e ficarem satisfeitos, ele se aproxima de mim e dá um tapa na minha cara, um tapa forte, eu n solto um ruído sequer, mas uma lágrima escorre, ultimamente eu tenho chorado por qualquer coisa— ja chorou!? Mas eu estou apenas começando!—, ele começa a andar em volta de mim, chega atrás de mim e chuta a parte de trás de meus joelhos— De joelhos seu boiolinha de merda, lixo! —eu desabo de joelhos e sento em cima de meus pés, desejando que fossem embora logo enquanto lágrimas rolavam, sinto meu rosto ser socado, e eu caio no chão atordoado, de repente ouço o som de alguém sendo socado e um baque no chão, abro os olhos e vejo um dos brutamontes no chão, com sangue jorrando do nariz quebrado, ele tenta se levantar, mas cai no chão em seguida, eles saem de perto de mim, e vão pra cima de uma pessoa que não consigo ver quem é, eles caem um a um, enquanto minha visão ficava cada vez mais turva, sou pego nos braços por alguém e desmaio.