Você quer ser meu amigo?
3 Capítulo 03 - Perspectiva
Notas iniciais
Conjecturas de novas perspectivas
Certo dia, quando Hanabi ainda era muito pequena e queria brincar com a sua querida irmã Hinata, Natsu (a empregada babá dela) alertou-a que Hinata estava ocupada com seu treinamento. Isso ocorria com bastante frequência.
Hanabi era muito pequena ainda para entender o quão difícil e sufocante era a situação de sua irmã maior.
Hinata estaria exausta do enorme desgaste de treinos quase sempre que Hanabi buscasse a sua atenção. Mesmo assim, Hanabi nunca a viu fazer cara feia ou rejeitar esse afeto fraterno entre elas.
Ambas eram crianças, a irmã mais velha precisava sempre ser melhor. Melhor do que no dia anterior; melhor para o bem do clã Hyuuga.
A única coisa que a pequena Hanabi poderia fazer por sua querida irmã, era estender uma coberta improvisada e deixá-la adormecer tranquilamente, encolhida aos cantos da parede por tal desgaste físico e psicológico.
Hinata nunca era forte o bastante...
...
O líder do clã, ao mesmo tempo em que era o pai das duas meninas, Hiashi Hyuuga, precisou avaliar incansavelmente o desempenho de sua amada filha mais velha. Ele não poderia agir por favoritismo para com a herdeira e nem poderia "amenizar" o treinamento, mesmo que Hinata fosse tão pequena ainda.
Hiashi estava em um temível dilema... Ele precisava moldar a própria filha para a posição de liderança. E isso deveria começar pelo fundamento mais básico; o treino shinobi.
Diariamente, Hiashi ensinava, pessoalmente, a sua pequena filha... Ele via e sabia do potencial dela. Mas ele também sabia de sua fragilidade inerente.
Não havia como negar. Hinata era uma boa filha; mas não uma boa herdeira.
Entre muita insistência e aconselhamentos, Hiashi decidiu incentivar a disputa entre a sua filha e um parceiro de treinamento de idade correspondente. Um garoto, pertencente da ramificação secundária do clã. Neji Hyuuga, o filho do irmão de Hiashi. "A cicatriz exposta de toda injustiça já realizada por suas próprias mãos".
Hinata e Neji "treinavam" tendo a supervisão do líder do clã e alguns outros membros...
...
A vida cotidiana de Hanabi permanecia inalterada. Ela sempre seria auxiliada por sua acompanhante, Natsu. Seja para as necessidades básicas, seja para novas possibilidades. Natsu era uma pessoa inseparável à pequena garota.
Certo dia, quando ambas estavam caminhando pela vila, elas presenciaram um "certo garoto" sendo escorraçado por um vendedor de uma das bancas locais. Enquanto Hanabi se perguntava por que ele era tratado daquela forma, Natsu disse a ela algo sensato, porém cruel.
Enquanto a pequena Hanabi encarava tal cena sem entender corretamente o que acontecia, era notável a tristeza no coração da jovem menina. Ela não conhecia o garoto, mas sentia pena por ele.
Natsu acompanhava-a o tempo inteiro, protegendo e orientando-a; o qual era o trabalho dela. Mas, ela realmente se importava com essa garota. Afinal, ela era a sua babá faz muito tempo.
Explicar esse tipo de acontecimento a uma criança, não era uma tarefa fácil.
Conforme orientada, Natsu tinha uma "opinião formada".
Tentando convencer a pequena criança, Natsu começou a segurar ambas as pequenas mãos da Hanabi. Olhando naqueles olhos curiosos, porém entristecidos por esta circunstância, ela começou a falar cuidadosamente...
— "A senhorita nunca deve chegar perto dele, entendeu?".
Natsu, receosa em como explicar tal sina do pobre garoto à sua "protegida", preferiu dar uma resposta tão vaga.
O real motivo para tanto descaso, além de ser um segredo de estado, era uma "hipócrita verdade". O Garoto era um dos piores problemas ambulantes...
Ainda sem compreender, e aceitar, tal fato, a empregada elaborou um pouco mais a resposta.
— "Bem... É como o dono da loja disse. Esse garoto é encrenca-".
Ela foi interrompida por uma inexplicável e absurda mudança dos fatos...
Hinata Hyuuga, a legítima herdeira do clã de maior prestígio da aldeia, recusou-se a permanecer vendo aquilo tudo.
Sozinha, entre uma multidão de pessoas amargas e frias, ela estendeu a pequena mão em direção ao garoto arremessado ao chão.
Vendo o desenrolar dos fatos, Natsu decidiu que interferir na situação seria necessário. Era a sua obrigação, para com os Hyuuga e à própria pequena Hinata. A empregada deveria mantê-la segura e afastada daquele garoto. Mas, vendo a intensidade, e decisão firme, no olhar da jovem princesa Hyuuga direcionado aos demais adultos tão indiferentes ao sofrimento do garoto... Apesar de ser o "certo", apesar de ser o seu dever mantê-la longe daquele garoto... Natsu sentiu vergonha da sua conduta. Nunca antes ela viu tal olhar em Hinata.
Nunca antes ela sentiu a pequena princesa tão firme... E também tão triste.
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O vento gélido... Arrastava as pétalas solitárias, com sua suave brisa... E a mudança das "verdadeiras" cores do coração anunciava uma nova tempestade ensolarada.
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#Continua...
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