Você os ama?
1 Você os ama?
Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a todos que clicaram na minha história.
Eu amo esses personagens, sei que aqui vocês terão apenas uma pequena ideia do que ou quem eles são, mas se gostarem posso escrever mais sobre eles.
"O casamento da princesa com o líder da facção conhecida como Fogo Em Rosa foi anunciado nesta quarta-feira para marcar o fim da guerra civil…" A velha televisão anunciava o noticiário noturno e, como sempre, um copo de vidro foi atirado nela, se estilhaçado e espalhando cacos no chão sujo de cerveja, conhaque, vodka e vinho.
A mulher que jogou o copo grunhiu alguma coisa baixo enquanto enterrava a cabeça nos braços cruzados sobre a mesa ."Por que você tinha que fazer isso, Anika?"
O homem que estava sentado a alguns bancos de distância olhou a mulher de cima a baixo, ela usava um vestido de linho por baixo de um avental de algodão, seus cabelos levemente bagunçados e, apesar da tempestade que rugia lá fora, ela estava perfeitamente seca. "Trabalha no palácio?" Ele arriscou o palpite.
Ela levantou a cabeça para olhá-lo, mas sem muito esforço. "Dama de companhia." Ela disse sem vontade, o álcool já falando em sua cabeça, ela solicitou por mais. "O que diabos a aquela garota está pensando?" Ela sussurrou.
O homem ergueu uma sobrancelha."Você a ama?" Ele perguntou, seu tom de voz fez parecer que aquilo queria dizer mais sobre ele mesmo do que qualquer outra coisa, mas ela ignorou isso e riu alto.
"E quem não?!" Ela praticamente gritou.
Ele bufou meio bêbado "Bom, só espero que ele não…" Tomou o resto de sua bebida em um longo gole, ele tinha seus próprios problemas, seus próprios motivos, e talvez fosse exatamente por eles que estivesse bebendo.
"O quê?" Ela balbuciou, pela primeira vez naquela noite, deu uma boa olhada nele, roupas de couro surradas e com as costuras mal feitas, porém não eram velhas, seu cabelo estava encharcado, sua postura era de quem esperava um ataque a qualquer momento e, é claro, o arco e flecha porcamente chutado para debaixo da mesa.
A compreensão de repente passou por sua mente. "Um pateta da facção, que ótimo!". Ela se virou para encarar sua bebida e ficou surpresa quando percebeu que não se importava nem um pouco com isso. "Então, você o ama?"
Para seu espanto, ele respondeu sinceramente. "Desde o dia em que o conheci." Ele disse com o olhar perdido na imagem do casal feliz da realeza que passava na TV.
Ela se levantou sem dizer uma palavra, pagou sua conta e seu dirigiu em direção a porta, havia vindo para um bar para afogar um assunto específico, e não para discuti-lo.
"Te vejo no casamento, então." Ele disse quando ela já estava quase saindo. "Imagino que a princesinha vá pedir para sua 'melhor amiga' ser sua madrinha."
No fim, ela nem tentou sorrir. "Amiga, claro…"
A última coisa que ele se lembra daquela noite foi do som da porta batendo e depois de se enterrar no álcool.
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