Você me faz querer
3 Cantadas [FRobin]
Notas iniciais
O vento marítimo balançou os fios negros dos longos cabelos de Robin. Ela virou o rosto para o céu como se bebesse da luz do sol, a pele macia tinha pequenas gotas de água que desciam por seu colo e morriam entre os seios, ela esticou as pernas na piscina inflada montada no deck do Thousand Sunny, a superfície ondulou com um mergulho de Nami, fazendo a boia de Robin mudar de lugar com o balanço da água.
Franky estava sentado na lateral oposta, e observava distraído os lábios da morena abrindo-se em um sorriso sincero, os olhos cerrados enfeitados por cílios marcantes, ela observava Nami que nadava alegremente ao encontro de Usopp e Chopper. De repente, Robin virou o rosto como se sentisse que era observada, e olhando diretamente para ele, ergueu uma sobrancelha.
— Foi uma ótima ideia, essa piscina. — Ela falou e foi difícil se concentrar nas palavras, pois os olhos castanhos estavam quentes e hipnotizantes, pregados nele.
O olhar de Franky ficou preso nos lábios dela e ele levou alguns patéticos segundos para responder.
— Ah, é. — Falou rígido. — Uma SUPER ideia! Luffy não ia desistir de ter a capacidade de nadar, de qualquer maneira.
O ciborgue viu ela se erguendo da piscina e caminhando até onde ele estava, os passos eram elegantes e seguros.
— Precisa de ajuda? Com isso tudo? — Ela disse apontando a bagunça de ferramentas e peças aleatórias jogadas no deck.
Mas Franky não acompanhou o que ela mostrava, os olhos fixos nas curvas do corpo dela, um biquíni alaranjado que contornava o alto das coxas e sustentava seios esplêndidos.
A garganta dele secou.
Quando ele finalmente voltou a si, Robin tinha os lábios firmemente colados em um sorriso contido, ela o avaliava silenciosamente, e isso o deixou afobado e um pouco desconcertado.
— Não se preocupe, só estou organizando uma “Festa das Flores de Sakura”. — Ele disse, e ela sorriu aguardando. — Vou fazer alguns mecanismos que espalham flores de cerejeira, acoplar estes dispositivos no meu SUPER cabelo e nos ombros, e espalhar.
— Um robô que espalha flores de cerejeira? Parece encantador! — Ela respondeu, olhando abertamente para o corpo dele.
Franky paralisou quando ela deu dois passos à frente, e tocou as cicatrizes no peito dele, deslizando o dedo até quase a virilha. Em seguida Robin se afastou, apanhou um pequeno short jeans, no mesmo tom do biquíni, e vestiu com movimentos fluídos. Então caminhou para a escada que daria no convés do navio, mas antes de subir no primeiro degrau, virou encarando Franky, que continuava embasbacado admirando.
— Ainda posso ajudar, sou bastante versátil.
Uma mão esguia brotou da cintura dele e escorregou o dedo na borda da sunga, o movimento foi longo, demorado, atrevido, e deixou Franky trêmulo e enlouquecido.
— Se precisar de algo, não vou esquecer de chamá-la. — Ele conseguiu presença de espírito para responder.
— Não se arrependerá. Sou muito boa... com as mãos.
Robin se afastou, mas não sem antes enviar um olhar que prometia e instigava.
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O sol já adormecera e um céu azul escuro era visto do convés, os nakamas estavam esgotados da festa recente, todos adormecidos, exceto por Sanji que organizava a cozinha.
Robin estava de costas para Franky, e alisava o novo regador que Usopp fizera para ela, o ciborgue observava a cena. Ambos estavam sozinhos no gramado e ele sentia um misto de curiosidade e ciúmes.
— Parece que gostou mesmo disso. — Ele aparafusou algo em um novo projeto e se chutou mentalmente por parecer contrariado.
Robin o avaliou por alguns instantes e um sorriso enigmático se formou em seus lábios.
— Gosto de coisas estranhas. Gosto do que é detalhado e insondável. — Ela falou sem tirar os olhos dele. — E gosto de descobrir tudo o que eu puder sobre isso. — Ela passou a língua nos lábios e sorriu.
Franky não sabia como agir, a mulher parecia estar fazendo movimentos em direção a ele, e agora ela caminhava com um sorriso predatório, se aproximando vagarosamente, como uma felina pronta para saltar sobre ele.
— Tem algo específico que queira saber? Posso mostrar para você o funcionamento de qualquer coisa. — Ele falou consciente de que poderia estar pegando as dicas erradas.
Dois passos à frente dele, Robin fez brotar uma mão na lateral da sunga, e puxou para baixo, expondo o alto da coxa masculina.
— Será que você fez alguma modificação depois da última vez que eu vi?
Ela falou e imediatamente ele lembrou de quando ela o teve em suas mãos, em Water Seven.
— Você disse que gosta de descobrir as coisas por conta própria. Eu SUPER apoio essa iniciativa.
— Entendo. Mas há algo que quero descobrir antes, com meus lábios.
Imperturbável ela se aproximou, mãos brotaram nos ombros de Franky o puxando para baixo. Ele, pego de surpresa arregalou os olhos, o rosto de Robin se aproximou, grudando seus lábios com força aos dele.
Franky quis abraçá-la, quis tocar os cabelos dela, mas mãos surgiram em todos os lugares, o contendo, não permitindo que ele se movesse, não permitindo que ele a tomasse em seus braços. Robin o dominou rapidamente. Mas ele não lutou, se entregou sentindo o sangue correr em suas veias tão rápido quanto a língua dela o enlouquecia, brincando dentro da boca dele assim como as mãos tocavam seu corpo, então sentiu um toque mais íntimo e gemeu extasiado.
De repente tudo parou, Robin exibia um sorriso dúbio.
— Tudo o que eu disse... não são só cantadas. Mostrarei mais tarde o quanto sou talentosa com as mãos...
Ela se afastou elegantemente, o olhando por cima do ombro, deixando Franky vermelho, ofegante e necessitado para trás.
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