Notas iniciais
Aí vem um novo personagem na história... espero que gostem!!! e obrigada por os reviews!! vocês sao os melhores!!

– Porque você adotou essa criatura ridícula que nem os pais quiseram. Se os pais não querem é porque já não tem jeito, nasceu para ser sozinha no mundo Dan… — disse manhosa.

– Era só o que me faltava, uma vadia exigente. – eu disse e fui até a cozinha, precisava beber água, não sei de onde tirei coragem para enfrentar ela, nunca enfrentei ninguém antes. Bebi água e voltei para a sala.

–Dan, bebê vamos acabar isso lá em cima no seu quarto, ao menos lá não há orfãzinhas vadias. – disse manhosa, e Daniel empurrou ela que caiu no chão sentada. – Ai! – murmurou.

– Cala a boca sua vagabunda. Já tou cansado desses seus showzinhos, você só quer saber de dar e dar, vai procurar outro cara vai. E outra coisa, se voltar a falar alguma coisa da Julie eu não me responsabilizo pelos meus atos, e olha que eu não bato em mulher. – disse irritado.

– Orfãzinha, vadia de quinta, nem os pais quiseram essa pu… — começou para provocar ele mas não pode acabar porque ele deu um tapa estralado na cara dela. Ela olhou para ele chocada e começou a chorar. Ele agarrou o braço dela, as suas roupas que estavam espalhadas no chão, abriu a porta e jogou ela pra fora juntamente com as suas vestes.

– Cai fora e nunca mais volta, está tudo acabado entre nós. – disse sério e ela começou a chorar mais. Ele fechou a porta na cara dela e virou-se para mim com um sorriso tímido. — Desculpa Julie, eu sou um péssimo “papai”. – disse decepcionado com ele próprio.

– Não foi nada Daniel, e não, você é um óptimo “papai”. – sorri e abracei ele.

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Bom, já se passaram um mês desde que Daniel terminou com Thalita e expulsou ela da casa dele, ops nossa casa. Ainda dou risada quando me lembro da cena. Ela voltou a procura-lo mas ele nem sequer olhou na cara dela.

Novidades? Bem, eu, Bia e Martín nos tornamos bastante amigos. Bia e eu somos melhores amigas, sinto que posso contar tudo para ela. Com Martín é a mesma coisa, e quando eu fico triste porque “lembro” da minha familia ele faz alguma de suas palhaçadas e não há como não rir. Outro dia chamei Martín de Mar e ele brigou comigo, ele não gosta que o chamem assim. Estou in love com o Lucas, o cachorrinho dos Novacs, ele é tão fofo.

Oh, como pude me esquecer! O Daniel está saindo com uma mulherzinha lá. Sim, ela é simpática, mas eu não fui com a cara dela. E outra coisa, eles estão sempre se pagando na sala e isso me incomoda, uma raiva enorme cresce dentro de mim e não é legal.

Daniel é muito protetor, no início ele não gostava que eu ficasse perto do Martín. Disse que ele só queria me levar para a cama e que ele não gostava nada disso, bom, eu nem liguei, deve ser coisa de “pai” não é mesmo? E, eu não quero nada com o Martín, ele é lindo e gostoso, sim, mas é meu amigo e eu não quero estragar isso.

Neste momento estou na casa dos Novacs. Estou no sofá conversando com o Martín. A Bia foi ao shopping com a tia Sandi.

– Ontem quando eu cheguei em casa eles estavam se pegando no sofá Martín! – contei a ceninha nojenta de quando cheguei ontem a noite em casa, Daniel e a nojenta da Shizuko estavam se pegando no sofá, para que ir para o quarto se existe um sofá não é mesmo?

– E daí Julie? Eles são namorados não é mesmo? – arg! Será que ninguém me entende?

– Sim, mas eu também moro naquela casa e eles podiam ter ido para o quarto. – reclamei.

– Acho que não é só isso… — cantarolou.

– Quando eu vejo essas cenas me dá um enjoo, uma raiva enorme cresce dentro de mim, me incomoda. Ele deveria perceber! — confessei.

– Julie, você sente algo a mais pelo Daniel? – arqueou as sobrancelhas.

– O que? Como assim? – perguntei confusa.

– Você sabe… Uma atração mais forte.

– Você está maluco? Mas é claro que não. – respondi fingindo falsa indignação. Eu também já tinha pensado nessa hipótese.

– Não está mais aqui quem falou. – ergueu os braços em forma de rendição.

– Vamos andar de skate muleque! – disse brincalhona e baguncei o cabelo dele que me lançou um olhar de reprovação e estirou o dedo do meio. Comecei a rir. Fomos para a frente da casa e ficamos nos desafiando e fazendo manobras até Daniel aparecer sei lá de onde gritando o meu nome.

– JULIANA! JULIANA! – gritava do outro lado da rua acenando, saltei no skate e fui até lá, Martín foi atrás de mim.

– Diz Daniel – sorri.

– Eu e a Shizuko vamos jantar fora e não sei que horas voltaremos. Você se importa de ficar sozinha? – só aí que notei que a nojenta estava do lado dele.

– Claro que não. – fingi indiferença, mas aquilo me afetava de alguma maneira. – Mas, será que a Bia e o Martín não podem dormir lá em casa hoje? – pedi fazendo beicinho.

– Não me agrada a ideia de você dormir com um menino. – disse fazendo cara feia.

– Daniel, eu sei que o Martín é gostoso, mas nada vai rolar, a Bia também vai estar lá. – brinquei e ele fechou mais a cara. – estou brincando. – risos. – só vamos ver uns filmes e dormir, prometo.

– Se é assim tudo bem, mas juízo. – se rendeu.

– AAAAAAAAEEEEEEEEEEEE – saltei pra cima do Martín.

– Mas nada de fazerem coisas como essa. – fez uma cara tipo “tou de olho”.

– Tá bom senhor eu sou muito protetor. – risos. – Beijo, tchau.

– Até mais. – veio até mim e me deu um beijo na bochecha. Saltei pra cima do meu skate e comecei a remar. – NÃO VAI DAR TCHAU PRA SHIZUKO? – Shizuko, Shizuko, Shizuko, sempre Shizuko.

– TCHAU! – gritei revirando os olhos.

Eu e Martín ficamos no tédio mais alguns minutos até Bia e Sandi chegarem. Comemos qualquer coisa, e fizemos uma twitcam. As meninas piravam no Martín, ele tem bastante seguidores porque faz vídeos e põe no youtube. Foi bastante divertido. Os Novacs arrumaram as suas coisas e fomos para a minha casa.

Agora estamos sentados no sofá um olhando pra cara do outro.

– Julie, será que podemos chamar um amigo nosso também? – Martín perguntou.

– Bem, acho que não há problema… — sorri.

– Quem você vai chamar? – Bia perguntou.

– O Félix. – vi ela corar. Fui pra perto dela e sussurrei um “conta tudo”, ela me contou que tem uma queda, uma queda não, um abismo por esse tal de Félix.

O menino chegou, e como a Bia disse ele é muito bonito e engraçado.

Estávamos vendo um filme qualquer que estava passando na televisão e quando eu olho para o lado o que vejo? Bia e Félix na maior pegação. Cutuquei o Martín e começamos a rir baixinho.

Fiquei olhando para o rosto de Martín, ele é muito lindo, muito fofo. Dei conta que ele estava olhando para mim também, os nossos rostos estavam cada vez mais próximos e quando vi os nossos lábios estavam colados, demos um longo selinho até ele pedir passagem para língua, cedi, queria aproveitar ao máximo. Apesar de ter apenas 15 anos Martín beija muito bem. Nossas línguas travavam uma batalha, suas mãos passeavam por todo o meu corpo. Paramos o beijo por falta de ar e ficamos olhando um para o outro de testas coladas.

– Você beija muito bem. – quebrei o silêncio.

– Você também. – deu um sorriso. – Julie, eu gosto muito de você, mas apenas como amiga. – deu um meio sorriso, muito fofo.

– Eu também Martín. – sorri.

– Mas a gente pode ficar quando você quiser, porque você beija extremamente bem. – deu um sorrisinho malicioso e eu ri. Tinha até me esquecido da Bia e do Félix que estavam no maior love ali do lado.

– Tudo bem, quem sabe você faça isso que eu estou sentindo passar? – disse sincera.

– Sobre o Daniel? – perguntou.

– Esquece isso, vamos curtir baby. – risos. Agarrei ele pela gola da camisa e lhe dei um beijo cheio de desejo ao qual ele correspondeu no mesmo nível. Sentei no colo dele e comecei a rebolar, não queria deixar ele duro, mas foi involuntário, só parei quando eu ouvi ele soltar um gemido baixo. Dei risada e continuei a beijá-lo com intensidade. Não quero que nada de mais aconteça, mas se acontecer foda-se, não sou mais virgem mesmo.

Estávamos nos beijando com muita intensidade, muito desejo, muito fogo, muita adrenalina, já podia sentir o pau duro dele contra a minha intimidade, confesso que aquilo estava me deixando louca. Me fez esquecer a pequena atração que eu achava que sentia pelo Daniel.

– Porra Juliana, eu estou duro pra caralho, você não vai me deixar assim. – disse ofegante.

– É claro que não Martín, eu te alivio o quanto você quiser. – disse no seu ouvindo com uma voz provocante. O Daniel é um deus do sexo, mas o Martín é um puta de um gostoso também.

– Eu quero muito te foder. – disse no meu ouvido.

– Que é isso muleque?! – perguntei surpresa.

– Eu não sou tão santo quanto todos pensam. – disse e voltou a me beijar com pressa, desejo, luxúria. E a passar as mãos nas minhas coxas, bunda, peitos. É gostoso e sabe o que faz. Será que o Daniel também é assim? Arg, lá estou eu pensando nele de novo, eu não posso pensar no meu “pai” que não olha para mim com outros olhos e que neste momento deve estar fodendo outra, enquanto estou fazendo coisinhas impróprias com um garoto delícia.

Notas finais
Gostou?? Que vai acontecer no outro capítulo?? SORPESA!!
Ficou ruim? ou bom? Reviews? ;)