Você Pula. Eu Pulo !
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Queria fazer alguns agradecimentos, primeiro para a Larissa Medeiros pela linda recomendação. Larissa MUUUUITO OBRIGADA MESMO, EU AMEI ELA !! *----*
E queria agradecer a todos os leitores (mesmo não conhecendo todos ainda), a todos os reviews cheios de motivação (essa é a minha primeira fic SwanQueen, imaginem meu medo em escrevê-la kkk) e obrigada a todas as recomendações. Quando eu comecei a escrever essa fic pensei: "Será que um dia eu ganharia uma recomendação ?" e hoje eu tenho 4. Isso é muito mais do que eu poderia querer.
Muito Obrigada mesmo a todos ! Vamos a mais um capítulo ... :)
Me hospedei em um hotel da Inglaterra, no mesmo em que Rose e Jack. Naquela noite, fria como a água do Atlântico, eu não conseguia dormir, a dor era imensa no meu peito e parecia que não ia acabar nunca. E eu não queria que ela acabasse, isso era um castigo por tudo o que eu já fiz, mas eu deveria pagá-lo sozinho e era isso que eu não aceitava. Quem pagou primeiro foi Emma.
Na manhã seguinte Rose veio ver como eu estava.
–Como você está Regina ? -ela me perguntou se sentando no sofá ao meu lado.
–Parece que a dor nunca vai passar. -eu respondi cabisbaixa. -Como eu vou contar isso para os pais dela ? Para o nosso filho ?
–Você vai saber como fazer Regina, e a culpa não foi sua.
–De certa forma foi, eu não deveria ter deixado ela pular do bote, nem soltar da minha mão. Ou melhor, eu não deveria ter entrado nunca naquele navio.
–Não diga isso. Não eram essas palavras que Emma gostaria de escutar se ela estivesse aqui.
–Os pais dela vão achar que fui eu que a matei. E se o meu filho pensar o mesmo ? Ele vai me odiar. -eu já voltara a chorar.
–Eu sei da história de vocês, mas eu também sei que eles sabem escutar, que eles sabem compreender. Tanta gente morreu nessa tragédia, você tem provas, eles vão acreditar.
Então eu a abracei. Nesse momento eu não sei o que seria de mim sem Rose: -Se eu pudesse, eu teria ido no lugar dela.
–Não diga isso. Vai ficar tudo bem. -ela me falou ainda abraçada a mim.
–--
Para minha surpresa a mãe de Rose também estava naquele hotel. Jack e Rose assumiram o namoro publicamente e a mãe dela não estava nada feliz com isso. Cal havia desaparecido após a tragédia, seu nome não estava na lista dos sobreviventes e nem dos mortos, assim como o de Emma também não. Isso poderia até ser uma esperança para mim, mas quase metade dos corpos não haviam sido encontrados. E já haviam se passado quase 1 dia inteiro após o acontecido. Todos os sobreviventes certamente já teriam aparecido, e os demais seria impossível estarem vivos a essa altura.
Naquele dia almocei junto com a família de Rose, me sentei ao lado de Jack para que ele não se sentisse um estranho, mas ele estava mais feliz do que eu. Ele me lembrava tanto a Emma, seu jeito criança ás vezes, brincalhão, divertido e sempre defendendo o que amava.
Depois do almoço eu fui até ele:
–Jack, você e a Emma se tornaram muito amigos ? Você também sente falta dela assim como eu ? Porque ás vezes parece que eu não vou aguentar.
–Sim Regina, eu sinto a falta dela. Mas eu imagino que não tanto quanto você. -ele pegou em minha mão. -Eu sinto muito, muito mesmo. Mas saiba que ela te amava muito. -eu senti meus olhos arderem, não aguentava mais chorar. -Eu me lembro o dia em que ela veio até mim e me disse que estava apaixonada por você.
–Ela fez isso ? -perguntei conseguindo sorrir.
–Sim, e pediu conselhos. Depois saiu correndo. Bem o jeito dela. -então nós conseguimos rir. -Vou sentir falta de você minha companheira de aventuras. -ele falou baixo como se ela o escutasse.
Então nós nos abraçamos, mas assim que o abraço terminou eu tentei mudar o rumo da conversa.
–E você e a Rose ? Estou feliz por vocês. Finalmente vão poder ficar juntos.
–Sim, eu vou pedir sua mão em casamento hoje a noite. -ele me fitou e eu fiquei surpresa. -Por favor esteja lá pra me dar apoio moral. -ele riu.
–Eu vou estar bem do seu lado ! -nós rimos.
–--
Era finzinho de tarde, estávamos todos jantando no salão do hotel, eu mal consegui tocar na comida. Então Jack se levantou:
–Eu queria a atenção de todos por favor. Queria dizer que mesmo com toda essa tragédia eu fico muito feliz de ter embarcado no Titanic, porque foi nele que eu conheci a mulher que eu amo, Rose. -ela estava emocionada. Então ele foi até ela: -Você sabe que eu não sou muito bom com essas coisas, né ? -parecia que eu estava escutando Emma dizer aquilo. -Mas ... -ele se ajoelhou em sua frente. -... você quer casar comigo ?
Ela abriu o maior sorriso de todos e disse: -Sim, é claro que sim. -e então o beijou.
–Eu jamais vou poder permitir isso. Não com um rapaz da terceira classe. -a mãe dela gritou chamando a atenção de todos.
–Não importa o que você diga mamãe, eu vou me casar com o Jack porque é ele que me faz feliz. -Rose gritou de volta, foi a primeira vez que eu vi ela enfrentar sua mãe.
Então sua mãe ameaçou dizer algo mas fui eu que falei:
–Por favor, não diga nada. Será que a senhora não percebe que é o Jack que faz sua filha feliz ? Naquele primeiro dia de viagem em que eu conheci Rose ela tinha um semblante triste, cheio de dor, mas olhe agora, eu nunca vi um sorriso mais sincero do que esse. Se você ama sua filha vai aceitar, vai querer vê-la feliz. Não importa o status do Jack, ele pode não ter tanto dinheiro como vocês tem, mas ele tem algo que nunca poderia pertencer a outra pessoa, ele tem o coração da Rose. Eu cresci a minha vida toda acreditando que o amor era uma fraqueza, mas quando eu subi no Titanic, quando eu conheci esse casal, quando eu me apaixonei de novo, eu percebi que não, que ele não é e nunca foi uma fraqueza. O amor é o que nos mantém vivos, então ame a sua filha independente das suas escolhas, porque só assim ela te amará. -terminei de dizer, me levantei e sai depressa de lá, pois as lágrimas já ameaçavam sair. A mesa ficou em silêncio e a mãe de Rose quieta como nunca, apenas me olhando sair.
Entrei no meu quarto correndo, deixando a porta aberta, mas não importava. Então me sentei perto da minha mesa, enfrente ao espelho. Desabei em chorar, assim que me senti mais calma, fitei o meu reflexo. Emma não iria querer me ver assim. Então peguei minha escova e comecei a pentear meus cabelos, logo abaixei a cabeça de novo, eu não conseguiria ser feliz de novo.
–Você ta linda assim. -escutei uma voz familiar atrás de mim. Rapidamente levantei a cabeça na esperança de que fosse quem eu achava que era. Olhei no reflexo do espelho e lá estava ela. Loira, com os olhos verdes mais lindos que eu já vi.
–Emma ...-minha voz saiu como um sussurro e eu sorri com as lágrimas já escorrendo de novo pelo meu rosto.
–Mas você vai ficar ainda mais linda com isso. -ela sorria, seus olhos brilhavam por causa das lágrimas que ameaçavam sair e então ergueu o Coração do Oceano.
Eu levantei e corri até ela me jogando em seus braços, ela me apertou forte e então nós duas choramos. Como era bom sentir o calor dos seus braços de novo. Então me soltei do abraço, a olhei séria e comecei a lhe dar tapas.
–Por que você soltou a minha mão ? Por que ? -eu gritava enquanto as lágrimas escorriam.
Ela me olhou e soltou um enorme sorriso, então eu parei e fiz o mesmo. Ela me abraçou forte de novo.
–Eu pensei que eu tivesse te perdido pra sempre. Doeu tanto Emma, eu achei que não fosse aguentar. -eu chorava descontroladamente.
–Calma, já passou. Eu estou aqui e vai ficar tudo bem. Eu nunca mais vou sair do seu lado, eu prometo. -ela me puxou, segurou meu rosto entre suas mãos. -Eu prometo meu amor ! -ela repetiu e então me beijou.
Notas finais
Eu não iria matar a Emma, é claro que não, nem ela e nem o Jack, já sofri com ele morrendo no filme kkkkk aqui ele vai viver. Os dois vão. Eu só queria assustar vocês. Vou enrolar bastante agora, para ela não acabar tão cedo e eu prometo cenas românticas. Querem ver a chegada delas a Storybrooke de novo ? E aah, o que acharam desse desabafo da Regina no pedido do Jack ? Até eu desabafei junto. No próximo capítulo explico como a Emma se salvou. kkkkk Deixem reviews !! ♥
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