Você Sempre Esteve Em Mim
84 Capítulo 84 - Calor na cidade dos anjos...
Notas iniciais
Q: Você não acha que esse seu vestido é muito curto?
R: Não! Eu não acho. [respondeu olhando para o próprio corpo] O que há, Quinn? Você nunca reclamou dele. E eu não trouxe outro. Fiz minha mala às pressas. Tive sorte de ter pego este...
Q: O problema é que você nunca tinha usado na frente do Puck e ele não pára de babar. [disse incomodada]
R: Você está maluca?! [ria surpresa] Ele sequer está olhando pra mim!
Q: Não sei... Só acho que está muito curto... [resmungava]
R: De qualquer forma, isso já não importa, porque você está linda no seu... [disse sedutora]
Caminhavam de mãos dadas pelas ruas de Hollywood. Rachel num vestido “tomara-que-caia” preto curto, que marcava suas belas curvas, sapatos pretos com salto e os cabelos soltos, enquanto Quinn usava um vestido clássico de renda branco com detalhes cinza, um pouco acima do joelho, sapatos cinza não tão altos (para equiparar-se à altura da namorada) e os cabelos recém-cortados novamente, relativamente curtos, acima dos ombros, penteados propositalmente revoltados. Rachel adorava os cabelos da namorada, principalmente quando penteados dessa forma, dando-lhe um ar incrivelmente sexy e selvagem, contrastando com a doçura da roupa escolhida.
Tiveram um maravilhoso jantar com Puck e Mercedes, fazendo com que ambas se sentissem felizes por curtirem juntas um momento tão leve e prazeroso com duas das pessoas que as acompanharam na melhor fase de suas vidas, até então. Sem comparar, é claro, com o tempo em que estão namorando, porque essa fase é incomparável com qualquer outra. Durante todo o jantar, Quinn não conseguia manter as mãos longe de Rachel, e o mesmo acontecia com a morena. Carícias discretas, mas necessárias. Atraíam-se como ímãs e relaxaram ao perceber que nem Puck, nem Mercedes estranhavam a interação das duas. Após o jantar, Puck as levou a Hollywood, atendendo a um pedido de Quinn, que queria fazer uma pequena surpresa à Rachel.
Enquanto caminhavam, os quatro conversavam animadamente e, tanto Quinn quanto Rachel, elogiavam as luzes das ruas de Los Angeles, a animação das pessoas. Elas moravam em Nova York, a cidade que não pára, mas era impossível não perceber que L.A. tinha uma vibração diferente.
Q: Pronto! Chegamos! [disse enquanto parava, prendendo a atenção de Rachel]
R: Chegamos onde? [perguntou confusa]
Q: Olhe pra baixo... [disse com um sorriso misterioso]
Rachel franziu a testa sem entender, mas obedeceu. Estava tão distraída conversando que não percebeu que estavam na Calçada da Fama. Mais precisamente, sobre a estrela de Barbra Streisand...
R: Oh meu DEUS! [gritou] Oh meu DEUS! Oh meu DEUS! Oh meu DEUS! Oh meu DEUS! [repetia sem parar, arrancando risadas dos outros três]
Rachel fez sinal de que iria se abaixar para beijar o chão, mas Quinn a impediu:
Q: Pelo amor de Deus, Rachel! Você não vai beijar o chão sujo! [repreendeu]
R: Mas é a estrela de Barbra, Quinn! De BARBRA! [gritava animada]
Q: Eu sei. Eu te trouxe aqui. Você pode tocá-la, pode beijar sua mão e tocá-la depois, mas não vou permitir que você encoste seus lábios no chão.
R: Obrigada! Obrigada! [disse a abraçando rápido para logo depois, beijar os dedos da mão esquerda e se inclinar para tocar a estrela de seu maior ídolo]
Rachel fechou os olhos como se fizesse uma prece e logo depois os abriu, direcionando um olhar brilhante para a namorada, jogando-se em seus braços para beijar-lhe.
Q: Vem... [separou-se rindo do beijo] Vamos tirar fotos de você e a estrela. [apontou o celular para ela] No futuro, haverá uma sua por aqui...
Tiraram inúmeras fotos: Rachel sozinha com a estrela de Barbra, Rachel com Quinn, as duas com a estrela e os dois amigos...
P: Vamos! Precisamos voltar ao carro para irmos à boate!
M: Tem certeza de que conseguiremos entrar?
R: Por que não entraríamos? Que boate é essa?
P: É uma das mais badaladas de Los Angeles. Chama-se “Exchange LA” e eles são muito rigorosos quanto à beleza e às roupas de quem frequenta. Ele exigem um certo nível, nada simples e nada vulgar. E sim, Mercedes! Conseguiremos entrar... Todos estamos bem vestidos. [piscou-lhe o olho com um sorriso para tranquilizá-la]
Não tiveram nenhuma dificuldade para entrar na boate e ficaram, todos os quatro, já que tanto Puck quanto Mercedes também nunca tinham entrado lá, maravilhados com a dimensão. Era enorme! Tinha quatro andares e cinco bares, além de vários, vários ambientes. O ambiente em que estavam tocava uma envolvente música eletrônica e Rachel, sem perceber, balançava-se no ritmo das batidas. Para Quinn, era uma imagem sexy, mas não deixava de ser fofa e adorável.
P: Querem beber alguma coisa? [perguntou enquanto Quinn pediu cerveja, Mercedes martini e Rachel vodka]
Q: Vodka? [perguntou preocupada]
R: Sim. Não se preocupe!
Q: Eu acho muito forte pra você, Rach!
R: Mercedes pediu martini...
Q: Mercedes não é minha namorada.
R: Relaxa, Quinn! Vamos nos divertir.
Três copos de vodka depois e Rachel já estava mais animada do que os outros três juntos.
Q: Eu mato você, Puck! [disse entre dentes]
P: O que eu fiz?
Q: Deu vodka pra ela.
P: Ela quem pediu. E nem você conseguiu impedi-la de beber. E deixa de caretice, Q... Ela está se divertindo. Divirta-se também! [piscou-lhe]
R: Hey, Puck! [gritou, chamando para perto de si quando teve sua atenção]
P: Pois não, princesa judia!
Rachel olhou por cima do ombro dele e viu que a atenção de Quinn tinha sido desviada por Mercedes que falava algo engraçado em seu ouvido. A morena, então, aproximou-se do amigo e fez sinal para que se abaixasse um pouco, pois queria falar em seu ouvido.
R: Eu preciso me preocupar com seus sentimentos pela Quinn e com os dela por você? [perguntou séria]
P: O que? [afastou-se confuso, para olhá-la nos olhos]
Mais uma vez, Rachel olhou na direção de Quinn e comprovou que a namorada estava distraída. Então, pegou Puck pela camisa e o arrastou para o meio da multidão, abrindo caminho até irem a um lugar mais reservado, onde o som estivesse mais baixo.
P: O que está havendo, Rachel?
R: Eu preciso saber se eu preciso me preocupar com os sentimentos de vocês. Porque se a Quinn vier morar aqui, eu vou enlouquecer. Isso é fato! Mas eu vou ficar ainda mais louca se na minha cabeça a ideia de que vocês dois poderão terminar juntos se mantiver viva e forte... [dizia agoniada]
P: Por que isso agora? Se eu fiz alguma coisa, me desculpe, mas...
R: Só me responde, Puck! Por favor... [pedia agoniada, fazendo com que ele percebesse que para ela era mesmo uma dúvida válida]
P: Rachel, me escuta... Eu amo a Quinn e sempre vou amar, porque ela me deu a coisa mais preciosa da minha vida, que é a Beth. Além de ter sido a única pessoa que acreditou em mim quando eu pensei que não me formaria. E antes disso ela me forçou a ser um homem e não mais um moleque, para que eu assumisse responsabilidades, trabalhasse... Eu não estaria aqui se não fosse por ela. Tenho minha própria empresa, que comecei como um trabalho temporário, mas agora é o que me mantém. E por causa dela, das coisas que ela ainda conversa comigo, é que eu vou tentar entrar na faculdade no próximo ano letivo. Mas, esse amor é um amor diferente. Forte, intenso, verdadeiro... Mas é um amor de admiração, de amizade, de companheirismo...
Puck percebeu que os lábios de Rachel tremiam, como se ela estivesse a ponto de chorar...
R: Nós nunca teremos essa ligação que vocês têm, não é?! [perguntou com os olhos marejados]
P: Não! [respondeu rápido, percebendo a tristeza no olhar da morena] Mas isso é bom...
R: Como isso pode ser bom? [perguntou confusa]
P: Porque essa relação que existe entre mim e a Q é a transformação de um sentimento que acabou. O que temos hoje, por melhor que seja, por mais especial que seja, é um sentimento que nasceu de um término. Um sentimento que sobreviveu da separação dos nossos caminhos. E vocês nunca terão isso, porque eu espero, do fundo do meu coração, que vocês nunca se separem. [seu olhar era de extrema sinceridade]
R: Eu... Eu não sei o que dizer... [falou emocionada]
P: A Q nunca me olhou como ela olha pra você. Ela nunca olhou pra ninguém como ela olha pra você... Quando ela me contou que vocês estavam namorando, eu não fiquei chocado, porque essa revelação fazia sentido. Vocês juntas fazem sentido. E ninguém, nunca seria capaz de amar você como ela te ama.
R: Como você sabe disso? E quando ela te falou sobre a gente?
P: Eu sei disso porque não conversamos só sobre a Beth. E eu sei sobre vocês desde o seu acidente. Ela estava em prantos ao telefone. Não era uma tristeza de uma amiga, tinha muito mais ali. E ela acabou me confessando. E eu sei o quanto ela te ama porque ela já me disse inúmeras vezes. E porque, agora, eu vejo que ela tinha razão em tudo.
R: Obrigada! [disse enxugando as lágrimas que haviam caído] Obrigada! Desculpe meu surto. Não conta nada a ela, por favor! [pedia constrangida]
P: Não se preocupe! Disse ao abraçá-la! Eu não contarei e não precisa agradecer. Eu não amo só a Q... Eu amo você também! [sorriu, deu-lhe um beijo na cabeça e saiu puxando-a de volta para onde estavam Quinn e Mercedes]
R: A Quinn vai perguntar onde estávamos... [disse temerosa]
P: Não se preocupe... Eu dou um jeito! [piscou-lhe divertido]
Atravessaram a multidão e toparam com uma Quinn com uma cara de 'poucos amigos”:
Q: Onde diabos vocês estavam?! [perguntou extremamente irritada]
P: Relaxa, Q! A princesinha judia estava tentando me ajudar numa conquista.
Q: QUÊ?
P: Uma garota por quem me interessei. Ela deveria enumerar minhas qualidades, mas não deu certo, porque ela só soube enumerar meus defeitos! [disse rindo]
Q: Por que não me avisou que ia sair? [perguntou para Rachel desconfiada]
R: Porque o troglodita me arrastou até a imbecil da garota! [respondeu rápido, surpresa com sua capacidade de dissimular]
Q: Não faz mais isso, Rach... [pediu] Fiquei preocupada quando não te vi aqui.
R: Não se preocupe, meu amor... Não te largo mais! [disse rodeando o pescoço da loira para beijar-lhe os lábios]
O fato de estarem em LA, numa boate incrivelmente cheia, facilitou o relaxamento. Beijavam-se apaixonadamente na pista de dança. Rachel arranhava o pescoço de Quinn, enquanto a loira dedicava-se a chupar-lhe a língua. Mercedes e Puck dançavam animados, garantindo privacidade ao casal. Rachel não parou de beber, o que a deixou muito mais acesa do que de costume. A morena dançava no ritmo da batida eletrônica, mexendo os quadris com extrema sensualidade, roçando seu corpo no corpo de Quinn, que estava excitada só de olhar o movimento luxurioso da namorada em sua pele:
Q: Rach... Calma! [disse em seu ouvido] Estamos em público... [completou tensa]
R: Relaxa, meu amor... Eu já disse que você está gostosa nesse vestido? Aliás, você é gostosa de qualquer jeito! Você é tão quente! Seu calor me enlouquece... [provocou-lhe]
Q: Como?! Rachel, sossega! Estamos cercadas por uma multidão...
R: Vamos sair daqui, então! [disse firme no ouvido de Quinn]
Q: E para onde vamos?
R: Para qualquer lugar onde eu possa colocar minha língua entre as suas pernas, para me deliciar com seu sabor...
Q: O quê?! [perguntou surpresa com a forma com que a namorada falou]
R: Eu quero fazer você gemer meu nome, rebolando sobre meus dedos... E quero agora! [disse sexy em seu ouvido, finalizando com a língua atrevida deslizando no ouvido e a mão direita acariciando a coxa da namorada]
Q: Rachel, pelo amor de Deus! O que você está fazendo? [perguntou assustada, segurando a mão atrevida da morena]
Rachel lançou-lhe um olhar provocante e puxou-lhe pela mão, saindo dali apressada.
Q: Ei. Para onde estamos indo?
Rachel não respondia. Apenas arrastava Quinn pela multidão, abrindo caminho com facilidade, empurrando com violência uma porta que a loira mal conseguiu identificar que era um banheiro. O ambiente estava vazio, o que era estranho para uma boate tão cheia. Foi quando Quinn percebeu que estavam no banheiro adaptado para deficientes físicos e ela, realmente, não tinha visto nenhuma deficiente no local. Rachel a empurrou para dentro de um dos espaçosos cubículos, prensando-a na parede. As mãos da morena deslizavam de forma selvagem pelo corpo da loira.
Q: Rach... Rach.. espera... Rach! [tentava acalmar a morena que estava mais quente do que fogo]
R: Shhhhhh... Deixa eu me alimentar de você!
Quinn não pôde evitar se entregar... Rachel dava chupões desesperados em seu pescoço, enquanto as mãos serpenteavam seu corpo inteiro. A morena abaixou-se beijando o corpo da namorada sobre o vestido, ajoelhando-se no chão, em frente a ela. Sem que Quinn pudesse perguntar qualquer coisa, Rachel fez com que ela afastasse mais as pernas, suspendeu seu vestido e enfiou a cabeça entre as pernas da loira, puxando a calcinha para o lado, abocanhando sem demora a intimidade já molhada da namorada. A posição não era das mais confortáveis para a morena, mas era ideal para levar a loira à loucura. Enquanto a língua de Rachel trabalhava na abertura de Quinn, penetrando-a com intensidade, seu nariz estimulava o ponto pulsante, fazendo a loira gemer alto, propagando o som do seu prazer no eco do ambiente. O som da música eletrônica chegava abafado naquelas paredes e Rachel ficava cada vez mais selvagem ao ouvir os gemidos intensos da loira, os gemidos com seu nome. Quinn não alcançava qualquer coisa para se segurar. A barra de apoio do banheiro estava longe dela. Não alcançava a porta. A excitação causava-lhe desespero. Sentia que cairia a qualquer momento, sem forças. Tentou segurar-se em Rachel, mas a namorada movia-se com muita intensidade entre suas pernas. Quinn podia sentir cada milímetro de seu interior sendo comprimido pelo prazer do orgasmo que estava para explodir, enquanto a língua de Rachel explorava com propriedade toda sua intimidade. Sentia não apenas a língua, mas os dentes da namorada devorando-lhe sem controle. Foi inevitável: tremeu por inteiro, sentindo o prazer escorrer-lhe, enquanto a morena tratava de sugar e lamber. Sem que tivesse tempo para compreender o que havia acabado de acontecer, sentiu os lábios de Rachel abandonando sua intimidade para que a morena subisse rapidamente, ficando de pé, novamente. Seus olhares se fixaram e só havia desejo, muito desejo! Seus lábios se uniram novamente, numa fúria quase animal. Quinn prendeu-se ao pescoço de Rachel e sentiu seu próprio gosto na língua da namorada, que ainda não estava satisfeita. Estrelas... Foi o que a loira viu quando sentiu os dedos de Rachel lhe invadindo sem aviso. Os movimentos eram intensos e precisos. Não tinha como dizer que a morena estava bêbada, pois havia uma perfeição incontestável no domínio de seus dedos. Nenhuma hesitação, nenhuma falha. O único indício de álcool no corpo de Rachel, talvez fosse o calor que a dominava e toda a liberdade com que explorava o corpo que tanto amava e desejava.
R: Delícia! Você é uma delícia, minha gostosa! Acaba comigo... Me enlouquece... [sussurrava rouca em seu ouvido, indicando que o nível de prazer sentido estava além dos limites] Amo seu corpo... Sua pele... Seu gosto... Amo você...
Quinn se arrepiava inteira. Não apenas pela intensidade com que os dedos de Rachel a penetravam, mas pela dualidade com que a namorada agia, sendo selvagem e apaixonada ao mesmo tempo... A respiração de Rachel batendo quente no pescoço de Quinn a fazia revirar os olhos enlouquecida. A morena curvou os dedos, sabendo que não demoraria para sentir a loira se derreter novamente. E não demorou. Os dedos de Quinn prenderam-se aos cabelos de Rachel, tentando sustentar-se em pé, enquanto a morena sentia seus dedos serem encharcados pela essência da namorada. As duas tremiam. As duas se arrepiaram. As duas chegaram ao orgasmo juntas... As respirações se misturavam. Eram ofegantes Extremamente ofegantes. Suas testas estavam unidas e Quinn não pôde evitar mover-se um pouco, apenas para levar os lábios à suada testa de Rachel, murmurando “eu te amo” repetidas vezes. A morena retirou os dedos de dentro dela, levando-os à boca com um olhar extremamente sedutor, fazendo os joelhos de Quinn fraquejarem ao vê-la lambendo os dedos depois de levá-la à loucura. Rachel voltou a beijá-la, mas dessa vez com calma. Provava cada pedacinho da boca da namorada com extremo desejo, mas com carinho, deslizando a língua sobre os lábios de forma terna...
Ficaram abraçadas por alguns minutos, até estarem em condições de voltarem aos amigos. Olharam-se com uma cumplicidade única e entenderam que estava na hora de saírem dali, sem precisarem de qualquer palavra. Assustaram-se quando deram de cara com algumas mulheres retocando as maquiagens nos espelhos, e não sabiam há quanto tempo elas estavam ali. Entenderam que elas não tinham sido as únicas a aproveitarem da calmaria daquele banheiro. Saíram apressadas, direto para um outro banheiro onde não precisassem encarar aquelas pessoas. Limparam-se, lavaram seus rostos. Rachel lavou as mãos e bochechou água na boca, com um olhar divertido para Quinn, que sabia que ela só fazia isso porque estavam prestes a encontrar Puck e Mercedes.
M: Onde vocês estavam?! [perguntou quando voltaram ao lugar de origem]
R: Nos perdemos nessa boate maravilhosa! É muito grande! Conhecemos outros ambientes! [tentava dissimular, enquanto Quinn, encabulada, percebia o olhar malandro de Puck, que havia entendido tudo]
Mercedes sequer desconfiou de nada, mas Puck manteve o sorrisinho de sabichão o quanto pôde, até levar uma cotovelada de Quinn.
Saíram da boate e ainda deram voltas pelas ruas de LA. Pararam numa lanchonete, pois estavam morrendo de fome. Rachel contentou-se apenas com um suco, pois não havia nada vegetariano no cardápio.
Puck as deixou no apartamento de Mercedes, avisando que voltaria para buscá-las no horário de levá-las ao aeroporto. Abraçou todas e sorriu novamente para Quinn, saindo rapidamente para não levar outra cotovelada.
Rachel preparou um lanche para si, enquanto Quinn tomava banho. Por mais que a morena quisesse estar com ela no banheiro, achou que já tinha ficado à vontade demais no apartamento de Mercedes. Era melhor se comportar. Sentiu os braços de Quinn rodeando sua cintura, e os lábios macios acariciar-lhe os ombros descobertos:
R: Cadê a Mercedes?
Q: No banheiro.
R: Quer alguma coisa? [referiu-se a comida ou bebida]
Q: Quero você! [sussurrou em seu ouvido]
Rachel riu. Virou-se para a namorada e beijou delicadamente seus lábios.
R: Daqui a pouco eu tomo banho e serei toda sua...
Quando Rachel saiu do banheiro, desejou boa noite à Mercedes que já estava deitada. Fechou a porta do quarto da amiga e foi em direção à sala, onde o sofá-cama já estava armado, com Quinn deitada sob as cobertas, dormindo. A morena deitou-se e se aconchegou às costas da namorada, que despertou com o carinho singelo dos lábios carnudos em seu pescoço:
Q: Hey... [sussurrou com um sorriso sonolento]
R: Demorei muito?
Q: Não... [respondeu virando-se para ela, para começar um beijo que não passou de uma carícia apaixonada, sem línguas]
A loira estava exausta, embora quisesse retribuir o prazer desenfreado que Rachel lhe deu.
R: Dorme, meu amor... Relaxe... [sussurrou sobre seu lábios] Em casa nós aproveitamos mais...
Q: Hum hum... [murmurou sonolenta]
Rachel apertou-lhe em seu corpo, sentindo a respiração de Quinn bater em seu pescoço. Respirou fundo e fechou os olhos com força, pedindo a Deus para nunca deixar de tê-la daquela forma. Alisava as costas da namorada com extremo carinho enquanto concluía que ir para LA, atrás dela, tinha sido uma decisão acertada, pois viveu com ela momentos memoráveis e importantes. Mas ali, no escuro da noite, sob as cobertas, sentindo-a em seus braços, respirando tão calmamente, foi impossível não entristecer-se com o medo de que Quinn escolhesse viver ali, naquela cidade, longe dela. A cada dia, a cada beijo, a cada toque, ela tinha cada vez mais certeza de que encontrou o amor e o sentido de sua vida. E o pavor de uma possível mudança nessa realidade, tirava-lhe o sono... tirava-lhe a paz...
Rachel dormiu depressa, mas não sem antes dar um sentido beijo na testa de Quinn, murmurando “eu te amo” algumas vezes, de forma quase inaudível...
Notas finais
Beijos e aguardo seus comentários ansiosamente! :)
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