Você...? Sabe.
Você sabe como é ver seus amigos indo embora e deixando para trás?
Você.

Você sabe como é reencontra-los e eles nem se quer ficarem felizes?
Você sabe como é fazer parte de algo que você, na verdade, não faz?
Mas você é feliz.
Não?

E quando você se revolta, começa a gostar de outras coisas e se afasta?
Você sabe como é isso?
Conhece outras pessoas.
Se afasta.
Mas eles percebem? Talvez sim.
Claro que não.

Você sabe como é começar a odiar quase todo mundo?
Mas seu antigos amigos não.
Eles eram tão legais com você, certo?
Não?
Sim?
Você sabe?

Mas agora você é feliz com suas novas amizades.
Seus novos ódios.
Nada melhor do que odiar em grupo.
Sabe?
Não.

Você sabe como é brigar com essas amizades novas — odiadoras -?
Fazer de tudo para consertar as coisas.
Mas não querem saber de você.
Nem mesmo os antigos.

Eles nunca quiseram.
Você não sabia?

Não.

Mas alguém aparece.
Sempre aparece.
Você sabe como é?

Se apega em novas-novas pessoas.
Mas elas não são odiadoras.
Não são?
Mas então, o que eu faço?
Você sabe?

Como sempre, você confia demais.
Idiota.
Não?
Mas existem pessoas que se importam.
Será?

Imploraram por sua amizade.
Sem reação?
Nunca aconteceu.
Sempre era vocêu.
Você sabe.

O tempo passa, as feridas curam.
Você sabe como é voltar a falar com amizades novas odiadoras?
Não tão odiadoras.
Você sabe como?
Não.
Mas evoluíram.
Não?

Você sabe como é sentir o coração em chamas?
Quando vê sua amizade nova nova.
Não tão amizade.
Mas tão amor.

Não.
Não tão amor.
Não.

Mas não adianta negar.
Você sabe?
É impossível.
Você sabe como seu corpo reage?

Coração em chamas.
Corpo reage.
Viagem insana.
Amor renasce.

Renasce?
Já nasceu.
Você sabe?

Escondido.
Não durou.
Amor liberto.
Eterno

Eterno?

Acho que sim.

Você sabe como é estar satisfeito com a vida?
E vem algo e lhe derruba por trás.
Com uma facada nas costas.
No coração.

Peito vazio.
Você sabe como é perder uma mãe?
Não?
Graças.

Você sabe como é sentir seu corpo querer se curvar?
Posição fetal.
Chorar até não puder mais.

Pessoas falam.
Falam demais.
Nunca falaram, agora falam muito.
Mas tempo passa.
Silêncio.
Agora não falam mais.

Alívio?
Talvez.
Palavras vazias não lhe importam.
Vindas de pessoas vazias.
Não todas.
Sim?

Você sabe como é acharem que você se faz de vítima?
Não sou.
Quem morreu não fui eu.
Mas quem sofre?
Sabe?

Mas temos que continuar.
Você.

As pessoas.
Ingratas.
Você sabe como ignorá-las?
Não.
Mas sim.
Devo.

Pois há o coração em chamas.
Ele existe.
Está ao seu lado.
Você sabe que lhe dará forças para seguir?
A vida inteira.

Você sabe como é ser feliz?
Sim.
Não.
Não sei

Você... Sabe?

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