Você

8 Capítulo 8


Notas iniciais
mais uma vez postado sem betagem, desculpem por isso, logo logo receberei o betado, mas eu estava ansiosa para que vocês lessem

Você está se sentindo nervoso e inseguro. Você não havia se dado conta disto até observar a sua mão indo de encontro à do mais velho, mas você está tremendo. Ele nota o seu nervosismo, mas demonstra ter o mínimo de bom-senso e não comenta a respeito. Ele apenas te guia para o quarto dele e te leva até a cama. Você é delicadamente empurrando contra o colchão e nesse momento você só consegue imaginar se era assim que ele tratava as mulheres que levava para aquela mesma cama. Você não queria ser uma das mulheres dele. Você não queria ser um dos corpos que ele comia pelas costas na tentativa de imaginar que estava com Aoba. Você disse da primeira vez que transaram que estava tudo bem se ele te chamasse de Aoba, mas você havia mentido. Você queria que ele te chamasse de Noiz e que ele gozasse olhando na sua cara. Ele podia até gozar na sua cara, você não se importava desde que ele tivesse firme na mente que era você – Noiz – e não Aoba.

É por isso que você inverte a situação e o empurra, fazendo com que ele se sente na cama para então se por de frente no colo dele, cada joelho na lateral dos quadris, exatamente a mesma posição que você havia assumido no sofá da sua casa. Ele não reclama. Ele apenas te abraça e beija de leve seus lábios, logo indo para seu queixo, por fim mordendo mais uma vez seu pescoço. Você só sentiu de fato o toque na parte do pescoço, mas isso não o incomoda porque você está mais preocupado em tentar perceber os longos dedos do homem mais velho desabotoando a camisa que mais cedo ele próprio abotoara. Se fosse você, já teria arrebentado cada um dos botões e rasgado a blusa debaixo, mas o velho seguia calmo, apenas aumentando a sua ansiedade.

Isso te dá tempo o suficiente para finalmente reparar em como o corpo de Koujaku é grande e forte, e como você se sente bem e protegido diante dele. Tal pensamento o incomoda, pois você repentinamente se percebe pequeno e frágil. Você não gosta de se sentir assim, pois isso sempre o lembrava da sua infância, de quando tudo que você desejava era o abraço do seu pai – e aquilo não era momento para pensar no seu pai. Você suspira e tenta se concentrar na quase nula sensação da língua dele percorrendo seu pescoço, bem na linha da jugular. Você precisa se controlar, mas aquilo tudo está te deixando angustiado demais.

–Por que você demora tanto, velhote? –Você não se aguenta e pergunta quando ele finalmente termina de abrir a sua camisa, e em meio a sua frustração você se separa do torso dele e tira a blusa de mangas compridas, pois se ele fosse demorar para retirar essa tanto quanto havia demora para tirar a branca, você certamente se descontrolaria.

–Por que você faz questão de estragar o clima, pirralho?

–O clima melhora se você tirar a roupa. –Você responde enfaticamente enquanto se levanta e abre seu cinto, baixando de uma vez a bermuda e as calças.

–Existe algo chamado preliminares, sabia?

Preliminares... Não, você não sabia. Você nunca tinha feito essas tais de preliminares. Para você bastava uma ereção e vontade – as quais geralmente significavam a mesma coisa no seu ponto de vista. Você tem vontade de dizer que não precisa dessas frescuras, mas você se lembra dele falando que queria que fosse bom para os dois dessa vez, então você suspira e tenta se conformar. Diferente do moreno, você não tem qualquer experiência com o sexo lento, cuidadoso e passional que ele estava te propondo, por isso você precisa se deixar guiar. Mas é tão difícil e você está tão nervoso e ansioso e inseguro que...

...Você sente a mão dele apertando a sua, puxando-o para a cama novamente. Um pouco a contragosto você se senta ao lado dele, seus olhos fixos na forma como os dedos dele estão entrelaçados no seu. Você se pergunta como algo aparentemente tão complexo se mostrava tão fácil e natural que você nem havia se dado conta até então. Suas mãos juntas, ambas marcadas por cicatrizes antigas e profundas. Aquilo parece bonito e especial, por mais que para Koujaku não tenha o mesmo significado que tem para você – por mais que ele não saiba que você está disposto a fazer o que ele quiser apenas para se sentir bonito e especial para ele.

Você o beija.

Mas você o beija com desespero, na tentativa de fazer com que o velho entendesse o quanto você deseja aquele momento, aquele contato. Você busca a língua dele como se tivesse fome, e você rouba a respiração dele como se aquele fosse o único ar que você pudesse respirar. Você quer se deixar guiar, você quer que aquilo seja carinhoso e que demore bastante – que nunca acabe, talvez – mas você não consegue se controlar porque você está sentindo uma inquietação no peito, e você pode jurar que aquilo dói. E dói ainda mais quando, em vez de te repreender por sua pressa ou falta de modos, Koujaku apenas corresponde àquilo apertando ainda mais forte a sua mão e segurando seus cabelos, puxando-os de leve enquanto se debruça sobre você.

Dói porque cria a esperança de ele achar que você é bonito especial de fato.

Você escuta o som dos dentes dele batendo nos seus piercings enquanto ele morde seus lábios e você fecha os olhos de deleite. Ele te ataca como se tivesse fome de você, e você se entrega na ânsia de ser devorado. E ele o devora. Ele morde seu queixo, sua orelha, seu pescoço... Ombros, peito, barriga, pélvis... Ele faz questão de experimentar cada porção da sua pele, deixando marcas – superficiais, provavelmente, mas que ainda assim você tratará como a indulgente prova do enlace de vocês. Você respira fundo em antecipação quando ele finalmente alcança sua virilha, e então...

...nada acontece.

Um tanto curioso, um tanto frustrado, você ergue um pouco o tronco a fim de encará-lo. A face dele, totalmente vermelha, está tão perto do seu membro que você deseja muito tirar uma foto daquilo. Sim, você quer tirar uma foto e fazer um banner. Não, melhor, você vai mandar estampar num outdoor e mostrar para Midorijima toda como a cara do velhote combina tão bem com o seu pênis. Você só não faz isso porque sabe que seria perigoso deixar Koujaku mais constrangido do que se encontrava.

–Algum problema? –Você pergunta após alguns segundos sem mais nada acontecer.

–É só que eu nunca fiz isso antes...

–Não é nada difícil, é só lamber, chupar, morder... –Você explica enquanto permite que um sorriso sarcástico se forme em seus lábios, mas ele o interrompe.

–Cala boca.

–...não precisa fazer. –Você comenta já emburrado, um pouco decepcionado também, afinal há algum tempo você fantasiava com o velhote fazendo oral em você. Mas você não podia ser ambicioso demais. Pelo contrário, sua condição o ensinara a ser verdadeiramente conformista quando o assunto era sexo. –É só me comer que eu fico bem.

–Cala boca! –Ele insiste, e você perde um pouco a paciência.

–Velho, eu sei que você tá acostumado a ficar só com mulher, por isso se você não que fazer, não faz, merda! Só não fica com essa frescura encarando meu pau assim, senão eu vou broxar!

–Eu quero fazer... –Ele diz tão baixo que você só tem certeza que escutou aquilo mesmo quando vê os lábios dele finalmente tocando o seu membro, bem levemente, para então observar como a língua dele timidamente alcança a sua glande.

Você amaldiçoa sua condição como nunca fizera antes, afinal, você não pode sentir nada daquilo. Mas a visão... Ah, a visão! Só ver aquela cena faz com que o seu membro já totalmente ereto pulse de excitação, e você ofega extasiado. Sim, Koujaku está realmente fazendo sexo oral em você. Sim, a língua do velhote está brincando com um dos seus piercings. E sim, os lábios dele deslizam pela sua extensão enquanto ele o recebe quase todo no interior da boca. E sim, você acha que poderia enlouquecer apenas vendo aquilo. Você não se controla e leva a mão até os longos cabelos negros. Seus dedos passam por eles tranquilamente, deixando claro que eram macios e bem cuidados. Você se detém para não puxá-los, forçando-o aprofundar a felação. E talvez ele esperasse por uma ação dessas, pois ele parou o que fazia por um instante e olhou finalmente nos seus olhos, a despeito da vergonha que sentia:

–Está bom assim?

Você faz que sim com a cabeça. Você está mentindo, mas não completamente. Só porque você não estava sentindo, não queria dizer que não estivesse bom. Claro que seria ainda melhor se ele chupasse com bastante força, mas como é a primeira vez que ele faz aquilo em um homem, você odiaria cobrar algo mais dele. Mas ele estreita os olhos, deixando claro que não havia acreditado em você — e você no fundo do peito agradece aos céus por ele finalmente demonstrar alguma perspicácia em notar o óbvio.

Ele volta a chupar seu membro, bem mais forte dessa vez – forte o suficiente para te fazer soltar um breve e surpreso gemido enquanto seus dedos apertam por contra própria as madeixas negras. Ele está de olhos fechados, claramente se esforçando para fazer você se sentir bem, e você inspira o ar profundamente na tentativa de se recompor.

Foi naquele momento que você finalmente entendeu que havia de fato se apaixonado por Koujaku.

Sim. Aquele era provavelmente o pior momento para se perceber esse tipo de coisa – afinal você estava pelado, com um homem entre suas pernas abocanhando sua intimidade – mas era a mais pura e desesperadora verdade. Você estava perdidamente apaixonado pelo velhote, e por mais que você sentisse vontade de gritar isso neste exato momento, você não o faz por saber que Koujaku apenas engasgaria diante da informação. E mais uma vez você sente aquele aperto no peito que só poderia ser chamado de dor. Foi em meio à angústia daquela sensação que você entendeu que se não fizesse algo, estragaria com tudo de uma vez.

–Me come logo... –Você pede baixo, quase não reconhecendo a própria voz. Você costumava ser uma pessoa contida – ou ao menos você se julgava assim – e capaz de camuflar bem suas emoções, por isso você queria muito entender porque agora seu timbre parecera tão lânguido e sofrido.

Obviamente Koujaku notou que havia algo errado com você e parou o que fazia, abrindo os olhos antes cerrados pela vergonha. Aquelas íris vermelhas pareciam desnudar a sua alma, deixando-o ainda mais inseguro. Você engoliu em seco e pensou no que poderia dizer caso ele te perguntasse qualquer coisa, mas ele felizmente ficou em silêncio – embora a situação de tê-lo te encarando fosse deveras desconfortável. E foi aliviado que você respirou quando ele finalmente desviou o olhar para o criado-mudo, debruçando-se sobre seu corpo com o propósito de alcançar o móvel. Você se pergunta por um instante o que poderia haver de tão importante naquela maldita mobília ao ponto de interromper um momento tão crítico, mas eis que você vislumbra o tudo de lubrificante íntimo. Claro. Koujaku disse que queria fazer tudo certinho dessa vez, não? Apenas por isso você não o apressa dizendo que não precisa daquilo, que apenas precisa dele dentro de você com urgência. Mas estranhamente você o agradece em seu íntimo pelo lubrificante, uma vez que você está nervoso ao ponto de sentir certo incômodo quando se dá a mínima invasão de um dos dedos incrivelmente longos de Koujaku em seu interior.

Você estranha.

–Tudo bem? –Ele pergunta enfim, estranhando tanto quanto você. Ele evita te olhar nos olhos e você agradece no fundo do peito por isso, pois pela primeira vez na vida você se sente inseguro ao fazer sexo.

–Sim, por quê?

–Você está tenso. Tente relaxar.

–E não estou tenso. –Você fala com convicção, apenas então se dando conta que nem na sua primeira experiência sexual você se sentiu tão nervoso e inseguro quanto se sentia agora que tinha Koujaku encarando sua entrada, lambuzando-a com o gel transparente.

Era como se você se sentisse quase virginal naquele momento – pensamento que o faria rir de si mesmo se não fosse pela seriedade da situação. Não bastasse seu recém-descoberto pudor, Koujaku estava tão sério na missão de prepara-lo, encarando tão intensamente as suas partes baixas que você apenas ficava ainda mais envergonhado.

–Dói ou incomoda?

–Não.

–Então tente relaxar. –Ele insiste naquilo e você suspira irritado consigo mesmo, ou com seu corpo problemático, ou com o cuidado exagerado dele. Você não sabia ao certo.

–Então me beija. –Você pede mesmo não achando que ele acataria, mas ele o fez. Ele te beija terno e doce, de uma forma que o fez se perguntar se não seria aquele momento apenas a abstração de alguma daquelas tolas histórias de amor em que o príncipe beija a princesa e proclama que seriam felizes para sempre. Você só não se convence disso porque nesse tipo de conto de fadas o príncipe certamente não tocaria a próstata da princesa com os dedos, da maneira que Koujaku acabara de fazer com você. A princesa não gemeria de forma quase indecente contra a boca do príncipe e provavelmente não levantaria desavergonhadamente os próprios quadris na tentativa de dar mais acesso a ele. E provavelmente não se agarraria às costas dele em um espasmo forte e involuntário, segurando no quimono de seda vermelha (que tipo de príncipe usaria um quimono de seda vermelha?) com tanta força que correria o risco de rasgá-lo.

Não, você não estava num conto de fadas, e estava mais do que satisfeito com o fato. E ficou ainda mais satisfeito quando o toque curioso, mas certeiro, de Koujaku fez com que mais um som engasgado ressoasse contra a boca dele.

–Gut... Humm... –Você geme pouco antes de os dedos dele abandonarem o seu interior. Louco de desejo, você protesta com um muxoxo contra aquele vazio, observando ansioso como ele abre apressadamente as próprias calças, apenas pondo o membro para fora, colocando-se entre seus joelhos, levantando seus quadris e finalmente começando a penetrá-lo.

Mais uma vez você se agarra às costas dele, concentrando-se em tentar sentir aquele momento, a forma como ele adentra seu corpo bem vagarosamente. Em condições normais você envolveria suas pernas na cintura dele e o forçaria a te penetrar por inteiro de uma vez, mas aquela não era uma condição normal porque Koujaku não era mais uma pessoa normal para você. Ele era uma pessoa especial, e você queria que aquela fosse uma transa especial, e por isso você esperou pacientemente pelo suspiro de satisfação que ele soltou quando se viu totalmente dentro de você. Você também suspirou, curtindo a sensação, e, sobretudo, a visão da expressão do mais velho levemente alterada pelo prazer. Ele já começava a suar e estava corado, e te olhava de forma tão intensa que você sentia que poderia derreter ante o fogo daquelas íris rubras. Foi nesse momento que você não suportou mais e finalmente atracou-se ao tronco dele com as pernas, puxando-o para si tão firmemente que ambos gemeram baixo com a sensação.

E ambos se beijaram, ávidos por sabor e mais gemidos enquanto ele se lançava contra seu corpo, firme e ritmado. Seus ouvidos eram invadidos pelo som da pele suada dele batendo conta suas coxas em uma cadência perfeita, acompanhado pelos ruídos molhados de suas bocas e pelo ofegar quente e intenso. Mas se você pensou que Koujaku sucumbiria à urgência que imperava em seus corpos e logo trataria de acelerar seus movimentos, enganou-se, pois ele se mantinha fiel ao ritmo firme, mas de alguma maneira ainda contido. Como alívio, ao menos, a mão dele alcança seu membro, passando a masturba-lo com vigor e vontade, fazendo com que seus quadris se movessem loucamente na tentativa de aumentar a magnitude daquele ato e finalmente lambuzar a mão do mais velho. Mas você ainda não tinha certeza se conseguiria.

–Mehr... –Você pede após alguns minutos daquela deleitosa tortura. –Mehr... uh! Stärker!

Mas em vez de atender ao pedido que você nem se notara fazendo em outra língua, ele para o que fazia e pergunta:

–O quê?

–Faz mais forte, velhote!

–Se eu fizer mais forte vai te machucar.

–Não vai! –Você brande desesperado. Maldito velho teimoso. –Mais forte!

–Só porque você não sente dor, não quer dizer que você não se machuque...

–... –Você fica silencioso a princípio, mas apenas porque nota que ele está realmente preocupado com o seu bem estar, e isso é estranho para você. –Assim eu não vou gozar. –Você explica.

Ele parece um tanto triste diante da sua declaração, um tanto preocupado também, e você se arrepende de ter dito aquilo, afinal, ele poderia muito bem desistir. Muitos já haviam desistido ante a sua dificuldade em gozar, e por mais que você confiasse no orgulho de Koujaku para mantê-lo entre suas pernas, você sente que realmente deveria ter ficado calado. Seria melhor ficar sem gozar do que terminar a transa naquilo. Ver Koujaku apenas terminar de usar seu corpo, se vestir e pedir para você ir embora. Droga, você está racionalizando mais uma vez, e isso só transforma o seu orgasmo em uma possibilidade ainda mais remota. Você já ia concluir aquela sequência de pensamentos pouco sensuais com o conformismo de pelo menos ter gozado da primeira vez que transou com Koujaku, mas um movimento brusco fez com que todos os tristes aforismos de sua mente fossem balançados. Em meros instantes ele se retirava de dentro de você o virava de costas. Seu susto apenas cresceu quando, em um puxão forte, ele ergueu seus quadris e te pôs com os joelhos apoiados sobre o colchão. Sim, agora você estava de quatro e ele estava te penetrando por trás – e aquilo o incomodou. Incomodou ao ponto que mesmo sem que você notasse, seu corpo se contraiu a fim de impedir a nova invasão dele.

–Desculpe, essa posição te deixa desconfortável?

–Não... –Você mente. Você odeia aquela posição, pois você se sente mais vulnerável e objetificado do que de costume. E você não queria que ele especificamente te comesse por trás. Você não queria que ele pudesse pensar que era Aoba no seu lugar. Você queria...

–É que assim dá para ir mais fundo, mas se for ruim para você...

–Apenas continue!

Ele atende o seu pedido e retorna a seu interior. Sim, ele vai mais fundo naquela posição, e sim, ele acerta em cheio a sua próstata, de modo que você sente seu próprio membro pulsar a cada firme estocada. Você sabe que se ele continuasse daquele jeito, em condições normais, você certamente gozaria dentro de alguns minutos, o que seria muito bom. Mas novamente, aquela não era uma condição normal. Aquela deveria estar sendo uma transa especial, e por isso você deveria estar sendo abraçado por Koujaku, e você deveria ser capaz de ver a face de antes de gozar, e vocês deveriam se beijar assim que isso acontecesse. Mas você estava de quatro sendo comido por trás. Aquilo esfregava na sua cara que aquela transa não estava sendo especial para Koujaku, e nesse momento você só desejou que aquilo acabasse o mais rápido possível. Para tal, você empurra seus quadris contra os dele, acelerando os movimentos, finalmente alcançando o ritmo insano com o qual você estava acostumado – com o qual você estava condicionado para atingir um orgasmo. A sua próstata é atingia diretamente e ele logo volta a masturba-lo, como mais velocidade e força do que antes. Diante de tão intensos estímulos, você sente o prazer desesperador se acumulando em seu ventre; você sente o clímax próximo, espreitando sua boca a fim de escapar na forma de um alto e longo gemido.

Mas você não abre a boca.

Pelo contrário, você morde o lábio interior e não solta um som sequer enquanto seus olhos se fecham firmes a fim de evitar qualquer lágrima.

Porque, pela primeira vez, você não quer gozar. Não naquela situação, ao menos. Não na condição de transa casual que o Koujaku usa para se aliviar do sentimento por Aoba. Se você tivesse um pouco mais de amor próprio, terminaria com aquilo tudo naquele exato momento e deixaria o velho na mão, em uma tola e infantil forma de vingança. Mas você não se amava, tanto que uma parte de você estava mais do que satisfeita em ver que o outro estava ao menos preocupado em te proporcionar prazer.

Obviamente você não sente, mas pelos gemidos que você ouviu ele devia ter acabado de gozar dentro de você. Você se sente contente por um lado, mas frustrado por outro, afinal havia acabado, por mais que você ainda não tivesse conseguindo atingir o seu orgasmo. Isso faz você se lembrar das vezes que transou com estranhos que apenas buscavam o próprio prazer sem se importar se havia sido bom para você. Você estava prestes a xingar mentalmente Koujaku quando se dá conta de alguma forma que ele está beijando suas costas. É nesse momento que você se dá conta também da mão dele sobre a sua. Ele apertou a sua mão no derradeiro momento, tão forte que você pôde sentir. E você pôde sentir o gemido dele, murmurado contra suas costas, ressoando pelo seu corpo.

–Noiz...

Ele havia chamado seu nome, e por mais insano que fosse, você sentiu seu corpo todo se contrair no exato momento em que a voz rouca e repleta de deleite adentrou seus ouvidos. Havia uma sensação indescritível percorrendo a sua pele, algo que parecia frio, calor e eletricidade ao mesmo tempo, e que preenchia seu corpo com uma dormência totalmente diferente da que limitava o seu tato – essa de agora entorpecia e inebriava. Antes que você tivesse se dado conta, sua semente já molhava os lençóis da cama de Koujaku e o seu corpo todo se retesava em um violento espasmo.

Você não se lembra de ter sentido nada tão incrível antes. Tão simples, tão natural... Seus corpos se chocando e alcançando juntos o ápice, enquanto seu nome era gemido contra sua pele pelos lábios do homem mais velho.

Bonito.

Especial.

Notas finais
Eu preciso agradecer MUITO pelos comentários que recebi no capítulo anterior. eu estava SUPER deprê e desanimada e travada, e esse lemon não queria sair de jeito algum, mas vocês comentaram e eu me animei e escrevi bem mais rápido que de costume. Só não tinha postado antes pq a minha linda beta (Tenou) não conseguiu betar ainda, mas eu estou tão fucking ansiosa para saber o que vocês acham e... ahhh enfim, por favor, mais uma vez, digam o que acharam desses dois, pois eu estou quebrando a cabeça para fazer eles se darem bem ^^'