Você Sempre Esteve Em Mim
78 Capítulo 78 - Amigos...
Notas iniciais
Apartamento 112:
Q: Não tinha necessidade disso, Santana. Intervenção deve ser usada para quem tem problemas. Não temos problemas! [dizia incomodada, enquanto a latina lhe servia vinho]
S: Ainda não, Fabray! Mas vocês estão prestes a ter. E problemas enormes! [disse calma]
Q: Do que você está falando? [perguntou confusa]
S: Me diga, Fabray, como você pretende levar um namoro à distância se você sequer consegue manter as mãos longe dela?
Q: Eu não pretendo ir embora! [respondeu séria]
S: Ah, não?! E aquele papo todo de pensar se vai ou não para Stanford, Harvard etc?
Q: Ela me fez prometer que eu iria pensar. Supõe-se que estou pensando... [disse arqueando a sobrancelha]
S: Então você está mentindo para a Berry?
Q: Não é uma mentira. É mais uma omissão. Ela não sossegaria se soubesse que eu não analisei as propostas. Se ela pensar que analisei, vai ser fácil aceitar quando eu disser que escolhi Columbia... [deu-lhe um sorriso presunçoso]
S: E você acha essa ideia genial? [questionou]
Q: E não é?
S: Seria, se eu não soubesse que você está com medo.
Q: Do que você está falando?
S: Eu sei porque você sequer tenta analisar as opções. Você tem medo de querer ir. [disse firme, recebendo o silêncio de Quinn]
S: Acertei, não foi?!
Q: É complicado...
S: Me explica! Sou eu, S... Não sou a Berry. Não vou gritar ou atirar coisas em você... Pode se abrir! [disse com um sorriso reconfortante]
Q: Você vai se formar em Direito, o Kurt em Jornalismo, a Rach em Artes Cênicas e Musicais... Eu estou me afogando em matérias de tudo quanto é curso. Eu vim pra cá para estudar Dramaturgia, mas as opções que me foram dadas são tantas... Cinema: eu sou louca por cinema, você sabe! E Stanford seria perfeita pra isso. É na Califórnia. E você sabe... Hollywood é lá. Fotografia: Princeton seria perfeita também. Politica Externa: a Universidade de Chicago seria uma excelente opção. E Harvard... Bom, qualquer coisa lá já seria genial. Então eu não preciso ler esses papéis e me aprofundar nas propostas para saber que são excelentes ofertas. Eu não sou estúpida! Pelo contrário... essas ofertas só surgiram por causa da minha inteligência. Mas eu adoro Columbia! Ela me dá isso tudo e tudo o que eu preciso de literatura, que é minha paixão!
S: Me diga a melhor coisa que Columbia te dá e que nenhuma das outras poderão te dar. [já sabia a resposta, só queria ouvir]
Q: Rachel! [respondeu sem dúvida alguma] Ela é o verdadeiro motivo de eu não querer ir. E não tenho porque mentir pra você. Eu não quero estar num lugar onde ela não esteja. Então eu não quero levar a sério a possibilidade de ir embora, porque eu não quero descobrir que eu posso mesmo me interessar... [respondeu sincera]
S: É seu futuro, Quinn...
Q: Sem ela, não tem futuro! [respondeu séria]
S: Deus... Você está mesmo completamente apaixonada! [disse com um sorriso cúmplice]
Q: Você ainda duvidava? [perguntou com um sorriso encabulado]
S: Não. Não é isso... Eu te conheço há tanto tempo, Fabray. Crescemos juntas... E eu nunca vi você tão ligada a alguém, ou a alguma coisa. Eu só me preocupo que isso possa te magoar no futuro.
Q: Por que me magoaria?
S: Você está dependente desse relacionamento. E isso não é uma crítica negativa. É só uma constatação. Você está pensando em tudo com ela. Até parece que vocês já casaram.
Q: Não exagera! Você e a Britt são tão dependentes quanto nós.
S: Fomos! Não somos mais... A minha vinda pra cá nos mostrou que precisamos ser bem mais independentes, senão já teríamos terminado ou morrido.
Q: Como assim?
S: Namoro à distância é péssimo, Quinn! Eu sinto falta da minha Britt o tempo todo e você vê como eu fico de péssimo humor nos dias mais difíceis...
Q: Vejo e sinto! [disse num tom de obviedade]
S: Então... Nós tivemos que trabalhar isso, entender que precisamos aceitar o espaço que existe entre nós. Basicamente, estou falando de individualidade. É isso. Vejo que vocês duas estão perdendo a individualidade. E você bem mais do que ela.
Q: Isso é absurdo, Santana! [disse irritada]
S: É mesmo? Tem certeza? [provocou]
Q: Exemplifique! [desafiou]
S: Simples... Você não faz mais nada por você. Ou você faz por ela, ou por vocês. Um exemplo disso é o fato de você não querer estudar outras possibilidades para você.
Q: Estamos num relacionamento, Santana! Você não faria o mesmo pela Britt?
S: Olha pra mim, Fabray! Você está vendo a Britt aqui ao meu lado? Não é óbvio para você que eu pensei em mim ao vir pra cá?
Q: Santana, onde você está querendo chegar? [perguntou agoniada]
S: Eu amo a Britt! E farei de tudo para que fiquemos juntas para sempre. Mas eu tento equilibrar as coisas. Eu sou eu, aqui, estudando para ser o que eu quero ser no futuro. Estou aqui esperando ela vir, para sermos juntas o que cada uma deve ser. Rachel está sendo ela, realizando o sonho dela, e você está se recusando a pensar em você.
Q: Eu estou pensando em mim quando eu sei que não quero viver sem ela. Então eu não preciso me colocar numa situação que nos mantenha distantes e pronto.
S: Você se acostuma com a distância. E você não precisa ir para o outro lado do país. Princeton é bem mais perto.
Q: Você está me dizendo que devo aceitar? Que devo ir embora?
S: Não, Quinn! Estou apenas dizendo que você deve perceber que a vida é maior do que o seu quarto, do que o quarto dela, do que esses dois apartamentos. Estamos em Nova York há vários meses e não conhecemos quase nada da cidade, porque vocês se fecham no mundo de vocês. Acho maravilhoso vocês se amarem tanto. Mas pare para pensar que vocês são jovens. Somos todos jovens... Não leve tudo tão a sério! Não pense que uma escolha hoje pode arruinar o resto da sua vida. Você tem tempo para consertar.
Q: Algumas coisas não se consertam!
S: Mas outras coisas sim! Q, eu sei que você passou por coisas na vida que fizeram você crescer rápido, coisas que lhe machucaram. Mas agora você pode respirar. Você tem uma namorada que te ama. Namorada! Quando poderíamos imaginar que você iria se apaixonar por uma garota e que essa garota seria a Rachel? E como imaginaríamos que ela corresponderia? E pior: como seríamos capazes de imaginar que você ia encarar esse amor de forma tão natural?
Q: Você sabe que não foi fácil...
S: Sei. Mas hoje é. E sei que vocês ainda enfrentarão muitos problemas, como sei que eu e Britt também. Mas estamos dispostas a isso, porque elas nos fazem felizes, não é?
Q: Sim...
S: Então não se anule, Quinn. Senão a Rachel será incapaz de fazer você feliz e o que vocês têm hoje, ficará só na lembrança...
Quinn estava pensativa. As palavras de Santana acertaram sua consciência em cheio...
Q: Então o que você acha que eu devo fazer?
S: Eu acho que você deve cumprir o que prometeu a ela. Você deve analisar as opções e decidir pensando em você, nela e no relacionamento de vocês. Não apenas nela e no relacionamento... Eu sei, você sabe, até os pombos do Central Park sabem que ela está fazendo um esforço descomunal para não deixar transparecer o medo de você decidir ir embora. Ela está se segurando para não ser “Rachel Berry” com você. E devo parabenizá-la por isso, porque ela tem feito um bom trabalho.
Q: Ela tem sido maravilhosa... [disse com um sorriso doce]
S: Ela está te dando espaço, Fabray. Espaço para você ser você mesma. Se isso tiver que acontecer com ela ao seu lado, será perfeito. Mas se você tiver que sair daqui para que isso aconteça, vejo que ela não quer te impedir. Por mais difícil que seja tentar ser tão compreensiva assim...
Q: Como você sabe disso?
S: Quinn... [sorriu suavemente] Foi isso o que a Britt fez por mim... Ou você acha que eu não pensei em não vir pra cá?! Eu pensei sim! Pensei em esperá-la, mas ela não deixou. Ela me disse que eu deveria seguir o meu caminho e que ela me acompanharia, que ela não deveria me manter parada só porque ela não poderia caminhar comigo agora... [disse deixando escaparem algumas lágrimas] E é o que estamos fazendo. Estou aqui, seguindo meu caminho, e ela está se preparando para vir também e, enquanto isso, estamos juntas, porque é o que queremos. E precisamos...
Q: Mesmo assim você disse que namoro à distância é ruim.
S: E é. Mas se você ama, você aguenta... Eu não me imagino sem a Britt e suporto qualquer saudade só pra tê-la comigo de novo.
Quinn surpreendeu Santana, dando-lhe um abraço forte. Ao contrário do que pensou que a latina faria, sentiu que ela retribuiu o abraço, inclusive o apertando mais:
Q: Obrigada, San! Obrigada...
S: Eu já disse que estou aqui pra você... E já disse que é pra sempre! Então não seja estúpida!
S: Bom... O que você vai fazer? [perguntou separando-se do abraço]
Q: Vou cumprir minha promessa...
S: Certo... Agora posso saber a razão de todo aquele mau humor que tenho visto nos últimos dias? [provocou mudando de assunto]
Q: Abstinência, S! [respondeu arqueando a sobrancelha]
S: Hahahaahahahahaha Berry fez greve de sexo?
Q: Não uma greve, mas esteve tão ocupada a semana toda que acabamos não fazendo nada. [disse frustrada]
S: Ora, ora, ora... A pervertida Berry transformou a perfeita Quinn Fabray, ex-presidente do Clube do Celibato em uma verdadeira coelha pervertida! Hahahahahahahaha
Q: Pára, Santana! [repreendeu completamente corada] Não tem nada a ver com ser pervertida e até parece que você a Britt não são assim.
S: Não desconversa, Fabray... Berry é mesmo tudo isso na cama? [provocou]
Q: Eu não vou responder a essa pergunta! [disse virando a taça de vinho de uma vez]
S: Deixa dessa, Quinn! Eu já te falei tudo sobre mim e Britt!
Q: Falou porque quis! Eu nunca perguntei. Inclusive mandei você calar a boca várias vezes e nunca calou.
S: Hahahahahahahaha Verdade! Mas eu não estou te pedindo detalhes sórdidos dos seus corpos suados se esfregando. Eu só estou perguntando por que mexe tanto com você?
Q: Porque é perfeito! [disse fechando os olhos] Ela é perfeita, Santana! Esqueça quem eu sou, de onde eu vim, como fui criada... Diante dela eu sou apenas uma pessoa apaixonada agraciada pela perfeição que é aquele corpo... [permanecia com os olhos fechados, imaginando a namorada] Os beijos... E mesmo que nunca tivéssemos feito sexo com outra mulher, nem pensado em fazer, mesmo sem sabermos o que fazer, nos descobrimos. Nossos corpos nos ensinaram e nos ensinam... Manter as mãos longe dela é quase impossível quando a tenho por perto... Enfim... [voltava a abrir os olhos, buscando normalizar a respiração que já se alterava] Foi por isso que fiquei de mau humor.
S: UAU! Não tenho nada a dizer além de UAU! [disse se abanando para provocar Quinn, que já estava tímida]
Q: Ela é minha luz, Santana! Eu já não me importo com os medos que tinha. Com o fato de sermos duas mulheres. O mundo que se dane! Ela é minha luz... [disse suave, enquanto uma lágrima deslizava pelo canto do olho]
S: Vamos beber, Fabray! Estamos muito sentimentais. Vamos beber! [disse pegando mais vinho para continuar a noite]
Apartamento 110:
R: Queria que a Quinn gostasse de ver musicais comigo, como você gosta... Ela vê só por obrigação.
K: Deixa de reclamar, Barbra! Isso é uma coisa nossa. Não tente transformar em mais uma coisa do seu namoro. Já estou me sentindo muito abandonado por você... Não piore! [reclamou]
R: Ei! Calma! Eu só disse... Você está mesmo me achando distante?
K: Não falo distante... Só que vocês duas têm estado tão presas na “bolha” de vocês que às vezes parece que eu moro sozinho... Eu sinto sua falta. Falta das nossas conversas, dos nossos passeios e de momentos como esse em que assistimos aos musicais que amamos e só nós conseguimos nos entender... Sinto sua falta quando preciso conversar sobre a faculdade ou sobre o Blaine. A Santana tem sido mais presente do que você. Você reconhece o absurdo dessa constatação?
R: Desculpe! [moveu-se para abraçá-lo chorando] Desculpe! Eu não sabia que estava sendo tão péssima amiga! Desculpe... [pedia chateada]
K: Hey, Rach! Calma! Não precisa chorar, olha o drama! [disse sorrindo] Eu estou feliz por vocês! Muito feliz! Mas vocês precisam respirar ar puro. Precisam sair com a gente, interagir mais. Você já pensou na possibilidade dela aceitar alguma daquelas propostas que você me falou? Como você irá sobreviver à distância se você não consegue aguentar a distância que o corredor impõe aos dois apartamentos?
R: Eu não quero pensar nisso!
K: Mas você tem que pensar! Não espere acordar com as malas dela no canto do quarto para perceber o que está acontecendo.
R: Eu não quero pensar nisso agora, Kurt! Por favor, não me pressione! [pediu agoniada]
K: Certo! Desculpe...
R: Não se desculpe. Só é difícil pensar nisso. Com ela eu vivo o sentimento mais intenso que poderia imaginar sentir. Eu a amo tanto que sou incapaz de explicar. [começava a chorar] E eu não posso sequer pensar na hipótese de não tê-la por perto! Eu não posso! Eu não quero!
K: Mas Rach, você precisa...
R: Ela vai! [interrompeu] No fim, eu sei que ela vai acabar indo embora. [disse com uma certeza imutável] Em que realidade eu poderia tê-la comigo para sempre? [perguntou com um sorriso triste]
K: Não diga isso, Rach! Você não sabe o que ela vai decidir.
R: Eu sei, Kurt! Ela é incrível! Eu sempre a achei incrível e agora as outras pessoas também sabem disso. Eles não vão sossegar enquanto ela não aceitar alguma dessas propostas. Há um mundo de possibilidades para ela lá fora, e eu não posso dar a ela nada disso... [voltava a chorar] E eu não posso, simplesmente, esperar que ela diga não ao mundo que grita por ela lá fora! Eu a amo demais para segurá-la! [o choro se intensificava] Eu sei que vai ser difícil pra ela... Que ela vai ter um choque de consciência e que não vai querer me magoar... Mas eu não posso deixar que ela fique por minha causa... Embora eu queira pedir isso com todas as minhas forças... Eu não posso... [lamentava-se]
K: Mas ela pode decidir ficar. Não pense que está tudo definido. [tentava consolá-la]
R: Eu sinto que ela vai. Então até lá, eu prefiro não pensar nisso. Eu quero... Eu só quero tê-la por perto o máximo que puder... [continuava chorando] E vou apoiá-la, seja qual for o lugar que ela escolherá para ir...
K: Desculpe tocar no assunto...
R: Desculpe ser uma péssima amiga...
K: Tudo bem! [disse puxando-a para deitá-la em seu ombro] Ainda podemos recuperar nossa amizade abalada... [disse fingindo desdém]
R: Pára! [deu-lhe um tapa na perna] Nossa amizade não está abalada! [sorriu nervosa]
K: Não, Rach... [beijou-lhe o topo da cabeça] Nunca esteve... Você sabe que eu te amo, não sabe?!
R: Sei... E eu a você...
Apartamento 112:
Quinn e Santana já tinham esvaziado três garrafas de vinho enquanto ouviam música e conversavam, quando a latina resolveu que precisava ir ao banheiro ou morreria. Preferiu ir ao banheiro social, já que estava mais perto:
S: Porra, Fabray! Esqueci dessa papagaiada que você fez no banheiro! [gritou]
Q: Não é papagaiada, S! É um laboratório de fotografia. E você concordou quando eu perguntei se tinha problema.
S: Mas eu não vi você revelando foto nenhuma aqui. Então é só papagaiada.
Q: E nem vou revelar... [disse demonstrando chateação]
S: E por que não vai? Você vai pagar para revelar as fotos se você pode fazer isso de graça?!
Q: Não. Eu não vou tirar as fotos. [disse se levantando para buscar mais uma garrafa de vinho] A Rach não tem tempo, então não será possível tirar as fotos que eu queria...
S: Mas não vale nota?
Q: Vale sim. [disse calmamente]
S: E como você não vai fazer? [perguntava confusa]
Q: Simples! O objetivo é fotografar minha maior inspiração. Ela é minha maior inspiração. Só ela... Se ela não pode, não faz sentido eu fotografar o que quer que seja.
S: Mas, Quinn! Procure outra coisa. Alguma coisa pra, pelo menos, garantir sua nota.
Q: Não. Se eu estou cursando esta matéria, é porque eu quero absorver dela tudo o que é válido. E não posso ir contra o que ela me impõe. Não vou trair isso. A minha maior inspiração não pode ser substituída! [disse decidida]
S: E mesmo assim ela não deu um jeito de encontrar um tempo?
Q: Ela não sabe que eu não vou mais fazer o trabalho. E antes que você me chame de estúpida, eu não vou dizer isso. Eu não quero que ela se vire para arrumar um momento apenas porque não quer me prejudicar. Ela tinha ficado feliz com isso. Mas não é tão especial pra ela. Não como é pra mim... Ela vai acabar esquecendo. E tudo bem!
S: Tudo bem?! E sua nota?
Q: Eu recupero depois...
S: Você quem sabe...
Q: Amanhã eu arrumo o banheiro e tiro tudo isso daí.
S: Tudo bem! Espera aí que preciso mesmo fazer xixi... [correu para o banheiro do quarto]
Do seu apartamento, Quinn abriu a garrafa de vinho e serviu suas taças. Sentou-se na sacada da janela pensando em todas as palavras ditas por Santana. As luzes de Nova York pareciam infinitas e ela sabia que poderiam ser. Ela precisava se abrir para isso...
Do outro lado do corredor, Rachel se divertia de verdade com Kurt, que a fez chorar de rir por diversas vezes. Seus olhos fixaram, de repente, no piano. Aquele que foi o maior presente que alguém poderia dar a ela. Uma das maiores provas de amor que Quinn já lhe deu, que a faz se lembrar de quando tudo começou e de tudo o que viveram depois do começo... Olhou ao seu redor e viu um livro de Quinn sobre o móvel da TV, a caixa de um cereal na cozinha, que só a loira gostava, a cafeteira que ela comprou de presente para a morena, como sinal de que entendia o vício dela em cafeína... Rachel sabia que não deixaria de vê-la em todos os lugares, mas o que mais queria era ter a certeza de que sempre a veria ao seu lado. Mas essa certeza, ela já não tinha mais...
Notas finais
Essa fase da fic caminha para ser finalizada agora em dezembro. A quantidade de capítulos que faltam eu ainda não defini, porque ainda verei de que forma vou dividi-los, mas pretendo não chegar a 100.
Espero que estejam gostando e que continuem acompanhando. Principalmente para saber o desfecho e como será a próxima fase. ;)
Beijos e obrigada pelos maravilhosos comentários de sempre!
Aguardo muitos comentários nesse. Não me decepcionem! ;)
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