Você é tudo o que eu quero
9 Capítulo 9 -Atormentada
Notas iniciais
Quando saímos do escritório do Eric já era bem tarde e ele insistiu em me levar para casa. Despedimos-nos e ele me fez prometer de encontrá- lo amanhã novamente. Quando chego em casa encontro Sam e Christian na sala comendo uma pizza.
“Amiga você estava trabalhando até agora? Fiquei preocupada, tentei falar com você no celular e você não atendeu.” – pergunta Sam.
“Desculpe-me realmente não olhei o celular.” – Digo me sentindo culpada. “Boa noite Christian”.
“Boa noite Amanda, vamos comer um pedaço de pizza?”
“Adoraria mas vou tomar um banho primeiro.”
“Você não respondeu a minha pergunta. Onde você estava ou com quem você estava?” – pergunta Sam fazendo cara de emburrada.
“Use sua imaginação.” – falo indo em direção ao meu quarto.
“Volta aqui Amanda Rosely, você estava com o Eric não é sua cachorra sortuda?” – Dei uma risada e vou para meu quarto.
Tomo um banho rápido, visto um pijama e volto para sala. Sam e Christian estão aos beijos. “Aí que nojo, vocês poderiam ir para o quatro.” – falo perturbando os dois. Sam vira-se para mim e me acerta uma almofada.
“Você está muito engraçada hoje, coloque sua bunda aqui perto de mim e me conte todos os detalhes de seu encontro.”
“Fala sério, só encontrei com o Eric nada de mais”.
“Posso saber quem é esse tal de Eric?” – pergunta Christian confuso.
“Eric Sullivam já ouviu falar?” – Dispara Samantha.
“Quem o bilionário? Das indústrias Sullivam?”
“Ele mesmo Chris, minha amiga não é sortuda?”
“Oi ainda estou aqui” – falo levantado as mãos, pego um pedaço de pizza e sento no sofá olhando para a TV na esperança de que o assunto seja encerrado.
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“Onde você estava até agora?”
“Trabalhando”.
“Não minta para mim”. Ele fala segurando meus braços, seus olhos estão vermelhos. Olho ao redor do apartamento e vejo várias garrafas de cerveja em cima da mesa e restos de cocaína.
“Você falou que iria parar de usar isso” – grito apontando para a mesa.
“Só dessa vez, é que estava nervoso, mas não mude de assunto. Você estava com seu amante não é mesmo?”
“Realmente você tem que se tratar de quem você está falando?”
“Daquele seu patrão , você vive dizendo que está trabalhando, é uma desculpa para você se pegar com ele.” – fala agarrando meus pulsos.
“Fernando, já conversamos sobre isso”. Tento me soltar mais não consigo.
“Você é minha, só minha entendeu? Eu vou matar aquele desgraçado”.
“Olha isso é loucura e eu não aguento mais. Está na hora de darmos um tempo.”
“Você não pode me deixar, não pode. Está me ouvindo?” Me sacode, eu começo a ficar apavorada.
“Vamos conversar amanhã de cabeça fria, estou indo para casa.”
“Você não vai a lugar nenhum, PORRA!!!!!!!! Vou te dar uma lição para que você entenda de uma vez que você é só minha”. Ele vai me arrastando para o quarto, joga-me na cama com a barrica para baixo, amarra minhas mãos na cabeceira da cama e começa a me bater com um sinto. Peço desesperadamente para que ele pare. Ele repete com se fosse um mantra que eu sou dele. A cada grito ele me bate mais forte. Estou cansada e sinto minhas costas arderem. Choro e grito mais ninguém vem ao meu socorro.
Acordo com alguém me sacudindo, choro descontroladamente. Abro os olhos e vejo Sam dizendo que tudo não passou de um sonho, que eu estou segura e que ele nunca mais irá colocar as suas mãos imundas em mim. Abraço-a, ela se deita comigo na cama e me conforta até eu voltar a dormir.
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