Notas iniciais
Oi, amores. Uma daquelas histórias bem curtinhas sobre um momento que espero que vocês nunca tenham que passar. Foi baseada numa parte bem chata de nossas vidinhas: O fim de um relacionamento.
Espero que gostem :)

-Você me ama?- Você perguntou.

Se eu amo você? Não fui eu que sempre fiquei do teu lado? Não fui eu que sempre te defendi? Não fui eu que sempre disse a verdade? Não fui eu que cuidei dos seus machucados? Que sempre disse "toma cuidado" ao te ver sair na rua?

Se eu amo você? Não fui eu que nunca fui embora? Não fui eu que se desculpou em cada briga, mesmo estando certa? Não fui eu que nunca pensou duas vezes antes de fazer qualquer coisa por você? Não fui que sorri ao ver você sorrir pra outra? Não fui eu que continuei aqui mesmo após a sua traição? Não fui eu que colocava sua felicidade acima de tudo, até mesmo de mim?

Se eu amo você? Não sou eu que continuo aqui? Não sou eu que penso em você a cada segundo da minha vida? Não sou eu que corre atrás, que procura? Não sou eu que escrevo trilhões de histórias em sua homenagem? Não sou eu que finjo está tudo bem só pra ver o seu sorriso? Não sou eu que sempre te animo, sempre te mimo? Não sou eu que ainda me preocupo quando você volta muito tarde? Não sou eu que te observo na escola para ver como estão suas notas? Não sou eu que penso mais em você do que em mim? Não sou eu que procuro o presente perfeito para te dar?

Se eu amo você? Não sou eu que manda você colocar um chinelo quando está resfriado? Não sou eu que continuo aqui, sorrindo, mesmo você tendo me quebrado? Não sou eu que fico até as duas da manhã no telefone para você não ficar sozinho? Não sou eu que acabo com sua carência, com o seu mau humor mesmo sem cuidar de mim mesma? Não sou que se preocupa se você esquece de algo? Não sou eu que sempre estou ali, disponível para você, mesmo tendo um milhões de coisas para fazer? Eu não sou aquele ombro amigo que sempre está disposto a te escutar? Eu alguma vez não tomei cuidado para não te magoar? Quantas vezes eu segurei as palavras e deixei você falar? Quantas vezes tive que aguentar você chorando por causa de namorada sendo que tudo que eu mais queria era ser a sua? Quantas vezes fui magoada, machucada, esquecida e te perdoei por isso?

Quantas vezes vou ter que repetir as mesmas frases para você entender? Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo em todas as línguas do mundo. Eu te amo em código morse, em sinal de fumaça e em Zenit Polar. Quantas vezes vou ter que implorar pela sua atenção? Quantas vezes vou ficar de segunda opção? Tem tanto cara por aí... O que me prende a você? Não posso ir embora? Será que você não percebe o quanto eu te amo? Quer que eu prove? Mas que prova de amor maior existe? Eu faço tudo por você!

Mesmo assim, mesmo depois de tudo isso você continuou e continua atrás dela. Por isso, quando me faz essa pergunta, engulo o choro. Engulo as palavras. Engulo as mágoas. Ergo a minha cabeça, encaro seus olho negros, dou um sorriso e respondo:

— Não. Eu não amo você.

E sabe por que eu disse isso? Porque essa é a resposta que você queria ouvir. O melhor para nós é fingirmos estar com raiva, pois só assim ficamos longe. Você fica com ela, é óbvio. Eu vou tomar um café com bolinhos ali na esquina. Quem sabe não encontro um cara bacana, que saiba me amar. Quem sabe eu encontro alguém que me dê atenção, sem eu precisar implorar por isso? Quem sabe eu não encontro alguém que me assuma como namorada! Aí nós poderemos ter uma história feliz, com muitos beijos e bolinhos. Por enquanto vou escrever.

Entro na cafeteria, abro o meu laptop e coloco tudo para fora. Todos os meus sentimentos presos dentro dessa minúscula telinha. Parece algo muito pequeno para uma coisa tão grande. Nós somos infinitos, você apenas não percebe isso ainda.

Um cara se aproxima. Seu nome é Todd, e ele se interessou pelo meu trabalho. Disse que eu escrevo muito bem, pagou-me outro café. Eu sorri, agradecida, e ele nem imagina quantas lágrimas já passaram pelo exato lugar onde se encontra esse sorriso. Quando me pergunta o motivo de eu digitar tanto, apenas respondo:

— Nós somos infinitos. As palavras me trazem a lembrança que só seremos finitos quando estamos limitados demais para sonhar.

E ele sorri.

Notas finais
Deem uma passada no meu blog q logo vai ter material disponível sobre a história(http://bealittlewriter.blogspot.com.br/) e olhem minhas outras fanfics. Bjjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!