Voce mudou minha vida

36 Capitulo 36 - Final parte 2


Notas iniciais
Boa noite meninas voltei! A segunda parte das minhas notas iniciais é pra também pedir desculpas por alguns deslizes e erros na fic, infelizmente por mais atenção que tenhamos eles são inevitáveis. Somos muito gratas a todas voces. Esse cap é especialmente dedicado a vocês que de alguma forma em algum momento participaram dessa fic, umas mais outras menos, inclusive as meninas da moita. Agora um agradecimento que não tenho como definir ou dar a devida dimensão, ele vai pra minha gde amiga e parceira Angie, pessoa linda e de aura iluminada, que me proporcionou uma oportunidade única de me descobrir capaz de ir além dos coments. Foi um enorme prazer ser a ponte entre vc e as leitoras, o canal que transmitiu suas ideias, sentimentos e que resultaram em duas emocionantes estórias, poder contribuir para que o idioma deixasse de ser um impedimento no seu sonho de escrever. A sinergia entre nós indubitavelmente fez com que a parceria desse certo. O sentimento é de saudade e missão cumprida. Amada nossa amizade certamente perdurará, essa é uma história sem final e que escrevemos um cap todo dia. Obrigada...obrigada...obrigada...Adoramos vc dominicana! Minhas queridas nos encontramos por aí nos coments. Vcs são muito especiais. Vida longa à Clarina. Bjs no coração de todas. Feliz Páscoa e ótimo feriadão! Fui... Sara/Irene. Caras leitoras, Dizer adeus é certamente uma coisa difícil... E acreditem que isso para mim é muito difícil... Duplamente. Porque também porque também perdi a minha grande parceira. Bom! Chegamos ao fim da nossa história... Como nos contos de fadas, temos um final feliz... Depois de tantos obstáculos... Nossas personagens encontraram a maneira de descontá-los, lutando cada batalha para ganhar a guerra... Durante esses meses ter todas e cada uma de vocês lendo capítulo após capítulo... Comentando... Dando-nos aqueles feedbacks maravilhosos... e Impagável... Porque de uma maneira ou de outra... Eles ajudaram muito a construção desta bela história que termina hoje. Há muitos nomes que eu gostaria falar... Mas por razões de espaço não posso... Mas todas e cada uma de vocês são especiais para mim... Aquelas leitoras que se atreveram a comentar... Aquelas leitoras que usufruem nossa narrativa... Ou que Favorizaram ou que deu Observação... Eu agradeço a todas vocês! Obrigada pra mim uma pessoa que não e brasileira receber todo aquele carinho e impagável não posso descrever com palavras... Mas meu coração fica batendo alegre por cada uma de vocês. Por outro lado, devo agradecer infinitamente Irene / Sara... É uma mulher maravilhosa... Uma estrela de luz... Irene meu amor, você tem uma luz maravilhosa que ilumina tudo... Obrigada Irene graças pelo privilégio por permitir-me, estar perto de você... Eu amei cada uma de nossas diferenças, cada um dos seus esforços para conter a minha sede de drama! Realmente foi um passeio divertido e excitante um exercício que mostra que as diferenças de pensamento são bons que resultou em nesta bela história que foi VMMV. Também devo agradecer... Porque nessa reta final eu não dei o melhor de mim... Eu estou fora do meu equilíbrio emocional, acho que meu eu interior, se foi férias... Sem me dar um aviso!(KKKKKKKKK) Ele não me disse nada! Aquele bandido! E isso se reflete em todas as minhas ações... Por essa razão o trecho final desta história foi forjado no sangue e fogo... E Sara, tem sido responsável por sustentar este desempenho... Ela me empurrou... Exigiu... Lutou... E isso é maravilhoso... SARA / IRENE obrigada por isso... E eu já lhe disse muitas vezes VOCE E MARAVILHOSA!!! UMA JÓIA tão incomum nestes tempos! Por favor, você nunca mude. Em fim, minhas queridas obrigada todo... Todo o carinho... Compreensão... Por todo! Por se juntar a nós e compartilhar nossa estória... Agora eu vou fazer uma pausa... Vou continuar como leitora... Abraços a todas e cada uma de vocês. E... Não, não é um adeus... É um até breve! Graças a todas e cada uma de vocês leitoras, graças Irene eu amo muito você... Todas vocês mudaram a minha vida.

Santa TERESA

Marina entra em casa ouvindo os gritos de Diogo sabe que sua família está reunida na área da piscina, ali se encontram Giselle, Flávia, Helena, Lucas (marido) e os filhos, Mário, Luciana (esposa) e sua prole um casal de 8 e 5 anos, Roberto, Rita, Sandra e Clara com a pequena Vitória nos braços, por uns segundos se permite observá-los sem que seja notada, logo a morena sente sua presença e lhe dirige o olhar, aquele é um dia muito especial porque é o aniversário de Diogo, Clara permanece estática temerosa em perguntar o resultado da sentença, o garoto vê a mãe e sorri Marina corresponde àquele gesto puro e meigo, é o suficiente pra que o pequeno furacão corra na sua direção que se inclina e o acolhe nos braços. Enquanto aquela cena acontece os demais observam com os corações agitados e aflitos, todos estão curiosos pra saber sobre o desfecho do processo. Após uns segundos abraçada com o filho, beija-lhe e sussurra...

— Te amo meu pequeno...te amo muito...muito...muito!...a voz sai embargada pela emoção, segurando o garoto sai ao encontro da família.

— Que...que...aconteceu?...Clara pergunta trêmula, Marina demora um pouco pra responder e deixando todos mais ansiosos, logo abre um largo e maravilhoso sorriso.

— Amor...está tudo bem, hoje ratificaram o que todos nós já sabíamos...que Diogo é um LEGÍTIMO MEIRELLES!

— Oh isso quer dizer que...

— QUE VENCEMOS! VENCEEEEEEMOS!...Marina grita eufórica rodopiando com o garoto nos braços provocando-lhe sonoras gargalhadas, Clara entrega Vitória a Sandra e se une aos dois.

Agora sim a felicidade está completa, como não havia clima pra comemoração optaram por fazer apenas uma reunião íntima. Depois do resultado positivo a tensão que atingiu a família se transformou em pura alegria, o alívio era visível e foi assim naquele ambiente harmonioso que o pequeno furacão cercado de muito amor, celebrou seu 3º aniversário, com direito a bolo enfeitado com a figura de Thor, “parabéns pra vc”, guloseimas, presentes e muuuuuitas brincadeiras.

Alguns dias depois Clara e Marina, Flávia e Giselle resolvem sair pra se divertir, considerando a pressão dos últimos meses nada mais merecido e decidem ir a um barzinho muito agradável já conhecido do grupo, querem se distrair, conversar amenidades enquanto tomam uns drinks.

— E então pra quando é esse casamento?

— Dentro de uma semana, está praticamente tudo pronto faltando só alguns detalhes, será uma cerimônia bem discreta...diz Giselle.

— E o que farão com dona Branca? Não acredito que ela permitirá a herdeira do império Vieira se casar no mais absoluto sigilo...Marina brinca.

— Não mesmo, sabe como é minha mãe, ela evidentemente deseja algo suntuoso, uma grande produção, eu e Flávia queremos uma coisa mais íntima.

— Sim compreendo e como resolverá esse impasse?

— Planejamos uma recepção só pra nós, família e alguns amigos mais próximos...Flávia acrescenta.

— Quer saber senhorita Mendonça...Marina parece pensativa.

— O que?...Clara fica na expectativa do que possa ser, a produtora faz mistério...- Me diz amor já estou impaciente.

— Acho que queimamos etapas, nós já namoramos há algum tempo, temos nossa família e não nos casamos.

— Verdade amor, parece que esquecemos essa parte.

— Ahh Clara então você ainda não conseguiu laçar essa mulher...Gi brinca enquanto toma um gole do seu whisky.

— Será?...a morena olha pra Marina que apenas sorri...- Bom podemos mudar isso agora...Clara se levanta de repente deixando todas surpresas e vai direto falar com o DJ, retorna à mesa e pouco depois começa a tocar a música EU SEI QUE VOU TE AMAR, Clara permanece de pé cantando aquela melodia sem desviar um momento sequer o olhar pra sua branquinha que parece hipnotizada e então pergunta...- MARINA MEIRELLES ACEITA SER MINHA ESPOSA?...o gesto inusitado desperta a atenção de todos que de imediato começam a pedir em alto e bom som...

— Aceita! Aceita! Aceita...Marina é tomada de perplexidade, não esperava aquela atitude em público da morena.

— Então mulher o que tem a dizer?...Giselle pressiona a amiga...emocionada e ainda atônita a produtora se põe de pé e em resposta beija Clara com paixão suscitando gritos e aplausos dos presentes, depois de recuperar o ar finalmente responde...

— SIIIIMMMM EU ACEITO CLARA MENDONÇA...ergue um brinde no que é acompanhada por praticamente todos os clientes do bar.

— Te amo Clara!

— Também te amo Marina!

Uma semana depois...

A cerimônia de casamento de Giselle e Flávia acontece no terraço do Bistrô utilizando a belíssima vista da cidade ao fundo, tudo organizado por seu fiel escudeiro Felipe e equipe. Ali juram amor eterno, o evento é simples mas charmoso, a morena usa um vestido branco curto, corpete com transparência em tule todo bordado com pérolas, fechamento nas costas com trançado de fita e cetim, saia em camadas de tule com barra de acabamento de linda renda, enquanto Giselle traja um elegante terninho, blazer e calça corte reto liso também na cor branca, ambas com maquiagem leve, cabelos soltos e naturais, estão realmente lindas cada uma ao seu estilo embora o que mais realçe a beleza do casal seja a felicidade que salta aos olhos. Logo que o juiz oficializa o casamento e concluídas as formalidades, as noivas trocam alianças e o tradicional beijo que sela aquela união, depois seguem para o espaço reservado à recepção, dançam diante dos seletos convidados, conversam um pouco com os pais de Flávia um casal muito simpático e rapidamente desaparecem dali para desfrutar a lua de mel a bordo do iate dos Vieira singrando as águas que bordeiam o Rio de Janeiro e tendo o pôr do sol como testemunha aproveitam pra reiterar seus votos.

— Amor uma vez você me perguntou o porquê de ter sido a escolhida entre tantas mulheres, o que tinha visto de especial em você, o que fez pra conquistar meu coração, bom depois de tanto pensar cheguei a uma simples conclusão é que não tenho resposta, não me apaixonei por um rosto bonito e um corpo estonteante, me encantei com esse sorriso maravilhoso que desponta diante das coisas mais simples da vida, porque você tem o dom de tornar meus dias mais resplandecentes e minhas noites mais iluminadas, porque eu, Flávia Morais Vieira desde que a vi soube que era a minha cara metade, porque somente olhando profundamente nos seus olhos posso vislumbrar uma vida melhor, sei que sou afortunada por ter seu amor e espero que seu coração saiba assim como o meu que é com você que quero ficar o resto dos meus dias, que você está dentro dele e jamais permitirei que saia, obrigada por aceitar ser minha companheira de toda a vida, AMO VOCÊ!

— Gi...você sempre foi a minha rocha, meu porto seguro, me apoiou quando a vida aprontou comigo, me protegeu, cuidou de mim, não importava a situação seu amor desmesurado esteve presente pra me fortalecer, até quando eu feito tonta não o enxergava e já era visível pra todos, graças a você eu conheci um amor puro, desinteressado e paciente, descobri que ele não precisa vir acompanhado de dor mas que torne os dias mais leves, alegres e as pessoas melhores, que provoque transformações de todo tipo, eu também posso me considerar abençoada por ter um sentimento dessa grandiosidade vindo de alguém como você, hoje e todo dia quero reiterar esse amor, que não importa o tempo que passar ele seguirá firme, obrigada por existir, AMO VOCÊ!...as duas com olhos lacrimejantes compartilham um beijo apaixonado e terno. O iate está decorado e preparado pra receber as recém-casadas pra sua noite de núpcias que certamente será intensa e memorável.

CCAS...

Clara entra no Centro Comunitário que ela idealizou e fundou, sente-se nostálgica há meses não ia lá, emociona-se sobretudo porque à medida que percorre aquelas dependências tão conhecidas os funcionários param pra cumprimentá-la, abraçá-la e manifestar seu pesar por ela não estar mais a frente das atividades do Centro. Clara sempre foi muito querida tratando a todos com carinho e respeito, tudo ali representa uma parte importante da sua vida e embora as circunstâncias tenham provocado seu afastamento ainda pertence àquele lugar. Com um suspiro encaminha-se à sala de reuniões onde estará presente o conselho administrativo para a revisão semestral, discutir as próximas ações e deliberar sobre outras questões, ela bate à porta e ao abrir observa Helena sua fiel amiga além dos conselheiros.

— Atenção por favor, como todos já estão a par do objetivo dessa assembleia então podemos iniciar os trabalhos...Helena começa seu discurso de abertura...- Como sabemos o Centro passou por uma fase muito difícil, foram momentos obscuros e chegamos a níveis mínimos de operacionalidade pela falta de patrocinadores e consequentemente de recursos. Durante meses Clara Mendonça esteve afastada da direção do Centro, essa casa com a qual ela sonhou e por fim materializou tendo como missão dar oportunidades e perspectivas àqueles menos favorecidos que se viam desesperançados e desassistidos. Imaginem o que Clara passou durante esse tempo sentindo-se impotente diante da nossa situação calamitosa, apesar das circunstâncias em que foi tirada do cargo ela não se eximiu de tentar ajudar de alguma forma, mantínhamos um montante apenas razoável de doações, era imperiosa a busca por novos investidores e não foi fácil consegui-los, mas com a prestimosa colaboração dela que mesmo à distância trabalhou incansavelmente pelo Centro hoje podemos dizer que respiramos outros ares, nossas operações se incrementaram com a injeção de recursos oriundos de benevolentes empresários que resolveram nos apoiar. Bem gostaria que dessem uma olhada na papelada que está sendo entregue a cada um de vocês...todos pegam os documentos fornecidos pela assistente e começam a ler.

— Helena...diz uma integrante do conselho.

— Sim Lúcia?

— À primeira vista a proposta de patrocínio que temos não carece de muita análise, estão nos oferecendo uma soma considerável com a condição de que admitamos 5 novos membros e assim ampliar o conselho de 6 pra 11.

— Isso mesmo e quatro desses desejam ser representados pelo quinto membro proposto, se aceitarmos os termos deles estes investidores se comprometem a nos destinar uma verba suficiente pra que não soframos mais com crise financeira.

— Ah mas com certeza tendo essa segurança seria maravilhoso...acrescenta um outro participante, mais alguma coisa?

— Sim Estevão...porém só posso continuar se vocês estiverem de acordo com a oferta...Helena diz olhando para cada um dos sócios, depois de alguns minutos pergunta...- E então o que decidem?

— Eu acho que devemos aceitar...Lúcia responde...- Não vejo nenhum impedimento, devemos priorizar a saúde financeira do Centro...assim um após o outro todos os presentes votam a favor do acordo que é aceito por unanimidade.

— Então agora podemos saber sobre a segunda parte da proposta?...outro membro indaga. — Acho que a pessoa mais indicada pra fazer essa exposição é a escolhida pra representar os novos integrantes do conselho...Helena se levanta, caminha até a porta abre e convida a participar da reunião simplesmente Sandra Mendonça...- Senhoras e senhores acredito que não há necessidade de apresentações pois todos já a conhecem, Sandra será a responsável pelos novos participantes do grupo de conselheiros e que terão voz e voto. Com a palavra a presidenta do consórcio Mendonça.

— Boa tarde, primeiramente gostaria de dizer que é um prazer conhecer todos que com tenacidade conseguiram manter o Centro funcionando mesmo em situação de precariedade, agradeço a você Helena tão dedicada e apaixonada pelo que faz, que nunca se vergou às dificuldades e foi exitosa em dar continuidade ao que foi idealizado pela Clara. Aproveitando a ocasião queria submeter à apreciação de todos e que seja votada à sua recondução à Direção Geral do CCAS...depois de algumas confabulações entre os presentes e já contabilizando de antemão cinco votos a favor não foi necessária muita coisa, todos reconheceram o trabalho incansável e incontestável desenvolvido por Clara ao longo dos anos, consideraram a eficiência e hombridade com que administrou os recursos e proporcionou inquestionáveis avanços sociais beneficiando muita gente. Além da retratação pública feita pela revista que disseminou aquela onda de perseguição a ela e Marina, pesou a seu favor os novos patrocinadores que o Centro conseguiu nesse tempo intermediado por Sandra que circulava habilmente no meio empresarial. Com isso investimentos foram captados o que possibilitou a execução de projetos de ampliação e melhoria dos serviços prestados, permitindo assim à assistência a um maior número de pessoas necessitadas, com a chancela de todos a morena foi reintegrada ao Centro sob aplausos e felicitações.

AUTÓDROMO DE INTERLAGOS – ÁREA DOS BOXES...

— Ei Murilo o chefe que falar contigo...diz um dos mecânicos.

— Ok onde ele está?

— No escritório, tá com uma cara de poucos amigos...ironiza.

— Não tenho medo de cara feia chapa!...se dirige a sala que serve de escritório improvisado, bate à porta e é convidado a entrar.

— Oi...mandou me chamar?

— Sim Murilo, é o seguinte estamos no final da temporada e resolvemos não renovar seu contrato para o próximo ano.

— Como assim? Que papo é esse cara eu injetei muito dinheiro aqui.

— Meu rapaz os seus resultados têm sido pífios há algum tempo e nós vivemos não só de investimentos que claro são imprescindíveis pra manter uma grande equipe pois temos gastos altíssimos, mas também precisamos de vitórias pra que tenhamos mais patrocinadores e com você isso não acontece mais.

— É só uma fase ruim, todo piloto passa por isso eu posso superar e voltar a vencer.

— Murilo isso não é verdade, depois daquele acidente você nunca mais foi o mesmo, está mais lento e precisamos de sangue novo, de juventude, estamos em contato com um novato com as características que queremos, ele é arrojado, rápido, audaz, talentoso, promissor e além disso trará investidores poderosos. Sentimos muito e agradecemos pelo tempo juntos, pelos serviços prestados, você foi brilhante enquanto esteve na sua melhor forma, infelizmente não é mais necessário, preciso que assine a rescisão do seu contrato.

— Sentimos muito é o caralho, vocês são uns filhos da puta, a gente só tem valor quando dá lucro se isso não acontece mais aí é descartado...Murilo fica possesso mas assina o documento, não há mais nada a fazer sua carreira como piloto parece definitivamente encerrada...sai batendo a porta e por fim pragueja...- Quero que se fodam todos!

Logo que Clara recuperou a direção do CCAS foi reintegrando-se parcialmente às atividades visto que ainda encontrava-se de licença maternidade e muito apegada a Vitória, não gostava de ficar longe da sua pequena, frequentava o Centro em meio tempo e esporadicamente. Tanto ela quanto Marina estão mais ligadas do que nunca aos filhos, não era pra menos depois da ameaça de perdê-los, a família permanece unida e feliz. Diogo continua na creche, a princípio sentiu a ausência de Judith mas sociável como é rapidamente acostumou-se com a nova professora, jovem, qualificada e amorosa com as crianças, seus coleguinhas também a receberam carinhosamente. Quanto a Vitória, a princesa da casa tem uma babá em meio tempo e claro toda a atenção e mimos da vovó Sandra.

Os últimos dias têm sido de intensa correria, tudo por conta daquele singular pedido de casamento que Marina aceitou prontamente. Depois que Flávia e Giselle retornaram de sua rápida lua de mel a dona do Bistrô tomou para si a responsabilidade de organizar a cerimônia e recepção.

— Bom em primeiro lugar onde será casamento?...Flávia pergunta durante um jantar no apartamento das recém-casadas.

— Pois é não sei ainda...Marina responde sem nenhuma ideia em mente...- O que acha amor?

— Ahh gostaria que fosse numa praia, sempre sonhei me casando ao ar livre e adoro o mar.

— Na praia?...a produtora fica surpresa com a revelação.

— Sim...a voz de Clara agora traz um “q” de emoção e nostalgia...- Foi assim que tudo começou, onde nos conhecemos...Marina também recorda e os olhos umedecem, segura as mãos da morena e aperta.

— Verdade você tem razão, se meu amor deseja um casamento na praia então assim será, conclui beijando os dedos da amada.

— Pois há muito o que fazer, já tem alguma noção de onde poderia ser?

— Sinceramente não sei mas gostaria de algo simples e menos público que o local onde nos encontramos...Marina acrescenta.

— Evidente, penso da mesma forma já basta o quanto estivemos sob os holofotes, não quero meus filhos expostos na mídia, nem nossa vida privada a mercê da imprensa...reitera Clara.

— O que acham de Búzios? É um lugar de cenário paradisíaco, mais isolado, reservado...Giselle sugere.

— Siiim! Ótima sugestão amor, seria perfeito...Flávia concorda imediatamente.

— E você Clara o que opina?...Marina pergunta.

— Me parece uma opção maravilhosa, tenho lembranças marcantes de lá, foi onde descobri que estava grávida e tivemos momentos de paz no meio daquela tormenta de perseguição.

— Então deixem comigo, a cerimônia estará em ótimas mãos...Flávia diz orgulhosa com a missão de organizar o casamento de suas melhores amigas.

NUMA RUA DO RIO DE JANEIRO...

— Uma esmola por favor... me ajudem com minha filha!...Depois daquele fatídico dia no fórum a vida de Joanne e Vanessa mudou drasticamente, consequência das custas processuais que a senhora Marinelli teve que arcar, é o montante correspondente ao que foi gasto na tramitação do processo em regra pago pela parte vencida, além disso Jonas exigiu até último centavo de seus honorários ao descobrir a farsa da qual foi vítima, pra piorar as despesas hospitalares com o tratamento da filha terminaram por minar as suas parcas reservas financeiras, por fim todos os recursos de Joanne se esgotaram, sem contar com outra fonte de renda e como se sustentar foram parar nas ruas da cidade mendigando a fim de conseguir o mínimo pra sobreviver. Concentram-se em semáforos dependendo da bondade dos transeuntes e motoristas, Vanessa na cadeiras de rodas e a velha senhora empurrando o que geralmente sensibiliza os que veem a cena. As duas andam maltrapilhas, em nada lembram aquelas mulheres educadas, bem vestidas e de boa aparência que já foram um dia. A vida prega dessas lições, ambas só estão colhendo o que plantaram já que optaram em fazer o mal ao invés de seguir um caminho de retidão, de lisura, de integridade, hoje padecem vítimas de sua própria iniquidade e o destino com seu senso de justiça se incumbiu de torná-lo bem amargo.

SEMANAS DEPOIS...

Logo após o encontro em que ficou decidido que Flávia ficaria responsável pela organização do casamento ela arregaçou as mangas e mergulhou de cabeça pra que tudo saísse perfeito. Os preparativos têm deixado Clara e Marina à beira da loucura, são tantas providências a tomar, detalhes a resolver e ainda tem as crianças, apesar de contarem com a providencial ajuda de toda a família. Dois dias antes todos decidem ir pra Búzios, Sandra e todo o clã dos Mendonça alugaram bangalôs onde ficarão hospedados para o evento, assim como Helena, Lucas e os filhos, já Flávia, Giselle, Marina, Clara, Diogo,Vitória e a babá seguem pra casa de praia.

Um dia antes do casamento...

A tradicional despedida de solteiro foi definida da seguinte maneira, um grupo formado por Marina, Giselle, Mário Júnior e a esposa Luciana, outro com Roberto e Rita, Helena e Lucas, Clara e Flávia, todos sairiam pra curtir a noite sem limites mas em lugares diferentes e sem contato ente eles. Marina e seus convidados optaram por um barzinho onde cantou, dançou, foi alvo de algumas brincadeiras e bebeu bastante se estendendo pela madrugada. Com Clara não foi muito diferente, sua turma escolheu uma boate onde tocava todos os ritmos, a morena juntamente com Flávia e Rita deixaram seus corpos comandarem e se jogaram na pista de dança, Helena mais comedida preferiu ficar com Lucas e Roberto que vez ou outra também arriscavam uns passos. No final a noite foi bem agitada pra todo mundo que retornou às suas acomodações, havia quartos extra pra Clara, Marina, Flávia e Giselle, evidentemente as noivas ficariam em espaços separados o que as desagradou bastante. A produtora sentindo-se um pouco tonta com o efeito do álcool e triste por estar separada da sua morena não conseguiu dormir, saiu então em busca da amada, percorreu a pouca distância que as separava até chegar a janela que supôs ser a do quarto de Clara, agradeceu mentalmente por encontrá-la aberta e imaginou ser um sinal pra que ela entrasse, tão cuidadosamente quanto seu estado permitia venceu aquele primeiro obstáculo e deslizou sorrateiramente pra dentro, em sua incursão tropeçou em uma cadeira machucando o dedão o que a fez dar pequenos saltos pra aliviar a dor, depois quase derrubou o abajur da mesinha de cabeceira até que conseguiu visualizar os lençóis brancos e uma silhueta feminina, sorriu de forma lasciva, por fim atingira seu intento pensou, ficará com Clara, assim que começou a aproximar-se da cama e lentamente deitando e abraçando o corpo sob as cobertas percebeu que aquela não era sua mulher, levantou-se subitamente ao mesmo tempo a pessoa que ali dormia começou a gritar a plenos pulmões.

— SOCORRO! UM LADRÃO ACORDA ROBERTO UM LADRÃO!...Marina então só confirmou o que já imaginava entrou no quarto errado.

— Shhhh Rita pelo amor de deus cala a boca, quer acordar todo mundo?...naquele momento a branca já estava praticamente sóbria.

— Que diabos você faz aqui?...Roberto acende a luz e os dois se levantam ao reconhecer a voz de Marina.

— Eu me enganei achei que esse era o quarto da Clara...diz constrangida e o casal cai na gargalhada.

— Sorte sua não ter sido a Luciana, acho que minha cunhada não iria gostar muito de ser agarrada na cama dela...Roberto ironiza continua rindo da cara de frustração da produtora, naquele momento a porta se abe e os demais entram armados com o que encontraram pelo caminho pra expulsar o ladrão.

— Marina o que está fazendo aqui?...Flávia foi a primeira a perguntar.

— Eu vim ficar com a Clara, não consigo dormir sem ela.

— Ohh raios! Você me prometeu!

— Eu sei mas não pude evitar, desculpa...onde ela está?...pergunta envergonhada.

— Em outro quarto que a senhorita não terá acesso, agora vamos todos dormir que amanhã precisamos estar bem dispostos já que o dia será longo.

— Gi eu quero minha mulher...sussurra!

— Amiga vai ter que se conformar, dona Flávia é dura na queda...olha o relógio na mesinha de cabeceira ...- Dentro de algumas horas terá Clara todinha só pra você...todos confortam a produtora mas sem disfarçar o sorriso diante daquela situação hilária e retornam aos seus respectivos quartos.

CASAMENTO...

O dia desperta com toda sua exuberância, um lindo céu azul e o sol radiante trazendo uma intensa luminosidade. A casa de Búzios estava em total efervescência, pra onde todos se dirigiram depois de conseguirem descansar algumas horas após o evento da madrugada. As atividades eram todas em função do casamento, havia pessoas encarregadas das flores, outras da decoração, o buffet estaria a cargo do Bistrô, equipe de filmagem dos Estúdios Vieira e Flávia tinha contratado também profissionais que ficariam responsáveis pela produção do casal, que incluía roupa, maquiagem e cabelo. A morena se esmerava em cada detalhe, tudo era feito sob sua supervisão e o capricho era visível. A cerimônia se daria ao por do sol a pedido das noivas. Assim o dia transcorreu com toda a agitação que o momento provocava. É chegada a hora, os convidados começam a ocupar seus lugares, além da família alguns poucos amigos muito próximos se fazem presentes. O local da cerimônia está ornamentado com girassóis traçando um caminho que se estende até um pequeno altar também enfeitado com os mesmos motivos florais e onde já se encontra a juíza aguardando as noivas. Ao fundo a paisagem deslumbrante, o barulho do mar e ainda uma brisa fresca que sopra. De repente a atenção de todos é despertada com a aproximação de um barco lindamente decorado que atraca no píer, dele saem Clara e Marina de mãos dadas. Ambas usando vestidos brancos e curtos, a morena traja um modelo tomara que caia com bordados e pedras matizadas enquanto o da produtora tem costas nuas e é todo trabalhado com detalhes em rendas, maquiagem leve e nos cabelos tiaras floridas tudo combinando perfeitamente com a ocasião. De pés descalços caminham pela areia em conexão com a natureza e ao aproximarem-se do local da cerimônia são recebidas por Flávia que orienta Diogo, o pajem tem em mãos um recipiente em forma de concha que guarda as alianças, o traje do pequeno furacão é bem informal e leve, bermuda, camisa e sandálias assim como os demais presentes. Clara e Marina chegam diante da Juíza de Paz que inicia a cerimônia, o garoto se posiciona de lado na companhia de Flávia, Giselle e Sandra que tem nos braços a menina Vitória.

— Senhoras e senhores estamos aqui reunidos para celebrar o milagre do amor, acredito que o segredo do casamento está na sabedoria e na compreensão de que essa união precisa ser um entendimento, uma combinação harmônica das duas pessoas em uma, conquistando-se e conquistando a felicidade a todo instante, a todo momento, com carinho e respeito. Depois do breve discurso Marina pede a palavra e segura a mão da noiva.

— Clara, eu Marina a tomo como esposa não podendo assegurar que a vida ao meu lado será um mar de rosas, teremos altos e baixos mas confio que o amor que sentimos é a garantia de que encontraremos o caminho, o equilíbrio, quero que saiba que não imaginava amar novamente, mas um dia casualmente na praia o destino me direcionou a você e desde então minha vida começou a tomar outro rumo, a minha e a do meu filho que foi responsável por essa conexão, depois sem me dar conta me vi completamente apaixonada, com o tempo o sentimento só se intensificou, nos transformamos numa família, vencemos obstáculos, derrubamos barreiras e graças às forças que regem esse universo nos mantivemos firmes e você não desistiu de mim, de nós, do nosso amor... Clara Mendonça obrigada por tudo. Amo você!...Agora a morena repete o gesto da produtora.

— Marina Meirelles eu a tomo por esposa e concordo com suas palavras, passamos por várias dificuldades mas o amor nos fez superá-las, nos ajudou a encontrar o caminho certo para solucionar os problemas, sou grata à vida porque estava perdida, porque graças a você recuperei a alegria de viver, graças a este amor hoje tenho uma mulher maravilhosa ao meu lado e meus filhos, uma família linda e posso me considerar uma pessoa feliz e realizada, agradeço todos os dias ao nosso pequeno furacão...olha pra Diogo e sorri...- Escapou das suas mãos e tropeçou em mim naquela praia, porque naquele dia Marina você entrou na minha vida para nunca mais sair e ali eu despertei para o mundo, encontrei a luz que desde então tem tornado meus dias mais brilhantes e a minha existência mais prazerosa, alegre, plena, obrigada por ser meu pilar, a força que me move. Amo você...ditas aquelas palavras Diogo discretamente se aproxima do casal e lhes entrega as alianças que são trocadas com sorrisos nervosos e lágrimas, as duas têm um olhar fixo...a juíza então dá continuidade a cerimônia.

— Saibam que as alianças que acabaram de colocar têm um significado, é um elo sem início nem fim, espero que o casamento de vocês seja assim como uma aliança infinita e que dure eternamente. Bem de acordo com a vontade de ambas que acabam de pronunciar diante de mim, em nome da lei, do poder a mim atribuído e sob as bênçãos divinas eu as declaro casadas. Podem se beijar!

Encerrada a cerimônia o casal recebe os cumprimentos dos convidados, depois da sessão de fotos todos passam à recepção organizada ali mesmo na praia onde são servidos sucos, muitas frutas frescas, além de coquetéis, mojitos, sex on the beach, tequila sun rise, pina colada dentre outros drinks a cargo do barman contratado. O prato principal é à base de frutos do mar, arroz , opção de carnes e bastante salada. Já cai a noite quando Clara e Marina conseguem fugir e finalmente ir pra sua lua de mel. Um carro já as aguardava pra levá-las a um outro ponto do lugar onde há uma reserva num dos mais luxuosos hotéis de Búzios. Depois planejariam uma viagem mais demorada e conheceriam outros destinos, afinal Vitória é ainda uma bebê e precisa de atenção.

Sem dúvidas o hotel é de uma beleza e conforto inigualáveis, com uma vista panorâmica que abrange todo aquele espaço idílico.

A construção em vários níveis revela de todos os ângulos até dos cantinhos mais insuspeitos a beleza da praia da Ferradura, paisagem que emoldura o ambiente e à qual ele está absolutamente integrado. Os quartos são únicos e em cada um deles a natureza é a convidada. A suíte das recém-casadas já está pronta pra recebê-las com pétalas de rosas espalhadas pelo chão e sobre a cama, inclusive congeladas que acompanham o champanhe, jogo de luzes suaves, óleos perfumados, chocolates, flores, velas aromáticas e duas belíssimas camisolas na cor vermelha e branca, tudo organizado por Gi e Flávia e apenas esperando as protagonistas naquele convidativo cenário.

— Ela me despe de corpo e alma, uma delicada linha de beijos vai deixando um trajeto quente incendiando minha pele, guardo um sorriso em meus lábios, ohh como me encanta sentir o calor daquela boca mexendo com todos os meus sentidos, decido permanecer quieta deixando-me levar por todas as prazerosas e indescritíveis sensações, me deleito sabendo que suas mãos me tocam como se estivesse rendendo culto a uma obra de arte, a reverência é tanta que chega a me emocionar, aquele toque me deixa vulnerável e ao mesmo tempo em brasa, tão desejosa que surpreende a mim mesma a profusão de sentimentos. Pouco a pouco meus suspiros começam a ecoar entre aquelas paredes, percebo meu corpo em chamas só de imaginar qual é o seu objetivo, sei aonde quer chegar, qual o caminho que sua boca tão sexy e atrevida está tomando, isso devo confessar me deixa sem ação, saber de antemão o que busca me lança num estado em que meus pensamentos deixam de ter coerência, está trilhando uma trajetória ascendente, decidida, firme, não negligenciando nem um centímetro de pele, dedicando atenção a cada poro, começou pela ponta dos dedos e subindo, agora me assedia no nível das panturrilhas dando entre cada uma beijo, mordida, chupada, proporcionando-me tanto prazer que tenho que me controlar pra não chegar a um orgasmo já que todas minhas terminações nervosas estão ativas e receptivas ao menor toque...ohh santo deus ela não se conforma em me ter presa a um estado de completa agonia sexual com aquela forma de me possuir, agora mordisca minha tez e posso senti-la muito perto das minhas nádegas, gentilmente separa minhas pernas pra facilitar o acesso, posso sentir o calor de sua respiração, perceber um sorriso de prazer pois sei muito bem que agora ela tem uma visão privilegiada do meu sexo, por certo que se encontra totalmente encharcado, melado de uma suave e cristalina lubrificação.

— Sem sombra de dúvidas você é uma bela mulher em todo seu esplendor...sussurra contra minha bunda me queimando com seu hálito...delicadamente separa mais um pouco minhas nádegas ampliando seu campo de visão, aahhh deus estou mais pronta que nunca pra recebê-la da forma que ela quiser, tento me virar mas com firmeza me impede...- Não por favor fica assim...me pede, por seu tom reverente, sua voz sensual, pelo desejo que tem por mim termina por me arrancar um sorriso, então como se já não fosse o bastante aquele excesso de eroticidade ela deixa uma mordida em uma das minhas nádegas, isso foi enlouquecedor pra mim, gemi provocando nela uma agitação perceptível através da sua respiração, sem esperar, sem aviso prévio senti sua língua percorrendo minha intimidade e empinei o traseiro para lhe dar mais liberdade, ai ai ai como preciso dessa língua sedutora me possuindo, se movendo com destreza pra cima e para baixo, seus lábios também passeiam na minha vagina e me sinto sendo invadida, chupa meus grandes lábios, meu clitóris, lambe toda a região e suga meu líquido, segura firme meus quadris pra ter total controle, estou entregue caramba! cada vez que passa a língua pela minha entrada me deixa com uma sensação de vazio preciso ser penetrada, sentir seus dedos ágeis, aquela habilidade que já me fez gozar tantas vezes, remexo contra sua boca, agora com o polegar estimula em movimentos circulares meu botão já intumescido...ahh caralho! os dedos movimentam-se na minha cavidade entrando e saindo com tamanho desvelo que me encanta, acompanho o ritmo, não sei onde encontro forças pra impedir o gozo pois quero aproveitar mais, desfrutar intensamente daquela possessão, não há palavras pra descrever o que se passa comigo então só verbalizo através dos meus gemidos que ressoam, ondas desenfreadas de prazer emanam do meu sexo e se espalham por todo meu corpo deixando-me uma massa descontrolada que só busca sentir o alívio do orgasmo, sua língua trabalha sincronizada com seus dedos, alterna os movimentos ora chupando ora deslizando a boca por toda a extensão da minha vagina, estou indefesa diante dela que sustenta meus quadris, então quando fica impossível impedir o que está por vir, da minha garganta escapa um grito violento indicando que estou no mais alto nível de prazer e explodo em êxtase, sinto seu rosto molhado com meu líquido e ela suga cada gota dele, minhas extremidades não me respondem, não tenho forças pra nada, ela delicadamente se deita ao meu lado e nossos olhares se encontram, seu sorriso está umedecido com o resultado do meu orgasmo, me beija deixando-me provar do meu próprio sabor, depois de separar nossos lábios começo a sentir uma letargia me dominar e ela diz simplesmente...

— Te amo Clara! Descansa minha morena.

— Abro uma vez mais os olhos, agora a posição do sol mudou o que me diz que já deve ser por volta do meio-dia, só escuto o barulho das ondas que vão e vêm, entre meus braços ela dorme transparecendo uma paz budista, incrível como nos amamos a noite inteira, salvo em alguns intervalos de descanso e pra recobrar as forças, nossos corpos pareciam sentir um desejo desmesurado, ela desperta e nosso olhar se encontra, nos beijamos, sem emitir palavra alguma ela me aborda, essa mulher é incapaz de me dar trégua e pra ser sincera prefiro assim não quero que pare, adoro tê-la daquela maneira insaciável, sorri lascivamente e se posiciona sobre mim me imobilizando, cobre meus olhos com uma espécie de venda, me sinto vulnerável porém gosto da sua atitude, me mantenho passiva e esperando o próximo passo, ela nada diz e percebo um líquido viscoso que não consigo identificar mas cheira a mel deslizar em meus seios especialmente nos mamilos depois descendo até meu sexo, ela inicia então uma doce tortura pois começa a lamber o que derramou fazendo um trajeto que causa uma sensação indescritível, se detém um pouco mais em minha vagina embebida naquele líquido sugando habilmente meu clitóris e grandes lábios, acho que não vou aguentar mas aí ela para e desce mais alcançando meus pés, lambe e chupa cada um dos dedos, retorna beijando minhas pernas e coxas, ai ai ai meu deus que destreza, meu corpo todo esquenta, pelo caminho vai deixando pequenas mordidas e chupões, sei que minha pele branca ficará marcada, assim como marquei a dela, eram visíveis os arranhões em seu pescoço e costas.

— Eu estou machucando você amor?... podemos parar...diz num tom tão sensual que não resisto, aquela voz rouca me enlouquece.

— Não...não se atreva...ohh deus!...o som sai quase imperceptível, sua língua se torna mais torturante, ela retira a venda, levo um tempo pra me acostumar à luz e perceber seu sorriso malicioso, jamais a vi com aquela expressão, ela contempla meu sexo como se fosse o maior dos seus tesouros e seu olhar escurece mais, suas mãos delicadamente separa meus grandes lábios e começa a estimular meu clitóris com a língua e dedos, seus rosto reflete todo o desejo, me encara de forma sedutora me deixando mais excitada, o corpo todo responde através de espasmos, minha respiração é descompassada e só consigo gemer, ela se delicia no meu sexo que ainda guarda vestígios do líquido, o quarto é preenchido não somente com sussurros mas também com o som que emana da sua garganta, posso constatar que meu sabor misturado com o doce do mel a enlouque e tem um poder enorme sobre mim, aquela língua transita com desenvoltura em toda a área se lambuzando, indo de cima pra baixo por vezes entrando, então percebendo meu nível de excitação inicia uma penetração rítmica, meus gemidos aumentam em frequência e intensidade, meus quadris se movimentam freneticamente, o orgasmo começa a gerar-se dentro de mim, vou me preparando pra onda de prazer que se mostra devastadora, essa deliciosa sensação que faz meu sexo se contrair uma vez e outra e mais outra, minhas mãos alcançam sua cabeça e a pressiono implorando silenciosamente pra que não pare, que me leve ao clímax.

— Ahhh assim!...isso!...sim!...sim....con...t..ti...nua!...E assim um grito desesperador reverbera entre aquelas paredes...AHHHHHHHHH...entrelaçamos nossas mãos e as aperto, aquilo foi tão libertador que chegou a me arrancar lágrimas, minha vagina se contrai e continua pulsando, o choro que acompanha aquele orgasmo avassalador é resultado da felicidade que aquela mulher me proporciona, do amor que nos conecta tanto física como espiritualmente, é como se nos fundíssemos e nos tornássemos uma só, ela se levanta e sussurra ao meu ouvido...- Ainda não me saciei de você, seu sabor me embriaga gostaria de conservá-lo na minha boca, me encanta sentir a rigidez de seu clitóris entre meus lábios, deliro quando sua vagina aperta meus dedos ao gozar, quero comê-la, me impregnar de você...aquelas palavras ditas com tal volúpia me fazem incendiar e começo a me mexer contra seu corpo ela abre minhas pernas e encaixa seu sexo no meu, posso sentir seu clitóris rijo e isso me excita mais e mais, seus olhos são só luxúria, é uma sensação sem igual aquele contato, o atrito entre nossos centros provoca um prazer absurdo, estamos excitadíssimas e bastante lubrificadas, gememos e arfamos, aceleramos os movimentos, estamos no nosso limite, sem nenhuma resistência nos entregamos a um orgasmo maravilhoso que nos deixa extenuadas, ela cai sobre mim unindo nossos corpos, os corações ainda estão descompassados e as respirações ofegantes, trememos como se frio tivéssemos, ela se deita ao meu lado, nos encaramos, seu olhar é doce, terno, ela me coloca entres seus braços e acaricia meus cabelos, começamos a relaxar e me deixo levar pelo torpor, não sinto literalmente meus braços e pernas, se não fosse pelo calor de seu corpo diria que estava levitando então caio num estado de sonolência e somente consigo ouvi-la sussurrar.

— Durma meu amor, te amo Marina!

SANTA TERESA...DOIS ANOS DEPOIS...

Como sempre fazem as famílias estão reunidas na casa de Marina onde as crianças fazem a festa, Diogo agora com cinco anos converteu-se no guardião de Vitória a princesinha de 2 anos, além deles ainda tem Laura filha de Flávia e Giselle com um ano e meio. A produtora mandou construir um espaço reservado e seguro para as crianças na área externa próxima à piscina, mas do que todos gostam mesmo é de brincar na água sob os olhares protetores das mães. Já os adultos preferem preferem passar o dia entre conversas, boa música, cervejas e churrascos. Em algumas ocasiões Mário Júnior, Luciana agora mais acessível e sua prole também participam desses momentos de congraçamento, além de Helena, Lucas e os rebentos, Roberto e Rita os mais animados. Sandra continua morando em Santa Teresa apesar dos apelos dos filhos, ali ela vive cercada do amor de Clara, Marina e dos seus adorados netos.

Nesse período o casal finalmente realizou o sonho de conhecer a Polinésia Francesa em uma segunda uma lua de mel. Outras viagens se sucederam e numa delas levaram Diogo e Vitória, visitaram Londres em companhia de Giselle, Flávia e a filha, lá fizeram muitos passeios e claro uma volta na roda gigante London Eye, em seguida deram uma esticada até Paris cidade luz de monumentos e encantos naturais, teve piquenique no “Jardin du Louxembourg”, excursionaram pelos pontos turísticos, foram ao teatro de fantoches que deixou as crianças encantadas e por fim um pulinho na EuroDisney a 30 km da capital francesa. As famílias estavam cada vez mais unidas e aproveitando a vida com tudo o que ela tem de melhor.

O Bistrô permaneceu em alta e como sempre muito frequentado sendo necessária a sua ampliação bem como a construção de uma filial guardando as mesmas características e com o mesmo sucesso. Nesse ínterim também recebeu alguns prêmios de revistas especializadas.

Os Estúdios Vieira com grandes projetos cinematográficos conduzidos pela grande produtora Marina Meirelles que viu seu sua carreira evoluir de forma meteórica estando constantemente em evidência e notabilizando-se por seu talento e capacidade de criação. Quanto ao CCAS tendo a frente Clara e sua fiel amiga Helena depois da fase ruim que enfrentaram com a escassez de recursos, conseguiu a estabilidade financeira necessária com o suporte econômico dado por Sandra e outros patrocinadores, o que possibilitou desenvolver outros projetos assistenciais estendendo o atendimento a um maior número de pessoas.

No consórcio Mendonça também não foi diferente, capitaneado pela matriarca e com assessoria de seus filhos Mário Júnior e Roberto alcançou níveis de excelência nunca vistos, embora durante um tempo tenha sido necessário recuperar sua imagem depois das falcatruas de Fernando que lesaram alguns empresários, bem como recuperar a credibilidade que a marca Mendonça exibia.

Quanto a Fernando depois do julgamento foi encarcerado num presídio de segurança máxima, sobre ele pesavam muitas acusações principalmente a de homicídio triplamente qualificado devendo cumprir a pena de 30 anos de prisão.

Karina e Judith resolveram deixar para trás o passado de desilusão e apostar num futuro juntas. Engrenaram um namoro que em seguida ficou mais sério e terminou em casamento. Ainda moram em Belo Horizonte onde definitivamente fixaram residência. Karina continua coordenando a sede mineira dos Estúdios Vieira agora com projetos de maior envergadura e poderes mais amplos. É o que se pode dizer de “feliz no amor, feliz nos negócios”. Hilda perdeu sua bartender mas ganhou uma sócia, a amizade de longas datas se estendeu a uma parceria que vem dando certo, o Hilda’s Bar está de vento em popa e tornou-se um point muito procurado na capital mineira, vez por outra Judith diverte-se com seu malabarismo no preparo dos coquetéis o que desperta um certo ciúme na esposa apaixonada.

Murilo encerrou em definitivo a carreira de piloto, depois de várias tentativas frustradas em conseguir patrocínio e ser contratado por outra escuderia mesmo de pequeno porte resolveu pendurar as luvas. Ainda continua no mundo automobilístico mas trabalhando nos boxes, fazendo ajustes nos carros já que nessa área tem muito conhecimento além de orientar jovens pilotos, seu passado de glória ficou pra trás, agora é um mero coadjuvante.

Joanne e Vanessa foram bafejadas pela sorte, depois de muito sofrimento nas ruas na busca pela sobrevivência, privações de toda sorte e humilhações tiveram que amargar mais uma. Num belo dia a caminho do trabalho Marina teve que mudar seu itinerário por conta de um desvio, eis que o destino a colocou novamente diante das pessoas que mais lhe prejudicaram, não se fez de rogada parou o carro e foi constatar de perto de quem se tratava. Não acreditava no que via, isso foi o suficiente pra que as duas a encarassem com um olhar penitente e envergonhado, foram poucas as palavras trocadas porém Marina com seu coração benevolente, sem lugar pra rancor e principalmente em memória de Giovanna se comprometeu a tirá-las daquela situação de miséria absoluta, lhes daria teto e uma modesta ajuda de custos mas o suficiente para se manterem. Prontamente aceitaram a piedade da produtora, não havia lugar pra orgulho e quem sabe as privações que sofreram não tenham produzido um efeito transformador em seu caráter.

UM DIA NA PRAIA EM FAMÍLIA...

O sábado desponta majestoso, o sol de uma luminosidade ímpar e o céu esplendorosamente azul. Os Meirelles despertam e com aquele dia lindo resolvem ir à praia, nada mais convidativo que um banho de mar, programa muito apreciado pela pequena Vitória e seu fiel escudeiro Diogo. Clara tem a árdua tarefa de preparar as crianças e a bagagem enquanto Marina organiza o cooler com bebidas, água e sucos, outro recipiente para sanduíches, frutas e iogurtes. Depois de prontos e devidamente acomodados no carro partem em direção ao aprazível programa, escolhem o mesmo lugar em que se conheceram. Ao chegar iniciam todo um ritual, instalam-se com o aparato necessário, passam protetor solar nas crianças e Clara as leva para um mergulho. Marina fica a observá-los encantada com a família que construiu, sente uma leveza, uma emoção que perpassa todo o seu ser, aquilo só pode ser felicidade. Está tão compenetrada que não percebe aproximação dos seus amores.

— Mamã bano bom...vamo?...Vitória chama a atenção de Marina.

— Oh meu amor mamãe vai já, você acabou de sair da água.

— É Vi depois a gente volta pra lá, vamos fazer castelos de areia pega nossas coisas.

— Vamoooo! Clara só admira a interação dos dois sempre foram muito apegados, Diogo tem verdadeira adoração pela irmã, antes de começarem a brincadeira e se sujarem as mães alimentam suas crias.

— Quer uma cerveja amor?

— Eu aceito minha deusa morena.

— Hummm que romântica!

— Pra mim nunca é demais cortejar minha mulher.

— Adoro isso mas em que essa esposa galanteadora estava pensando?

— No quanto sou feliz e como você é linda.

— Jura?

— Claro amor quando foi que menti pra você?

— Nuuunca!...As duas brindam com suas cervejas, trocam selinhos e ficam se olhando fixamente.

— Amor...(Clara).

— Sim? (beijinho).

— Não me canso de agradecer todos os dias (outro).

— Por que?...Marina finge não saber (mais um).

— Por ter você comigo e porque mudou minha vida...as palavras são desnecessárias, o beijo é delicado, apaixonado e ali onde tudo começou fica a certeza de que o amor tem esse efeito mágico, ele conecta almas, produz uma aliança infinita que permanece pra sempre.

FIM



Notas finais
Obrigada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!