-Senhor, um Hacker invadiu nosso sistema e esta copiando todo o nosso projeto “Vocaloid”.

-IMPOSSIVEL! OS HACKERS FORAM BANIDOS HÁ 40 ANOS! NOSSO SISTEMA É O MAIS AVANÇADO DE TODOS! NÃO TEM COMO INVADIREM NOSSO...

-Quebraram a segurança de nossos Firewalls.

-O QUE?! Impossível, mas nosso RLSX...

-Ele desviou do Nosso RLSX e esta copiando tudo.

-“Droga! Sem o RLSX é impossível localizar o Hacker e destruir o chip de acesso à rede...”.

-Senhor ele copiou 95% de nosso projeto!

-FAÇAM ALGUMA COISA! NÃO FIQUEM OLHANDO O DOWNLOAD SER CONCLUIDO MEXAM-SE! IDIOTAS... – todas as luzes do andar se apagam, uma “queda de energia” proposital.

-Na dúvida desligue a chave de força do servidor... Um ato um tanto que primitivo, mas impediu a conclusão do download... – Dizia um homem franzino de óculos imensos que brilhavam na luz de emergência, com um cabo de força gigantesco em sua mão esquerda.

-Bendito seja Kaito! Salvador da pátria, sem você não conse...

-É, mas agora não podemos saber quem foi que invadiu nossos sistemas e copiou a maioria de nossos arquivos, a queda de energia com certeza corrompeu os dados obtidos pelo RLSX 5.1, e não acredito que você desligou o andar inteiro!

-COMO?

-O RLSX 5.1 foi desviado, ele não capturaria dados nem de um rato no sistema, foi bloqueado, e não foi o andar inteiro, só essa sala das maquinas! – Disse ele argumentando sua sabia decisão de desligar a força.

-Senhor... Nosso projeto vazou o que faremos agora?

-Rezar... – Respondeu o estressado doutor.

-Rezar? – Disse um de seus estagiários.

-Sim! Rezar para que esse Hacker maldito não publique nosso projeto!

-Isso é obra de criança – Disse ele tranquilamente.

-Kaito-san! Ele bloqueou o RLSX 5.1 esse programa é impossível de ser bloqueado, hackeado ou qualquer coisa do tipo, não creio que foi uma criança...

-Rump... Hoje em dia, qualquer um pode se tornar um Hacker, porém uma pequena porcentagem é capaz de Hackear um programa tão avançado como o RLSX 5.1! – Disse Kaito seguro.

-Quais foram os arquivos copiados? – Disse preocupado o Doutor.

-Praticamente tudo... Apenas a parte final, a pesquisa da voz digital que ele não conseguiu copiar... — Disse um de seus estagiários para acalmá-lo.

-Menos mal, um projeto incompleto não vale muito, ele não tem a permissão mestra, a essa hora o arquivo já deve ter sido destruído... – Disse Dr. Shitsu muito mais aliviado.

-Esse é o nosso trunfo!

-Sim Kaito-san, Graças a você – Disse o Doutor agradecido.

Logo após saiu com ele se dirigindo a câmara principal, onde estava a Hatsune Miku adormecida.

-Bom vamos acordá-la? – perguntou o homem de óculos.

-Quer dizer liga-la, não é Kaito? – Disse o Dr. Shitsu olhando ele de lado.

-Oras Doutor! Acostume-se, ela é a nossa sucessão, ela é a continuação da nossa espécie!

-Kaito... Ela é só um clone experimental e sem voz! – Disse Dr. Shitsu lembrando ironicamente Kaito. Quando terminou de falar a frase, pos sua mão em uma leitora de digitais, a mesma começou a escanear a mão inteira do Dr. Shitsu, segundos depois a câmara se ascende Miku é despertada.

‘Ah não! Logo agora que estava sonhando... Não quero voltar para aquela sala horrível! Não quero!’. Abri meus olhos e do vidro vi a pessoa que eu mais amava...

‘Paizinho! Por favor, me dá esse dia de descanso, por favor, paizinho!’ Shitsu, esse é o nome do meu pai, ele me fez, amo muito ele, ele é o meu paizinho. Sorri delicadamente para ele, eu não podia ouvi-los, mas eu aprendi a ler os lábios.

-É doutor, parece que alguém gosta de você! – Disse Kaito zombando do Shitsu.

-Por favor, Kaito, ela pode ler nossos lábios! Pare de falar essas asneiras! Ela não esta pronta para receber esse tipo de informação! – Disse o Doutor Shitsu repreendendo Kaito.

‘O que você não sabe pai... É que eu aprendo as coisas muito rápido, não gosto de você como ele pensa, gosto do senhor da forma mais pura possível!’ Pena que eu não podia falar, eu apenas pensava... Ah... Eu nasci sem voz segundo meu pai “Um gene defeituoso tem que ser imediatamente retirado!” Ele sempre fala isso para seus aprendizes. Meu maior sonho é ter uma voz, a minha voz! Ser então uma humana completa, assim meu pai vai sentir orgulho de mim! Não serei mais diferente serei sua filha, assim como para mim ele é meu pai.

-Vamos, Sala de testes! – Disse Dr. Shitsu. Kaito olha para Miku e acena com a cabeça, imediatamente Miku entende o recado.

‘Fazer o que? Meu paizinho quer, tenho que cumprir. ’ Ela anda pelo corredor isolado de cabeça baixa, Hatsune nunca havia tido um contato físico com um ser humano, nunca abraçou ninguém, apenas sabia a sensação de ser tocada por ela mesma.

A porta do salão principal se abre, era amplo e todo em branco, as imagens eram em holografia “Para maior aproveitamento e realidade se falando em testes virtuais” segundo Dr. Shitsu diria. Hatsune era diariamente exposta a varias situações, extremamente depressiva a extrema alegria, extremo ódio a extrema compaixão. Sempre com essas dualidades.

-Temos que testa-la exaustivamente, vamos ver até onde ela se compara com um humano comum!

-Mas Dr. Ela também é matéria biológica, ela se cansa.

-Kaito, ela não passa de uma máquina humanizada, desenvolvida para dar continuidade a nossa espécie, ela não precisaria falar para isso, mas os humanos desconfiariam, por isso estamos trabalhando em um projeto para sua voz!

-Mas se ela der defeito Dr.?

-Se ela tiver de dar defeito, ela dará aqui Kaito! – Disse o Dr. Shitsu rispidamente.

-Seção de Testes em andamento. Níveis de batimentos por minuto... Normal. Respiração... Normal. Atividades cerebrais... Em seus parâmetros normais! Verificação concluída. Iniciar testes psicológicos?-Uma voz feminina e digital ecoava na sala.

-Iniciar Seção de testes psicológicos! – Disse o Dr.

-Seção de testes iniciada!

Mais uma vez eu estou nessa caixa de horror! Eu não suporto mais, não agüento mais ver nada que saia por aquela porta maldita!

-Hatsune! Saia desse quarto agora! – Os testes com realidade virtual se iniciavam

Uma mulher abria a porta do “quarto” de Hatsune, ela tinha enormes olheiras e uma expressão muito triste.

-Mãe... Eu não estou muito disposta hoje... – Hatsune nas seções possuía a voz consciente, que é produzida por pensamentos.

-NÃO ESTA DISPOSTA? NÃO ESTA DISPOSTA! – gritava a suposta mãe de Miku. – VOCÊ É UMA IMPRESTAVEL, QUE SÓ VIVE NESSE QUARTO, INÚTIL! NÃO SABE COMO É A VIDA LÁ FORA! PENSA QUE A VIDA É FÁCIL? PENSA QUE VAI VIVER AQUI PRA SEMPRE? VOCÊ DEVE SE ACHAR A PRINCESA, NÉ? Mas você não passa de um verme asqueroso, que nem voz possui! Um ser defeituoso incompleto! Não presta nem morta, não sei por que você nasceu, sua máquina inútil! O sangue humano que corre em suas veias é sujo! Podre! Sangue morto! Você não tem alma!

Grandes lágrimas escorriam pelo rosto de Hatsune, que ouvia tudo calada de cabeça baixa, encolhida tentando se proteger dos ataques de sua mãe.

“Eu não sou ninguém... Ela tem razão, sou uma inútil não sei por que fui criada! Sou vazia por dentro. É assim que me sinto...”.

-Alerta, aumento nos níveis de hormônios adrenocorticotróficos, danificando sistemas de geradores internos, cargas elétricas sobrecarregadas. Alerta, níveis altos de cortisol, Batimentos acelerados, dano no sistema elétrico periférico. Interromper teste?

- Não – Disse o Doutor sem tirar os olhos de Hatsune.

-Shitsu... Por favor, interrompa o...

-Quieto Doutor! Ela é um mero clone experimental!

-Por favor, pare... – Disse ela com a voz falhada de tanto segurar o choro em vão – Por favor, eu te imploro!

-CALE-SE ABERRAÇÃO! Seu monstro asqueroso, você é a pior coi...

-CALA A BOCA! CALA A BOCA! EU JÁ PEDI! SAI, SAI DO MEU QUARTO! SAI DO MEU QUARTO – Hatsune gritava encolhida no canto do quarto, com as mãos nos ouvidos, tentando não ouvi o que sua mãe falava a ela. Chorava descontroladamente e soluçava, se sentia mal, seu corpo doía. Principalmente seu braço direito, doía intensamente. Ela segurava seu braço dolorido tentando uma posição confortável.

-Doutor... Chega ela esta em seu limite

-Doutor K, por favor, eu estou observando o clone de testes!

-O nome dela é Hatsune... – Disse o homem de óculos, ele se sentia péssimo ao ver qualquer um sofrendo, ver Miku ser testada daquela maneira era uma tortura para ele.

-Agora o ultimo teste. Tome Kaito. – ele estendeu sua mão e nela havia uma arma.

-Doutor? Não! Eu não posso! Não vou matá-la! – Hesitou imediatamente.

‘Eu não agüento! Não dá!’

-Hatsune? – Era o meu pai, estava no meu quarto, ele nunca tinha entrado lá, pela primeira vez...

-PAAAAIIII! –Gritei chorando, me levantei correndo para ele.

-Me tira daqui! Eu não estou suportando, é muito pesado! – Falava soluçando enquanto corria, de alguma fora ele poderia ver o que eu estava sentindo.

-Vem filha... – Essa foi a primeira vez que eu o ouvi me chamar de filha! Logo comecei a correr mais rápido para pular em seus braços, estava muito próxima a ele, para a primeira vez me sentir segura. Até que um estouro, um barulho alto e seco tomou conta do meu quarto, o rosto do meu pai se desfez, estava agora com uma feição de dor e desespero, uma enorme mancha vermelha manchou seu jaleco. Eu sabia o que era...

-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOO, NÃÃOOOOOOOOOO!!!! PAAAAAAAAAAAAAAI NÃÃÃOOOOOOOOOOO! – Eu gritava desesperadamente, meu pai caiu na minha frente, revelando seu assassino.

-Kaito? – Meus olhos se encheram de lágrimas, a expressão de horror tomou conta de mim. Cai ajoelhada, não sabia o que eu estava sentindo, eu não sentia nada, nem raiva, ódio, tristeza, apenas um vazio tão grande quanto o vazio que sempre sinto. Eu apenas chorava, não acreditava naquilo.

-NÃÃÃÃÃOOOOO – O Grito da Hatsune causou curto nos projetores que construíam seu quarto, logo revelando as paredes brancas da câmara.

-Alerta, pane no sistema elétrico principal, propriedades alteradas... – Um sinal de alerta começou a tocar.

Rapidamente olhei para aquele ser que estava na minha frente, meu ódio por ele se multiplicava a cada segundo, minha expressão de tristeza se transformou em raiva, me levantei e comecei a caminhar até ele.

À medida que Hatsune andava, a pressão atmosférica aumentava em 30%, logo os ouvidos dele sangravam, e ele caia no chão de dor e sem poder respirar.

-Seguindo matriz 13752. Ataque contra humanos! Desligando sistemas principais do projeto “Vocaloid”!

Meu corpo não me obedecia mais, estava desativado. Eu apenas conseguia ver algumas coisas, antes de eu apagar de vez, vi os dois serem socorridos, logo após apaguei.

Doutor Shitsu se levanta do chão, sem nenhuma mancha de sangue e nenhuma perfuração, tudo não passou de holografia, exceto pelo azarado do Dr. Kaito, que estava tendo alguns problemas, para-médicos chegaram e começaram a prestar socorro a ele.

-É Doutor... Parece que o cabo de tensão se rompeu... – Disse um rapaz de dedos longos, rosto fino, e olhar curioso, tinha uma máscara cirúrgica tampando-lhe a boca e havia aberto o compartimento da parte mecânica dela, enquanto ele falava puxava sua mascara.

-Acho que exagerei... – Disse ele sentindo o peso da culpa.

-Exagerou? Você quase causou um curto interno na pobre coitada! Eu sei que ela não é humana, mas mesmo uma máquina Shitsu... Precisa de descanso! – Repreendeu o cirurgião reparador.

-Vamos preparar a sala de reparos, vamos repará-la. – Saíram os dois do local, Hatsune estava consciente, tinha ouvido poucas coisas.

‘Mentiram para mim! Meu pai mentiu para mim! Ele queria me destruir, humano desgraçado, merece a extinção!’ Mesmo desligada lágrimas escorriam do rosto dela. Logo os dois retornam.

-Doutor Shitsu... – Diz o cirurgião espantado – Isso são lágrimas?

Shitsu estava preparando os instrumentos para mover a Miku do quarto, ele se vira e vê as lágrimas.

-Não, isso é um vazamento. Defeito. Tenho que corrigir isso! – Disse ele sem pestanejar.

-Para mim são lágrimas! Talvez você tenha que olhar ela com olhos humanos...

-Você vai me ajudar aqui ou vai ficar falando? – Disse o Doutor de mau humor.

Logo o cirurgião começou a ajudar ele.

‘Tenho que me libertar, não posso passar a vida inteira sendo cobaia deles! Eu não nasci para isso!’ Meu corpo estava dormente, apenas sentia que meu cérebro funcionava, mas meus membros não obedeciam, estavam desconectados do meu cérebro. Nem meu dedo mínimo eu conseguia mover. Minha noção de espaço estava completamente perturbada:

-Sala de cirurgia... Urgência! – Essa voz era nova para mim! Existem mais humanos além desses que vejo todos os dias? Se existir provavelmente são piores que esses que vejo aqui!

-Vamos deixar ela aqui, ela esta desligada, não vai agravar o dano, foi na parte de hardware.

-Shitsu, Shitsu... Quando vai aprender que não temos controle de nada? – Disse o cirurgião.

-Você precisa de férias! Deixa de parecer meu pai! – Saiu Dr. Shitsu acompanhando o cirurgião.

Logo percebi que estava sozinha na sala, precisava de alguma forma mover meu corpo, mas minha parte motora estava desligada, não tinha como... Um silêncio enorme pairava pela sala, apenas eu, meus pensamentos e barulho do meu coração que ainda batia devagar e triste, se me permitissem... Humanamente dizendo ele gritava por socorro, apesar de eu não ouvir-lo falar... Coração... ‘É isso! Eu ainda tenho minha parte orgânica! Se eu tentar... Talvez eu consiga ativar minhas conexões nervosas que eu sei que tenho! Afinal o Doutor Shitsu sempre diz que eu tenho DNA humano’ Me concentrei em meu corpo deitado, respirei, e cada lembrança minha vinham como lampejos suaves. Luzes se formavam em minha cabeça me transportando para minhas lembranças mais ocultas: Eu me via sendo enganada, feita de cobaia, enquanto sorria e tentava tocar aquele ser asqueroso que é o Doutor Shitsu, meu rosto treme só de pensar nele, minhas lágrimas caem com se fossem chuva. Como eu pude ser tão imbecil? Como pude me deixar ser enganada durante tanto tempo?! Como fui pensar um dia que esse monstro tinha algum carinho por mim? Desgraçado...

Senti meu corpo tremer de raiva logo percebi o que eu deveria fazer para controlar totalmente meu corpo! Lembranças, vivas lembranças que assombram minha cabeça, elas me dão a força de dominar meu corpo! Em poucos momentos eu estava de pé, me equilibrado, me segurando na maca. Não poderia sair sem carregar comigo o que se diz respeito a mim! Puxei meu cabo de dados de meu pulso e conectei a entrada do computador que havia na sala daquele andar. Quando conectei uma dor tão grande veio sobre mim que cai ajoelhada, era como se labaredas de fogo puro entrasse em minhas veias e me queimasse incessantemente por dentro, meu sistema foi forçado a ligar, rapidamente o computador começou a passar dados para mim.

- Quebra de segurança de dados, usuário desconhecido! Quebra de segurança de dados, usuário desconhecido! Quebra de segurança de dados, usuário desconhecido! ...

‘Droga! Me pegaram!’ Com muita dor desconectei meu cabo do computador, a maioria dos dados ficou corrompida para eu poder executar... Como foram os dados da minha tão sonhada voz...

-PEGUEM ELA! ELA NÃO PODE IR LONGE!

-VAMOS DETENHAM-NA! – Todos daquele andar começaram a correr, procurando a ela.

‘Vamos Miku não podemos ficar paradas!’Dizia para mim mesma, que andava escorando sem equilíbrio pelas paredes. Já estava cansada, todo aquele barulho, aquele desespero... Tomaram minhas energias. O melhor a fazer era sentar e esperar a minha inevitável reprogramação, ou então desativação, vulgarmente conhecida como morte... Bati com minhas costas na parede e comecei a escorregar vagarosamente por ela quando...

‘AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!’ – havia algo na parede, que se abriu e eu estava caindo sem parar, até um lugar que estava cheio de papeis picotados, Gigantes maquinas de reciclagem ocupavam todo aquele local, meu sistema se recuperou completamente! Um lugar escuro, onde apenas os faróis daqueles robôs iluminavam, a sala era ampla e alta deveria ter uns 5 metros de altura. Os robôs lembram os antigos tratores que eram usados pelos humanos, mas eram quadrados e possuíam uma grande pá no lugar das “mãos” eram também largos, e naquela sala ampla trabalhavam apenas quatro desses robôs e se locomoviam por esteiras, como os grandes tanques antigos! Realmente pareciam robôs estavam velhos e enferrujados, parecia que estavam trabalhando lá por muito tempo. Salto do alto dos papeis picados para o chão e as grandes esteiras daquelas máquinas se aproximavam! Comecei a correr e a outra maquina me cercou. Como grandes tanques de guerra começaram a se juntar. Eu estava completamente cercada, logo a gigante pá do robô começa a descer em uma velocidade incrível. Salto mais uma vez caindo próximo ao outro, que por sua vez estava fazendo à mesma coisa que o primeiro. Apenas pego uma barra de ferro grande e firme que por sorte estava próximo a mim. Consegui deter a pá temporariamente, a outra maquina, vinha em toda velocidade, fiquei imóvel, e quando ela estava a 90 metros de distancia de mim desviei para o lado direito, onde ficava a saída, o robô não conseguiu evitar o impacto e quando se chocou com o robô que estava com a pá presa na barra de metal, explodiu. O deslocamento de ar me jogou para frente em direção ao grande portão de saída, que cedeu, senti o prédio balançar, se eu fosse uma humana, naquela hora eu estaria inconsciente, mas levantei de lá e finalmente eu estava livre! O céu! Era tão azul... Essa é a primeira vez que eu vejo e é melhor que qualquer holograma! O sol é tão forte... Impossível se olhar diretamente.

- Alerta! Projeto HMU-01 desaparecido! Segurança Máxima!

‘Droga! Até fora do prédio esse sistema operacional desgraçado me persegue!’ Logo corri o máximo para fora daquele inferno, escalei os muros, que não eram altos e pulei para o outro lado, fui me afastando cada vez mais dali e indo para longe.

Notas finais
O capitulo dois (três) esta bem caprichado. Espero que vocês gostem desse!
Divirtam-se até o próximo!!