É incrível como o Louis tem essa vocação de ferrar com a minha vida!

E o engraçado disso tudo é que, é sempre sem querer.

Eu sei que ele não fazia ideia de que a Julliet estava ali e nem que a Emilly estava ouvindo tudo daquela vez,mas o pior disso tudo é que, eu sou o que sempre se ferra depois do que ele diz.

...

Julliet olha para mim, ela não parece feliz ao ouvir isso.

E realmente, não deveria estar.

Eu sei que ando pisando muito na bola com ela.

O clima fica meio pesado depois disso tudo e deveria mesmo ficar.

Julliet dá um riso sem graça para todos ali, me olha por uns segundos e depois volta para trás.

Louis me olha com uma cara onde há "sinto muito" escrito e eu coloco uma mão em seu ombro e digo:

__Eu vou falar com ela.

Ele assente e eu saio atrás da Julliet. Ela já está na sala e eu corro até ela e seguro seu braço fazendo ela se virar pra mim.

Ela tem lágrimas nos olhos, mas muito bem disfarçadas assim que ela olha pra mim.

Eu me sinto mal instantaneamente.

Eu preciso concertar isso.

Mas o ruim é que eu sei que sempre que tento concertar alguma coisa, sempre acabo estragando tudo ainda mais.

Eu peço:

__Por favor, vamos conversar?

Ela me diz:

__Conversar sobre o quê, Harry? Você foi de novo atrás dela, você sempre vai atrás dela...

Ela deixa lágrimas caírem pelo seu rosto. Eu fecho meus olhos por um tempo, eu passo as mãos pelo cabelo.

Que droga! Por quê todo mundo tem que sofrer nessa história?

Eu juro que eu não queria que a Julliet sofresse, eu nunca quis, ela é que menos merece isso! Eu queria muito falar com ela tudo o que planejei hoje de manhã no caminho até aqui,mas eu sinto que se fizer isso agora, eu só vou magoá-la ainda mais.

Então eu digo:

__Não foi nada do jeito que você ouviu o Louis falando, eu só fui ajudar ela ontem e acabei dormindo lá sem querer, porque tava muito cansado, não aconteceu nada entre a gente lá!

Ela olha para minha mão que ainda está em seu braço. Eu sei que ela já suportou muitos deslizes meus,mas eu peço aos céus que ela me desculpe mais uma vez.

Mas ela me olha nos olhos e diz:

__Eu quero ir pra casa agora, Harry!

Então ela se desfaz do meu toque e se afasta. Eu fico olhando ela saindo em direção a porta.

Eu sei que não posso insistir em falar com ela agora, porque ela não me ouviria.

Eu não acredito que estraguei tudo mais uma vez.

Mas dessa vez é pior, nenhuma das duas quer estar comigo.

Eu sabia que isso ainda ia acontecer,eu sabia que ia me sentir da forma como estou agora,mas parece que nunca estamos preparados para sentir isso.

...

Eu subo para o meu quarto e me sento em minha cama. Que droga! Por que tudo sempre tem que fugir de controle assim comigo? Isso só pode ser praga da Candice!

Tá, então agora eu estou sozinho? Achei que hoje eu fosse me sentir bem ao repetir essas palavras mentalmente para mim,mas eu não estou.

Realmente não estou.

Eu queria resolver tudo com a Juliet,mas não dessa forma.

E o pior é que não consigo parar de me lembrar da primeira coisa que vi ao abrir os olhos hoje de manhã: "O rosto Dela!"

E não consigo parar de repetir para mim mesmo, que dormi ao lado dela, que acordei ao lado dela e aquele cheiro do seu cabelo em meu rosto assim que acordei hoje cedo, não quer me deixar raciocinar direito.

Eu me deito em minha cama e digo pra mim mesmo:

___Eu tô tão ferrado!

Eu ainda estou com muito sono, meu corpo está muito cansado e essa manhã turbulenta não ajudou nem um pouco.

Eu olho para o teto por um tempo. Meus olhos estão pesados...

...

__Harry!

Eu acordo e olho para a porta. Ouço novamente a voz do Liam.

__Harry, você está bem?

Eu digo:

__A porta está aberta!

Eu me levanto e sento na cama, me sentindo ainda meio tonto.

Ele entra enquanto diz:

__Cara, já é uma hora da tarde! Achei que você tivesse desmaiado aqui dentro!

Eu digo:

__Deixa de ser dramático! Você dorme muito mais que isso, sempre!

Ele se aproxima e se senta em uma poltrona, ali perto da cama.

__É verdade!

Ele diz com um riso no rosto,mas de repente ele fica sério outra vez e diz:

__Mas e aí, como andam as coisas?

Eu e Liam ficamos um pouco mais afastados depois de tudo que aconteceu. Nossa amizade não ficou abalada,mas eu não me sinto à vontade para falar sobre a Emilly com ele, por isso eu me aproximei mais do Louis de uns tempos para cá, é mais fácil falar com ele sobre isso.

Eu respondo:

__É, não tá muito bem!

Ele assente. Eu olho no celular que não para de anunciar novas mensagens. Mas nenhuma é da Julliet ou da Emilly. Eu respiro fundo e pergunto ao Liam:

__Onde está o Louis?

Ele me diz:

__Ele veio aqui mais cedo, te chamou,mas você não ouviu, ele queria se desculpar.

__Ele não teve culpa! Queria falar com ele.

__Ele me disse que ia resolver isso tudo!

Eu me levanto assustado.

__Resolver o quê?

__Não sei, só me falou que tinha que concertar isso!

Eu pego meu celular e ligo para o Louis, diversas vezes e cai na caixa postal.

...

Eu tomei um banho rápido e agora estou indo em direção a casa da Julliet, eu preciso muito falar com ela e resolver isso tudo.

Talvez o Louis esteja lá, não vou ligar para ela, porque conversar por telefone nessas situações nunca dá certo.

Eu tento ligar para o Louis mais uma vez e nada, ele não atende.

...

Assim que me aproximo da porta do apartamento da Julliet, eu respiro fundo. Tenho que encontrar um jeito certo para resolver isso tudo, todos esses mal entendidos e toda essa nossa história, sem magoá-la.

Eu bato na porta,mas ela não vem abrir. Depois de mais uma tentativa, eu giro a maçaneta e percebo que a porta está aberta.

Eu entro e descubro que o Louis não está ali, não tem ninguém na sala ou na cozinha da casa dela. Eu entro e fecho a porta atrás de mim, então ouço vozes. Vozes femininas, que vem de dentro do quarto da Julliet.

Eu digo pra mim mesmo:

__Mas, essa voz é da Emilly!