Você Sempre Esteve Em Mim
50 Capítulo 50 - Flores...
Notas iniciais
Havia passado mais de uma semana desde o acidente e a recuperação de Rachel foi uma das mais rápidas vistas por Dr. Lawrence e sua equipe. A morena, além de apresentar melhoras significativas de saúde, ainda mantinha um humor excelente, com a contribuição dos comentários ácidos de Kurt, das provocações de Santana e das pérolas de Britt, que precisou voltar para Lima. Mas o que garantia mesmo o bom humor de Rachel, era a presença constante de Quinn, que faltou às aulas para permanecer com ela no hospital.
Rachel recebeu alta e ao chegar em casa, ficou maravilhada com a quantidade de arranjos de flores e buquês espalhados pela sala. Alguns de seus colegas de NYADA, outros dos integrantes do New Directions, que pediram ao Kurt para escolher as flores mais bonitas em NY. Havia um cacto, que era um presente especial de Santana, que não poderia deixar de ser diferente. Flores de seus pais e um buquê especial sobre o piano. Rachel nem precisou se aproximar para saber que aqueles lírios brancos eram de Quinn. A morena se sentiu querida e amada, agradecendo a todos os que ali estavam com os olhos marejados.
Jantaram animadamente, comemorando a nova vida de Rachel. Mas Hiram, Leroy e Judy precisavam voltar para Lima. Despediram-se de suas filhas, deram todas as recomendações importantes e pegaram um táxi para o aeroporto. A rotina recomeçava...
Q: Rach, está tudo bem? Você está confortável? Sente alguma coisa? [perguntava para a namorada sentada no sofá]
R: Eu estou bem! Não se preocupe! Você vai demorar aí? [perguntou enquanto Quinn terminava de enxugar os pratos]
Q: Não. Já acabei! [enxugou as mãos e foi em direção a ela]
Q: Cadê o Kurt e a Santana?
R: Estão no quarto do Kurt discutindo alguma coisa de algum assunto que eles têm em comum das faculdades deles. Por que?
Q: Porque eu quero te mostrar uma coisa. [disse com um sorriso misterioso]
R: O quê? [perguntou animada]
Q: Uma surpresa!
R: Não faz isso, Quinn! Diz logo! [pedia ansiosa]
Quinn retirou uma echarpe que estava no bolso traseiro de seu short e fez sinal de que vendaria Rachel. A morena começou a rir e permitiu que ela lhe bloqueasse a visão:
R: Espero que seja uma surpresa bem sexy... [disse com um sorriso sedutor]
Q: Deixe de ser pervertida! Só um pouquinho... E venha comigo! [disse enquanto a guiava para se levantar e caminhar com ela]
R: Para onde estamos indo? Para o quarto?
Q: Calma... Confie em mim...
R: Eu confio!
Rachel ouviu o barulho da chave. Depois o da maçaneta girando. Continuou andando conforme Quinn lhe guiava. Ouviu novamente o barulho da chave, depois novamente o da maçaneta. Foi guiada mais uma vez, até que ouviu o barulho da porta se fechando.
R: Quinn? Nós não estamos no quarto, né?!
Q: Não. Não estamos no quarto. [disse em seu ouvido]
R: Onde estamos?
Q: Veja você mesma! [disse, tirando-lhe a venda]
Rachel olhou ao redor e não havia nada além de espaço. Bastante espaço!
R: Uma sala vazia? Que sala é essa? [perguntou confusa]
Q: Eu te apresento minha nova sala! E da S... [disse, apontando para todo o espaço em sua volta]
R: Como assim? [perguntou surpresa]
Q: Bom... Este apartamento, que é em frente ao seu, a apenas alguns poucos passos de distância, ficou vago. [sorria] Santana havia adorado este prédio e já me reclamou milhares de vezes porque deixamos vocês ficarem com o melhor apartamento. E eu... bom... eu só queria ficar mais perto de você... [disse com um sorriso encabulado]
R: Você só pode estar brincando! [disse com um enorme sorriso]
Q: Não! É sério! Assim vai ficar bem mais prático alternarmos onde dormiremos!
R: Na verdade, mais prático seria morarmos juntas! [disse enquanto se aproximava para abraçá-la]
Q: Já falamos sobre isso, Rach... [disse tranquila]
R: Sim sim sim... Eu sei... [disse divertida] Estou feliz! Você vai ficar tão mais perto! [gritou eufórica]
Q: Minha audição, Rach! Eu ainda a quero! [disse sorrindo]
R: Desculpe! [disse encabulada] Quando vocês vão trazer seus móveis, suas coisas?
Q: A partir de amanhã. Santana já providenciou tudo!
R: É tudo igual ao meu?
Q: Sim. Praticamente sim! Só muda mesmo a vista.
R: Vem... [disse puxando Quinn de volta ao seu apartamento]
Q: Não quer ver o resto?
R: Não... Quero ir pra cama com você...
Quinn fechou o apartamento e seguiu Rachel. Chegando no quarto, sentiu o abraço da namorada, retribuindo-o com o mesmo carinho:
R: Sinto falta do seu toque... Faz amor comigo... [pediu em seu ouvido]
Q: Hum? Ma...mas Rach... Você ainda está machucada. Não sei se é uma boa ideia... [disse temerosa]
R: Eu estou bem! Só preciso que você me ame... Literalmente... [disse em seu ouvido, enquanto passava a mão pela barriga de Quinn]
Q: Eu não sei... Acho que ainda é cedo, Rach... [continuou temerosa]
Rachel afastou-se um pouco para encará-la:
R: Você não me quer?
Q: Claro que quero! Mas eu estou preocupada com o seu bem-estar. Você sofreu um acidente grave há pouco tempo, ainda mantém os curativos e seu braço está imobilizado. Eu não quero exceder... Mas é claro que te quero! Mais do que isso: eu preciso de você! Preciso te sentir de novo... Mas acho que devemos esperar um pouco mais, até termos certeza de que você não vai se machucar.
R: Estaremos na cama, Quinn. Como eu me machucaria?
Q: Se a gente perder o controle.
R: E se tentarmos não perder o controle? Podemos tentar?
Quinn a olhou em dúvida. Não porque não a queria. Pelo contrário: queria muito fazer amor com Rachel novamente. Era o que mais queria, na verdade. Mas ainda tinha medo de machucá-la.
R: A gente tenta com cuidado e se eu sentir algum incômodo eu juro que falo... aí a gente pára!
Q: Promete que diz?
R: Prometo! [respondeu com um sorriso gigante e um olhar brilhante]
Quinn não disse mais nada. Aproximou-se de Rachel e a beijou devagar. Primeiro o lábio superior. Depois o lábio inferior. Depois o queixo, o pescoço... Guiava a morena até a cama, colocando-a sentada. Afastou-se um pouco para despi-la com cuidado. Acariciando delicadamente cada ferimento do acidente. Cada curativo... Não demorou e Rachel estava nua. Quinn a puxou até o meio da cama, colocando-a confortavelmente com a cabeça sobre os travesseiros. Rachel se deixava guiar. A loira permanecia em silêncio, apenas preparando a morena. Tirou a própria roupa, ficando apenas de calcinha e sutiã, e começou a beijar Rachel a partir do tornozelo. Seus lábios subiam pelas pernas da namorada, calmamente, como se todo o tempo do mundo estivesse disponível para elas. Apenas para elas. Quinn beijava ao redor dos curativos, até chegar próximo à intimidade da morena. Pulou aquela parte e beijou-lhe a barriga, passando a língua pela região. Subiu um pouco mais e beijou vagarosamente ao redor dos mamilos, subiu mais e alcançou o queixo novamente. Fugiu dos lábios. Rachel já estava enlouquecida. Aquele carinho, com tanta delicadeza, estava torturante. A loira se aproximou de seu ouvido e finalmente, falou:
Q: Eu vou te saborear agora... Me diga se algo doer...
R: Hum hum... [era a única resposta que conseguia expressar]
Quinn voltou a descer em direção à intimidade da morena, sempre se apoiando com os braços para não colocar seu peso sobre Rachel. Ao estar perfeitamente entre as pernas da morena, encaixou as coxas dela sobre seus ombros, beijando-lhe a virilha. Rachel suspirou forte. A língua de Quinn deslizou devagar até a entrada de sua intimidade, fazendo a morena gemer um pouco mais alto. Ainda bem devagar, a loira deslizava a língua entre o ponto principal e a entrada, alternando, vagarosamente entre beijos, lambidas e chupadas. Rachel segurava o lençol com força com a mão direita, enquanto a esquerda sofria por estar inerte ao seu lado, devido às dores que ainda sentia. Quinn tirou as mãos das coxas da morena, erguendo-as até a altura de seus seios, acariciando-os com extrema sensualidade. Rachel já estava quase fora de si. A loira não esperou pelo orgasmo da morena e chupou uma última vez, antes de abandonar o local para subir e alcançar os lábios da namorada. Antes que Rachel pudesse protestar, Quinn já estava com a língua em sua boca e se posicionando ao seu lado, levando a mão direita à sua intimidade. A morena revirou os olhos de prazer, ao sentir os dedos de Quinn brincando em sua entrada, enquanto abandonava-lhe os lábios em direção ao ouvido:
Q: Tudo bem, meu amor? [perguntou]
R: Sim... [dizia ofegante]
Q: Posso entrar em você?
R: Por... favor... en...tre... [gemia]
Quinn introduziu dois dedos bem devagar. Movimentava-os dentro de Rachel de uma forma muito delicada, como nunca antes. Eram movimentos de extremo cuidado e amor:
Q: Não há nada mais gostoso do que você, meu amor... Nada... [sussurrava em seu ouvido]
Rachel delirava. Virava o rosto em direção à Quinn, que se dedicava a beijar-lhe o pescoço. A morena tentou se virar, para ficar de frente a ela, mas a loira a impediu:
Q: Não! Não se mexa! Deixe que eu faça tudo... Apenas sinta... Desfrute... [disse olhando em seus olhos]
Rachel obedeceu. Deixou que Quinn determinasse o ritmo e liderasse os toques. Sentiu os lábios e a língua da loira em seu corpo, enquanto os movimentos dos dedos intensificavam dentro de si. Sentiu os beijos e os chupões delicados em seus mamilos, para logo depois sentir beijos na lateral de seu corpo. Quinn explorava cada pedacinho possível de pele, mostrando à Rachel que amava tudo nela. As paredes da morena começaram a se apertar e ao sentir isso, Quinn levou os lábios aos lábios de Rachel, beijando-a apaixonadamente, enquanto a morena se derretia em seus dedos. A loira retirou os dedos e permaneceu um tempo acariciando superficialmente a intimidade de Rachel, esperando que esta se acalmasse dos espasmos provocados pelo orgasmo. Ficaram alguns bons minutos na mesma posição, apenas sentindo suas peles e respirações. Quinn se moveu, indo até o pé da cama para puxar o cobertor. Cobriu as duas e, enfim, falou:
Q: Está tudo bem? [perguntou carinhosa, enquanto beijava-lhe o ombro]
Rachel, enfim, abriu os olhos e direcionou seu olhar aos olhos claros, que estavam verdes novamente:
R: Seus olhos estão verdes... [disse com um sorriso terno]
Q: Só você os faz ficarem assim... [respondeu com um olhar apaixonado] E você não respondeu: está tudo bem?
R: Sim... Tudo perfeito! [respondeu com um sorriso preguiçoso]
Q: Nenhuma dor?
R: Você não me provocou nenhuma dor, meu amor... Foi maravilhoso! O carinho, o cuidado, a delicadeza com que você me tocou... Deus! Eu te amo! [disse encarando-a com sinceridade]
Quinn avançou sobre seus lábios e invadiu sua boca com uma língua feroz. Toda a delicadeza que teve com o corpo de Rachel, foi completamente esquecida em seus lábios...
Estavam deitadas de lado, uma de frente pra outra. Quinn acariciava as costas de Rachel, enquanto esta deslizava o nariz pelo pescoço da loira.
R: Você acha que as minhas cicatrizes ficarão muito feias? [perguntou do nada]
Q: Creio que não serão visíveis, Rach... [respondeu buscando seus olhos]
R: Eu não posso ter uma cicatriz na testa. Eu não posso ter uma marca dessa se pretendo brilhar na Broadway. [disse preocupada]
Q: Meu amor, você não viu ainda, mas eu via a enfermeira trocando o curativo da sua testa, quer dizer, vi todos, e não há nenhuma sutura mal feita. O cirurgião plástico que esteve em sua cirurgia fez um excelente trabalho. Tenho certeza de que tudo vai cicatrizar perfeitamente, sem marcas visíveis.
R: Assim espero...
Q: Vai sim!
R: Mudando um pouco de assunto: você faltou aula todos esses dias... Isso pode te prejudicar?
Q: Não se preocupe... Eu recupero rápido! [disse sorrindo]
R: Você sim, que é um gênio! Mas, e eu? Não sei se conseguirei recuperar esse tempo perdido em NYADA.
Q: Você vai conseguir! Mas o médico foi claro: você vai passar mais uma semana se recuperando!
R: Mas...
Q: Nada de mas... [disse, calando-a com um beijo carinhoso]
Era madrugada quando Rachel sentiu sede. Pensou em acordar Quinn, mas a loira estava dormindo tão profundamente, que resolveu ir sozinha à cozinha. Vestiu o roupão e caminhou devagar pelo apartamento. Antes de chegar à cozinha, deparou-se novamente com as flores: todas lindas! Lembrou-se das mais lindas de todas: os lírios brancos, e foi até o piano para pegá-los. Ao avistar o cartão entre os ramos, abriu o envelope ansiosa para lê-lo:
“A vida nos deu uma segunda chance e quero aproveitá-la ao máximo. Não ouse me deixar! Eu já não sei existir sem você... Te amo! Sua Quinn”
Rachel sorriu e beijou o cartão! Sentiu seu coração se aquecer com as palavras sinceras de sua namorada. Sabia que sempre se sentiria assim, porque Quinn sempre conseguia abalar suas estruturas com palavras. Ao se virar para ir à cozinha, avistou um buquê que não havia reparado mais cedo. Eram rosas na tonalidade “rosa”. Eram lindas! Ao pegar o cartão, surpreendeu-se. Não havia nenhuma mensagem. Apenas constava, no centro do cartão, escrito em uma letra de fôrma que não reconhecia: “FINN”.
Como aquelas flores chegaram ali? Por que não havia mensagem? O que elas significavam? Rachel não tinha respostas para nenhuma das perguntas. Ainda... Dobrou o cartão e o colocou no bolso do roupão. Bebeu sua água e voltou ao quarto, despiu-se novamente e deitou-se devagar, ao lado de Quinn. Deixou-lhe um leve beijo no centro de suas costas e encostou a cabeça no travesseiro, cobrindo-se novamente. Fechando os olhos pensou: que aquelas quatro letrinhas ainda iriam lhe dar trabalho...
Notas finais
:)
Beijos!
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