Voce mudou minha vida
31 Capítulo 31
CAPITULO 31
03 MESES DEPOIS...Conforme o tempo vai passando a relação de Clara e Marina torna-se cada vez mais sólida, inabalável o que tem sido imprescindível pra enfrentar os constantes obstáculos que surgem a cada dia. A produtora se vê frequentemente bombardeada por ataques maldosos e sem nenhum motivo aparente oriundos de uma revista sensacionalista que fez da imagem de Marina Meirelles sua razão de existir, abordando negativamente seu relacionamento com Clara não importando o quanto elas se esquivem do assédio, agindo sempre com discrição. O referido veículo de comunicação empenha-se em difamar a figura da produtora transformando-a numa destruidora de lares, manipulando de forma leviana a opinião pública contra ela. Aproveita-se principalmente do fato de Clara ainda continuar oficialmente casada já que Fernando tem criado constantes entraves no sentido de dificultar o caminho que a morena busca trilhar pra alcançar sua liberdade em definitivo. O processo de divórcio avança mas infelizmente não com a celeridade que todos desejavam. Tudo isso tem deixado a imagem de Marina bastante prejudicada assim como a de Clara que também não está isenta da sanha da revista e das avaliações depreciativas sobre seu relacionamento taxada de “EXTRACONJUGAL” endossadas tão somente pela versão de Fernando e a única conhecida pela maioria. Estes perrengues têm trazido à morena muitos contratempos na área profissional, pois o CCAS está atravessando um dos piores momentos desde sua criação, alguns dos patrocinadores optaram em não apoiarem mais o Centro por causa da excessiva exposição de sua relação com a produtora.NO CCAS...Clara está em companhia de Helena realizando sua habitual ronda pelas dependências do Centro, conversam sobre um assunto muito delicado, trata-se da última revisão das finanças. A morena está no terceiro mês de gravidez e enfrentando dificuldades pra administrar os prejuízos que atingiram o CCAS nos últimos meses. Particularmente naquele dia não encontra-se muito bem, sente-se cansada ao mínimo movimento, isso sem contar com a incômoda sensação de ir constantemente ao banheiro. — Ah Helena estou muito preocupada neste último trimestre nossos investimentos diminuíram em uns 40%.— Nem me fale, sinceramente amiga essa situação também me incomoda demais e não sei como vai ser daqui pra frente, nossos recursos estão praticamente se evaporando e os gastos aumentando na mesma proporção, alguma coisa teremos que fazer.— Eu sei e isso tem me deixado bastante apreensiva...Clara diz com pesar, em seu rosto pode-se perceber toda a inquietação que a invade.— Não quero ser uma ave de mau agouro mas há que se tomar uma atitude urgente, nossos custos operacionais aumentam a cada dia.— Estava pensando em realizar algum evento que nos permita arrecadar fundos, mas não me ocorre nada, não consigo ter nenhuma ideia...diz resignada.— Pois precisamos fazer alguma coisa e rápido...Helena pode ver refletido no rosto da amiga o cansaço, olheiras pelas noites mal dormidas, sobretudo é visível o fato de estar realmente esgotada...- Vamos no sentar ali...as duas mulheres dirigem-se então a um banco que fica sob uma frondosa árvore.— Ahh obrigada Helena...Clara diz suspirando enquanto seca uma gota de suor que desce da testa, durante todo o dia tem sido assim como se tudo exigisse dela um grande esforço.— Como se sente em relação a gravidez, ultimamente estou achando você um tanto quanto debilitada.— Amiga de uma forma geral as coisas vão bem, até porque estou sob observação médica intensiva do Dr. Morais que às vezes também é super protetor...fala sorrindo.— Que bom mas não esqueça que não pode se descuidar, esse bebê precisa permanecer no cantinho dele até completar a gestação...Helena acaricia a barriga de Clara.— Eu sei, inclusive dentro de alguns dias estarei fazendo a consulta de rotina e quero conversar com ele sobre alguns pontos, por exemplo essa frequência com que sinto vontade de ir ao banheiro, não compreendo o que acontece, além claro dessas constantes náuseas.— As náuseas são normais, será que não são gêmeos?— Oh meu deus se isso fosse verdade acho que Marina ficaria louca, mas aqui dentro com certeza só tem um bebê.— E já sabem o sexo?— Ainda não, só na próxima visita em que farei a ultrassonografia saberemos.— Ai que emoção, lembro quando tive meus filhos.— Sim é um momento mágico...a morena diz suspirando.— Interessante como o corpo vai mudando à medida que a vida abre espaço dentro de nós...Helena fala emocionada e continua...- Mas se está tudo bem com a gravidez então o que a perturba tanto, claro além dos problemas financeiros do CCAS?— Estou muito preocupada com a Marina, esses contínuos ataques estão afetando bastante minha branquinha, durante a noite percebo uma inquietude quando dorme, fica se mexendo na cama, acho que às vezes nem sequer consegue dormir, sabe amiga já até me passou pela cabeça que isso poderia ser algum plano arquitetado por meu padrinho e aquele infeliz do Fernando para nos desestruturar ou algo pior.— É uma possibilidade que não deve ser descartada, recordo muito bem que Sandra advertiu vocês que tivessem cuidado com eles pois estavam tramando alguma coisa e faz sentido, é muito estranho que essa revista dedique páginas e páginas à vida privada de Marina, que invista tanto em difamá-la, parece algo direcionado, pessoal, ela é conhecida mas também não é uma celebridade pra ficar tanto em evidência principalmente dessa forma.— Sim tenho pensado muito sobre isso é como se fosse uma campanha com o objetivo de desmoralizá-la e consequentemente a mim, pode ver que até aqui já estão conseguindo nos atingir, não perdem uma oportunidade.— Com certeza isso em parte é o que está fazendo nossas finanças diminuírem.— Claro que sim já que perdemos importantes apoiadores, dentro de alguns meses teremos uma reunião com a junta de patrocinadores e fico bastante apreensiva com o resultado.
— Natural que isso aconteça, pode-se ver o quanto está tensa mas não deve permitir que isso a afete, Clara você está grávida e todo esse estresse pode atingir negativamente o desenvolvimento da minha sobrinha...ou sobrinho.— Tenho consciência disso mas o que posso fazer, Helena me sinto impotente e às vezes culpada vendo como atacam a Marina por minha causa, eles se tornaram perseguidores incansáveis e esta maldita separação que não se resolve definitivamente.— Ainda por cima o tal de Fernando está se saindo um verdadeiro filho puta, aliás sempre foi agora revelou-se insuperável em matéria de dissimulação e falta de caráter.— Nem me fale há alguns dias seguindo o protocolo dessa droga de processo do divórcio estivemos numa audiência de conciliação, você nem imagina o drama que ele fez representando o papel do marido traído disposto a passar por cima do seu orgulho ferido para recuperar a esposa adúltera.— Não me diga uma coisa dessa, como é possível que aquele infame saia com uma merda dessas!— Ahh se você tivesse visto, meu deus me causou repulsa, quem não conhecesse realmente a história diria que eu era uma vadia qualquer...Clara suspira indignada.— Mas o que está querendo na realidade esse desgraçado?— Não sei mas juro que daria o que não tenho pra descobrir.— Melhor esquecermos isso e aproveitarmos o momento...Helena tenta amenizar o clima.— Sim...Clara está um pouco distraída no exato instante em que seu celular começa a tocar.— Alô!— Clara?— Olá amor como está sendo seu dia?— Tudo normal e você se sente bem e as náuseas diminuíram?— Estou melhor...a morena responde tentando tranquilizar a produtora.— Jura amor?...Marina também preocupa-se por conta do constante assédio, sabe que é difícil pra Clara lidar com tudo isso ocasionando um estado constante de estresse e provocando-lhe pequenas contrações, tanto que Dr. Morais as advertiu para levarem a vida com a maior tranquilidade possível só que a situação tem se tornado insustentável.— Eu juro...responde Clara sem muita convicção.— Clara não minta por favor, não suportaria saber que para me poupar estivesse escondendo algo de mim.— Eu não estou mentindo e nem omitindo nada, realmente me sinto bem.— Mmmm ok vou acreditar, nos falamos depois agora tenho que resolver umas pendências em um dos sets de filmagem, depois ligo pra você de novo.— Está certo amor!— Amo você!— Amo você também minha branquinha.— Beijos!— Beijos...até logo!— O que foi?...Clara pergunta a Helena que a observa com uma cara de boba.— Nada!— Como que nada, por que está me olhando assim?— Assim como?— Desse jeito abobalhado.— Ahh é que me derreto toda vendo como Marina cuida de você...aquelas palavras trazem ao rosto de Clara una sorriso igual ao que está refletido no de sua amiga.— Sim ela não perde nenhuma oportunidade de demonstrar todo seu sentimento e de me fazer uma mulher verdadeiramente amada.— Ohhh amiga quem diria que você encontraria tamanho amor na forma que menos esperava.— Helena não sabe o quanto agradeço a deus todos os dias por isso, tento imaginar minha vida sem Marina e sinceramente não consigo conceber algo semelhante...fala enquanto encolhe os ombros, logo olha seu relógio e levanta-se abruptamente.— Oh meu deus...de repente Clara sente-se um pouco tonta.— O que houve?...Helena imediatamente a segura.— Mmmm não sei acho que me levantei muito rápido.— Talvez tenha sido isso, passou?...está se sentindo melhor?... Helena a olha fixamente não muito segura da explicação da morena.— Já está na hora de ir buscar Diogo, se não me apressar esse trânsito infernal vai me atrapalhar e chegarei atrasada na Creche.— Tudo bem, vamos eu acompanho você até a porta...as duas mulheres começam a caminhar quando o inesperado acontece.— Heleeena...Clara grita assustada quando sente algo sair de dentro dela causando-lhe desconforto e pavor, por instinto se agarra a amiga.— Clara!...Helena a segura preocupada pois de imediato a morena fica completamente pálida...- O QUE FOI ISSO?— Helena pelo amor de deus...Clara desespera-se enquanto leva as mãos entre as pernas e as percebe molhadas com um líquido amarelado.— CA...CALMA CLARA...CA..L...MA...— Liga para o Dr. Morais...HELENA LIGA PARA O DR. MORAIS!...Clara grita nervosa.— Sim...sim...senta aqui venho já.— Aonde você vai, não me deixe aqui sozinha...a esta altura Clara sente que seu coração vai sair do peito, só em pensar na possibilidade de perder seu bebê e tomada por esse temor se põe a chorar compulsivamente...- To...ma...toma...liga do meu celular.— Se acalma Clara, se acalma vai dar tudo certo!...Helena tenta passar tranquilidade mas também está preocupada, pega o aparelho das mãos de Clara e rapidamente busca entre os contatos o número do médico.— Clara!...Dr. Morais responde quando atende a chamada.— Dr. Morais?— Quem fala?...desculpa mas esse é o celular de uma das minhas pacientes e não reconheço a voz.— Sim é o telefone da Clara, temos uma emergência.— O que houve?...ela está com você?...passe pra ela por favor...Helena imediatamente entrega o telefone pra amiga.— Dr. Morais!— Minha pequena o que aconteceu?— Está saindo um líquido.— Líquido?...escuta Clara preciso que se acalme, lembre-se que esse nervosismo pode colocar seu bebê em perigo, então tente respirar fundo e relaxar.— Está cer...to...cer...to.— Perfeito, quero que me diga de que cor é esse líquido, amarelo, marrom ou vermelho?— É...é... amarelado...vou perder meu bebê?— Claro que não!...me diga onde você está agora, preciso enviar uma ambulância imediatamente.— Estou no Centro de Assistência.— Ok sei onde fica em alguns minutos a ambulância estará aí, neste momento só peço que tente manter a calma, é muito importante você está me entendendo?— Ssssiiimm...sim doutor!Clínica de Fertilização...Depois de 40 minutos Marina chega à Clínica desesperada seguida por Giselle, vão direto à recepção.— Sim em que posso ajudá-las? (recepcionista)— Quero saber sobre uma paciente que deu entrada aqui.— Desculpe preciso do nome dela...diz a recepcionista com toda a calma do mundo já acostumada a esse tipo de situação.— Clara...Clara Fernandes.— Você deve ser Marina Meirelles então, tenho instruções pra avisar ao Dr. Morais assim que chegasse, aguarde só um instante...a mulher tranquilamente pega o telefone e tecla um número...- Dr. Morais a senhorita Meirelles está aqui...(escuta)...logo desliga e calmamente fala...- Espere um momento que ele já está vindo...Marina e Giselle se entreolham enquanto aguardam a presença do médico.— Marina.— Doutor como ela está?...pergunta angustiada.— Calma...calma...venham comigo.As duas mulheres o seguem por diversos corredores até chegar ao quarto onde Clara foi instalada.— Amor!...a branca corre até sua amada.— Marina nosso bebê!— Tudo vai ficar bem....tudo...diz com a mesma firmeza de sempre e lhe dá um beijo demorado que termina com vários selinhos, o médico e Giselle observam compreendendo a situação, Marina segue sussurrando palavras de otimismo com as testas unidas, depois de uns segundos assim Dr. Morais faz um ruído na garganta para chamar a atenção do casal.— Doutor o que aconteceu?...pergunta Marina ainda segurando as mãos de Clara.— Bem, me alegra que esteja aqui, primeiramente saiba que já fiz alguns exames e de uma forma geral Clara está clinicamente estável, esse bebê é forte e tem uma imensa vontade de viver pois não deixou de mover-se aqui dentro desde que ela deu entrada, agora que chegou quero que nos acompanhe pois vamos realizar uma ecografia.— Claro...claro...a porta do quarto se abre dando passagem aos enfermeiros que ajudam Clara a levantar-se da cama, a colocam na maca e a levam ao elevador que os conduz a um outro andar onde fica a sala de eco.Sala de Exames de Imagem...— Clara você já conhece a rotina...a morena de imediato coloca as pernas na posição correta, o médico então desliza o gel pela barriga dela provocando-lhe um tremor devido a frieza e viscosidade do líquido...- Relaxe...diz enquanto na tela do aparelho aparece uma imagem já conhecida e como de costume ouvem-se as batidas do coração daquele pequeno ser que preenche todo o espaço...- Ok...ok...huumm...ao mesmo tempo que o Dr. Morais vai movendo o sensor na barriga de Clara ele murmura para si frases e palavras ininteligíveis.— Doutor!...Marina chama sua atenção, está muito ansiosa.
— É o seguinte...Dr. Morais começa a explanação afastando o objeto e limpando delicadamente o resto do gel...- Como puderam ver há atividade embrionária, pelas batidas posso afirmar que esta pequena é uma lutadora, está travando uma batalha pra continuar aí viva...termina dizendo...- Agora Clara quero que coloque as pernas aqui, o médico acomoda a morena de modo a fazer o exame de toque, depois de um tempo conclui o procedimento e retira as luvas.— E então Doutor?...pergunta Marina curiosa com o coração quase na garganta, as duas o olham intrigadas...- Quer dizer que vamos ter uma menina?— Isso mesmo...o médico sorri pra tranquilizá-las...- Vocês serão as orgulhosas mães de uma guerreira pois essa criaturinha que está aí dentro...diz apontando pra barriga de Clara...- Já é uma vencedora na vida.— Oh meu deus é uma menina!...uma menina!...Clara grita exultante enquanto observa Marina que como ela também chora de alegria.— Doutor Morais nos diga como está a saúde da nossa bebê?...pergunta a produtora aflita.— Posso afirmar com absoluta certeza que nossa garotinha luta pra permanecer dentro de sua mãe, apesar de apresentar o tamanho um pouco menor do que o normal no quadro geral ela está bem. Gostaria de acrescentar que entre os exames de sangue que fizemos em Clara está o de catecolaminas.— Que...o que isso?...fale em nosso idioma.— Claro vou explicar, me desculpem, as catecolaminas são compostos químicos derivados do aminoácido tirosina e liberadas no sangue quando uma pessoa está sob estresse físico e emocional, é evidente que Clara foi submetida a um grande desgaste psicológico e nessas circunstâncias o organismo reage, nosso cérebro libera determinados hormônios e desse processo todo resulta a corticotrofina (CRH) que é segregada como resposta a essas situações, também se produz na placenta e no útero das mulheres grávidas pra potencializar as contrações uterinas durante o parto. Por sorte isso tudo ainda está no início o que nos permite realizar um tratamento preventivo, além do mais o útero não está dilatado o que nos possibilita fazê-lo com muitas probabilidades de êxito. Daqui em diante vamos começar a monitorar o volume do líquido amniótico mediante ultrassom, tenho na minha sala todo um protocolo que vamos seguir para aumentar o volume dando condições para que esta nossa garotinha fique aí o tempo necessário pra crescer forte e saudável, faremos mudanças na sua dieta e evidentemente sugiro diminuir as atividades no trabalho, nada de esforços intensos e desnecessários, você deverá permanecer na clínica por todo o resto da semana para que possamos ministrar os medicamentos através da inserção de uma agulha diretamente na bolsa amniótica, necessitarei da colaboração total de ambas, não se preocupem em demasia pelo baixo peso da nossa princesa, isso nós resolveremos gradativamente no processo de tratamento mas para o momento preciso que Clara fique estável num ambiente sem estresse, essa última recomendação é DE SUMA IMPORTÂNCIA!— Pode contar com isso...Marina diz enfática.AOS CINCOS MESES DE GRAVIDEZ...Logo depois daquele evento delicado as coisas se normalizaram, a duras penas Marina conseguiu manter uma certa estabilidade na vida de Clara, blindando-a de qualquer situação de estresse já que a imprensa não retrocedeu um palmo na campanha difamatória, não houve trégua, pra piorar a reunião com a cúpula dos patrocinadores exigiu a renúncia da morena como administradora do CCAS embora ela seja a mente criativa daquele lugar. Infelizmente para transformar seu projeto em realidade e convertê-lo no que é hoje, ela teve que assumir alguns compromissos com aqueles apoiadores mais proeminentes, com isso eles teriam poder de decisão, acesso no que diz respeito à arrecadação e utilização dos recursos, com a diminuição de patrocínio e o risco iminente de quebra da instituição os integrantes do conselho acharam por bem afastar Clara da administração do CCAS. Aquilo foi devastador pra morena, somente o apoio, dedicação, cuidados de Marina e a gravidez a salvaram de uma depressão. A tudo isso ainda se soma a audiência de conciliação onde as coisas saíram completamente do controle entre Clara e Fernando, os dois foram protagonistas de uma acalorada discussão que resultou na figura legal de um divórcio do tipo judicial litigioso, em consequência as partes envolvidas foram convocadas para uma segunda sessão agendada para dentro de seis meses. Felizmente durante esse delicado e desgastante processo Clara e Marina puderam contar com a amiga Giselle que não mediu esforços para ajudá-las colocando à sua disposição uma equipe dos melhores advogados que se encarregaram de tudo. Logo que saíram da malfadada audiência o nível de estresse disparou provocando mais uma vez a situação de perda de líquido amniótico, a morena teve que ser encaminhada às pressas à Clínica de Fertilização e então Dr. Morais pôs à prova novamente suas habilidades e experiência como médico obstetra. Além do aporte dado durante a questão do divórcio Giselle juntamente com Flávia também se converteram em parte integrante da família Meirelles-Fernandes, atenuando de certa maneira a fase de infortúnios a que foram submetidas Clara e Marina.A relação de Giselle e Flávia continua em calmaria, o divórcio da morena foi finalmente homologado, agora encontram-se empenhadas nos preparativos para o casamento, embora vez ou outra ocorra algum pequeno atrito por causa de Judith que resolveu dar ouvidos a amiga e em seguindo seus conselhos iniciou um plano de ataque ostensivo a empresária, simplesmente ainda alimenta esperanças de reconquistá-la. Foi assim que a jovem com toda ousadia se expressou quando em uma determinada ocasião Flávia foi buscar Diogo na Creche pois Giselle estava impossibilitada. Toda vez que ela ia pegar o afilhado Judith não perdia a oportunidade de assediá-la, educadamente e pra não prejudicá-la em seu local de trabalho Giselle esquivava-se das insinuações e investidas acintosas da professora, como era de se esperar um dia as coisas saíram um pouco do controle.— Tiaaaaa...Diogo corre ao ver Flávia parada na porta de sua sala.— Meu pequeno, como foi seu dia?— Dia bom.— Então vamos pra casa.— O que faz aqui?...Judith aparece e pergunta de forma rude— É óbvio imaginar que não estou aqui por sua causa...Flávia responde irônica.— Posso dizer que você não é uma visão muito agradável.— Que pena minha querida mas terá que se conformar com essa, afinal você não tem muita escolha.— Por quê Giselle não veio?...a professora alfineta.— Isso não é da sua conta, qual é a sua pirralha?...O que está pensando que vai conseguir dando em cima da minha noiva?— Reconquistá-la!— Melhor você mudar seus planos porque Giselle está loooonge de fazer parte deles, só perde seu tempo.— Acho que você se engana minha cara, não sabe então que tenho o poder de enlouquecer aquela mulher na cama.— Judith você parece que se apega ao passado, hoje quem a enlouquece sou eu e você não significa mais nada, é só uma vaga lembrança, melhor pararmos por aqui, não gosto de baixaria e não quero faltar com respeito a Giselle disputando-a com você, não dessa maneira, não seria decente!— Não me importa se é decente ou não, eu a quero de volta e não desistirei até conseguir!— Então só posso desejar muita sorte querida, aliás vai precisar mais do que isso, só digo que todos os seus esforços serão em vão porque aquela mulher me ama e eu a amo e não há lugar pra mais ninguém no coração dela...Flávia diz convicta antes de pegar Diogo e sair dali enquanto Judith fica olhando sem argumentos.
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