Você De Novo?

25 Demônios


Notas iniciais
Gente, mil desculpas mesmo! Eu ando sem tempo nenhum para entrar no computador, então perdão, mas não posso responder aos reviews agora. Eu tinha esse cap pronto, então vou postar para vocês não ficarem sem por mais tempo! Mandem reviews! Eu talvez não irei responder, mas vou tentar! Me desculpem pela demora!! Aqui vai mais Sid + James! Espero que gostem Boa leitura

Morada no Paraíso – Dia 61

–Sidney, acorde!

Despertei com um pulo com as mãos que me sacudiam. Pisquei algumas vezes até que a minha visão não estivesse mais embaçada até que a face de James surgisse com nitidez e fizesse um sorriso se abrir em meu rosto ao me lembrar de tudo o que havia acontecido no dia anterior. O loiro tinha os olhos levemente arregalados e aquele sorriso no rosto que era tão lindo. Franzi a testa, um pouco confusa por ter sido acordada daquela forma.

–O que?! Quem morreu?

Perguntei com um gemido ainda sentindo o sono tomar conta de mim. James sorria, balançando a cabeça em negação como se desaprovasse a minha preguiça. Me cutucou na costela, fazendo-me sentir cócegas e me contorcer. Olhei feio para o menino.

–Você, pelo jeito. Mas que sono pesado! –Riu. –Eu tentei te acordar de todas as formas! Meu próximo plano era jogar um balde de água em você, junto com o balde, e se não funcionasse ia te anunciar como morta.

James levou uma travesseirada pelo seu comentário, coisa que o fez rir e me puxar para perto, enchendo-me de cócegas. Me debati tentando me soltar enquanto dava risada e batia em seus braços tentando o impedir. O loiro teve piedade de mim quando me encolhi em posição fetal por pura defesa. Recebi um beijinho no pescoço que me arrepiou, seguido de um tapa na bunda que me surpreendeu.

–Mas o que...?

–Se levante, preguiçosa. –Riu o menino se colocando de pé. –Hoje teremos um dia cheio.

–Pensei que estivéssemos em um feriado. Temos horários também?

Sorri. James assentiu.

–Dez minutos para se trocar ou saio sem você. –Piscou. –Estou na cozinha.

–Sim, senhor. –Fiz gesto de soldado, me sentando na cama e olhando para o relógio no criado mudo. Meus olhos se arregalaram. –Seis e meia?! Você me acordou as seis e meia da manhã?!

–Já vi que você é do tipo que fica mal humorada se não dorme. –Brincou, revirando os olhos. –Dez minutos, Texas. Não reclame.

Soltei um grunhido enquanto me colocava de pé e via James fechar a porta ao se retirar. Arregalei os olhos quando finalmente parei para observar o quarto em que eu me encontrava. Wow. Ele parecia ter vindo típico de um hotel. Uma das paredes era pintado de cor laranja e a cama de casal era gigante, ao lado de uma enorme janela de vidro que corria parra uma varanda de madeira, e a estrutura do quarto era basicamente decorado com o tipo de madeira mais belo que já havia visto. Na frente da cama havia uma enorme televisão e abaixo dela um armário pequeno de gavetas. Ao lado havia um espelho e perto da cama eram encontrados dois criados mudos muito fofos. Meus olhos brilharam quando vi a rede na varanda. O banheiro ficava em uma portinha do lado do quarto e era igualmente lindo, enorme com uma gigante banheira e um boxe de vidro que deixava pouco a esconder. Haviam duas pias e um espelho gigante que as tomava. O lugar era um orgasmo arquitetônico! Eu não acreditava que estava mau o suficiente na noite passada para não ter reparado onde eu estava.

Meus olhos pararam confusos ao perceber que a minha bolsa estava pousada sobre o pequeno armário. James havia a pegado para mim? Ele pensava que eu ficaria lá com ele todas as noites? Eu tenho que admitir que havia dormido perfeitamente bem noite passada, mas dividir um quarto com meu “namorado” poderia pegar um pouco mau para os meus amigos, e eu não queria causar impressões ruins. Mesmo que fossem Felly e Chris, quem já sabiam sobre meu caso de incesto com o meu irmão mais velho.

Tirei da minha bolsa meu par de shorts amarelo que eu adorava e coloquei uma batinha branca por cima junto dos meus chinelos de dedos. Escovei os dentes, penteei os cabelos e fiz um rabo de cavalo, ainda sentindo-os descer por minhas costas. Passei um pouco de protetor solar já que o sol queimava forte lá fora e desci as escadas, batendo o meu recorde de me trocar em menos de cinco minutos. Ninguém parecia estar acordado na casa e o único barulho que poderia ser ouvido era de James na cozinha. Ergui uma sobrancelha quando o encontrei tirando dos pães com queijo da sanduicheira. O loiro me olhou com um sorriso, assim que percebeu minha presença.

–Agora sim! Olha quem resolveu acordar.

–Blá-blá-blá. –Revirei os olhos com um sorriso. –O que está fazendo?

Perguntei me aproximando, ele sorriu.

–Café da manhã.

Não pude deixar o sorriso não surgir em meu rosto. Assenti para ele, em uma expressão exagerada de impressionada.

–Opa! Esse homem até cozinha. Assim eu apaixono.

Brinquei. James fez uma careta, colocando um dos sanduíches no prato. Ergueu para mim.

–Não faça isso, ou eu teria que quebrar o seu coração.

–Desafio aceito. –Brinquei, fazendo-o soltar uma risadinha. Peguei o prato que ele me entregava. –Obrigada.

–De nada.

Respondeu, dando-me um beijinho nos lábios e caminhando até a mesa da cozinha, se sentando para comer o seu lanche. Fiz o mesmo e mais uma vez estava incrível. Eu sabia que era só pão com queijo, mas uma coisa que eu adorava fazer era comer. O loiro me abriu um sorriso ao ver que eu devorava a comida. Ele não fazia muito diferente.

–Então, me diga a sua experiência para andar a cavalo.

Falou o garoto, fazendo-me erguer uma sobrancelha. Sorri orgulhosa.

–Eu vim do Texas, obviamente já cavalguei. –Dei uma risadinha. –Eu costumava fazer isso muito com a minha mãe quando eu era mais nova... Antes de tudo.

–Sinto muito... –O loiro soltou um suspirinho. –Foi por isso que você estava acordada aquela noite em que eu te encontrei no banheiro, não é? Felly comentou, espero que esteja tudo bem...

–Está sim. –Dei de ombros dando uma última mordida no que sobrou do pão. –Eu meio que já superei... E estava delicioso.

–Eu tenho dons culinários. –Brincou o garoto, orgulhoso, se colocando de pé. Abriu um sorriso. –Bom, espero que não esteja enferrujada, porque vamos cavalgar.

–Sério? –Não pude esconder o sorriso enorme que se abriu em meu rosto. –Que legal! Devo acordar Felly e Chris?

–Huh... –James coçou a nuca parecendo um pouco sem graça. Franzi a testa. –Eu estava querendo fazer algo só eu e você hoje... Se estiver tudo bem.

–Ah... –Respondi um tanto surpresa. Um dia só nós dois? Senti um certo nervosismo tomar conta de mim. –Tudo bem.

James abriu um sorriso descontraído e piscou, quebrando o pequeno gelo que havia se formado por eu ter ficado sem graça. Eu tinha medo de passar o dia com James, ainda mais porque me sentia culpada pelo nosso relacionamento que não era real... Pelo menos não para mim. Engoli em seco, sorrindo de volta.

–Só não saia disparada com o cavalo e se perca.

Brincou. Dei risada assentindo.

–Não prometo nada.

James e eu por fim fomos até a garagem, onde ele pegou o quadricículo e mais uma vez o ligou, levando-me na garupa. Pegamos a estrada de terra em direção a outra parte do sítio e dessa vez passamos pela represa, mas viramos para o lado contrário, em direção aos casarões. James passou pelas casas e os pés de fruta em que havíamos brincado noite passada e pude ver tudo bem de perto. Os viveiros, os animais, algumas casinhas na árvore. Aquele lugar era o paraíso para uma criança.

O veículo parou na frente de uma pequena casa que reconheci como estábulos, mas nem precisamos entrar. Do lado de fora haviam dois cavalos já amarrados e com celas, prontos para partir. Eu poderia apostar que a Sra. Rosalia havia os preparado para gente. Sra. Rosalia era uma doce senhora dos seus setenta anos que ficava na fazenda tomando conta. Ela era um doce de pessoa que eu havia tido a honra de conhecer no dia anterior. Toda simples e carinhosa. Uma mulher que seria perfeita para uma avó querida.

Os cavalos amarrados ali eram enormes, um branco e um preto. Meus olhos brilharam ao encontrarem o cavalo de cor branco e imediatamente me lembrei do Trovão, o alazão que eu costumava ter quando mais nova. Ele havia quebrado as duas patas traseiras e tivemos que mandar sacrifica-lo. Aquele havia sido um dia muito triste na minha vida. Com um sorriso, acariciei a cabeça do animal, tocando delicadamente sua crina. Ele era lindo. O cavalo bufou em resposta.

–Acho que roubou o amor do cavalo da Felly. –Brincou James, fazendo o mesmo com o cavalo de pelos negros, pouco antes de montar. Olhou para mim. –Quer ajuda para subir?

Perguntou, mas antes que pudesse terminar, eu já estava em cima do cavalo. Um sorriso de aprovação surgiu em seu rosto enquanto eu pegava as rédeas delicadamente e via o animal dar alguns passos para trás. Olhei para o loiro com o sorriso, ainda acariciando a crina do cavalo.

–Onde vamos?

–Fazer uma trilha. –Me contou. –Me siga.

Pediu, saindo com o seu cavalo na direção contrária em que havíamos vindo. Segui James, cruzando a outra parte do sítio e juntos passamos pela pequena ponte de terra da represa, subindo o morro até um canto florestado do lugar. James entrou pela mata com o seu cavalo e seguindo os seus passos, fiz o mesmo, para então encontrar uma trilha larga. Sorri, sentindo o coração bater forte ao me lembrar dos passeios que eu costumava fazer na minha casa lá no Texas.

James atrasou um pouco os passos para que conseguíssemos cavalgar lado a lado, e acho que até se surpreendeu com o sorriso que eu tinha em minha face ao olhar para ele. Eu estava tão feliz... Eu não acreditava que estava realmente cavalgando, que estava realmente em um sítio com os meus amigos e que estava curtindo tanto. Estava sendo tudo perfeito!

–Me surpreende que não tenha caído do cavalo ainda.

Provocou, fazendo-me revirar os olhos. Dei risada.

–Acho que Chris tinha razão no fim das contas. Você é chato.

–Eu sou um amor de pessoa! –Protestou ele com um sorriso bobo. –Eu sou tão legal que estou namorando uma menina do Texas! Não é para todos fazer uma caridade dessas.

Mostrei a língua para ele, fazendo-o rir e o acompanhei na piada. Eu amava o senso de humor de James. Às vezes podia ser um pouco inadequado, mas eu achava demais.

–Eu sou muito mais legal que você. –Garanti. –Eu namoro um menino retardado. Tem que ver o brilho nos olhos dele quando eu apareço.

–Ah é? –Abriu um sorriso, em tom desafiador. –Eu ouvi dizer que seu namorado é um gato.

–Ele é ok.

–Ok? –Estreitou os olhos. –Agora pegou pesado, Texas. Sorte sua que estou em um cavalo nesse momento.

Dei risada, agradecendo por aquilo. Eu realmente não estava pronta para mais um ataque de cócegas. Mostrei a língua novamente.

–Bem feito. –Pisquei. –Ei James... –Chamei, ganhando a atenção do menino. –Quer ver uma coisa muito legal?

–Sempre.

Respondeu um com sorrisinho. Sorri em troca.

–Coma poeira.

Falei, batendo de leve com o pé na barriga do meu cavalo e fazendo com que ele começasse a correr. Dei risada ao ver o garoto ficar para trás e quando pude perceber, James corria atrás de mim. Os trotes se tornaram mais e mais rápidos e quando pude perceber, já estávamos disparando em corrida naquele campo maravilhoso. Eu conseguia sentir os pés do cavalo deixando o chão conforme ele pulava e a velocidade dava a sensação de que meus cabelos estavam sendo arrancados do couro cabeludo. Eu dava risada e arregalei os olhos ao reparar que James estava me alcançando e em questão de segundos, estávamos lado a lado. O cavalo de pelos negros era obviamente mais rápido que o meu, porque logo ele estava na minha frente e isso fez com que eu mandasse beijinhos para o meu cavalo, fazendo-o correr mais. Eu nem precisei de tempo para perceber que James e eu fazíamos corrida de cavalo e aquela foi de longe uma das coisas mais divertidas que já havia feito. Meu coração batia forte e eu sentia a adrenalina em meu sangue. Eu nunca queria que parasse.

James e eu seguimos naquele ritmo por mais um tempo, porém mais ou menos meia hora depois de caminhada, finalmente chegamos em uma pequena clareira perto de uma montanha, em que o loiro pediu para que eu parasse e achando uma sombra para os cavalos, ele desceu, levando-me a fazer o mesmo. James tirou da cela do seu cavalo, um balde que estava amarrado e por um momento eu não entendi nada. Ele me abriu um sorriso e fez um gesto com a cabeça para que eu o seguisse. Nós estávamos no meio do nada. Se o loiro quisesse me estuprar, aquele seria o local perfeito.

Caminhamos alguns passos entre as árvores e logo pude ouvir o som de água corrente. James se ajoelhou perto de um rio que passava em nossa frente e mergulhou o balde o enchendo de água fresca. Me deu uma piscadinha, falando em seguida.

–Me de um minuto. Vou levar isso para os cavalos.

Falou enquanto corria rapidamente para onde estávamos incialmente. Deveria ser em volta de oito e pouco e o céu estava bem azul com o sol que brilhava alto. As árvores a minha volta eram de um verde vivo e o córrego era volumoso com água que corria com velocidade. Sobre o rio, havia um tronco caído que era largo o suficiente para ser caminhado sobre, mas não para que passasse um animal de quatro patas grande como um cavalo. James voltou para o meu lado e abrindo um sorriso para ele, recebi um beijo que tirou o meu fôlego. O loiro estava vestido em uma camisa fina e fresca que deixava expostos os seus músculos. Engoli em seco enquanto o via me chamar.

–O que você está fazendo?

Perguntei ao ver o menino subir no pedaço de tronco. James ergueu uma sobrancelha.

–O que? Uma ponte perfeita para nós aqui. –Sorriu, erguendo-me a mão oferecendo ajuda. Aceitei mais por educação e subi no tronco caído junto dele, caminhando cuidadosamente para o outro lado. Para uma pessoa desastrada, fazer aquilo era estupidamente perigoso, mas eu gostava do sentimento. –Pise onde eu piso, Texas. Não quero você machucada de novo.

Falou, fazendo-me assentir. Eu já havia sofrido danos o suficiente naquela viagem. James e eu caminhamos pelo chão de grama e pulamos algumas pedras por outro pequeno rio que cruzava o nosso caminho. As árvores eram altas e eu conseguia ouvir os animais na natureza, mas conforme fomos andando, não foi isso que chamou a minha atenção. Eu conseguia ouvir, não muito longe, um barulho alto de água correndo... Mas não qualquer tipo de água. Eu conseguia ouvir o barulho de uma cachoeira. James subiu algumas pedras escorregadias e quase tropeçou em uma delas, fazendo com que eu o segurasse antes que pudesse cair. O garoto me olhou em agradecimento e pediu para que eu não pisasse ali. Me deu a mão, evitando que eu quase caísse como ele.

Mais um pouco de escalada, e então a pintura em vida real se abriu diante dos meus olhos. Meu coração falhou uma batida quando a enorme cachoeira apareceu para mim. James e eu estávamos em cima de uma pedra na beira de um grande lago que a água formava por conta da não muito alta, mas larga e cheia de volume, cachoeira que despencava maravilhosa. James tinha um sorriso no rosto e a observava com orgulho, como se fosse um bem seu, coisa que eu sabia que não era. O loiro soltou um suspiro.

–E continua igualzinha.

–Você costumava vir aqui?

Perguntei com uma pontada de inveja. O menino assentiu.

–O tempo todo quando eu era criança. Vê aquela corda? –Perguntou, apontando para uma pedra bem mais alta, onde poderia ser encontrada uma corda pendurada em um dos galhos de uma árvore. –Fui eu que fiz quando criança.

–Aquilo é seguro?

Perguntei com um tom bom humorado. James me olhou como se tivesse acabado de propor um desafio.

–Setenta por cento de certeza.

–Ah é?

Ergui uma sobrancelha, dando risada.

–Sim. Cem por cento das vezes, pessoas sobrevivem setenta por cento das vezes.

Dei risada com o que ouvi e assenti. James correu em direção a pedra do dobro da nossa altura, começando sua escalada. Não perdi tempo. Corri atrás do garoto e largando meus chinelos para trás, comecei a escalar a pedra até que finalmente chegasse no topo. Senti o sorriso no meu rosto se tornar maior do que deveria quando vi a vista dali. Era maravilhoso. James puxou a corda algumas vezes, tentando ver se era seguro e então ergueu para mim. Me abriu um sorriso.

–Primeiro as damas.

–Muito obrigada, senhor.

Agradeci em tom bem humorado, agarrando a corda para só então me lembrar que estava de roupas. Assim que me preparei para soltar, para conseguir tirar a blusa e os shorts para ficar de biquíni, senti as duas mãos do loiro tocarem a minha cintura, e com um grande impulso, jogar-me para fora da pedra, agarrada na corda que me levou até o meio do lago. Com um grito, soltei, deixando que a queda me levasse até a água fria que arrepiou o meu corpo. Voltei para a superfície, soltando uma gargalhada.

–Seu filho da puta!

James agarrou a corda e assim como eu havia feito, soltou, caindo não muito longe de mim e riu ao voltar para a superfície. Eu não sei porque, mas no calor do momento, agarrei James com força e com toda a minha vontade, dei um beijo cheio de paixão e emoção, que foi o vencedor de qualquer outro que havíamos partilhado. A cachoeira corria ao nosso lado e as mãos do garoto me seguravam firme para que não afundássemos. Assim que nossos lábios se separaram, o garoto me olhou surpreso.

–Wow.

Foi tudo o que saiu dos seus lábios antes que eu voltasse a toma-los e o beijar novamente. Dessa vez o loiro reagiu. Uma das suas mãos grudou em minha nuca e a outra me apertou contra seu corpo, fazendo com que eu não sentisse frio. Saboreei o doce beijo do loiro e aos poucos, senti meu coração acelerar. James abriu um sorriso e agarrando-me forte, me deu uma piscadela.

–Prenda a respiração.

Mandou, e sem pensar duas vezes, obedeci, vendo então nossos corpos afundarem e com um sorriso no rosto, levei um beijo submerso, que havia sido o primeiro e mais perfeito que já havia tido. James soltou meu corpo e então nadou pelo lago, fazendo-me sorrir. Nadei em sua direção, o seguindo enquanto brincávamos debaixo da água. Me sentei em uma das pedras sob a cachoeira, e soltei um gritinho com uma gargalhada quando o loiro puxou meu pé, jogando-me na água novamente. Enrosquei minhas pernas em sua cintura e deixei que ele me beijasse, contra aquela pedra e a pressão da água forte que caía da cachoeira. Eu conseguia sentir o coração do garoto bater forte dentro do seu peito e isso fez com que as minhas batidas também se acelerassem. Dessa vez quando terminamos de nos beijar, um longo suspiro deixou os meus lábios.

James me abriu um sorriso e dessa vez ele tirou o meu fôlego. Seus cabelos loiros estavam molhados e grudados na testa, os olhos azuis me fitavam calmamente e ele simplesmente parecia se destacar debaixo do sol e dentro daquele lago azul. Sua expressão era carinhosa e por um momento chato eu senti meu coração acelerar. Imediatamente senti um pânico me tomar. Será... Será que eu estava realmente a beira de desenvolver sentimentos por James? Será que ele havia conseguido me cativar em tanto tempo de “Namoro”? Por um momento, pensar em nosso namoro com aspas entre as palavras doeu. Será que eu estava realmente gostando do loiro? Eu não acreditava. Não poderia deixar outro galinha entrar na minha vida.

Por outro lado eu não conseguia olhar para aquele rosto e ver um traidor. Eu via um amigo, eu via um rapaz muito atraente e muito divertido. Um rapaz simpático e de bom coração. Um rapaz que gostava de mim. Engoli em seco ao ver as imagens de Nicholas tremeluzindo em minha mente. Meu coração doeu. Eu amava Nicholas e isso eu nunca poderia negar... Mas e se aquele fosse realmente o caminho para me libertar? E se eu pudesse achar em James as coisas que me fazem feliz? Prendi a respiração. Eu podia ser feliz. Existiam esperanças.

O dia passou mais rápido do que eu queria. Quando montamos os cavalos, era quase noite ao chegarmos no sítio. Mais uma vez pegamos o quadricículo que estava estacionado e subimos a estrada de terra em direção a outra parte onde estávamos nos acomodando. Assim que saímos da garagem, eu consegui ouvir barulhos altos de risadas e de televisão. Felly e Chris deveriam estar assistindo um filme ou alguma coisa do tipo. Meus olhos caíram em James que me abriu um sorriso mais uma vez, e antes que eu pudesse me deter, abracei-o depositando um beijo em seus lábios. O garoto apertou-me um tanto surpreso e afogou-me no doce sabor da sua língua. Piscou algumas vezes, parecendo atordoado.

–Obrigada pelo dia. –Falei. –Foi perfeito.

–Nem se preocupe em agradecer. –Sorriu, sincero. –Eu me diverti muito também.

Mais uma vez beijei James e mais uma vez minha cintura foi agarrada com força. Deixei uma das minhas mãos escorregarem a sua nuca e com as pontas dos dedos, senti a maciez dos seus cabelos que eram como eu sempre imaginei que seriam. Mais uma vez seus lábios me tomaram e a sensação foi paraíso. James pressionou-me mais contra o seu corpo, agora abraçando forte e consegui sentir sua respiração se tornar um pouco mais afobada, assim como a minha. A mão do garoto escorregou por minhas costas, prendendo-me mais firme ainda. Soltei um suspiro contra seus lábios. James não se moveu.

–Ei Texas. Se lembra quando eu disse que não queria nada muito cedo contigo porque amava o respeito que tinha por si mesma? -Falou com o som abafado por meus lábios que ele ainda mantinha pressionado aos seus. Assenti. –Eu acho que não é mais tão cedo.

Completou, mais uma vez tomando-me nos braços e no delicioso beijo que nos envolveu. James e eu corremos com risadinhas e passos rápidos em direção ao andar de cima, rezando para não sermos reparados por Christian ou Felly. A porta se fechou atrás do garoto e puxando-me para perto, ele espremeu-me contra si, fazendo-me sentir o frio das suas roupas que continuavam úmidas assim como as minhas. James arrastou as mãos por minha cintura, até que seus dedos tocassem minha pele e a sensação foi eletrizante. Senti pequenos arrepios quando os beijos se tornaram mais calmos e apaixonados, como eu não esperava. O garoto desgrudou os lábios dos meus quando lentamente escorregou minha blusa para fora do meu corpo, que caiu pesada contra o chão por ainda estar molhada.

Usei do momento para escorregar as mãos pelas costas do garoto, mas dessa vez, eu não me senti apressada e afobada como quando estava com Nicholas, mas sim quis usar o momento de cada curto segundo, para sentir cada um dos seus músculos definidos. O hálito fresco, o cheiro envolvente. Meu coração batia lento, mas em um ritmo delicioso. James se afastou de mim dando espaço para que eu, assim como eu, tirasse a camisa do seu corpo e expondo mais uma vez aquela escultura. Os olhos do garoto fitavam fundos os meus e o momento entre nós era intenso. Meu coração batia tão forte que eu tive medo de ele escutar.

James segurou-me pela cintura e lentamente se sentou na cama, puxando-me para seu colo. Com os dedos rápidos, desamarrou a parte de cima do biquíni que eu usava expondo meus seios, e com um sorriso os observou lentamente, mas não me incomodou. James não me olhava como se eu fosse um pedaço de carne suculento. Ele me olhava com admiração, com paixão, e essa forma só fez com que eu me sentisse ainda melhor quanto a mim mesma, e a confiança foi crucial para as coisas seguirem no ritmo em que seguiram. Puxando-me para perto o garoto abocanhou meus seios, fazendo-me soltar um longo suspiro e fechar os olhos para sentir suas carícias ao máximo. Enrosquei meus dedos em seus cabelos loiros enquanto ele tratava de lamber e morder de leve a área. Soltei um curto gemido com o ato.

Os beijos mais uma vez foram direcionados aos meus lábios e outro suspiro escapou dali. Fui deitada contra o colchão e logo pude sentir o contraste da maciez da cama com o corpo rígido do loiro que acariciava o meu corpo todo. Pousando as mãos em meus shorts, os beijos de James desceram dos meus lábios ao meu pescoço, e aos meus ombros, indo em direção aos meus seios, mas passando tranquilamente até minha barriga. Observei a cena com desejo enquanto o garoto abaixava cada vez mais os beijos e parava no cós dos meus shorts, o abaixando, tratando de beijar cada pedaço de pele que era exposto por ele.

O resto do meu biquíni foi para o chão junto com todas as minhas roupas. James pegou cada uma das minhas pernas e apoiou-as em seus ombros enquanto dava pequenos beijos em meu sexo e coxas, provocando-me. Diferente de como Nicholas havia feito, James olhou entre minhas pernas e certeiramente, encostou a língua em meu ponto de prazer, fazendo-me enlouquecer quase instantaneamente. Agarrei os cabelos loiros e não imaginei como uma situação como aquela poderia estar acontecendo e ser tão maravilhosa. James fazia movimentos circulares com a língua e cada vez que aumentava a velocidade eu sentia vontade de gritar. Por fim, senti meu corpo tremer e meus músculos relaxarem ao ápice do prazer. Olhei incrédula para o loiro que me olhava cheio de desejo, me perguntando quantas vezes ele já havia feito aquilo para saber exatamente onde acertar... Mas resolvi abafar a questão.

–Você é linda.

Ele sussurrou em meu ouvido, fazendo meu corpo se arrepiar. Apoiando as mãos em seu peitoral, empurrei James de cima de mim, fazendo-o deitar na cama e me sentei em seu colo, beijando seus lábios. O garoto me olhou em expectativa quando desabotoei sua bermuda e a abaixei, exibindo o seu membro que já estava pronto para mim. Abaixei-me em direção a ele e sem pensar duas vezes, o coloquei na boca, movimentando meus lábios para baixo e para cima. Senti os músculos de James se contraírem um pouco conforme eu me movimentava e tentei manter ao máximo o contato visual, só para ter o prazer de ver sua face enquanto eu fazia. O loiro engoliu em seco e mordeu o lábio de forma submissa. Suas mãos agarraram meus cabelos de vagar até que ele ajudasse minha cabeça com os movimentos.

Quando James finalmente pareceu se alterar, me surpreendi ao ser puxada antes que terminasse. James me beijou intensamente e soltou um suspiro contra meu pescoço. Arrepiei-me ao sentir o hálito quente tão perto de mim. Meu coração batia muito forte.

–Meu Deus, Texas... –Ele sussurrou, fazendo com que eu me arrepiasse de novo. –Mas eu não quero ir assim..,

Ele falou e eu entendi a mensagem. Agarrando um pacote de camisinha e a colocando, James segurou minha cintura, ainda sentado na cama e lentamente me sentei sobre o seu membro, soltando um longo suspiro. O garoto caiu contra o colchão quando o empurrei e pousando as mãos em seu peitoral como apoio, comecei a mexer minha cintura para cima e para baixo. A expressão na face de James era indescritível. Seu rosto demonstrava puro prazer e seus olhos azuis brilhavam. Ele mordia o lábio de fez em quando e engolia em seco, soltando suspiros. Aumentei a velocidade e logo percebi que ele também investia a cintura contra a minha fortemente. Comecei a rebolar, e segurando o meu quadril, James me olhou de forma deliciosa, fazendo meus gemidos aumentarem o volume.

Fui virada contra o colchão e agora ele estava em cima de mim mais uma vez. Maravilhoso, com aquela expressão linda, com corpo suado e os cabelos mais uma vez, grudados no rosto. Ambos estávamos suando. Aquele era um senhor exercício. James segurou minha cintura e com força começou a investir contra mim. Agarrei firme suas costas e gemi alto, fincando minhas unhas em sua pele quando as coisas ficaram mais intensas. Eu estava prestes a ir e eu sabia que ele também. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, me surpreendi com o ato do garoto de agarrar a minha mão e entrelaçar meus dedos no exato momento em que ambos chegamos ao ápice do prazer. Aquele gesto romântico fez com que meu coração desse piruetas dentro do meu peito e eu olhasse espantada para ele. Era impressão minha ou aquela havia sido a melhor transa que eu já havia tido? Não. Porque aquilo não havia sido uma transa. James e eu havíamos acabado de fazer amor... E agora o termo nunca fez tanto sentido.

O garoto saiu de dentro de mim e caiu ao meu lado, enquanto eu me apoiava em seu peito, respirando alto. Os dedos do loiro acariciaram meus cabelos e mais uma vez o gesto me agradou. Ele era tão lindo, tão gentil... Eu realmente amava tê-lo por perto. James beijou meus lábios de forma apaixonada e juro que consegui sentir seus batimentos cardíacos acelerados. Ele me abriu um sorriso.

–Eu nunca reparei no tanto que você se parece com um anjo.

–Um anjo? –Perguntei com um sorriso e humor na voz. –Como anjos deveriam se parecer?

–Eu não sei. –O loiro deu de ombros. –Mas se eu desse um bom chute, eles pareceriam com você.

Abri um sorriso com o que ouvi e mais uma vez o puxei, beijando-o fortemente. Ele conseguia ser a pessoa mais perfeita do mundo quando queria... Aquilo me chocava.

James se colocou de pé e me ergueu a mão, fazendo-me abrir um sorriso. Juntos, caminhamos até o banheiro onde ele abriu o boxe e ligou a água que já começou a cair quente. Um banho quente era tudo o que eu precisava. Entrei dentro do boxe e logo o garoto entrou comigo, me abrindo um sorriso. Os lábios do loiro tomaram os meus e eu agarrei seus cabelos me deliciando com as sensações de tê-lo por perto e da água quente que levava toda a sujeira dos nossos corpos.

Abri um sorriso para James e imaginei um momento romântico. Imaginei até que ele quisesse mais sexo, mas eu não aguentava. Eu estava exausta e precisava descansar... Mas eu não queria decepcionar, eu não queria... Meus pensamentos foram interrompidos quando James me tirou de fora da água e colocou uma mão de shampoo em meu cabelo, fazendo espuma enquanto cantarolava alguma música de criança. Gargalhei com a cena.

–Meu cabelo cheio de cachinhos na minha cachola toin, toin toin toin toin! Cai água do chuveiro na minha cabeleira, cachoeira!

Balancei a cabeça negativamente completamente entretida com a cena e agarrando o shampoo, fiz o mesmo colocando em sua cabeça enquanto brincava com os cabelos loiros e fazia um grande moicano com ele. Gargalhei em como James havia ficado engraçado daquela forma.

–Você tinha que ver isso!

–Ah, é assim?

Ele perguntou com um sorriso, erguendo uma sobrancelha. James fez mais espuma em meus cabelos e começou a ser criativo nas formas que poderia fazer por eu ter cabelos longos. Dei risada com os esforços e entretenimento do garoto passando shampoo em minha cabeça. Aquilo era adorável.

–O que você fez?

–Você está parecendo um daqueles juízes de cortes antigas que usavam perucas.

Ele riu, fazendo-me gargalhar junto. Eram momentos como aquele que ficavam na mente. Na verdade, todo aquele meu dia havia tido cada pequeno detalhe que eu tinha certeza que carregaria comigo até o dia de morrer. A forma em que eu havia me divertido, a forma em que eu havia até mesmo me apaixonado. A forma em que James me cativou.

Notas finais
E aí? =)