Voce mudou minha vida
18 Capítulo 18
CAP 18
ALGUNS DIAS DEPOIS... No escritório do Bistrô Flávia está imersa numa pilha de papeis e observando toda a papelada chega a conclusão de que aquilo está uma bagunça, um verdadeiro pandemônio, sem desviar o olhar não pode evitar de fazer comparação entre sua mesa de trabalho e a sua vida, sim porque a mesma realmente não está muito diferente daquela desorganização diante dela, suspira cansada sem saber como resolver aquele caos que se instalou desde o ocorrido com Giselle. Sua cabeça não funciona bem, está no piloto automático, tudo por conta daquele beijo...- Daquele maldito beijo (pensa)...leva uma das mãos aos lábios...é como se pudesse sentir a boca da empresária novamente pressionando a sua, seus corpo reage imediatamente com a lembrança, não consegue ter uma explicação coerente para o que aconteceu, muito menos descrever as sensações que foram despertadas por aquele rompante de Giselle, só sabe que teve suas estruturas emocionais completamente abaladas somente com o beijo dela, certamente é algo inexplicável. Flávia fecha os olhos, suspira e volta sua atenção ao acúmulo de trabalho ali na sua frente, tenta ao menos organizar alguma coisa mas não sabe nem por onde começar, depois de alguns minutos tentando...desiste, simplesmente não consegue e abandona aquela ilusão, definitivamente é impossível pra ela sozinha dar cabo de tudo o que foi deixado pendente, então uma verdade inquestionável emerge golpeando-a de forma crua...por mais que relute, por mais que tente negar a si mesma, Flávia compreende que precisa de Giselle ali, que nada funciona sem ela, sabe que a presença dela é imprescindível no sentido de que administre tudo como sempre fez...há uma dependência gritante, independente do que aconteça não imagina a vida sem ela...sem Giselle Vieira...sem tê-la por perto...simplesmente nada funciona direito na sua ausência...sem pensar mais levanta-se pega sua bolsa e sai do escritório com um firme propósito.NOS ESTÚDIOS... Giselle está sentada relaxada em sua sala, os olhos fechados, os últimos dias têm sido incrivelmente agitados, depois do lançamentos dos Estúdios tudo tem ocorrido a contento no que concerne a novas oportunidades de investimento, houve um incremento nas atividades atraindo outros investidores e pessoas interessadas em fazer negócios, também recebeu a visita de empresários do ramo industrial com diversas propostas bem interessantes, por outro lado esse sucesso atraiu a atenção da imprensa que não repercutiu somente seu êxito profissional mas exploraram ostensivamente sua vida pessoal, aquele foi um detalhe que não foi esquecido e que sempre persegue o mundo dos famosos, ela já não estava mais sob o manto da invisibilidade que lhe permitia o anonimato, deixa escapar um suspiro, realmente está cansada, teve que fazer malabarismos para manter sua vida privada na mais absoluta discrição mas não foi o suficiente, seu celular começa a tocar e vê quem está ligando...Judith...atende a chamada, esse é outro assunto que a perturba. – Sim?...(escuta)...oi pequena...diz um pouco desanimada...(escuta)...o que não passa despercebido pela jovem...- Não...está tudo bem...sim...sim...só muito trabalho...(escuta)... — esta noite?...(escuta)...- Infelizmente não vai dar...estarei fora da cidade...fecha os olhos maldizendo-se mentalmente por mentir pra Judith...(escuta)...- Sim...eu sei...(escuta)... — Prometo que amanhã estarei de volta e vou recompensá-la por essa ausência (escuta)... — Tchau!...(escuta)...- Eu também...desligam...Giselle encobre o rosto com as mãos sentindo-se mal por não ser sincera com a jovem...não é de fazer isso, só que não está pronta pra encarar Judith, não depois daquele maldito beijo que roubou de Flávia, se pergunta o porquê de ter feito aquela besteira, sorri...sabe muito bem a razão de ter beijado a morena...levanta-se e vai até o armário e pega uma garrafa do seu legítimo escocês, coloca uns cubos de gelo e serve-se de um gole buscando naquele líquido ardente relaxar um pouco e afastar da sua cabeça aquelas lembranças perturbadoras, seu olha fixa-se no copo de whisky como se ali encontrasse a resposta para seus questionamentos, nesse exato momento a porta se abre e ela nem ao menos se dá ao trabalho de ver quem entra e diz... – Falei que não queria ser incomodada...reage irritada com quem ousou desobedecer suas ordens. – Precisamos conversar...ao ouvir aquela voz Giselle quase deixa escapar o copo de suas mãos...- O que faz aqui?...Fecha o semblante e um sorriso triste se desenha em seus lábios enquanto balança a cabeça e continua olhando para o copo. – Então...vamos conversar ou vai passar o dia olhando pra este estúpido copo de whisky?...O tom de Flávia é resolvido e desafiante fazendo com que Giselle a observe, os olhos delas duas se encontram e o ambiente muda...fica pleno de palavras não ditas...de sentimentos velados e que nenhuma está disposta a admiti-los...ao menos naquele momento... – O que quer?...O tom de Giselle é cansado enquanto volta o olhar ao copo como se isso fosse resolver seus problemas, definitivamente...não está com disposição para um enfrentamento com Flávia. – Olhe pra mim quando estou falando... Flávia diz adentrando mais na sala...a empresária suspira outra vez...aquele dia está por se transformar num verdadeiro inferno, ergue o olhar mas antes deixa o copo sobre a mesa mais próxima, é melhor resolver isso o mais rápido possível...pensa resignada Giselle. – Bem tem toda minha atenção...Flávia não deixa maravilhar-se com a mulher a sua frente, como sempre impecável, elegante com seus trajes bem acabados de ótimo caimento, hoje não está usando blazer como usualmente o faz, veste uma blusa com mangas arregaçadas até os cotovelos, está mais aberta do que deveria permitindo uma visão generosa do seu colo, dando-lhe um aspecto realmente sensual e feminino o que mexe com o alento de qualquer mulher ou homem...ela definitivamente encarna a perfeição, o poderio e a imponência da família Vieira...é um estilo e ela o incorpora perfeitamente – Bom...o que quer?...A irritação de Giselle cresce ainda mais ao perceber que Flávia só fica parada olhando pra ela...aquilo a incomoda não gosta de sentir-se analisada.
– Por que você não retornou mais ao Bistrô?...estamos com muito trabalho atrasado... Giselle observa Flávia e imagina que ela só pode estar louca...como se atreve a dizer-lhe algo assim...não consegue acreditar no que está ouvindo...- Eu...começa a falar mas não sabe realmente como se expressar, fica impotente e sem palavras, passa a mão pelos cabelos...- Não se preocupe vou enviar alguém pra que se encarregue de tudo por lá. – Não!...Não quero que me mande ninguém!...Flávia exclama peremptória...não quer outra pessoa perto dela...só precisa daquela mulher...embora prefira morrer a ter que confessar isso. – E o que quer afinal?...Giselle pergunta já sabendo a resposta. – Você...é você quem eu quero! – Mas...por que?...Giselle questiona em quase um murmúrio...Flávia permanece olhando pra ela. – Vamos fazer uma coisa...esqueçamos o que aconteceu...reconheço que extrapolei, não deveria ter me intrometido na sua vida, fui muito invasiva e inconveniente... – Flávia...isso...isso não vai funcionar...Giselle a interrompe sabendo que voltar àquele Bistrô seria uma loucura...- Olha vou mandar um dos meus melhores funcionários...lhe propõe...- Eu não posso continuar...seu tom é cansado. – Não!...Você não entende!...Não posso aceitar ninguém!...Gi não posso me afastar de você...não a quero longe de mim...é a pessoa mais importante na minha vida...já perdi Murilo...não posso perder você também...lança-se nos braços de Giselle que fica paralisada pela atitude inesperada de Flávia, a surpresa é tanta que não consegue nem sequer corresponder ao abraço desesperado da morena e ela tampouco tem forças pra afastar-se daquele corpo.ESTÚDIOS VIEIRA...DIREÇÃO DE PROJETOS... Marina está em companhia de Karina planejando visitar umas locações fora do Rio, a assistente mostra-se eufórica pensando na ótima oportunidade que terá para ficar fora da cidade com Marina durante duas semanas...só a produtora e ela sozinhas, fora do alcance de todos, daquela mulher irritante chamada Clara e também longe daquele garotinho impertinente, quando não é um é o outro...quando não é a insuportável é aquele menino mal educado e irritante!...Ainda lembra de uma vez em que Marina levou o monstrinho para o trabalho, ao que parece houve um contratempo e a Creche não recebeu a fera, por isso a produtora não teve outra alternativa a não ser levá-lo, aquele foi o dia do juízo final, tanto ela quanto a pequena criatura se repeliram no mesmo instante em que seus olhos se encontraram, e menino não podia nem olhá-la, só em lembrar o que aconteceu no momento em que tentou uma aproximação seu corpo se enche de ira. FLASHBACK... Bom dia a todos!...Hoje temos companhia...saúda Marina fazendo um mimo no filho que está em seus braços, de imediato seus assistentes correm pra fazer um gracejo no garoto, menos Karina que não gosta de crianças. Diogo interage com os rapazes pois já sente-se à vontade depois dos churrascos que Marina fez em sua casa com o pessoal do trabalho. – E aí campeão! (Jéferson)...Diogo lhe dá um sorriso. – Garotão!...(Carlos) – Furacão!...(Fábio) – Filho dá um olá pra eles...diz Marina sorrindo ao ver os três homens como bobos brincando com seu filho. – Olá!...o pequeno obedece cumprimentando-os com alegria...distante um pouco daquele grupo Karina sabe que precisa fazer algo, não soa bem sua aversão a crianças e demonstrar esse tipo de comportamento logo com o filho de sua chefe não vai contar em nada a seu favor. – Mas olha quem está aqui...olá bebê!...Karina se inclina até Diogo para beijar-lhe na bochecha quando do nada aquela miniatura de gente lhe dá um tapinha, ninguém sabe de onde saiu aquela atitude hostil do garoto nem Karina esperava que o pequeno lhe deixasse 5 dedos marcados em sua bela e delicada pele...a reação dos três homens foi de cair na gargalhada, Marina por sua vez ficou estupefata e envergonhada. – Caramba/ Porra/Uau...exclamam os três simultaneamente enquanto Marina tem a boca em forma de “O” tomada de perplexidade. – Oh...meu deus!...oh meu deus!...- Karina você está bem?...sem esperar resposta a mãe repreende o moleque. – Diogo!...Marina desculpa-se pela atitude agressiva do filho e rapidamente afasta-se do grupo, senta-o e o encara, quando vai adverti-lo o menino corresponde ao olhar com aqueles olhos tão parecidos com os dela e fala docemente... – Mamãe...beijo...desarmando completamente a produtora. FIM DO FLASHBACK. – Karina! – O que é?...responde ainda distraída com aquela péssima lembrança. – Mulher em que estava pensando?...Marina pergunta olhando sua assistente de forma intrigada...por uns instantes a mulher simplesmente ausentou-se dali, estava presente e ao mesmo tempo não estava. – Ohh desculpa...do que falava mesmo? – Que prepare tudo...viajaremos semana que vem, tenho coisas pra organizar em casa antes de ir e...Marina é interrompida quando a porta de sua sala é aberta com violência surpreendendo tanto a produtora quanto a assistente. – Precisamos conversar...Vanessa diz muito irritada, Marina a olha sem nada compreender...suspira e fala pra sua assistente... – Karina nos deixe a sós por favor...e que ninguém nos incomode. – Quando pensava em me contar?...Vanessa interpela a produtora. – O que?...Do que se trata?...Marina completamente alheia ao que Vanessa está falando. – Quando iria me dizer que está de caso com aquela mulher...a do Centro de Assistência? – Não tenho que lhe dar satisfação da minha vida privada. – Como não?...Me diz...quando me contaria que aquela vadia está metida na sua casa...na sua cama há meses? – Epa! Epa!...Não admito que se refira a Clara nestes termos! – E como você quer que eu chame aquela rameira? – Vanessa!...Marina levanta-se...- Basta!...Meça as suas palavras! – Como você acha que eu devo me referir a uma mulher que abandona seu marido pra se juntar com outra. – Você não sabe do que está falando...eu exijo que...Marina é interrompida. – Você não exige nada e eu sei muito bem do que estou falando...eu sei de tudo!...- Sei que aquela cadela se meteu na sua casa e seduziu você...está trepando com Marina Meirelles!...- Você acha que eu sou alguma idiota?...conheço muito bem você...tem sangue quente nessas veias e não negue...aquela maldita usurpou o meu lugar...está roubando o que é meu. – Ela não está roubando nada e sabe por que?...Marina agora completamente enfurecida...- Porque simplesmente você nunca me teve...nunca teve nada! – Marina!...Eu te amo!...Será que não consegue entender isso! – Eu entendo Vanessa...mas não aceito e não quero...nunca vai existir nada entre mim e você...isso não mudará!...jamais a vi com outros olhos, você é apenas a irmã da Gio...nada mais. – Ahhh mas isso não ficar assim...não depois de tudo o que eu fiz por você...eu me dediquei a você e ao Diogo...- Escuta bem Marina...você irá me pagar muito caro...as duas me pagarão!...Nunca deveria ter colocado outra mulher no lugar que me pertencia...eu... – Chega!...Cala essa boca...CALA ESSA MALDITA BOCA!...Por acaso enlouqueceu?...perdeu a razão mulher?...se deu conta do que está dizendo?...com que direito acha que pode falar assim...minha vida não é um troféu pra ser disputado...eu nunca lhe prometi nada e antes nem sequer sabia dos seus sentimentos...- Vanessa pensei que as coisas estivessem suficientemente claras entre nós...mas podemos esclarecê-las de uma vez por todas...- Preste bem a atenção ao que vou dizer...não importa o que acontecer com minha relação com a Clara...você NUNCA terá nenhuma chance...jamais a olharei como alguém além da irmã da Gio...NUNCA!...Santo deus!...pensei que já tivesse esquecido essa loucura, você é só minha cunhada e não passará disso! – Marina!...Eu sempre amei você, não recordo de nenhum momento na minha vida depois que a conheci que não fosse amando você...eu a vi primeiro e me pertence...Vanessa profere essas ultimas palavras jogando-se sobre a produtora tentando agarrá-la. – Mas eu não te amo!...eu...não...te...a...mo... suspira irritada por ter que repetir o que já havia expressado em outra ocasião...- Vanessa...eu nunca soube desses seus sentimentos até você me falar...e a verdade é que não posso correspondê-los...diz enquanto luta pra desvencilhar-se daquelas garras que tentam aprisioná-la...- Se você fosse a única mulher sobre a face da terra nem assim lhe encostaria um dedo ...entende?... sou incapaz de sentir alguma coisa a mais que um simples carinho, gratidão por tudo o que fez por mim e Diogo...não importa suas razões devo admitir que sempre esteve foi muito dedicada a nós.
– Quer saber...vão para o inferno as duas!...Mas saiba Marina Meirelles que isso não vai ficar assim...VOCÊS VÃO ME PAGAR!...dito isso a mulher sai do escritório batendo a porta completamente transtornada...Marina respira profundo sentindo-se momentaneamente esgotada com aquela discussão e se perguntando de onde saíram tanta fúria e rancor...que ataque de nervos foi aquele de Vanessa, olha ao redor e de imediato fica sem ânimo pra continuar a trabalhar assim pega sua bolsa e vai a procura de Giselle. – O que está fazendo?...pergunta a produtora quando encontra-se com amiga. – Nada de muito importante...o que propõe? – Dar um saída...espairecer...não sei o seu mas hoje estou tendo um dia de cão. – Nem me fale...o meu também não está sendo muito diferente...Giselle desanimada. – Então o que estamos esperando...vamos!...diz Marina. CCSA... Clara e Helena conversam sobre a oferta de Marina, em princípio Helena fica surpresa sem saber o que dizer e feliz pela amiga que já começa a fazer planos. – Então quando começa o tratamento? – Não sei ainda...preciso ligar para o meu médico...ai minha querida são tantas coisas que tenho que providenciar. – Pra você ver Clara como a vida é fascinante! – Por que diz isso? – Quem diria que ao conhecer Marina você encontraria a pessoa que seria tão importante na sua vida. – Ahh Helena...nunca passou pela minha cabeça que poderia amar assim a uma mulher...ela é um ser humano extraordinário...às vezes me pergunto o que fiz para merecê-la...ela é uma dádiva! – Ah meu bem...suportar aquele traste que você tinha como marido é uma penitência suficiente...não acha? – Ahhh meu deus Helena...você é muito cruel!...sorrindo. – Que!...só estou falando a verdade...dê graças a deus que essa mulher atravessou seu caminho. – Sim...diz Clara sonhadora...- Marina é uma mulher no real sentido da palavra. – Eu diria mais que isso amiga!...O que ela já fez por você...é forte, determinada e corajosa...pra mim ela tem mais coragem que muitos homens que conheço!...as duas riem...- Sério Clara...a Marina vale ouro. – Mulher você não perde a oportunidade não é?...Clara brinca depois de lembrar de um incidente que ocorreu recentemente no CCSA. FLASHBACK... Clara trabalha em sua sala depois da rotineira ronda pelo Centro, sua concentração é interrompida quando escuta um barulho vindo de fora chamando sua atenção, são duas vozes uma de mulher e a outra de homem...parecem discutir, Clara levanta-se pra averiguar o que está acontecendo mas antes disso a porta é aberta bruscamente... – Senhor...não pode entrar!...é o que se escuta da assistente pessoal da morena. – Claro que posso!...precisamos conversar, diga pra ela que nos deixe a sós...a raiva de Fernando é quase palpável...sua respiração está agitada e ele muito alterado. – Clara quer que chame os seguranças?...a jovem fica assustada com o comportamento do homem. – Não...está tudo bem...pode ir!...Clara fala calmamente em contraste com o estado de Fernando...resignada a assistente obedece e sai da sala. – O que quer?...a morena pergunta sem rodeios. – Por que insiste em me enviar aquelas notificações?...quantas vezes vou ter que dizer que não lhe darei o divórcio. – Não há nada mais que nos una...- Por que não assina logo e oficializa nossa separação?...é inútil persistir numa coisa que não tem mais volta, em querer manter um casamento que já não existe há muito tempo! – Porque não vou permitir que fiquem falando por aí que minha mulher anda tendo um caso com outra mulher!...Estou sendo ridicularizado por você ter me deixado pra ficar com uma...uma lésbica!...enquanto fala aproxima-se de Clara e a agarra pelos braços de forma agressiva. – Me solta Fernando!...Que droga!...Clara o repele. – Eu...eu solto quando admitir que ainda é minha mulher, exijo respeito e que não se comporte como uma qualquer! Marina chega ao CCSA com um agrado pra sua amada...depois de levar Diogo a Creche resolve comprar seu café preferido e lembra de como ela e Clara gostavam de sentar na área do jardim pra conversarem e degustarem seus café especiais... sorri...faz muito tempo que não compartilham daquele prazer juntas então decide surpreendê-la, compra um par de croissants, o café favorito de Clara e se encaminha ao Centro de Assistência, enquanto cumprimenta a todos que encontra vai entrando no espaço reservado aos escritórios, encontra o pessoal de apoio olhando assustado pra porta da sala de Clara escutando os gritos de um homem realmente muito alterado, Marina não se faz de rogada deixa os cafés e os croissants sobre uma mesa próxima, rapidamente chega à porta e entra sem bater, ali encontra Clara sendo encurralada por Fernando, segurando seus braços à força e gritando idiotices. – Você é minha mulher e estou farto dessa situação...sendo ridicularizado por sua culpa, quero que retire imediatamente suas coisas daquela maldita casa! – Me solta!...me deixa em paz!...Claro que não irei a lugar nenhum com você...está louco? – Como que não!...Vou ensiná-la a me respeitar...ainda sou seu marido!...enquanto diz isso Fernando e Clara estão na iminência de entrarem em luta corporal, ele arrastando-a e ela tentando se safar, entretanto por ser mais forte o homem consegue se impor, quando estão a ponto de chegar à porta encontram com Marina que observa a cena completamente atônita. – Mas o que está acontecendo aqui? – Nada que seja da sua conta...saia do meu caminho!...grita Fernando furioso. – Me solta!...Clara ainda tenta desvencilhar-se do ex-marido, dessa vez com agilidade consegue soltar-se e aproxima-se de Marina. – Clara nos deixe sozinhos...a produtora fala convicta. – Marina... – Deixe-nos já disse...o tom da produtora é firme. – Desde quando essa mulher é sua dona!...Fernando ironiza possesso...quando Clara faz menção de responder Marina intervém... – Clara já pedi pra me deixar a sós com esse senhor!...a morena embora relutante sai, uma vez sozinhos Marina encara Fernando. – Não sei o que veio procurar aqui mas vou adverti-lo que deixe a Clara em paz! – Isso é uma ameaça?...Fernando pergunta desafiante. – Não...não é uma ameaça....esse não é meu estilo!...Marina o olha fixamente...- Para defender o que é meu não costumo intimidar ninguém! – Por acaso...se não sabe a Clara ainda é minha mulher!...aquela afirmação faz com que Marina sorria sarcástica. – Tem certeza senhor?...não é o que parece, acho melhor encerrarmos essa conversa por aqui, só digo uma coisa...- Mantenha-se longe da Clara...ela não está só e tem quem a defenda!...se bem que ela não precisa disso mas é bom lembrar que estarei ao lado dela sempre...então não se aproxime mais pra intimidá-la...Marina enfatiza àquelas palavras deixando Fernando perplexo com a ousadia e firmeza daquela mulher, sai bufando não sem antes jogar com violência um jarro no chão para descontar sua fúria. FIM DO FLASBACK... – Então vai continuar mesmo com esse processo? (Helena). – Claro que sim...vou até o fim (Clara). – E já pensou o que dirá pra todo mundo? (Helena) – Como assim? – Não quero ser estraga prazeres, mas você está pronta pra assumir essa relação?...o semblante da morena muda. – Não tenho porque torná-lo público. – De certa forma você já o fez...a declaração daquela noite não deixa lugar a dúvida. – Sim eu sei...só que não me interessa que todos fiquem sabendo...pelo menos por agora, não quero que ninguém se interponha entre nós, estamos numa fase de nos descobrirmos, de nos conhecermos melhor, de nos acostumarmos uma com outra, sinceramente tenho medo de que pessoas importantes pra mim queiram interferir no nosso relacionamento. – Sim...entendo...seus padrinhos. – Ai Helena só em pensar na reação deles quando souberem realmente...ai meu deus...suspira preocupada. – Mas em algum momento eles irão saber. – É verdade...tenho plena consciência disso e é por esse motivo que desejo no momento manter as coisas como estão, preciso fortalecer nosso relacionamento...entende?...além disso... – O que tem? – Tenho medo de que Marina me compare com Giovanna...ela...ela foi muito feliz com a esposa...fico insegura achando que posso não conseguir fazê-la sentir-se assim. – Ah meu deus Clara...não diga bobagens!...Se a quilômetros de distância pode-se ver o quanto Marina é louca por você, o que deve se preocupar é com a mídia, os jornalistas não param de bisbilhotar por aqui, isso porque já sabem que ela frequenta muito o Centro, não vai demorar a somarem dois mais dois e imagina em que vai resultar. – Ah caramba!...Clara respira...- O que eu posso dizer é que agora quero desfrutar cada dia da minha vida com Marina como se fosse o último...intensamente, sem a pressão de ninguém.EM UM BAR DA CIDADE... Giselle e Marina estão compartilhando uns drinques num bar onde o ambiente é muito agradável e discreto, com uma decoração minimalista e ao tempo de uma elegância sem igual, ao fundo uma música suave mais precisamente Sade Adu cantando By your side, ao ouvir os primeiros acordes as duas amigas sorriem, ambas são fãs da cantora e Giselle mais ainda...adora a voz aveludada da intérprete nigeriana, enfim ao escutar aquela melodia em especial lembra-se de certa forma do momento que está vivendo com Flávia. – Essa música me faz pensar em Flávia. – E por falar nisso...como estão as coisas entre vocês? – Ai Marina...ultimamente vão de mal a pior. – Como assim?...O que houve agora?...a produtora olha pra amiga preocupada pois sabe da discussão que tiveram quando Giselle confessou amar Flávia. – Eu a beijei... – O que?...Você fez o que? – Eu a beijei à força...se você me perguntasse porque fiz isso não saberia responder...estávamos discutindo uma coisa levou a outra e...aconteceu. – Espera...espera...você não vai me jogar essa bomba e simplesmente dizer que não sabe porque tomou tal atitude...ahhh por favor não me venha com essa...Giselle Vieira eu a conheço muito bem...e você é louca por ela. – Ahhh está bem!...Ela começou a me irritar...a me infernizar com o fato de Judith ser mais jovem que eu, falou que estava dormindo com crianças...e um monte de absurdos...enfim ela não suporta a Judith, ficou fazendo piada, com ironias e aí em meio a discussão não sei o que me deu...Marina começa a rir. – E agora é você zombando de mim também! – Jamais!...sim amiga prossiga...Marina ainda diverte-se. – Então quando achava que coisas não poderiam piorar, Flávia aparece hoje lá nos Estúdios me questionando por não ter ido mais ao Bistrô, que o trabalho está acumulando, ao ver que Marina mantém-se calada e atenta...continua...- Falei pra ela que iria disponibilizar um dos meus melhores funcionários pra ajudá-la, imagina se posso ficar perto dela depois do que houve. – E ela aceitou? – Não!...Me disse que não deseja ninguém além de mim lidando com os assuntos do Bistrô, que não quer me perder, não consegue ficar longe...pode isso amiga? – Gi ela está com ciúmes! – Ahh por favor Marina!...Diz num tom tão alterado que chama à atenção dos demais clientes...- Ela está é se sentindo desprezada...solitária...refuta Giselle recordando que Flávia se apegou muito a ela...- Além disso quer infernizar minha vida! – Ai Giselle será que não consegue enxergar...Flávia está claramente enciumada...Marina afirma categórica. – Lógico que não!...Você está louca!...Giselle diz convencida de suas palavras. – É evidente que está...me fala uma coisa e seja sincera...pra que Flávia precisa de você no Bistrô se esse trabalho pode ser realizado por qualquer um dos seus funcionários, Gi ela quer você perto dela e está tomada de ciúmes por conta de JUDITH...Giselle fica olhando sua amiga e pensando que Marina não deixa de ter razão, mas tem receio de perguntar ainda em estado de completa incredulidade. – Você acha mesmo?...demonstrando uma imperceptível chama de esperança. – Ahhh amiga mudo o meu nome se eu estiver errada. – Sabe de uma coisa...vamos mudar de assunto que é melhor...Giselle resiste em acreditar nas palavras de Marina...- E você...como está seu relacionamento com Clara? – Maravilhoso e se fortalecendo cada dia. – Ah querida fico feliz em ouvir isso...de verdade...pelo menos pra você as coisas estão bem...e a família dela já tomou conhecimento de tudo? – Não...eles não sabem de nada ainda. – Então minha amiga são uns idiotas, depois do que ela declarou naquela festa...se não têm certeza pelo menos suspeitam de algo, até para um cego ficou muito evidente. – Bem...pelo o que parece não tiveram essa percepção, estamos planejando fazer um jantar...e claro que você está convidada. – Que bom...é só me dizer quando.
– Sim...acho que faremos essa semana, de preferência antes da minha viagem, tenho umas visitas programadas a umas locações fora da cidade. – Sério?...Pra quais você planeja ir...gostaria de acompanhá-la. – Ahhh seria perfeito!...Depois envio pra você o cronograma de visitas...o que acha? – Pra mim está ótimo e bem conveniente neste momento. – Então...gostaria de discutir algumas ideias que tenho para os Estúdios que...as duas amigas emendam numa conversa sobre assuntos do trabalho deixando momentaneamente os imbróglios amorosos de Giselle.MEIA NOITE EM SANTA TEREZA... Marina chega em casa e caminha devagar...a estas horas seus dois amores já devem estar dormindo, vai ao quarto do filho e verifica se está tudo em ordem, sorri ao vê-lo em sono profundo...parece um anjo, impossível não lembrar de Giovanna...o garoto herdou o jeito dorminhoco dela, Marina inclina-se e o beija afetuosamente, o garoto nem se dá conta da visita furtiva da mãe, em seguida dirige-se ao seu quarto onde está sua morena, um sorriso desenha-se em seu rosto...Clara usa um de seus pijamas, depois de contemplar por uns segundos sua mulher vai ao banheiro fazer a higiene pessoal, cuidadosamente deita-se atrás da sua amada que ao sentir o corpo de Marina, mesmo dormindo ainda busca o seu calor, a branca a envolve em seus braços pressionando-a contra seu peito. – Amor onde estava?...Clara desperta e pergunta ainda sonolenta. – Num barzinho com a Gi...sussurra Marina com o rosto mergulhado nos cabelos da morena aspirando aquele aroma amadeirado, Clara vira-se ficando de frente pra branquinha. – Quero um beijo de boa noite...murmura contra os lábios da amada. – Seu desejo é uma ordem...Marina diz e começa a beijar suavemente Clara, aquele gesto a priori inocente pouco a pouco muda tomando grandes proporções e um desejo imensurável as invade. – Me faz sua! – Aiii...Clara...Marina sussurra estremecida com aquele pedido, muda de posição ficando sobre a morena, agora se beijam e suas línguas buscam a supremacia do domínio, só que para aquele duelo não há vencedores, se reconhecem e se saboreiam...os gemidos vão aumentando naquele quarto, as roupas começam a desaparecer, Marina desce até o seio esquerdo de Clara e chupa-o enquanto com a outra mão acaricia o direito, Clara está impaciente por sentir novamente aquela mulher de todas as formas, só consegue expressar em gemidos os seus desejos, Marina a conhece já aprendeu a decifrar a linguagem corporal da sua morena, leva uma das mãos ao quadril de Clara para logo deslizá-la até sua intimidade, realiza-se ao perceber que ela já está pronta pra recebê-la, habilmente a penetra com dois dedos fazendo com que Clara mexa seus quadris buscando o alívio que somente aquela mulher poderá lhe proporcionar, voltam a se beijar voluptuosamente e Marina segue com seus movimentos no interior da vagina da morena...sem pausa ao mesmo tempo que roça seu sexo já úmido na coxa torneada da morena, o prazer é tão intenso que Clara parece flutuar e sussurra pra sua branquinha... – Te amo...mmmm ahhh mmmm ohhhhhh quase choramingando...Marina sente-se tão excitada que gozaria naquele instante, a forma como aquela mulher responde a seus estímulos é incrível e causa-lhe também um prazer indescritível. – Ahhh...também...te...amo... – Amor...Clara murmura. – Sim... – Por favor...mais...um...dedo...mmmmm...ao ouvi-la Marina perde o compasso da sua respiração...introduz mais um dedo sentindo os espasmos de Clara e a pressão do sexo da morena comprimindo seus dedos, a excitação aumenta e no mesmo ritmo os gemidos preenchem aquele quarto, suas respirações estão mais agitadas, Marina magistralmente move seus dedos entrando e saindo...circulando sem deixar de tocar e estimular com o polegar o clitóris da amada...os sons emitidos por Clara guiam os movimentos de Marina que vão se acelerando...e a morena alcança um potente orgasmo que a deixa inerte sobre aquela cama...a branca delicadamente espalha beijos na sua mulher e a abraça forte esperando que se recupere daquela explosão de prazer, uma vez relaxadas as duas deixam o sono apossar-se delas e adormecem juntas...abraçadas.EM OUTRO LADO DA CIDADE... Judith acorda com a campainha tocando insistentemente, cambaleante vai verificar pelo olho mágico quem é, de imediato abre a porta ao ver quem está do outro lado. – Giselle!...diz surpresa. – Posso entrar?...a empresária pergunta timidamente. – Claro...entra!...uma vez dentro Giselle e Judith se olham sem perder nenhum detalhe do rosto da outra...Giselle abre seus braços e Judith se refugia neles. – Desculpa por ter sido tão desatenciosa com você esses dias. – Fique tranquila...estava fora da cidade, não tem problema...diz a jovem e se joga contra Giselle beijando-a calorosamente. – Hummm...acho melhor viajar mais vezes. – Não se atreva!...repreende brincando ao mesmo tempo que conduz Giselle na direção do quarto agarrando-a...- Seu beijo está com gosto de whisky. – E o seu de mel...diz Giselle ao mesmo tempo que beija Judith e a leva pra cama. Mais tarde depois se entregarem ao fogo do desejo Giselle fica observando Judith dormir a seu lado e sente uma pontada de arrependimento, não agrada-lhe mentir...e isso foi o que ela fez com a jovem...a enganou dizendo que estava viajando, levanta-se da cama e fica olhando pra Judith...sorri triste sentindo novamente aquela inquietude...perguntando-se por que seu coração insiste em bater por uma mulher que não corresponde ao seu amor...por que não esquece Flávia e aprende a amar a bela jovem que está naquela cama.EM OUTRO LADO DA CIDADE... Flávia assim como Giselle não consegue dormir, a imagem de uma certa mulher imponente, elegante e também sensual com aqueles trajes que fazem tão bem o seu estilo, resiste em não sair dos seus pensamentos...Flávia suspira...e uma pergunta fica martelando em sua cabeça... o que está acontecendo com ela.....por que não consegue esquecer Giselle...
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