Você Sempre Esteve Em Mim

46 Capítulo 46 - Luz...


Notas iniciais
Música do Capítulo: Coldplay - Fix You

“Dr. Lawrence, comparecer ao Centro Cirúrgico com urgência! Código azul! Dr. Lawrence, código azul na sala 3!”

A mensagem ecoava pelos corredores do hospital e, da capela, Quinn a escutou. Tentou ser otimista e pensar que se tratava de um outro paciente do mesmo médico, mas seu coração lhe dizia que não.

Q: Mãe... acho que é com a Rach... [disse com a voz trêmula]

J: Mesmo?! [assustou-se] Então vamos, filha! [disse, levantando-se]

Q: Eu... eu... não consigo me mover. [sentia-se paralisada de medo]

J: Quinnie, levante-se agora! Você consegue! Anda! [disse autoritária]

Q: Eu não consigo, mãe! Eu não consigo... E se ela morrer? Eu não quero saber! Eu não quero ouvir! [voltava a chorar compulsivamente]

J: Me escuta, Quinn: se algo de muito ruim acontecer e você não estiver lá, tenha certeza de que você nunca irá se perdoar!

Quinn apertou os olhos e deixou que as palavras de sua mãe entrassem em seu cérebro, formando o entendimento de que ela deveria sair dali. Mover-se. Correr... Foi o que fez. Saiu em disparada, sem nem olhar pra trás, pedindo, pelo caminho, que não tivesse nada a ver com Rachel. Mas seus olhos lhe mostraram o que não queria saber: Leroy e Hiram choravam desolados, enquanto Santana, Kurt e Britt pareciam perdidos.

Q: O que houve? [perguntou assustada]

S: Ela...ela foi levada ao centro cirúrgico. O coração dela parou de novo... [tentava explicar de uma forma mais amena, mas não havia outra forma de dizer]

Quinn ouviu Hiram resmungar chorando e custou a acreditar no que ele dizia:

H: Como pode aquele enfermeiro perguntar se nossa estrelinha é doadora de órgãos, Leroy?! Como ele pode me fazer essa pergunta numa hora dessa? Quem é ele pra tirar minhas esperanças? [chorava desesperado]

Frio. Um frio intenso. Foi o que Quinn sentiu de repente. Todo seu interior estava congelando: seu sangue, sua espinha. Frio... Era a prévia de como seria seu mundo, sua vida, sem Rachel. Escuridão: tudo pareceu escuro de repente. Então era essa a tal sensação de perda? Nada mais faria sentido... Sentou-se no chão e agarrou as próprias pernas, escondendo a cabeça entre os joelhos, murmurando algo que ninguém conseguia entender. Era uma conversa particular, entre ela e Deus, em que repetia, insistentemente: “Me leve, Senhor! Me leve no lugar dela! Essa é a hora! Me leve...” Repetia. Implorava... Nada! Quinn continuava lá. Pensava que isso significava que Rachel não se salvaria, afinal, seu pedido era razoável, uma troca justa. Medo... Começou a tremer de medo e foi invadida por uma série de lembranças sobre Rachel, que tornaram tudo ao seu redor silencioso e invisível: Rachel sorrindo. Rachel cantando. Rachel dançando... O primeiro beijo. O tapa na escola. O primeiro “eu te amo”. A primeira vez... A última vez... A insistência em dormir abraçada. A obsessão por musicais. O jeito único de puxá-la pelo rosto com as duas mãos para forçá-la a olhar para os mais lindos olhos castanhos. O perfume. O vício por café. A ambição desmedida. A voz suave gemendo em seu ouvido. Os sussurros. O olhar sincero e expressivo. A mania de estudar com a perna sobre a dela. A pressa de viver... A mesma pressa que a levou ao chão, que a fez estar ali, a pressa que as estava separando aos poucos. A pressa que começava a torná-las inalcançáveis.


“Dra. Wilson, código azul no centro cirúrgico. Código azul na sala 3!”



Ouviram novamente chamarem mais um médico pelos alto-falantes. Sala 3: era onde Rachel estava. Quinn direcionou seu olhar para Santana e a latina percebeu o quão desesperada a amiga estava. Sentou-se ao seu lado, segurando seu braço com força, na tentativa de dar-lhe algum tipo de apoio que pudesse ser útil.


Q: Eu não vou conseguir... Sem ela, eu não vou conseguir... [murmurou baixinho, mas Santana escutou]

S: Não pensa assim. Não pensa em nada. Só espere...

Novas imagens vinham à cabeça de Quinn: As pernas de Rachel. As curvas. A nudez. A cumplicidade na hora do sexo, as palavras ditas depois. A forma como se comunicavam com as mãos... Não, ela já não poderia mais viver sem isso.

Uma correria chamou a atenção para o centro cirúrgico. Outros médicos, mais enfermeiros... Seria a hora de deixar de acreditar? Quinn se perguntava se já poderia encarar a perda. E se essa fosse a hora, o que faria? Como faria? Como seria a vida sem Rachel? “Vazia”, foi o que pensou. Há anos sua vida tem um sentido e, só ao lado da morena, ela entendeu qual era: a própria Rachel. Todos os seus caminhos a guiavam para ela. Todos os seus erros e todos os seus acertos a levaram ao lugar onde sempre deveria ter estado: ao lado dela. Sem Rachel ela teria que descobrir uma nova forma de enxergar a vida, mas ela não queria enxergar a vida de uma forma diferente. Qualquer forma em que não houvesse a morena seria uma forma errada. Não seria vida. Sem Rachel, ela teria que se reinventar. Não... Ela não queria recomeçar. Ela são saberia. Ela não deveria. Ela jamais seria ela mesma, de novo, sem Rachel... Sem ela, já não haveria mais sonhos, nem conquistas. Sem ela, Quinn apenas contaria os dias para encontrar-se com a morte novamente. Sem Rachel, a morte venceria a vida duas vezes.

Quinn fechou os olhos com força e pôde sentir as mãos de Rachel por todo o seu corpo. A voz em seu ouvido. O cheiro em seu travesseiro. Em Quinn, Rachel era vida. O sopro de vida que ela nunca havia tido antes de conhecê-la. A garota ambiciosa pelos solos do coral era a maior promessa de sucesso e brilho de toda a escola, de toda a cidade, de toda uma vida. Isso não poderia acabar ali, numa mera sala de hospital, numa mera fria mesa de cirurgia. Não poderia se resumir a um passo em falso numa pista molhada, no encontro com um carro estúpido que não soube parar. A história de Rachel Berry não poderia acabar ali, porque com ela, acabariam tantas outras histórias que dela dependeram e dependem: os dois pais que lutaram a vida inteira para fazê-la feliz em um mundo preconceituoso e hostil. Todo um grupo de amigos que projetaram nela a certeza de um futuro brilhante de esperança e sucesso. Todos os desconhecidos que não sabem ainda, mas aguardam para admirá-la. E a história de Quinn, aquela garota que não era nada além de um gênio camuflado em um uniforme de líder de torcida e que, por causa do amor das duas, mostrou que era mais, muito mais do que jamais sonhou ser. Além de tantas outras coisas, era o amor de alguém. Da pessoa certa. Da melhor pessoa. Da única...


As horas passavam e nenhuma notícia surgia. Eles se sentiam como em um universo paralelo de dor, esquecidos, sem contato algum com o mundo ao lado, sem ter noção do que acontecia ao redor. Estavam ilhados em medo, esperança machucada, em saudade... Até que a porta se abriu. O olhar cansado do médico, a maneira com que retirou a touca cirúrgica, o modo como manteve o olhar baixo, até se aproximar mais dos pais de Rachel. Tudo indicava a Quinn que as notícias não eram boas. Era hora de desmoronar de vez?


Dr. Lawrence: Senhores, fizemos tudo para salvar sua filha e estamos impressionados com a força que ela tem. Ela nos deu um grande susto, mas vai ficar bem!

Era sério? Não era piada ou uma alucinação? O médico estava mesmo dizendo que Rachel ficaria bem? Que a cirurgia foi bem sucedida?

H: Jura? [perguntava emocionado, tremendo]

Dr. Lawrence: Sim! [respondeu sorridente]

L: Mas o que houve? Por que ela precisou ser operada às pressas? Ninguém nos disse nada. Estávamos enlouquecendo aqui! [dizia sem entender]

Dr. Lawrence: ela teve mais duas paradas cardíacas depois que a levamos para a sala de cirurgia. Descobrimos que dois coágulos haviam se formado em um lugar complicado, próximo ao coração, impedindo que o sangue fosse bombeado corretamente. Consequência das fraturas das costelas que perfuraram o pulmão. Mas conseguimos reverter. Os coágulos foram retirados e ela está bem.

Quinn não conseguia falar. Repetia para si mesma, mentalmente, cada palavra dita pelo médico, a fim de se convencer de que aquilo fazia sentido. De que aquilo era real.

L: Mas os coágulos não foram vistos nos exames? Ela fez uma ressonância mais cedo. Por Deus! [falava frustrado]

Dr. Lawrence: Não foram detectados nos exames. Não podemos dizer se já estavam visivelmente formados mais cedo. O importante é que os descobrimos a tempo e os retiramos.

H: Ela está acordada? Quando ela vai acordar? Ela vai ter alta logo? E os hematomas na cabeça?

Dr. Lawrence: Calma, senhor Berry! Ela não terá alta em até uma semana. Ela ainda está sedada. E quanto aos hematomas subdurais, eles estão diminuindo. Não será mesmo necessária uma cirurgia. Vamos continuar acompanhando e acreditamos que em uma semana, eles já estarão bem menores, ou talvez, tenham sumido.

L: E as sequelas?

Dr. Lawrence: Essas só saberemos aos poucos, conforme ela for despertando. Não podemos garantir uma recuperação 100%, mas estamos confiantes. Ela é forte! Nunca vi ninguém sobreviver a sete paradas cardíacas em tão pouco tempo.

L: E o coma? Vocês ainda induzirão por quanto tempo?

Dr. Lawrence: Não induziremos mais. A evolução do quadro, a regressão dos hematomas e a descoberta de que os coágulos eram mais graves do que eles, nos faz acreditar que ela não precisa mais ficar sedada. Já diminuímos a sedação e ela está sendo levada à UTI, apenas por precaução.

H: Podemos vê-la?

Dr. Lawrence: Ainda não. Mas eu virei buscá-los na hora certa.

Santana, Britt, Kurt e Judy eram uma mistura de alívio e alegria. Leroy e Hiram conseguiam, enfim, respirar aliviados. Mas Quinn, era uma incógnita. Ainda estava parada, inexpressiva e ninguém entendeu o porquê.

S: Q? Você ouviu o que o médico disse? [perguntou calmamente]

Q: Sim. Eu ouvi... [respondeu baixo]

S: Então por que você está assim?

Q: Mais cedo, ele disse que ela estava bem e, de repente, ela foi levada à sala de cirurgia e o coração dela parou duas vezes. Quem garante que ele não vai voltar aqui de novo e dizer tudo ao contrário do que ele disse agora? Eu não quero ter esperanças e que as arranquem de mim! [começou a chorar]

H: Pode acreditar, Quinn! Agora é pra valer! [disse calmo, enquanto se sentava ao lado dela]

Q: Como o senhor tem certeza? [perguntou chorosa]

H: Apenas tenho, junto com a fé que me dá esperança.

Q: Mas eu também tenho fé...

H: Mas seu medo está sendo maior... Não deixe que ele domine. Daqui a pouco nós vamos vê-la e você poderá ter a certeza de que tudo ficará bem...

Q: O senhor é o pai dela... Não deveria estar me consolando... [disse enquanto enxugava os olhos]

H: Nada de senhor, Quinn!

Q: Desculpe...


Duas horas se passaram e todos estavam mais tranquilos, exceto Quinn, que continuava com o olhar perdido, esperando a chance de vê-la, sabendo que só se sentiria melhor quando tivesse certeza absoluta de que ela estava mesmo bem. Ergueu a cabeça, quando percebeu que alguém havia chegado. Era o médico.


Dr. Lawrence: Vocês podem entrar!

Quinn se levantou rápido, sem sequer pensar em outra coisa e se juntou aos pais de Rachel.

Dr. Lawrence: Infelizmente, só poderão entrar duas pessoas...

Claro! Era bom demais pra ser verdade... Quinn, então, deu dois passos para trás e já se preparava para sentar no chão novamente...

L: Dê um jeito, doutor, mas vamos entrar os três!

Quinn lançou-lhe um terno olhar de agradecimento e respirou fundo ao acompanhá-los através das portas. Ela conhecia aquelas paredes, conhecia aquele corredor e a imagem que tinha dali não era das melhores. Era de Rachel machucada, entubada, em coma. Ao chegarem na UTI a imagem não era muito diferente da que tinha visto antes: Rachel continuava entubada e com vários curativos à vista. Mas ainda assim, era a sua garota e continuava linda... A voz do médico a tirou de seus pensamentos...

Dr. Lawrence: Os senhores são médicos, mas eu preciso explicar, principalmente para Quinn. A sedação da Rachel já foi retirada e ela está prestes a acordar. Não vai ser uma sensação totalmente boa para ela, porque ela vai se desesperar um pouco ao sentir o tubo em sua garganta. E antes que me perguntem o porquê de o tubo continuar, eu já explico que precisamos que ela o expulse. Isso nos dará a certeza de que ela não precisa mais dele para respirar. Ela ficará agoniada e poderá se debater, o que poderá assustar vocês. Mas não se preocupem. Assim que ela despertar e se incomodar com o tubo em sua garganta, nós faremos a retirada e ela poderá respirar por conta própria.

Quinn queria se aproximar, queria falar com ela, mas tinha medo de atrapalhar a ordem natural. Resolveu esperar, junto com Leroy e Hiram.

H: Você não quer se aproximar e dizer alguma coisa pra ela? [perguntou à Quinn]

Q: Eu quero me aproximar, mas não quero que vocês ouçam o que tenho pra dizer... [disse encabulada] Então, esperarei que ela desperte.

Quinn tremia. Tudo parecia muito surreal. Há pouco tempo, suas esperanças estavam se desfazendo. O pavor de perder Rachel era tão intenso quanto a possibilidade de se tornar real. Agora, estava ali, aguardando naturalmente que a morena despertasse. E sim, ela iria despertar. Não era uma mera possibilidade. Era uma certeza... Mas e as sequelas? Será que elas seriam graves? Será que Rachel acordaria normal? Um barulho foi ouvido. Todos os olhares de voltaram para a cama. O monitor cardíaco apontava um aumento na frequência cardíaca de Rachel. Era oficial: ela estava acordando. A morena começou a se engasgar antes de abrir os olhos e as enfermeiras começaram a preparar a retirada do tubo. Rachel se debatia e demonstrava estar sentindo dor. O coração de Quinn se apertou. Ouvia uma tentativa de grito abafado de Rachel, que rejeitava o tubo, mas não conseguia expulsá-lo sozinha. Leroy se aproximou e começou a falar com ela:

L: Calma, filha... Calma! Já vai passar...

Rachel, enfim abriu os olhos. Piscou vagarosamente, tentando se acostumar com a claridade. O tubo, enfim, fora retirado. Ela tossia. Tentava abrir mais os olhos, mas a claridade a estava incomodando muito. Fechou os olhos novamente e tentou falar:

R: O que... acon...te...ceu? [perguntou fraca, com a voz completamente rouca, falha e baixa]

Dr. Lawrence: Você sofreu um acidente, Rachel. Foi atropelada e está no hospital, mas você vai ficar bem.

R: Atro...pe...lada? [perguntou ainda com os olhos fechados e com a voz baixinha]

Dr. Lawrence: Sim. Rachel, eu preciso te fazer umas perguntas para saber como você está, como está sua memória para ver se há alguma sequela. Não precisa abrir os olhos. Tudo bem?

Rachel apenas acenou devagar com a cabeça, concordando.

Dr. Lawrence: Qual seu nome completo?

R: Ra...chel B...Bar...bra Berry. [respondeu com um pouco de dificuldade]

Dr. Lawrence: Ótimo! Muito bem, Rachel! Agora me responda quais os nomes dos seus pais. Você pode me dizer?

R: Le...roy e Hi...ram [respondia corretamente]

Dr. Lawrence: Muito bem! Agora me diga em que dia você nasceu.

Rachel não respondeu. Tentava abrir os olhos. Sua expressão, ainda que estivesse com os olhos fechados, mudou. Parecia que estava percebendo alguma coisa.

Dr. Lawrence: Rachel, tudo bem?

A morena, enfim, abriu os olhos por completo e tentou encontrar o que queria. Seu olhar vagou ao redor e pôde ver seus pais, mas, pelo ângulo, eles eram os únicos que ela conseguia ver, além do médico. De repente, ela começou a tentar articular as palavras. Ela sabia que conseguia falar, mas a sonolência, resultado da sedação, ainda a deixava muito lenta. Antes que qualquer um se manifestasse, ela conseguiu falar:

R: Quinn... Sinto...o cheiro...dela...

A loira sentiu seu coração acelerar desesperadamente. Rachel não apenas havia acordado, como estava falando e demonstrou estar com a memória funcionando. Mais do que isso, não lembrou apenas que ela existe ou do nome dela. Lembrou do cheiro. Sentiu seu cheiro. E isso é muito mais cúmplice, muito mais pessoal do que qualquer outra coisa. Quinn se moveu, aproximando-se mais dela, para ficar em seu campo de visão. Enfim, os olhares se conectaram. Imediatamente, percebeu uma lágrima cair do olho direito de Rachel.

R: Meu amor... [disse com dificuldade]

Q: Hey! [disse se aproximando]

Rachel se esforçou e desenhou um singelo sorriso em seu rosto, enquanto Quinn se aproximou ao máximo e a beijou na testa. Parecia a primeira vez em que se tocavam. Uma carga elétrica insana as invadiu, conectando-as novamente. Destruindo todo e qualquer abismo que a vida tentou construir entre elas. Estavam juntas de novo e sentiam isso.

Q: Você não tem noção do susto que nos deu! [disse baixinho ao afastar os lábios de sua testa]

R: Des...culpa...

Q: Não se desculpe, meu amor! Não se desculpe! Oh Deus! Eu te amo tanto! [disse, beijando-lhe a testa novamente e voltando a chorar]

Uma descarga de adrenalina desatou em Quinn o nó que havia se formado em sua garganta. Era um momento de libertação. Ela estava vendo e sentindo que suas orações foram atendidas. Que seus medos não venceram e que o amor de sua vida estava de volta para ela. Sabia que ainda havia um período de recuperação e que Rachel ainda tinha um caminho a trilhar até ficar completamente bem. Mas ela já não estará sozinha. Estariam juntas. Quinn já não tinha mais que pensar em perda. Agora, havia luz e já não havia mais frio. Toda fé e esperança funcionaram. A história de Rachel não havia acabado. Todo o sofrimento, todo o medo virou passado, porque ali, ela tinha de novo, em seus braços, aquela que sempre esteve nela e que nunca deixaria de estar...

Q: Eu te amo, meu amor... Eu te amo muito... Eu te amo... Tanto... Eu te amo... [repetia baixinho, agora próximo ao seu ouvido]

R: Eu... mais... [respondeu antes de se deixar vencer pelo sono, pelo cansaço]


Notas finais
Bom... Sei que deixei vocês com a ansiedade bem elevada, mas foi por uma boa causa.
O acidente e o desenrolar dessa parte da história, não foi apenas para causar drama gratuito e em nenhum momento existiu, para mim, a real hipótese da Rachel morrer. Acabaria a história e seria da pior forma possível ao meu ver.
O acidente e suas consequências estão inseridos no contexto geral. Muitas coisas se justificarão a partir disso. :) Continuem confiando! ;)
Espero que tenham gostado desse capítulo também. Aguardo os comentários!
Já estou ansiosa para postar o próximo capítulo! ;)
Beijos!