Você Sempre Esteve Em Mim
69 Capítulo 69 - Capricho...
Notas iniciais
No apartamento 112, Santana e Kurt tomavam café tranquilamente quando desviaram seus olhares para a porta por onde entravam Rachel e Quinn:
S: Ooooooi casal fogoso! [disse com um sorriso malandro] Fizeram sexo na casa toda?
K: hahahahaahhaa
Q: Bom dia, Santana! [respondeu com um olhar de repreensão, enquanto Rachel sorria]
R: Quinn tem uma coisa para dizer a vocês...
S: Vocês vão casar?! [levantou-se abruptamente]
R/Q: NÃO! [responderam ao mesmo tempo]
Q: Quero dizer que amanhã vocês não irão à aula. Ninguém aqui vai, na verdade...
S: Por que?
K: É... Por que?
Q: Bom... Porque hoje à noite pegaremos um voo para Lima e passaremos o fim de semana lá. [sorria]
S/K: COMO ASSIM?! [surpreenderam-se]
Q: Vocês tem sido excelentes amigos, nos apoiando e ajudando em tudo o que precisamos. Estamos felizes e quero que vocês estejam também. Sei que morrem de saudade da Britt e do Blaine, então... Pensei que seria uma boa ideia voltarmos pra casa por uns dias... [dizia sem graça, sem saber se os amigos achariam mesmo uma boa ideia]
Santana se apressou e se atirou em seus braços, apertando-a até mais do que devia. Kurt fez o mesmo e o que antes era um simples abraço se tornou um abraço triplo, para depois tornar-se um quádruplo.
Q: Vocês gostaram mesmo da ideia?
S: Fabray, eu gostei tanto que eu só não te dou um beijo na boca porque sei que sua língua vive entre as pernas da Berry... [fez uma cara divertida de nojo]
Q: SANTANA! [repreendeu corada]
K: Que horas é o voo?
Q: Às oito da noite. Tentem voltar da aula o mais cedo possível e arrumem suas coisas depressa.
R: Vocês vão avisar à Britt e ao Blaine?
K: Quero fazer surpresa... [disse com um sorriso misterioso]
S: Eu, além de fazer surpresa, sei que se contar à Britt ela não vai guardar segredo. Vai estragar a surpresa do Kurt.
R: Vocês têm razão. [disse enquanto seguia para sentar novamente no colo de Quinn, que comia algumas uvas]
S: Vou terminar de me arrumar pra ir pra aula. Vai comigo, Fabray?
Q: Vou... Daqui a pouco eu me arrumo.
Kurt também tinha ido se arrumar, deixando Rachel e Quinn sozinhas. A loira acariciava a pele da morena por baixo da blusa, enquanto Rachel beijava seu pescoço carinhosamente. Quinn pôs a última uva na boca e Rachel a olhou com malícia. Beijou-lhe com imensa vontade, puxando o lábio inferior da loira com os dentes. Buscou aprofundar o beijo e sua inquieta língua invadiu a boca de Quinn, deslizando sobre sua língua e roubando-lhe a uva que ainda estava ali. Rachel separou-se do beijo com um sorriso maroto:
R: Obrigada pela uva... [mastigava sugestivamente]
Q: Eu não te dei a uva, você roubou... [respondeu no mesmo tom]
R: Eu não roubei, meu amor... [aproximou os lábios de seu ouvido] O que é seu é meu... [sussurrou antes de beijar e lamber sensualmente o lóbulo da orelha] E você é minha... [finalizou de forma autoritariamente sexy]
Quinn se arrepiou e Rachel percebeu, sentindo-se orgulhosa por saber que provocava esse tipo de reação na namorada.
Q: Vamos... Se continuarmos assim eu não vou querer ir a lugar nenhum além do nosso quarto... [disse com os olhos fechados, ainda sob o efeito das carícias e palavras de Rachel]
R: Acho uma excelente ideia! [disse provocante]
Q: RACHEL! [abriu os olhos para repreendê-la sorrindo] Vocês está insaciável!
R: Sim! Você me deixa assim... [respondeu encarando-a]
S: APRESSEM-SE! [gritou do quarto, quebrando o clima]
Quinn beijou o ombro da morena, depois o pescoço, depois a bochecha, depois a boca e forçou-a a se levantar.
Após um dia cheio, todos voltaram correndo para casa, tomaram banho e foram direto ao aeroporto. Rachel havia dito a seus pais que estavam indo e pediu que fossem buscá-los no aeroporto e Quinn tinha avisado à mãe que pegaria carona com eles. Já no ar, a morena aproveitou a discrição dada pela baixa iluminação do interior do avião e se aconchegou nos braços de Quinn. A loira não se incomodou por estarem em público e correspondeu ao abraço, acariciando os braços da morena, dando beijos ternos em seus cabelos.
Ao ver os pais à sua espera, Rachel deu um de seus melhores sorrisos, abraçando-os. Primeiro deixaram Kurt em casa, depois Santana.
H: E você Quinn, avisou sua mãe que estava vindo? [perguntou Hiram]
Q: Sim. Ela está me esperando em casa. [respondeu sorrindo]
R: Esperando agora? [perguntou surpresa]
Q: Sim. [respondeu sem entender a pergunta]
R: Você não vai dormir lá em casa? [ainda surpresa]
Q: Vou dormir na minha casa, Rach. Você vai com seus pais e eu vou ver minha mãe. [respondia calma, mesmo sabendo onde a morena queria chegar]
R: Ou seja, você não vai dormir comigo?! [dizia irritada]
Q: Rach, isso não é um problema... [tentava conter a irritação da namorada]
R: Como não é? É claro que é! Você sequer pensou na hipótese de ficarmos juntas aqui, né?! [irritava-se ainda mais]
Q: Rach, por favor! Seus pais... [tentava controlar a voz da morena]
R: O que tem meus pais? Eles sabem que a gente dorme junto! [exaltava-se]
H: Meninas... [disse freando o carro] Nós vamos naquela loja de conveniência e vocês conversam à vontade. [disse retirando o cinto, enquanto Leroy fazia o mesmo]
Q: Não precisam sair... [disse constrangida]
R: Podem sair, pais. Quando terminarmos eu chamo. [disse séria]
Quando estavam sozinhas, Quinn tentou apaziguar a situação:
Q: Rach, pára de exagerar! Não é só você que quer ver os pais. Eu quero ver minha mãe e conversar com ela.
R: E não pode ser amanhã?
Q: Ela está me esperando...
R: Ligue pra ela e avise que só vai amanhã pela manhã. [disse mais séria]
Q: Eu não vou fazer isso! Você está sendo infantil. [disse já começando a se irritar também]
R: Estou? Ok! Então vamos embora! [fez sinal de que iria chamar os pais]
Q: Espera, Rach... Por que estamos brigando? Estava tudo bem, não faz sentido brigarmos por uma bobagem dessa!
R: Bobagem?! Dormir comigo é bobagem? [perguntava irritada]
Q: Eu não disse isso! [defendeu-se]
R: Disse sim! Nós dormimos juntas todos os dias e você não me disse que não dormiríamos juntas aqui.
Q: Achei que estivesse implícito já que temos nossas casas aqui.
R: Temos nossos apartamentos em Nova York e isso não nos impede de dormirmos juntas todos os dias, como falei. Você sequer me chamou pra dormir com você na casa da sua mãe.
Q: Eu só pensei que você queria ficar com os seus pais, colocar a conversa em dia. É claro que eu te quero comigo, Rach!
R: Ok... Ok... Deixa isso pra lá! [disse desistindo da conversa e abrindo a janela do carro para chamar os pais de volta]
Q: Rach... [tentava melhorar as coisas] Meu amor, deixa disso... [pedia]
R: Vai ser como você quer, Quinn. Cada uma em sua casa. Tudo bem, já entendi! [disse seca, olhando pela janela]
Q: Rach... [dizia triste]
R: Pronto, Quinn! Eu já disse que entendi! [exaltou-se voltando a olhá-la enquanto seus pais entravam no carro] Cada uma no seu canto e a gente se vê no voo de volta para Nova York, não é?! Aqui ficamos na estaca zero, como se não estivéssemos juntas. Entendi! [enfatizou]
Q: O que? Você não entendeu nada. Está confundindo as coisas e exagerando. Não é nada disso. Podemos dormir juntas amanhã, se você deixar sua infantilidade de lado e me escutar de verdade.
R: Amanhã, sou eu que não quero! [disse cortante]
Q: Vai ser assim? [desistia de tentar argumentar]
R: Vai. Você quis... [disse voltando a olhar pela janela]
Q: Desisto de discutir com você!
O resto do caminho foi de puro silêncio no carro. Ao chegarem em frente à casa de Quinn, Leroy desceu para buscar a mala e entregá-la. A loira olhou uma última vez para Rachel, que sequer virou o olhar. Desanimada, despediu-se de Hiram, agradecendo pela carona e saiu do carro, fazendo o mesmo com Leroy, que a ajudou com a pequena bagagem até a porta.
L: Rachel só está sendo mimada, Quinn! [disse de repente]
Q: Me desculpe por discutir no carro de vocês! [pedia constrangida]
L: Não se preocupe com isso. Se conheço bem minha filha, e sei que conheço, essa não será a última vez que vocês brigarão por bobagens na nossa frente... [disse com um sorriso acolhedor] Amanhã vocês se entendem, ou ainda hoje, se ela não demorar a cair em si. Boa noite, Quinn!
Q: Boa noite! Obrigada... Por tudo! [sorriu em agradecimento]
Quando o carro ia saindo, Quinn voltou a olhar, esperando que Rachel correspondesse, mas a morena não virou o rosto para ela. Entrou em casa quando o carro sumiu no fim da rua. Judy a recebeu animada. Havia preparado seus biscoitos preferidos com chá, café e chocolate quente. Quinn a abraçou, sentindo-se acolhida.
Ainda no carro, Leroy não se conteve e se pronunciou:
L: Você tem noção de que foi e está sendo inacreditavelmente infantil, não tem?!
R: Hã? Você está do lado dela?! [perguntou chateada]
L: Não há lados aqui, filha. Há você sendo mimada, caprichosa! Apenas isso! [falou sério]
H: Concordo com seu pai. Você está parecendo uma garotinha mimada fazendo questão por um brinquedo. Como se a Quinn não pudesse ter vontades diferentes das suas. Ela querer ficar com a mãe dela hoje, não significa nada que não queria ficar com você e você pensar isso só mostra que ela tinha razão ao chamar você de infantil.
R: Eu não acredito que meus dois pais estão contra mim! [disse indignada]
H: Não tem ninguém contra você, Rachel! [disse ríspido] E você continua sendo mimada neste exato momento! [finalizou a conversa]
A morena se calou e se encostou novamente com os braços cruzados, numa típica posição de quem se sentia contrariado. Soava mesmo bastante infantil.
Havia mais de uma hora que tinham chegado e Rachel estava com os pais na cozinha de casa, comendo um bolo que haviam preparado com café, enquanto eles tentavam distraí-la perguntando sobre várias coisas, mas sua desanimação era nítida.
H: Filha... Diga o que está se passando pela sua cabeça. [disse calmo]
R: Eu fui uma idiota, não fui? [disse constrangida]
L: Foi. Foi sim! Mas você pode deixar de ser ainda hoje. [disse entregando-lhe a chave do carro]
R: Vocês não vão ficar chateados se eu for?
H: Ficaremos se você não se desculpar com ela logo.
Rachel se levantou e os abraçou em agradecimento:
R: Obrigada, pais! Obrigada! [agradecia animada enquanto saía correndo]
A morena viu que havia quatro chamadas não atendidas de Quinn e três mensagens não lidas em seu celular. Apressou-se em ler:
“Atende, Rach! Precisamos conversar, meu amor! Q”
“Não acredito que você vai insistir nesse silêncio! Q”
“Desisto! Faça o que quiser! Q”
Ao chegar à casa de Quinn, olhou para o relógio preocupada em ser muito tarde, mas pensou que a loira ainda estivesse conversando com a mãe quando viu as luzes ainda acesas. Tocou a campainha e Judy não demorou a abri-la:
J: Rachel! [disse sorrindo] Entre, querida!
R: Oi, Judy! [disse encabulada] Posso falar com a Quinn?
J: Ela foi dormir, querida. Estava com dor de cabeça.
R: Ah... Ok. Você pode dizer a ela, quando ela acordar, que eu estive aqui? [perguntou desanimada]
J: Por que você não sobe? [perguntou de forma acolhedora]
R: Eu posso? [perguntou com um brilho de animação no olhar]
J: Claro que pode! [sorriu]
R: Obrigada! [disse com um sorriso enorme enquanto se dirigia às escadas]
Ao abrir a porta do quarto devagar, viu a namorada deitada, abraçada a um travesseiro, dormindo com um ar sereno. Entrou, fechou a porta e tirou o casaco, depois as botas, depois a calça, ficando apenas com a blusa e a roupa íntima. Aproximou-se da cama e deitou-se devagar até se aconchegar nas costas de Quinn, que se remexeu ao sentir o contato:
R: Me desculpa, meu amor... [sussurrou em seu ouvido]
Quinn se virou para ela surpresa e Rachel a encarou com um olhar arrependido para, em segundos, beijá-la. Não era um beijo urgente, nem delicado. Era intenso. Um pedido de desculpas silencioso, que a loira logo entendeu. E retribuiu...
R: Posso dormir aqui com você? [Quinn assentiu com a cabeça, puxando-a para mais perto]
A loira iniciou um novo beijo, dessa vez mais quente. Sua língua deslizava sobre a de Rachel, deixando a morena louca com os movimentos.
Q: Tenho que me acostumar com esses seus rompantes caprichosos? [perguntou ao cortar o beijo]
R: Provavelmente! [respondeu com um olhar divertidamente encabulado antes de encaixar o rosto no pescoço de Quinn] Aceita?
Q: Que outra escolha eu teria? [sorriu] Terei que aguentar pelo resto da vida!
R: Toda a vida! [disse com um sorriso]
Q: Toda... [respondeu num tom apaixonado]
R: Você não ia conversar com sua mãe? [perguntou erguendo a cabeça]
Q: Conversamos... Mas senti dor de cabeça e ela me mandou dormir.
R: Ainda está com dor? [perguntou preocupada]
Q: Não... Meu remédio chegou... [disse sorrindo]
Beijaram-se ainda por um bom tempo, até que se deixaram dominar pelo sono.
R: Eu não sei mais dormir sem você...
Sussurrou antes de dormir de vez, sentindo o aperto de Quinn em seu corpo, entendendo que ela sentia o mesmo...
Q: Boa noite... [sussurrou]
Notas finais
Espero que gostem desse capítulo. Algumas coisas interessantes acontecerão nessa estadia em Lima. ;)
Aguardo reviews!
Beijos!
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