– Que bom pois hoje tenho planos pra nós duas...a morena enquanto fala aquilo com o dedo indicador gesticula atraindo sua branquinha, Marina morde o lábio inferior admirando aquele corpo com um olhar safado, lentamente e sem tirar os olhos da mulher que naquele momento é pura sedução despoja-se de seu pijama ficando lindamente nua, da cama Clara observa cada movimento e sente o coração e o corpo reagir diante da nudez da sua amada. Marina aproxima-se e começa uma trilha de beijos pelos pés, subindo pelas pernas, coxas, abdômen sem se deter ainda em nenhuma parte, se inclina sobre Clara e a beija delicadamente, degusta lábios e língua, por mais que conheça aquela boca é como se em cada oportunidade que se amassem descobrissem um novo sabor, Clara acaricia as madeixas de Marina que apoia o peso sobre o cotovelo, com a outra mão abre o fecho frontal do belo sutiã que a morena usa, uma vez alcançado seu objetivo a branca abandona aquele doce beijo e começa a descer em busca dos dois picos eretos que se elevam desafiadores, ela envolve o esquerdo entre os lábios e com a mão acaricia o direito, Clara arqueia o corpo dando a Marina melhor acesso, um gemido conjunto se faz ouvir, suavemente a branca suga o mamilo que se mostra rijo e apetitoso, logo que sente ter-lhe dado suficiente atenção se ocupa agora em brindar o outro com a mesma dedicação, ele espera ávido pela boca faminta da produtora que tem o corpo queimando de desejo assim como o de Clara que submissa sob ela só consegue deleitar-se com tanto prazer, não importa quantas vezes façam amor, cada vez é como de fosse a primeira, sua mulher tem a destreza das grandes amantes e cada toque seu é único, as mãos de Clara deslizam pelas alvas costas de Marina algumas vezes apertando, outras arranhando-as arrancando dela gemidos de satisfação e dor, deixando marcas visíveis da imensa atração que há entre elas...Marina continua explorando o corpo da sua mulher de todas as formas...ora lambendo, ora chupando, ora mordiscando a pele dourada e assim vai abrindo caminhos até chegar a calcinha último obstáculo que é imediatamente retirada, toca o sexo da morena que àquela altura já encontra-se bastante lubrificado, naturalmente Clara separa as pernas deixando-o exposto e a mercê da volúpia de Marina, sua excitação é tanta que não tem mais como protelar, precisa senti-la, a reação de Clara faz a branca sorrir satisfeita mas ao invés de atender àquele silencioso pedido, a produtora começa a massagear com seus destros dedos a fronteira entre o clitóris e o monte de venus enquanto vai espalhando beijos molhados por toda parte interna das coxas da morena, os gemidos ressoam pelo quarto, a língua de Marina passeia alternando de uma perna a outra flertando com os limites do sexo de Clara levando-a a níveis indescritíveis de prazer, seus quadris antecipando o domínio daquela boca começam a se mover.

– Maa...rina...sussurra pedindo que a possua.

– Calma meu amor...calma...responde a branca...continua mais um tempo com a deliciosa tortura, logo depois decide que é o momento adequado para abordar aquele ponto tão desejado e embriagante, o doce aroma que exala o sexo de Clara enlouquece Marina que abocanha a sensível carne que pulsa por meio de todas as suas terminações nervosas, a morena solta um gemido agonizante o que incentiva a branca a sugá-la ritmicamente fazendo com que emita palavras desconexas...sem sentido...dando-lhe uma boa ideia de como sua mulher encontra-se excitada, com delicadeza introduz dois dedos deslocando-os num ir e vir cadenciado ao mesmo tempo que sua língua trabalha em movimentos circulares no clitóris já rijo, continua assim alternando as investidas pra cima e pra baixo, intensificando o ritmo até que Clara não resiste mais e seu corpo cede ao inevitável...

– MAAAARIIIINA...é uma grito de total extravasamento o que se escuta no quarto, a morena alcança um dos mais potentes orgasmos, cuidadosamente Marina retira os dedos do interior da vagina de Clara, chupa todo resquício do seu líquido e a fita com a cara mais safada do mundo ainda provocando-a, em seguida sobe deixando beijinhos mas sem tocar suas partes mais sensíveis, chega aos lábios que tanto a atraem e deposita um beijo apaixonado permitindo que Clara sinta seu próprio e doce sabor, logo coloca-se junto dela envolvendo-a em seus braços até que os espasmos daquele potente gozo terminem, Marina degusta então a última gota do néctar que ainda permanece nos lábios de Clara.

– Tudo bem amor?...a branca pergunta enquanto beija a testa da sua deusa.

– Sim...estou maravilhosamente bem...Marina nada fala apenas aperta mais forte o corpo da outra, Clara então debruça-se sobre ela e começa a espalhar beijos e pequenas mordidas no ombro e pescoço da produtora que já percebe seus pelos eriçados, alcança a boca de Marina que incrivelmente ainda conserva seu sabor.

– O que foi bandida?

– Também quero sentir o seu gosto...Clara fala com uma voz extremamente sedutora e um semblante que expressa um desejo nunca visto pela branquinha.

– Você não está cansada?

– Não...preciso de você agora...as duas mulheres olham-se fixamente e a branca percebe a luxúria estampada no rosto da sua parceira.

– Está certo amor.

– Marina quero seu sexo aqui na minha boca e que você faça o mesmo comigo...a produtora arqueia as sobrancelhas surpresa com aquele inusitado pedido mas sem furtar-se em satisfazer sua companheira posiciona-se colocando as pernas cada uma de um lado e elevando-se sobre a morena, Clara enlouquece com aquela visão o sexo da branquinha completamente exposto, os grandes lábios tão claros e o clitóris rosa pálido ali entregue a sua fome, Marina deita-se sobre Clara unindo seus corpos que agora parecem um só, as duas começam simultaneamente a deleitar-se uma no sexo da outra, a morena segura com firmeza as nádegas de Marina ditando o ritmo usufruindo de cada pequeno recanto da vagina úmida da sua branquinha, chupa, lambe, alterna massageando com o polegar, introduz ora a língua, ora os dedos, Clara não cabe em si de tanta excitação, o tesão por aquela mulher conduz suas investidas e perceber Marina movimentar-se voluptuosamente sobre ela é um atrativo a mais, poder vangloriar-se do prazer que também está proporcionando a outra, sem falar que para ela aquela posição é a plenitude pois consegue passar e receber uma energia sexual tão intensa que nunca havia experimentado antes, por seu lado a produtora também reconhece o ineditismo daquele momento, não imaginara ver sua morena se permitindo a novas e eróticas descobertas, talvez a tenha subestimado ou simplesmente deixou que tudo entre elas se construísse assim naturalmente de maneira gradual inclusive no que diz respeito ao sexo, a verdade é que ela está gostando muito dessa Clara lasciva, continua então explorando a intimidade da sua amada sugando o botão intumescido da namorada, lambendo os pequenos e grandes lábios, invadindo com a língua e dedos a vagina suculenta dela enquanto a sente rebolar, também percebe ondas de prazer apoderar-se de si, o orgasmo é iminente e aproxima-se de maneira vertiginosa, os corpos estremecem...vibram, os movimentos dos quadris tanto de uma quanto de outra aceleram, os corações ficam mais agitados e finalmente as duas explodem num orgasmo incrível e simultâneo, é o ápice de uma noite de amor que teve em Clara a sua indiscutível protagonista. Pouco a pouco as duas começam a reagir, por uns segundos mantiveram-se naquela posição enquanto recuperavam-se das inevitáveis convulsões e contrações de seus sexos, Marina levanta-se e deita-se ao lado da sua morena abraçando-a ternamente, beijam-se e podem sentir o gosto de cada uma impresso naquele beijo, depois de compartilhar seus próprios sabores sussurram ao mesmo um EU TE AMO.

DIAS DEPOIS...CLÍNICA DE FERTILIZAÇÃO...

Clara está no quarto em que foram instaladas pela enfermeira aguardando Marina retornar do procedimento ao qual foi submetida. Uma hora antes ela acompanhou todo o pré-operatório o que a deixou bastante nervosa, sentia como se seu coração fosse saltar de dentro do peito, não se perdoaria se algo acontecesse a sua branquinha. Primeiramente ao ingressar na Clínica Marina precisou fazer uma revisão pré-anestésica e afastar qualquer possibilidade de complicações.

– Ahhh Clara calma...Dr. Morais tenta tranquilizá-la ao ver a preocupação estampada no rosto da morena, venha vamos nos sentar aqui e explicarei todo o processo para que tenha uma ideia de como tudo ocorrerá e que não há riscos...ainda recorda cada uma daquelas palavras...- O que faremos é uma pequena intervenção mas não se preocupe que é ambulatorial, requer somente anestesia local, o procedimento é simples e indolor com uma duração que varia de 15 a 20 minutos, a aspiração dos óvulos é realizada através de uma punção vaginal ecoguiada, quando são localizados o médico os extrai um a um mediante a utilização de uma agulha, graças a este sistema o líquido folicular é recolhido num tubo juntamente com os óvulos, depois levaremos a amostra para o laboratório onde serão examinados pra detectar aqueles que estejam maduros e aptos a serem utilizados na fecundação, já temos pronta também a amostra seminal então fique tranquila em menos tempo do que imagina essa porta estará se abrindo e Marina será trazida, o que de fato aconteceu para alegria e alívio de Clara que a recebe com toda a apreensão expressa em seu rosto.

– Ai meu deus minha linda estava tão angustiada...diz levando uma das mãos à boca e secando as lágrimas que já escapavam.

– Amor...por que você está chorando?...Marina fala lentamente devido ao efeito anestésico residual que provoca uma certa sonolência.

– É...que...que... estava com tanto medo.

– De...que minha linda?

– Que acontecesse alguma coisa...ai meu amor se tivesse ocorrido algum problema...Clara se lança sobre a cama escondendo o rosto no peito da amada que embora um pouco letárgica sorri acariciando seus cabelos.

– Shhhh calma meu anjo...como vê estou bem...a porta se abre e Dr. Morais entra...Clara de imediato se levanta.

– Ahh que bom vejo que está ótima!

– Quando vou poder sair daqui Doutor?

– Em breve...você já quer me abandonar...o médico brinca com Marina que sorri.

– Co...mo...como nos saímos?

– Ahh deu tudo certo conseguimos obter 5 óvulos viáveis...o que foi...por que essas caras?

– Bem...é porque o senhor mesmo tinha falado em 6 ou 8...Clara diz um pouco decepcionada.

– Sim tem razão...mas conseguimos 5 e estão em perfeitas condições, quero que saiba que todos serão fecundados.

– O que?...Marina surpreende-se.

– Isso mesmo que ouviram, porque aqui o que conta não é só a quantidade mas a qualidade dos óvulos, o que nos leva ao seguinte...dentro de cinco dias estaremos realizando a primeira transferência, nesta etapa implantaremos dois e na próxima três...o que acham?

– Ai meu deus Dr. Morais!...quer dizer que em cinco dias...

– Sim Clara isso mesmo que está pensando...assim sendo quero vocês aqui depois desse intervalo e aí Clara será você quem estará conosco na sala de cirurgia...aquilo deixa a morena paralisada nunca imaginou que seria tão rápido.

– Ohhh meu pai não acredito!...expressa uma alegria contagiante.

– Bom meninas felicidades!...essa fase foi concluída com êxito nos vemos em alguns dias.

– Quando poderei ir doutor?...Marina está impaciente.

– Já deixei instruções a enfermeira virá pra formalizar a alta, acredito que em meia hora mais ou menos você já estará liberada...agora uma recomendação...tenha repouso e nada de exageros!...o médico adverte...- Embora tenha sido um procedimento simples precisará de descanso.

– Sim doutor não se preocupe disso eu me encarrego...Clara diz num tom bem resolvido provocando risadas em Marina e no Dr. Morais.

Pouco tempo depois as duas chegam em casa...

– Está tudo bem amor?

– Sim...me sinto melhor agora.

– Quer deitar um pouco?

– Não...prefiro ir lá para o nosso cantinho próximo à piscina.

– Mas não é mais confortável na nossa cama?...Clara é só cuidados não quer que Marina sinta nenhum incômodo.

– Não meu anjo...acabei de sair de uma agora quero sentar-me tranquila e adiantar alguma coisa do trabalho...diz enquanto faz menção de ir buscar o laptop.

– De jeito nenhum...deixa que eu vou pegar, não quero que faça nenhum esforço desnecessário.

– Ai amor...eu só fiz uma punção não foi nada de outro mundo.

– Mesmo assim...acomode-se aí que eu trarei tudo o que precisar.

– Ai ai ai...

– O que houve?

– Nada minha linda...mas acho que fui enganada, ninguém me falou que você seria assim tão mandona...a branca diz num tom brincalhão mas gostando de ser mimada por Clara.

– Não sou...a morena aproxima-se de Marina e a abraça, acaricia seu rosto e a olha nos olhos...- Só estou cuidando de quem amo...fala isso beijando-lhe delicadamente os lábios.

– Estou bem amor...a produtora tranquiliza sua mulher.

– De verdade?...insiste ansiosa.

– Eu juro...responde utilizando seu tom mais enfático.

– Acredito...Clara sorri largamente e as duas se soltam, a morena sai então em busca do computador de Marina enquanto a branquinha se recosta em uma das poltronas que estão dispostas num canto próximo à piscina.

– Aqui está...Clara rapidamente retorna trazendo uma mesinha onde coloca o aparelho.

– Mas pra que isso?

– Para que tenha mais comodidade.

– Ah amor não precisava...Marina tenta protestar.

– Amor nada!...ou quer que eu retire ele daqui...a morena ameaça.

– Está bem...a produtora concorda reconhecendo sua derrota e Clara enfim pode respirar aliviada.

– Deseja tomar alguma coisa?...um suco ou água.

– Não no momento...obrigada minha deusa.

– Marina...

– Sim?

– Já está na hora de ir buscar Diogo acha que pode ficar sozinha me esperando?

– Claro...ohhhh amor...não foi nada de sério e que requeira grandes cuidados, no mesmo instante a campainha da casa soa.

– Estamos esperando visitas?...Marina pergunta intrigada.

– Que eu saiba não...Clara responde também surpresa...- Aguarde aqui que vou ver quem é...a morena se encaminha ao portão principal e quando abre encontra Giselle e Flávia.

– Meninas!...Como estão?...as três mulheres se cumprimentam com beijinhos no rosto.

– Bem...responde Flávia...- Vou deixar isso na cozinha.

– Onde ela está?...Giselle pergunta por Marina.

– Está na área da piscina, acho que é o local da casa que mais gosta depois do nosso quarto...óbvio... Clara fala isso piscando o olho pra amiga que sorri.

– Vou lá então...Giselle sai em busca da produtora.

– Heeei!...como se sente?

– Estou bem...só com um pouco de incômodo mas é normal...diz Marina.

– E doeu?...Giselle pergunta provocando risadas na branca ao ver o seu semblante de preocupação.

– Não...realmente não senti dores...estava sedada durante todo o processo é melhor que vá se preparando.

– Eu...e por que?

– Bom...uma das duas vai ter que enfrentar uma gestação ou vocês não querem filhos?...Já conversaram sobre isso?

– Bem...não...quer dizer...sei lá acho que...que Flávia se encarregará disso.

– Tem certeza amiga?

– Por que?...acha que ela não vai querer?

Enquanto isso na cozinha da casa...

– Trouxe o almoço...imaginei que com toda a agitação de hoje não tiveram nem tempo pra cozinhar.

– Com certeza e já está na hora de ir pegar Diogo na creche...quer vir comigo?

– Hummm...sim vamos...Flávia aceita meio hesitante o convite de Clara.

– Importa-se se pararmos rapidamente pra comprar sorvete?...é que quero hoje proporcionar a Marina tudo o que ela desejar.

– Sem problemas...vamos assim aproveito e compro o favorito da Gi.

– Então espera que vou avisar as duas.

– Meninas estamos indo buscar Diogo!...da área da piscina Giselle e Marina escutam Clara gritar já saindo.

– Ouviu o que ela disse?...Giselle pergunta preocupada.

– Sim que estão indo pegar meu filho.

– E o que entende por isso?

– Tem algo pra entender?

– Elas vão à creche e?...

– Sim eu as escutei mas...qual o problema?

– Mariiiina!...essa anestesia deixou você lenta hein amiga...Diogo...creche...Judith e agora será que você consegue captar minha mensagem?

– Ahhhhhh...

– Siiiiimm...ahhhhh...meu deus!

– Ah calma Gi...não vai acontecer nada, Flavinha está com a Clara...Marina tenta tranquilizar Giselle que está incomodada com o provável encontro entre Flávia e Judith.

– Você acha mesmo?

– Sim...tenho certeza...acho que as diferenças entre elas já foram resolvidas.

NA CRECHE...

Clara e Flávia chegam e vão direto onde se encontram o pequeno furacão e outros coleguinhas fazendo uma dinâmica de grupo com Judith, Clara conversa com outros pais que assim como ela foram buscar seus filhos.

– Olá Clara...as duas amigas viram-se ao ouvir aquela voz e dão de cara com Carla.

– Você!...exclama a morena com uma feição nada amistosa.

– Calma...calma...só estou cumprimentando...e queria aproveitar a ocasião pra me desculpar pelo meu comportamento no aniversário do Diogo...fui de fato inconveniente, não gostaria que ficasse com uma impressão errada a meu respeito.

– Aceito suas desculpas...agora com licença que preciso pegar meu filho, Clara entra com Flávia na sala do garoto que ao ver sua mãe corre em disparada com um lindo sorriso desenhado no rosto.

– Mamãããããe!

– Meu amor!...Clara se desmancha toda com aquela atitude e o toma nos braços enchendo suas bochechas rosadas de beijos...Flávia sorri contemplando a cena pois definitivamente ver aqueles dois juntos é sempre um espetáculo encantador.

– Olá Judith...Clara saúda a jovem.

– Olá!...

– Como se comportou hoje este rapazinho?

– Ahh como de hábito...você o conhece, mas posso dizer que ele está cada dia mais inteligente para a idade...Judith interrompe a frase quando vê Flávia que está um pouco atrás de Clara.

– Flávia...cumprimenta inclinando a cabeça.

– Oi Judith...Flávia retribui gentilmente.

– Bom...obrigada Judith...nós já estamos de saída ainda temos que fazer umas comprinhas...Clara rapidamente encerra a conversa despedindo-se com dois beijinhos na professora.

– Tchau...Judith corresponde ao gesto e as vê partir.

EM SANTA TERESA...

Giselle e Marina enquanto aguardavam o retorno das namoradas resolveram preparar a mesa já que Flávia teve a gentileza de levar uma massa para o almoço, Marina aproveitou pra fazer uma salada de tomates, pepinos e alface romana e Giselle encarregou-se de manter a massa no micro-ondas na temperatura adequada sob a orientação da produtora já que cozinha não é o forte da empresária.

– Marina você não acha que elas estão demorando demais?

– Claro que não...se acalma mulher!

– É porque estou preocupada...muito tensa pra falar a verdade.

– Pois não precisa...se há algo que aquelas duas lá têm é juízo, pode apostar nisso, além disso Flávia e Judith são pessoas civilizadas e maduras.

– Tem certeza amiga?...E se a tal de Carla aparecer e assediar novamente a Clara?

– Confio na minha mulher e sei que saberá colocar aquela mulherzinha no seu devido lugar como fez no aniversário do Diogo.

– Você tem razão...vou tentar não pensar no pior...fala isso mais pra ela mesma que pra Marina, sente o coração aflito com cada minuto que passa e quando está a ponto de ligar pra Flávia a porta principal se abre dando passagem a um pequeno bólido chamado Diogo que se refugia entre as pernas de Marina.

– Mãããezinha!!!

– Hei meu pequeno...Marina pega o filho nos braços.

– Amor!...Clara corre rapidamente até onde os dois estão...- Epa epa epa...não pode estar fazendo força assim aproxima-se com a intenção de segurar Diogo mas Giselle se adianta.

– Fique tranquila...campeão não tem beijo também pra sua madrinha?...o garoto sorri ao escutar a voz de Giselle e estende os bracinhos pra ela.

– Trouxemos sorvete para os nossos amores...anuncia Flávia...e prossegue...- O que fizeram na nossa ausência?

– Como vocês demoraram muito decidimos preparar a mesa...responde Marina.

– Está bem amor?...Clara não esconde sua preocupação e mantém-se vigilante.

– Sim estou...agora vamos comer que estou morta de fome...diz Marina já sentando-se à mesa enquanto Flávia e Clara vão até a cozinha pegar a comida, depois que todas ocupam seus lugares começam a se servir...Marina encarrega-se ao mesmo tempo de alimentar o filho.

– Se quiser eu faço isso amor.

– Não minha linda...coma tranquila.

– E como foi tudo lá na creche?...Giselle indaga sem desviar o olhar do prato.

– Bem...e por que quer saber?...Flávia devolve a pergunta.

– Por nada...que bom então...a empresária por fim se permite respirar aliviada.

Depois do almoço Giselle e Flávia permanecem mais um tempo com Clara e Marina conversando amenidades e sobre as próximas etapas do processo de fertilização.

– E então Flávia já decidiram se vão querer filhos e quem terá a responsabilidade de engravidar?...Marina faz um sinal pra morena que aponta pra Giselle.

– Giselle é claro...não é amor?

– O que?...eu?...mas por que?...tem...tem certeza disso?...Giselle fica incrédula por aquela não esperava.

– Sim você...acho que tem todas as condições de ser a mãe gestante...ficará linda grávida...Giselle olha para as três mulheres fixamente, ao contrário do que até ela mesma pudesse esperar e quando está a ponto de protestar a imagem dela carregando uma mini Flávia se reproduz em sua mente.

– Vocês acham mesmo?...Pode ser então...deixando com aquelas palavras uma expressão de perplexidade entre as demais.

Horas Mais Tarde...

Marina está na cama descansando enquanto Clara se incumbe de colocar Diogo pra dormir.

– Ele já adormeceu?...Marina desvia o olhar do artigo que estava lendo quando a morena entra no quarto.

– Sim...na realidade apagou, depois de toda a agitação da tarde o pequeno furacão ficou exausto.

– Que bom...diz a branquinha enquanto observa sua mulher entrar no banheiro para fazer a higiene pessoal, pouco tempo depois Clara retorna e encontra Marina dormindo com a revista que lia sobre o peito, sorri e aproxima-se colocando-a de lado, cuidadosamente deita-se junto da mulher que tanto ama e aninha-se em seus braços.

APARTAMENTO DE GISELLE...

Giselle está deitada de bruços com os olhos fechados, Flávia sai do banho envolta na toalha e para ao deparar-se com aquela visão, o corpo forte, definido da sua amada, de linhas suaves e completamente nu...ao deslizar o olhar por toda extensão daquelas costas não pode evitar deslumbrar-se, prossegue descendo até chegar à bunda firme, às pernas e coxas torneadas...Flávia recorda que desde a Universidade Giselle adorava natação o que contribuiu muito pra manter aquele corpo tão atlético...atraente...tão deliciosamente sensual...e pensa...essa mulher é um pecado santo deus!...passa saliva nos lábios, sua língua saboreia o prazer antecipado de beijar aquela pele...Flávia deixa a toalha cair a aproxima-se da cama como uma felina...engatinhando sem tocar Giselle, quando sua boca está na altura da nuca da empresária encaixa seu corpo no dela o que lhe provoca um estremecimento, continuando sua abordagem coloca seus braços sobre os de Giselle que estão posicionados de cada lado da cabeça e entrelaça as mãos, a outra abre os olhos e sorri encantada com aquela invasão.

– Te amo...Flávia sussurra apertando os dedos da namorada e beijando-lhe a nuca.

– Te amo...é a resposta de Giselle...- Adoro sentir sua pele assim...em contato com a minha...sua maciez...seu calor...seus seios...seu sexo...à medida que Giselle vai falando Flávia move os quadris roçando na empresária que corresponde remexendo a bunda contra o sexo da outra.

– Gosta amor?...murmura Flávia.

– Você...es...tá...me...ma...tan...do...balbucia uma excitada Giselle...a morena sorri e aproxima-se mais do ouvido da amada.

– Quero fazer amor...termina de falar mordendo o lóbulo da orelha da namorada que ao sentir aqueles dentes mordiscando-a geme e seus pelos todos se eriçam, pra aliviar aquela deliciosa excitação morde o travesseiro.

– Aiii...senhor dai-me forças...sussurra Giselle.

– O que foi amor...Flávia pergunta de forma nada inocente desfrutando do prazer de ter a outra completamente subjugada.

– Você me enlouquece assim...Giselle expressa-se entre gemidos.

– De verdade?...Flávia empolga-se ainda mais com aquela constatação.

– Sim...sim...fique à vontade amor...sou sua pra que faça o que quiser de mim.

– Tem certeza?...a morena diz num murmúrio delineando a orelha da empresária com a ponta da língua e logo em seguida desce mais indo da nuca ao ombro beijando...deslizando os lábios e a língua, dando pequenas mordidas.

– Cer...te...za...ab...so...lu...ta...responde Giselle elevando os quadris e pressionando mais intensamente as nádegas contra o sexo da namorada.

– Hummm adoro quando faz isso...Flávia escorrega sorrateiramente uma das mãos e a coloca entre seus corpos alcançando a intimidade da empresária e a estimulando, a morena desfruta enormemente desse movimento cadenciado e da posição dominante já que na maioria das vezes é Giselle quem assume essa postura quando fazem amor...- Gi...

– Hummmm...

– Encontrei uma caixa em seu closet...aquelas palavras interrompem a movimentação de Giselle.

– O que...que...achou?

– Uma caixa cheeeeia de brinquedinhos...Giselle Vieira...aquilo faz com que a empresária vire-se trocando de posição e agora é ela quem está sobre Flávia embora a morena resista em abandonar sua cômoda e erótica postura, numa manobra eficiente volta a ficar em cima de Giselle.

– Sim...bem...ela realmente não sabe o que dizer, aqueles acessórios eram para suas loucas aventuras com outras mulheres...fica um pouco sem jeito.

– O que foi amor?...Flávia sussurra num tom provocante...o que acha de usarmos qualquer dia desses?...as duas mulheres olham-se fixamente...Giselle fica atônita.

– Que...que...o...que...disse?

– Ahh...porque a surpresa?...me considera tão pudica assim?

– Não é isso...apenas não tinha pensado a respeito e estavam mesmo guardados nem lembrava mais da existência deles.

– E então?...Flávia fala de forma travessa e a empresária fecha os olhos, jamais imaginou que sua musa pudesse sugerir aquilo mas gostou da ideia...suspira...e agora olha profundamente a mulher diante dela, aproxima-se e une seus lábios, devagar troca de posição e a beija apaixonadamente fazendo com que suas línguas entrem num embate pelo domínio daquele beijo, uma luta que não conduz a ganhadores, apenas representa duas mulheres desfrutando do prazer de estarem juntas, pouco a pouco Giselle começa a descer deixando um rastro úmido numa viagem pelo corpo maravilhoso da morena com parada obrigatória naqueles seios incríveis, chupa um depois outro...e segue lambendo...mordiscando os mamilos intumescidos deixando Flávia em chamas, continua o trajeto agora alcançando seu sexo com uma delicadeza extrema, cheira aquela região, faz movimentos com a língua pra cima e pra baixo ao mesmo tempo que a penetra com dois dedos num gostoso vai e vem provocando gemidos que se fazem mais intensos à medida que o nível de excitação da morena aumenta, Giselle agora apodera-se do clitóris sugando-o alucinadamente enquanto seus dedos trabalham com destreza...então não há mais como Flávia resistir, tomada por aquela sensação tão prazerosa sente seus músculos se contrair e do seu interior sair uma grande quantidade de líquido banhando literalmente o rosto da namorada, seguido de um estrondoso orgasmo, Flávia fica naquela cama completamente debilitada...sem forças...inerte e ao tomar consciência do que houve fica envergonhada, não conseguiu controlar-se aconteceu tão naturalmente.

– Aiiiii meu deus Gi... perdão...eu...eu...

– Shhh...bobagem meu amor, não fique assim...a empresária sai e pega a toalha que Flávia havia utilizado pra enxugar o rosto.

– Mas...

– De verdade não sabe o que isso significa?...Flávia nega com a cabeça...- Ahhh amor você apenas ejaculou.

– Que...mas isso existe?...Giselle ao ver o rosto da amada sorri levemente e dirige o olhar aos lençóis molhados, levanta as sobrancelhas e começa a dissertar sobre o assunto tentando minimizar a preocupação da namorada.

– Minha querida apesar de se assemelhar a uma lubrificação excessiva durante o orgasmo a ejaculação feminina é um fenômeno completamente diferente e só acontece durante o clímax sexual, a consistência e cheiro são diferentes, alguns acreditam que acontece com frequência outros questionam, há controvérsia...mas isso não importa e também não precisa ficar constrangida...ameeeei!

– Aiii amor sério?...Flávia se tranquiliza...a empresária então estende a mão e a convida para um banho...- Acho que não consigo...faltam-me forças nas pernas.

– Então eu a levo nos braços, mas antes vou preparar tudo...me aguarde...Giselle vai até sua enorme banheira e começa a enchê-la com água quente, procura entre suas coisas sais aromáticos pra adicionar, regressa ao quarto pra buscar a namorada...- Vem amor...vamos!

– Humm delícia...a morena se agarra ao pescoço de Gisellle e envolve sua cintura com as pernas.

– Será que conseguiremos chegar à banheira nessa posição?...sorri maliciosa, sustenta Flávia segurando suas coxas que estão firmemente enroscadas nela, assim vão caminhando e com cuidado entram na banheira...sentam-se a morena entre as pernas da empresária que inicialmente invade o ouvido dela com a língua, acaricia os seios e desce até seu sexo masturbando sua musa...Flávia geme...a temperatura da água, o aroma que os sais exalam, os beijos famintos, as línguas se devorando era o cenário naquele momento.

– Eu me sinto dentro de você...Giselle sussurra.

– Ahhh...é a única coisa que Flávia consegue falar...então começa a mover seus quadris de maneira ritmada.

– Mexe amor...escutando aquilo a morena rebola sentindo os dedos da amada deslizando dentro de si e buscando seu próprio prazer, Giselle também excita-se com aquele contato dos corpos molhados, seus seios duros contra as costas da outra, não leva muito tempo pra que Flávia sinta os sinais do orgasmo que já se forma no seu interior.

– GISELEEEEEEE...Flávia goza estrepitosamente preenchendo o espaço com o nome de sua amada e repercutindo todo o prazer a que foi submetida, depois de tudo deixa repousar a cabeça no ombro de Giselle que de imediato e delicadamente retira os dedos de dentro da namorada beijando suas costas, pescoço e ombros.

– Como se sente amor?

– Morta...destruída...responde Flávia sorrindo.

– Hummm então vamos pra cama?

– Só se me levar porque não tenho condições de sair daqui.

– Acho que ficou mal acostumada hein mocinha...diz brincando...eu a levo só preciso que me dê um pouco de espaço pra poder me colocar de pé...Giselle sai da banheira e logo recorda da bagunça que deixaram no quarto, sai organizando tudo, depois de uns minutos regressa pega sua amada nos braços e a leva pra cama, não sem antes pegar uma toalha no closet pra enxugar o corpo tão desejado da morena.

– Está tudo bem?

– Sim...sussurra Flávia...Giselle se inclina beija-lhe nos lábios e diz lascivamente...

– Preciso de você...a empresária depois de tudo continua muito excitada, isso claro desde o primeiro orgasmo da namorada, sente seu sexo pulsar...sua vagina contrair-se, ela então separa as pernas de Flávia, seu tesão está num nível tão alto que só em imaginar seu sexo no da amada já seria capaz de fazê-la gozar ali mesmo, encaixam suas vaginas de imediato e Flávia a envolve com as pernas para conseguir uma maior fricção, os gemidos ecoam pelo quarto, os movimentos ficam mais acelerados, Giselle está enlouquecida que não dá pra segurar mais o que está por vir, ela goza intensamente e cai exausta sobre o corpo da amada.

EM OUTRO PONTO DA CIDADE...

Fernando se encontra com o detetive.

– O que tem pra mim?

– Nada...responde resignado.

– Como nada?...Fernando pergunta duvidando das palavras do homem.

– Aquela mulher é muito íntegra...certinha demais, não consegui nada que pudesse ao menos arranhar sua imagem, sequer um pequeno deslize.

– Não acredito...deve existir algo...ninguém é tão perfeito assim.

– Então vai ter que se conformar com isso...entrega um envelope...- Se for inteligente poderá utilizar essa informação a seu favor...é tudo o que temos.