Você Pode Ouvir Meu Coração?
59 capítulo 59
Estamos no carro de volta pro meu apartamento.
Esta é uma época em que chove muito em Londres, e hoje, bem, não está diferente.
O transito fica cada vez mais lento até que em um determinado ponto, ficamos uns minutos parados.
Eu olho pra Emilly, ela me olha de volta, o fato de estarmos em um congestionamento não me deixa irritado, porque só a simples presença dela depois desses dias em que estive longe, me faz sentir bem.
Eu só queria conseguir não descer meus olhos do seu rosto pro seu corpo, seu vestido e imaginar o que ela me disse na festa.
Eu engulo em seco e volto a olhar pro seu rosto novamente, porque ela está rindo, pois sabe o que se passa em minha mente.
Eu fico meio sem graça, ela me deixa assim.
...
Sinto que isso aqui vai demorar um pouco, então retiro meu smoking, ficando apenas com a camisa branca de linho.
Eu tento não olhar para ela. Ela sabe porque eu tô fazendo isso, porque ouço ela rir.
Eu fecho meu olhos, enquanto seguro o volante com a s mãos e brinco de tamborilar os dedos ali.
Mas isso não está adiantando muito. Eu queria muito estar no meu apartamento com ela agora e pensar nisso só me faz sentir que temos que sair desse transito logo senão...
Eu respiro fundo.
Isso é meio que um jogo particular nosso, do qual nós nem ditamos as regras. Eu não vou ceder e ficar olhando pra ela, porque ela sabe que foi muita covardia comigo, me dizer aquilo na festa.
Eu tenho que focar meus pensamentos em alguma outra coisa, então abaixo o vidro da janela, enquanto tiro fora minha gravata. Vejo um cara em um caminhão e grito pra ele:
—_Sabe o que está acontecendo?
Ele me olha e diz:
—_Houve um acidente ali na frente, isso aqui vai demorar um pouco!
Eu agradeço pela informação e volto a abaixar o vidro, porque está chovendo cada vez mais forte.
Eu olho pra Emilly e digo:
—_Acho que vamos ter que ficar um tempinho aqui.
Ela parece desapontada também,depois diz:
—_Tudo bem.
...
Eu olho mais uma vez pra ela apenas segundos depois de já ter feito isso.
Ela está olhando pra frente.
Não dá pra ver muita coisa lá fora pelos vidros do carro, porque a chuva está aumentando cada vez mais.
As poucas luzes que conseguimos ver, são dos relâmpagos ao longe.
....
Eu olho pra Emilly, ela olha pra mim e lá estão aqueles pensamentos de novo. De alguma forma eu sei que ela também queria estar em outro lugar, fazendo a mesma coisa que eu to querendo fazer com ela agora.
Eu gosto de perceber isso.
Ela olha pra frente e eu desço meus olhos do seu rosto até a parte onde termina o seu vestido, logo acima dos joelhos.
Volto a olhar pra frente, assim que ouço ela sorrindo mais uma vez. Ela se solta do cinto de segurança e vem até perto de mim, segura meu rosto me fazendo olhar pra ela, me dá um beijo rápido e diz:
—_Desculpa! Eu não teria falado aquilo pra você, se eu soubesse que íamos passar a noite aqui!
Eu digo:
—_Tudo bem.
Mas ela não se afasta de mim depois disso, ela ainda está segurando meu rosto e começa a me olhar com aquele olhar que me deixa meio hipnotizado.
E ela está descendo seus olhos dos meus e parando na minha boca.
Ela então se aproxima mais de mim e começa a me beijar outra vez e eu sinto que a necessidade de que ter seu corpo bem perto do meu,não é só uma necessidade minha. Ela também tem e eu adoro isso.
Estamos nos beijando há um tempo e eu quero muito não descer as minhas mãos por seu corpo porque sei que eu não vou conseguir parar se eu começar a fazer isso.
Emilly se aproxima ainda mais e se senta em meu colo ficando de frente pra mim.
Droga!
Isso que ela tá fazendo é meio que uma tortura comigo. Eu juro que não dá pra ignorar o fato de que ela está em meu colo e ela não tá usando nada por baixo desse vestido.
Isso não vai acabar bem...
Ou vai acabar bem demais.
Ainda estamos nos beijando. Ela tira meu cinto de segurança e isso me faz ficar mais a vontade, só não sei se ficar mais a vontade poderá ser um ponto a meu favor, porque agora posso apertá-la ainda mais contra meu corpo e isso não tá ficando fácil pra mim.
Ela percebe isso,mas ela não está se afastando, pelo contrário, ela está me beijando com ainda mais intensidade, enquanto aperta seu corpo contra o meu.
Eu me afasto dela por um segundo, porque estou ofegante e está ficando difícil de respirar.
Eu digo:
—_Se você não ficar quietinha aí...juro que eu não vou conseguir me controlar.
Ela sorri meu sorriso sexy preferido e diz:
—_E quem disse que eu quero que você se controle?
Eu olho pra ela surpreso, mas sorrindo e ela percebe.
Então diz:
—_Eu não sei, mas quando eu estou perto de você, eu me sinto assim... confiante.
Eu respondo:
—_Engraçado! Quando eu tô perto de você, eu me sinto totalmente vulnerável.
Ela sorri, eu fico olhando aquele sorriso e eu não tenho duvida alguma se quero beijá-la agora.
Na verdade, eu preciso disso.
...
Eu digo entre um beijo e outro:
—_Alguém vai acabar chegando aqui.
Ela sorri e diz:
—_Nunca saberemos, se não tentarmos.
Ela está realmente surpreendente hoje, e está me olhando com aquele olhar sexy outra vez.
Ela desce as mãos até o zíper da minha calça e abre, eu fecho meus olhos e respiro fundo, porque quando sinto seu toque, eu fico meio fora de mim.
Eu só quero me aproximar ainda mais dela.
E como eu senti falta de tudo isso.
Eu sei que não estamos fazendo isso da maneira certa, estamos no meio do transito, tem várias pessoas lá fora...
Mas eu só consigo achar isso ainda mais excitante, sabendo que podemos ser flagrados a qualquer momento. Ela também deve pensar assim, porque nunca vi a Emilly tão certa de quer uma coisa, como eu a estou vendo agora.
Eu subo lentamente as minhas mãos por suas pernas até alcançar sua cintura. Bem, ela não tava de brincadeira quando disse que não tava usando nada por debaixo desse vestido.
Eu abro meus olhos e digo:
—_Emilly?...
Tentando encontrar algum vestígio de que ela quer desistir disso e ela diz:
—Harry...
Mas ela está mordendo um sorriso sexy que a faz parecer a pessoa mais confiante na face da terra.
Nos beijamos outra vez e ela se ergue devagar e quando volta, bem, a sensação que eu sinto quando estou literalmente dentro dela, não é possível de ser descrita aqui.
E ela está subindo e descendo lentamente e eu seguro firme sua cintura, temos que ser discretos, para não sermos pegos.
Mas a forma lenta em que estamos trabalhando aqui, não faz desse momento menos, pelo contrário, é só uma forma nova que descobri de chegar as alturas.
A chuva cai lá fora, os vidros ficam embaçados aqui dentro e eu queria que esse momento durasse pra sempre,mas é meio difícil de fazer isso quando ela está gemendo baixinho em meu ouvido, enquanto eu beijo seu pescoço.
...
Ela está mordendo um sorriso e olhando pra mim, ela ainda está com as mãos em meu pescoço e eu estou sorrindo de volta pra ela.
Ela diz de forma aliviada:
—_Não fomos pegos!
Eu digo rindo:
—_Quer dizer que você também estava preocupada com isso?
Ela ri,mas no mesmo instante ouço alguém bater no vidro do carro. Emilly me olha assustada, da mesma forma que estou e volta depressa pro seu lugar, eu tento ajeitar meu cabelo,mas sei que ainda está totalmente bagunçado.
Eu abaixo o vidro e tem um policial lá. Ele se abaixa me olha, olha pra Emilly e eu sinto meu coração parar por um segundo,mas eu mantenho a calma por fora.
Ele então diz:
—_Eu só vim avisar para os carros deste lado fazerem o retorno, porque ainda vai demorar um pouco para resolvermos o problema ali na frente.
Eu digo um:
—_Okay.
E agradeço pela informação. Ele então se abaixa de novo e diz:
—_Você não é daquela banda?...
Ele fica tentando lembrar o nome e eu o ajudo:
—_One Direction?
Ele ri e diz:
—_Isso! Minha filha adora vocês. Você poderia me dar um autógrafo?
Eu digo:
—_Claro!
Ele me dá um papel, eu escrevo uma dedicatória para o nome que ele acabou de dizer e ele vai em direção a outros carros.
Eu olho pra Emilly e ela tá rindo, acabo rindo também.
...
Alguns dias depois.
—_Vocês são mesmo dois malucos!
Louis acaba rindo quando eu conto pra ele o que aconteceu aquela noite, claro que não entro em detalhes...
Por mais que ele tenha implorado pra isso.
Ele terminou com a Roxie a alguns dias atrás, ele diz que está bem,mas as vezes eu acho que ele sente a falta dela.
...
Emilly também está viajando com a assistente dela e o Anthony, juro que eu detestei essa ideia,mas eu tenho que confiar nela.
O problema é que eu não confio...nele.
...
—_Ele não ficou nenhum pouco feliz no dia em que pedi a Emilly em namoro.
Louis olha pra mim e diz:
—_Cara, você também não ficaria se um cara pedisse sua ex namorada em namoro no meio de uma festa sua.
Bem, é um bom argumento,mas eu ainda não gosto daquele Anthony.
...
Estamos de volta a Londres e eu sei que á essas horas a Emilly deve estar na galeria. Eu cheguei de madrugada e por mais que eu quisesse ter ido até a casa dela, bem, dessa vez eu decidi que ia fazer uma surpresa aparecendo no trabalho dela, com flores, mulheres adoram flores. Sei que ela vai gostar.
Eu olho no espelho, eu tô feliz de poder estar com ela de novo, vamos fazer um mês de namoro. Decidimos começar a contar desde a noite em que pedi ela em namoro oficialmente.
Eu pego meu casaco e vou pro meu carro. Paro de frente a uma floricultura e compro umas rosas vermelhas pra ela.
...
Chego de frente a galeria cumprimento a Cristal, a assistente que depois descobri que se chama assim, ela me diz que a Emilly está no escritório dela e que é só andar pelo corredor que eu chego lá.
Eu quero fazer uma surpresa, então eu chego de frente a uma porta que tem o nome da Emilly e abro a porta devagar.
E eu vejo eles dois ali na minha frente.
Mas eles não estão conversando.
Emilly e Anthony, estão se beijando.
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