Você voltou?
11 Princesinha?
Notas iniciais
Esse filho da puta beijou a Lire… Tá, calma Lass…
DESGRAÇADO! FILHO DA PUTA! EU TE MATO! SORTE QUE EU NÃO SOU DA MESMA MÃE QUE VOCÊ!
Ta… Calma…
Depois de algum tempo, não contei, o tempo de eu dar piti, a Lire se afastou dele e bateu no rosto do Lupus.
BEM FEITO! FEDIDO!
Espera… Fedido? Eu preciso de xingamentos novos…
Pelo menos eu não recebi um tapa quando a beijei.
—Por que me bateu? —Lupus perguntou, estava com a mão no lugar que levou o tapa.
—Quem te deu permissão pra me beijar? —Lire estava de braços cruzados.
—A princezinha do Lupus deixava. —ele respondeu.
Quem é essa?
—Então, ela morreu. —Lire respondeu.
—Luto. —Lupus deu de ombros —Mas tem uma aqui idêntica a minha princesa. —Lupus puxou ela pela cintura.
—Já falei que não! —ela batia nele.
Só eu que não entendi nada aqui?
—Um beijo… Princesinha do Lupus… Perdi alguma coisa? —perguntei confuso.
—Passado meu querido irmão, passado… —ele sorriu para Lire, e ela bateu nele.
—Mudando de assunto… Ratos? —Lire me encarou, infelizmente eu entendi o que ela disse.
Ri sem jeito como resposta.
Ela ficou quieta e Lupus perguntou:
—Desde quando está aqui?
—Já faz um tempo… Desde uns dias antes do meu aniversário? —ela tentava lembrar.
—Então te devo um presente, mas o que fez no seu aniversário? —ele se sentou no sofá.
—Num dia o Lass dormiu lá e no outro foram quatro amigas. —ela deu de ombros.
—O que você fez com ela? —ele me olhou bravo.
—Nada. —respondi.
—Bom mesmo. —Lupus cruzou os braços.
Lire riu e lembrou:
—Minhas amigas queriam te conhecer… —ela falou baixo.
—Só chamar elas que eu estou aqui o dia inteiro. —ele deitou no sofá.
—Tá. —Lire sorriu.
—Sério? Cinco garotas na minha casa? Vendo por outro lado… —falei baixo —Se quiser podem vir amanhã. —Sorri, mas não foi qualquer sorriso.
—Que orgulho do meu irmãozinho. —Lupus deu o mesmo sorriso, parece que entendeu.
—Não façam nada. —Lire nos encarou e estava com a aura demoníaca.
—Tá… —respondemos com medo.
—Então… Eu só vi trazer o celular… —ela foi até mim e me entregou o celular —Tchau.
—Tchau. —falei, ela me deu um beijo rápido na bochecha e foi em direção à porta.
—E o meu beijo? —Lupus voltou a ficar sentado no sofá.
Ela já virou e olhou brava.
—Já entendi. —ele deitou no sofá de novo.
Ela sorriu e foi embora, fui pro meu quarto já que eu não sou de falar com o Lupus.
Deitei na minha cama e encarei meu celular, logo chegou uma mensagem, era Amy:
Oi, tudo bem? Então, pra mim não ta bem… Me ajuda com o Jin? Eu não tenho coragem pra falar com ele.
—Sério isso? —falei ao acabar de ler a mensagem.
“Estou com problemas maiores.” —respondi por mensagem.
“O que?” —Amy enviou outra mensagem.
“Lupus.” —respondi com outra mensagem.
“Ele é só seu irmão.” —outra mensagem de Amy.
“Ele é o irmão que beijou a garota que eu gosto na minha frente.” —respondi.
“Vish, desculpa…” —Amy respondeu.
—Desculpa? —perguntei pra mim mesmo.
“Tudo bem, quer vir aqui amanhã? Lire disse que queriam conhecer o Lupus… E quanto mais garotas estiverem perto dele, mais longe a Lire vai estar.” —respondi.
“Ok.” —ela respondeu.
“E se quiser ajudar a fazer ciúmes na Lire, agradeço.” —continuei.
“Kkk ajudo sim, agora eu tenho aula de violino, então até mais.” —ela respondeu.
“Até.” —enviei e deixei o celular na mesa ao lado da cama.
Eu não tinha o que fazer a tarde, só ficava dormindo ou jogando... Mas eu gostava disso, só que especialmente hoje eu não conseguia fazer nada disso.
Sai do meu quarto e fui pra sala.
Eu nunca falava com o Lupus, nunca mesmo... Eu odeio ele e finjo que ele não existe quando está em minha casa, mas...
Eu tinha me sentado em uma poltrona que havia do lado do sofá.
—Lupus, qual é essa de 'princezinha'? —perguntei.
—Quem é você? —ele me perguntou.
—Lass. —respondi bravo.
—Ta doente?
—Não. —ele é um idiota mesmo.
—Então por que puxou assunto comigo? —ele se apoiou com o braço e me encarou assustado.
Serio isso?
—Ta, pergunto pra Lire mesmo. —me levantei e fui em direção da escada, eu iria voltar pro meu quarto, até que...
—Não precisa. —ele me puxou pela gola da blusa —O que quer saber mesmo?
—Da onde veio esse 'princesinha'? —perguntei friamente.
—Ciúmes é? —ele perguntou pra me irritar.
—Se eu tivesse com ciúmes eu te mataria de uma vez. —respondi.
—Agora parece o Lass. —ele me puxou pra sentar na poltrona de novo —tenta.
—Consigo e ainda não vou preso. —dei de ombros.
—Aproveita que esse é o último ano. —ele largou minha gola.
—Vai responder ou não?
—Ta.. É que ela era tipo minha namorada antes de mudar de país. —deu de ombros.
—Como assim namorada? E como eu não sabia disso?
—Ela era inocente... Então eu roubava selinho dela e ela só ficava vermelha, eu achava ela inocente de mais pra colocar língua... E depois ela mudou de país...
Não... Ele não fez isso…
—E como eu não fiquei sabendo disso? —tentei conter a raiva.
—Ela não queria que falasse pra você e não deixava eu fazer nada perto de você. —ele deitou de barrica pra cima e olhou pro teto com o braço na testa.
—Porque? —perguntei.
—Não sei. —ele coloco o braço tampando os olhos.
Comecei a pensar sobre isso, eu não conseguia ligar, acreditar, entender direito… Estava todo confuso até que:
—Isso até era bom, eu podia chantagear dizendo que te contaria. —ele riu de leve.
Sujo como sempre, é… A raiva voltou.
—E quando isso começou? —perguntei me segurando muito pra não pular nele de voadora.
—O primeiro foi em algum aniversário dela… não lembro. —ele brincava com o cabelo que caía no próprio rosto.
—Esse aqui? —peguei o celular que eu tinha colocado no meu bolso caso eu encontrasse ele dormindo, nunca se sabe né, seria um cartão de natal engraçado pelo jeito que ele dorme; e mostrei a foto que tirei da foto do aniversário que ele estava sorrindo que nem bobo.
—DESGRAÇADO ONDE CONSEGUIU ESSA FOTO? —ele pulou no meu celular.
—MUAHAHAHAHAHA. —eu ria sadicamente enquanto lutava com ele pelo celular.
No final da luta nós dois acabamos um pouco machucados e ele conseguiu excluir a foto, mas eu consegui enviar ela pro meu email antes MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
—É, foi nesse aniversário. —ele me devolveu o celular —Mesmo assim, não fui eu que dei o primeiro. —ele ficou sério, triste, sei lá…
A falta de comunicação com ele me impede de distinguir o que ele ta sentido. —dei de ombros sem Lupus entender.
—E quem foi? —perguntei.
—Eu fui o segundo… O primeiro foi no mesmo dia… Pouco antes, mas é assunto e um presente dela, se quiser saber vá falar com ela. —Lupus subiu as escadas, provavelmente indo pro seu quarto.
Legal, eu demoro 15 anos pra conseguir finalmente isso, e o Lupus conseguiu isso quando ela tinha 5…
E… O que foi isso? Ele conhece o cara? Será que é inimigo? Ou ele ta com sono mesmo? E por que eu não lembro de nada disso?!
Fale com o autor