Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)
20 Capítulo 20 - Beth (parte 2)...
Notas iniciais
Sh: Se não fosse por seus pais, eu ficaria sem notícias suas. [reclamava] Fiquei desesperada quando você sofreu o acidente e depois com aquele louco... Devo toda minha calma ao Leroy!
R: Eu sei! Desculpa... [pedia encabulada]
Sh: Continuamos bem, não é?! [tentava entender]
R: Claro! [apressava-se em garantir] Não é pessoal!
Sh: Eu sei. Eu janto com seus pais pelo menos uma vez por semana e eles também reclamam.
R: Eu sinto muito!
Sh: Está tudo bem? [demonstrava preocupação e cuidado]
R: Está! É só que... [tentava explicar] Passamos por tantas coisas complicadas... Eu não quero preocupar vocês.
Sh: Somos seus pais, Rachel! [enfatizava] Quer dizer... [percebeu que, talvez, não tivesse o direito de se colocar nessa posição]
R: Sim! [concordou] Você deve se incluir... [sorriu para ela, demonstrando que elas são mesmo mãe e filha, independente do passado]
Sh: Sempre nos preocuparemos! [frisou]
R: Desculpa... [voltou a pedir]
Sh: Você e Quinn... Como estão? [perguntou serena]
R: Estamos bem! [garantiu]
Sh: Seus pais me falam muito sobre ela e o Noah também faz questão de falar! [disse sorrindo] Todos gostam muito dela!
R: Por favor, não a proíba mais de ver a Beth! [pediu]
Sh: Eu não pretendo fazer isso, Rachel! [tranquilizou-a] Nunca foi minha intenção. Mas você sabe que ela passou por uma fase em que eu não podia confiar nela. Eu fui imatura quando abri mão de você e a Beth veio num momento em que eu já sei fazer a coisa certa. Vocês são minhas filhas e com ela eu tenho a chance de ser a mãe que eu deveria ter sido pra você. [explicava]
R: Você não precisa me convencer disso...
Sh: Mas eu quero! Eu quero que você saiba que eu te amo. [olhou-a com carinho] Eu já disse isso, mas torno a dizer. Tivemos muitos anos de separação e eu pensei em você em todos os meus dias. Eu sei que nunca vamos recuperar esse tempo, mas eu sou grata a você por deixar que eu entrasse em sua vida de novo. [Rachel assentiu tranquila]
R: Ela sofre muito... [voltou a falar sobre Quinn] Ela nunca conseguiu conversar comigo muito bem sobre a Beth porque a machuca muito!
Sh: Eu imagino. O que me diferencia da Quinn é que eu tinha uma escolha. Ela não tinha uma saída. No dia em que ela me entregou a Beth definitivamente, meu coração se partiu ao ver a dificuldade com que ela a colocava em meus braços. Ela nunca quis deixá-la. Eu sei disso e a Beth vai saber. [garantia com os olhos marejados]
R: Então você vai contar a ela toda a história?
Sh: Claro! O Noah é muito presente e ela é completamente louca pela Quinn, e isso é a coisa mais incrível que eu já vi. Ela não sabe que ela é a mãe dela, e eu não posso contar agora porque ela é muito criança e não entenderia... Mas ela é louca por ela, mesmo sem saber! Essa ligação incrível que só a genética pode proporcionar...
R: Eu me sentia assim em relação a você antes de saber que você é minha mãe... [disse encabulada]
Sh: E isso é incrível! [sorriu carinhosa] Há fotos da Quinn espalhadas pela casa, e uma em especial ao lado da caminha da Beth. O Noah providenciou vídeos dela cantando e competindo pelas Cheerios, e todos os dias ela assiste. Ela é fascinada por ela, como se ela fosse uma princesa da Disney. [sorriu mais] Eu não sei qual o impacto que ela sofrerá ao saber a verdade um dia, mas ela vai saber.
R: Nós podemos vê-la quando quisermos?
Sh: Sempre! Eu quero conversar com a Quinn depois sobre isso. Se vocês permitirem, eu e Beth podemos ir à Nova York passar uns dias e poderemos ver uma forma de organizar essa convivência bem mais presente.
R: Claro que permitimos! [disse animada] Será maravilhoso! [vibrou]
Sh: Ótimo! [vibrou junto] Interessante como você usa o “nós” com frequência... [sorriu]
R: Somos “nós” muito mais do que “eu”! [disse apaixonada]
Sh: Nunca conversamos sobre seu namoro...
R: Você quer falar?
Sh: Não quero invadir sua privacidade. Só quero saber se você é feliz.
R: Muito! [sorriu amplamente] Mais feliz do que acho que mereço... Ela é o amor da minha vida! [suspirou] Ela me ensina a ser adulta. Ela me faz sentir como se eu fosse a mulher mais linda do mundo... Ela é a pessoa mais incrível, mais perfeita, mais maravilhosa que eu já conheci! E ela tem o melhor e maior coração!
Sh: Noah e seus pais defendem essa mesma tese...
R: Obrigada por deixá-la vir! Muito obrigada! [pedia sincera]
Sh: Espero que isso vire rotina! [deu-lhe um abraço]
Na sala, Quinn ainda estava em estado de completa emoção. Sentir sua filha em seus braços era a sensação mais perfeita de todas! Era como se ela estivesse sempre incompleta e ali, naquele momento, ela se completou...
B: “Qué bincá?” [perguntou saindo dos braços dela]
Q: Sim! Quero sim! [enxugava as lágrimas que haviam caído]
B: Que foi? [perguntou triste ao vê-la chorando]
Se fosse apenas a pergunta, talvez Quinn a encarasse tranquilamente. Mas Beth, aquela pequena criança, estendeu sua mãozinha para acariciar o rosto da loira. Sua filha, sua pequena perfeição, estava tentando consolá-la sem sequer saber o que isso significa. Seu coração falhou um pouco...
Q: Nada! Só estou muito feliz! [deu-lhe um sorriso choroso]
B: “Cholando”? [parecia bem confuso pra ela que um adulto poderia chorar e que esse choro pudesse não ser por tristeza]
Q: Vamos brincar? [bastou dizer a palavra mágica para a garotinha esquecer as lágrimas e se animar]
B: MAMÃE! [gritou]
É claro que Quinn sabia que Beth chamava Shelby de “mamãe”. Lógico! Mas ouvi-la chamar era doloroso. Ela queria que ela se referisse a ela daquela forma e sabia que, talvez, isso nunca pudesse acontecer...
Sh: O que foi, Beth? [saiu apressada da cozinha, com Rachel em seu encalço]
B: Posso subir com a “Kim”?
Beth sabia que Shelby não a deixava subir as escadas sozinha, e ela precisava subir para o quarto. Ela tinha um adulto com ela. E não era um adulto qualquer. Era “Kim”, a linda garota dos vídeos e das fotos e que ela gostava muito! Gostava dela muito mais do que gostava de biscoitos, de brincar e de cachorrinhos! Ela gostava sem saber o que aquele gostar significava...
Sh: Claro que pode! Você quer mostrar seu quarto a ela, não é?! [abaixou-se para acariciar o rostinho da filha]
B: É! [sorriu assentindo rapidamente com a cabeça]
Sh: Então mostre! [beijou-lhe a testa]
Por alguns segundos, o olhar se Quinn se prendeu ao de Rachel. A loira não precisava dizer nada para que a morena entendesse que aquele era um dos momentos mais especiais de sua vida. Apenas com o olhar, Quinn conseguiu passar como estava se sentindo e os olhos de Rachel marejaram. De alívio, de orgulho, de amor...
O caminho até o quarto demorou mais do que o necessário porque Beth fez questão de subir as escadas segurando a mão de Quinn. E a loira, claro, esperou cada pequeno passo da loirinha pacientemente. Era como se fosse uma nova descoberta...
A porta branca com uma plaquinha com o nome “Beth” estava fechada:
B: “Abe”? [olhou pra cima expectante]
Quinn atendeu ao pedido rapidamente e perdeu o ar quando a porta se abriu. Inexplicavelmente, o quarto de Beth parecia muito com o dela quando era criança. E ela sequer sabia que a garotinha, mesmo muito jovem, tinha apontado na loja o papel de parede que queria. Nem sabia que a forma de organização dos ursos e dos outros brinquedos (muito parecida com a forma com que Quinn organizava) era algo feito pela própria Beth, que via muito mais lógica naquela arrumação do que na que Shelby havia tentado. Ela era jovem demais para entender, talvez... Mas não parecia que não entendia.
Enquanto a garotinha corria em direção aos brinquedos, para escolher com qual ela brincaria com Quinn (a sua “Kim”), a loira olhava ao redor, identificando fotos dela pelo cômodo. Ela sabia que Shelby tinha permitido alguma foto dela, mas não sabia que era mais de uma. Na verdade, não sabia que eram tantas! Tinha uma ao lado da caminha de sua filha... Como ela poderia se controlar e não chorar diante disso? Beth vivia cercada por ela: fotos vestida de Cheerio, foto com ela no colo, elas duas com o Noah, Quinn no Glee Club, Quinn com Rachel... Quinn já fazia parte de seu mundo e, melhor que isso, Beth a inseria em seu mundo. Ela poderia ter visto uma foto e ter ignorado. Ela poderia reconhecê-la ao vê-la, mas ela fazia muito mais do que isso. Beth reclamava, inconscientemente, a presença de Quinn em sua vida. Ela estava lá o tempo todo...
E a brincadeira começou! Uma Beth tagarela, que mais parecia filha de Rachel Berry, não parava de instruir Quinn na brincadeira. A fala ainda imperfeita fazia a loira rir com a pronúncia errada e um tanto confusa de algumas palavras. Ela lembrou que sua mãe disse que na mesma idade de Beth ela tinha dificuldades na fala. Que apesar de muito inteligente, como o gênio que sempre foi, precisou de um acompanhamento com um fonoaudiólogo para que sua fala melhorasse. Pensou em comentar isso com Shelby o mais rápido possível...
A naturalidade com que a brincadeira acontecia a fez esquecer, por um momento, de que aquela não era sua casa e de que sua filha não sabia que era sua filha. Elas se entendiam como não conseguem se entender com mais ninguém... Quinn a observava brincando e encontrava nela seus próprios trejeitos: a maneira de mexer nos cabelos, de cruzar as pernas ao sentar (sempre colocando a direta embaixo da esquerda), a forma de girar o punho ao pegar um brinquedo no chão, o jeito de falar... Mas, definitivamente, o sorriso era todo do Noah! Era uma mistura perfeita dos detalhes dos dois! Mas foi no momento em que Beth ergueu a sobrancelha direita, num ato de desafio, que Quinn se viu refletia na garotinha. Ela estava diante do amor mais puro de sua vida...
Da porta, Shelby e Rachel observavam a cena e, se ainda era possível, a morena se apaixonava ainda mais por Quinn. A loira montava um quebra-cabeças complicado com a pequena, que só fazia Rachel pensar que estava diante de um gênio e sua miniatura.
Sh: Hora do banho, Beth! [avisou]
B: Nãããããão! [agarrou-se à Quinn, fazendo a loira gargalhar com o desespero da garota que queria continuar brincando]
Sh: Ah sim! Hora do banho sim senhora!
B: “Não qué”! [apertou-se ainda mais nos braços da loira]
Q: Mas tem que tomar banho, princesa! [sem perceber, Quinn a chamou da mesma forma que Noah a chamava, o que deu à garotinha uma sensação de familiaridade ainda maior]
B: Você fica? [perguntou ainda a abraçando]
Q: Vou ficar! [garantiu] Estarei aqui quando você voltar!
B: “Ceto”! [soltou-se do abraço mais tranquila]
R: Eu posso te dar um abraço, Beth? [perguntou se aproximando]
B: Pode! [sorriu estendendo os bracinhos]
R: Você sabe quem eu sou? [perguntou assim que a ergueu]
B: “Êichel” [respondeu orgulhosa, mostrando que sabia mesmo]
R: Hahahahahahahaaha Isso mesmo!
B: Minha “imã” que canta! [complementou]
R: Hahahahahahahaahahaha
Rachel a encheu de beijos pelo rosto, arrancando gargalhadas da pequena loira. A cena era demasiadamente terna e Quinn não podia estar mais feliz. Seus dois amores, seus maiores amores juntos...
Quando estavam sozinhas, Rachel se sentou no colo da namorada, beijando-lhe carinhosamente o pescoço, voltando a olhar para ela com carinho, acariciando delicadamente seu rosto.
R: Como você está? [perguntou carinhosa]
Q: Melhor do imaginava! [sorriu]
R: Estão se divertindo, né?! [olhou ao redor vendo os brinquedos espalhados]
Q: Ela é linda! Ela é perfeita, Rach! [emocionava-se] Eu olho pra ela e me vejo ali...
R: Ela é a sua cara e todo o seu jeitinho... [dizia com ternura]
Q: Você viu que ela tem várias fotos minhas e do Noah? Tem até uma foto nossa! [enfatizou] Ela assiste vídeos meus. Não sou só eu quem a assiste...
R: Ela te acha incrível! [disse orgulhosa]
Q: Ela é incrível! [disse ainda mais orgulhosa]
R: Puxou a você! [beijou-lhe os lábios rapidamente]
Q: Obrigada por estar aqui! [o olhar intenso fez Rachel amolecer]
R: Eu te amo...
Q: Eu mais...
Quando Shelby e Beth voltaram ao quarto, Rachel saiu rapidamente do colo de Quinn. Não sabiam o quanto poderia ser confuso para a garotinha vê-las tão próximas. Enquanto Shelby ajudava Beth a se vestir, Quinn e Rachel ouviam a menina falar sobre o pato de borracha que a acompanha em todos os banhos. O pato que tinha sido dado pelo Noah.
Sh: Beth... [interrompeu o monólogo da filha] Lembra que você disse o que queria ser quando crescer? [perguntava finalizando a arrumação do cabelo dela, deixando-a pronta e livre para voltar a brincar]
B: “Lembo”... [respondeu se aproximando de Quinn e Rachel]
Sh: Você pode repetir a resposta? [Beth assentiu com a cabeça] Então... O que você quer ser quando crescer?
Estranhamente a garotinha se agarrou à perna de Rachel e escondeu o rosto, murmurando sua resposta:
B: “Quelo ser igual Kim!”
Mesmo tendo murmurado, todas entenderam. Beth estava encabulada e Quinn estava em choque. Era surreal demais ouvir que sua filha, que sequer sabia que era sua filha, queria ser igual a ela quando crescesse. A loira venceu toda e qualquer timidez, ou senso de limite, e se agachou para abraçar a filha. Beth se prendeu com força ao pescoço dela. Rachel lançou um olhar emocionado de agradecimento à Shelby, que apenas sorriu antes de falar:
Sh: Ela é louca por você, Quinn!
Q: Obrigada! Muito obrigada! [agradecia chorosa]
Quando desfizeram o abraço, Beth estranhou novamente o choro de Quinn:
B: “Tliste” ou feliz? [perguntou temerosa]
Q: Feliz! Muito feliz! [sorriu amplamente, enchendo a garotinha de beijos, como Rachel tinha feito anteriormente, fazendo-a gargalhar]
Quinn e Beth voltaram a brincar. Rachel e Shelby permaneceram com elas, apenas observando a brincadeira e rindo. Quando a garotinha começou a apresentar sinais de cansaço, recusou-se a dormir. Shelby sentou-se com ela e explicou que quando ela acordasse Quinn e Rachel não estariam lá porque elas moravam em outra casa. Ela começou a chorar triste, então a morena explicou que elas voltariam a se ver em breve e que poderiam se falar por telefone. Beth se agarrou à Quinn e pediu que lhe contasse uma história. A loira deitou-se com ela e começou a ler “Procurando Nemo” que, segundo Shelby, ela já tinha ouvido mais de vinte vezes.
Agarrada ao Nemo de pelúcia que Quinn havia levado para ela, Beth descansava no colo da loira, ouvindo a melodiosa voz rouca ler para ela. O sono começou a dominar a garotinha e Quinn continuava acariciando os cabelos loiros da pequena, sentindo o cheiro de sua filha... Começou a cantarolar Billie Holiday, “God Bless The Child”, sentindo os bracinhos se apertarem sobre ela: "Them that's got shall get. Them that's not shall lose. So the bible said and it still is news. Mama may have, papa may have. But god bless the child that's got his own. That's got his own..." Beth dormiu…
O nó em sua garganta ia se dissolvendo e as lágrimas corriam depressa. Era um momento maravilhoso e ela não queria que acabasse. Era como se ela estivesse vivendo algo que não merecia. Que já não merecia mais... Mas a pequena Beth em seus braços parecia a resposta de que tudo poderia dar certo. Tudo poderia passar... Ela podia ser feliz de verdade... O choro se intensificava, mas ela tentava não acordar Beth. Respirou fundo e manteve o carinho nos cabelos loiros tão iguais aos dela...
Rachel e Shelby a esperavam na sala quando ela desceu as escadas enxugando o rosto:
Q: Ela dormiu...
Sh: Você não comeu nada, Quinn! [repreendeu]
Q: Eu não estou com fome. Obrigada! [disse corada]
R: Ela é péssima pra comer! [enfatizou]
Q: Shelby... Eu quero te agradecer!
Sh: Não precisa!
Q: Eu não sei explicar o que hoje significou pra mim. Eu... [seus olhos voltavam a marejar]
Sh: Eu sei. Não se preocupe! Eu sei... [sorriu atenciosa]
R: Meu amor, nós combinamos que depois vamos conversar sobre uma forma de manter vocês próximas.
Q: Sério?! [surpreendeu-se]
Sh: Sim! Combinamos que eu vou com Beth para Nova York passar uns dias e podemos ver isso. O que acha?
Q: É mais do que eu poderia pedir! [sorriu emocionada]
R: Então combinaremos! [sorriu satisfeita]
Quinn abraçou Shelby e se demorou no abraço. Ela estava muito grata a ela... Rachel, claro, levou uma bronca novamente:
Sh: Vê se dá notícias a partir de agora! [chamou sua atenção]
R: Eu darei! [garantiu]
Sh: Eu te amo! [beijou-lhe a cabeça]
R: Eu também! [respondeu encabulada]
Quinn dirigia o carro em silêncio, enquanto Rachel acariciava sua mão direita. A loira parou de repente, chamando a atenção da morena que se preocupou ao vê-la explodir em choro. Rachel se soltou do cinto e soltou o dela, puxando-a para um abraço. Acariciava suas costas com calma... Ela sabia que deveria deixá-la chorar. Que não tinha que perguntar nada, nem falar. Apenas deixá-la chorar...
Ficaram abraçadas por um bom tempo, até que Quinn se soltou e voltou à posição anterior. Rachel puxou sua mão e deu-lhe um beijo carinhoso. Os olhos claros se voltaram para ela:
Q: Me desculpe! [enxugava as lágrimas] Mas foi um dia intenso...
R: Eu sei, meu amor... Eu sei... [dizia com a voz carinhosa e compreensiva, acariciando a mão dela]
Q: Eu quero conversar, mas pode ser amanhã?
R: Quando você quiser... [aproximou-se mais e segurou seu rosto com as duas mãos, beijando seus lábios carinhosamente]
Como sempre, Quinn estremeceu. A sensação de ter as mãos de Rachel tocando sua pele, nunca deixaria de ser mágica. Ser tocada pela namorada era como oxigênio para ela. Era vital!
Q: Quando você me pega assim... Quando suas mãos tocam meu rosto, meu pescoço... Eu não me sinto mais sozinha...
Notas finais
Essa fic é meu xodó e eu preciso ter muito cuidado com cada detalhe. Chorei escrevendo...
Espero que gostem!
Comentem! :)
Beijos!
Se puderem, ouçam a música indicada! É linda!
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