Notas iniciais
Bem, apesar de ser um One Shot, eu deixei desmarcado o quadro de terminado, isso porque caso alguém ainda leia fanfic de KHR e querer que eu continue a história, farei com maior prazer

Já era a quinta vez que tentava dar um nó na gravata e mais uma vez sem sucesso, limpava meu rosto constantemente por conta da quantidade de suor e meu queixo tremia de nervosismo, era meu primeiro encontro com a Kyoko e tudo tinha que sair extremamente perfeito, dizem que a primeira impressão é o que conta, então quero fazer tudo certo.

— Ainda se arrumando? – Uma voz grossa apareceu por de traz de mim, olhei no espelho e vi um homem de terno preto e camisa laranja, as costeletas rodadas e sempre com o chapéu na cabeça, era engraçado, mas não importava quantas vezes eu o via, ainda me lembrava daquela forma tão inocente e nostálgica.

— Da um tempo Reborn, você sabe que não sei fazer nós muito bem. – Eu praticamente chorava falando com ele.

— Não é por menos que você é chamado de Bom-em-nada-Tsuna.

— Reborn. – Tentei o repreender, mas já com os olhos cheios de lágrimas.

Ele encostou em mim e deu um soco em minha cabeça.

— Por que você fez isso?

— Não se mexa. – Ele pediu e logo depois começou a ajeitar minha gravata. – Pronto.

Me virei para o espelho e a gravata estava com um nó perfeito, era uma gravata preta, que alinhava perfeitamente com o terno de mesma cor e a camisa preta.

— Agora vá lá e me deixe orgulhoso.

Acenei com a cabeça para ele e desci para a entrada da casa.

— Mãe, eu já estou indo.

— Espera. – Ela gritou de onde estava e veio correndo me ver, assim que conseguiu colocou as mãos na boca como se estivesse se controlando para não chorar. – Meu filho já é crescido.

— Mãe, isso é vergonhoso, não sou mais uma criança.

— Eu sei. – Ela acariciou meu rosto com a mão molhada. – Tenha um bom jantar filho.

— Obrigado mãe, mas, porque suas mãos estão molhadas?

— Estava lavando a louça.

— Mãe, eu já não disse para deixar isso com as empregadas?

— Eu sei filho, mas sou tão acostumada com os afazeres de casa que não consigo parar. – Sorri com o comentário dela e fiz um gesto como se a compreendesse.

— Bem, já estou indo. – Assim que coloquei a mão na maçaneta percebi o Vongola gear, já se tornou tão normal para mim usá-lo que até esqueço que ele está lá, mas naquele momento eu parei para refletir, seria estranho usá-lo em um jantar, então tirei e entreguei para um dos seguranças próximo a porta. – Entregue ao Reborn por favor.

— Sim, Chefe. – Assim que ouvi o jeito que fui chamado, senti uma fisgada estranha, na verdade ouvir aquilo era estranho.

Abri a porta e assim que vi o lado de fora um motorista com uma limusine me esperava.

— Chefe. – Ele reverenciava enquanto abria a porta de trás para mim.

Entrei no carro e a porta foi fechada e logo depois o motorista foi para o seu banco.

Enquanto o carro ainda não saía eu olhava para minha nova casa, um castelo comprado com o dinheiro da família Vongola, “uma moradia digna para o Décimo” foi o que disseram, tinha se passado apenas um ano desde a batalha dos Arcobalenos, nesse meio tempo eu finalmente aceitei meu destino de se tornar o próximo chefe da família Vongola, com o intuito de trazer a paz para o mundo, evitando que mais batalhas desnecessárias sejam criadas, então essa era minha vida agora, um aluno da faculdade e chefe da família mafiosa mais poderosa do mundo.

Enquanto refletia sobre a minha atual vida o carro havia acabado de chegar no destino, um dos restaurantes mais disputados de todo o Japão, desci do carro e fui para o estabelecimento.

— Senhor Sawada Tsunayoshi? – O metre veio me atender.

— Ehh, sim. – Estava extremamente nervoso, que mal consegui responder o homem.

— Por favor, me acompanhe, a sua companhia já está lhe esperando.

O segui pelo hall do restaurante e assim que cheguei no lugar onde as mesas se encontravam a vi todas vazias com apenas Kyoko na mesa do meio.

— Porque está tudo vazio? – Me controlava para não chorar de nervosismo.

— Senhor Dino me pediu para que esvaziasse o local para que o Senhor e sua companhia tivesse mais privacidade.

Ele continuou a me guiar e me deixou em frente a Kyoko que sorria maravilhosamente para mim.

— Irei me retirar.

Assim que me vi sozinho com a Kyoko comecei a suar em demasio, engolia saliva e respirava de forma pesada. Kyoko estava com um vestido amarelo com as mangas até metade de seu braço e o comprimento apenas um pouco abaixo do meio de suas coxas, o que estava me deixando um pouco animado demais pelas pernas expostas na cintura havia um cinto fino marrom, de joias usava um colar e brinco de brilhantes que a presenteei no dia do seu aniversário, para finalizar sua beleza, usava um batom em um vermelho mais fraco e além disso ela havia a um tempo atrás, mais precisamente quando entrou na faculdade, cortado seu cabelo, deixando atrás de forma que sequer chegava ao seu pescoço, mas com um volume maior na frente, o estilo deixava uma aparência um tanto rebelde e realmente tinha combinado muito com ela.

— Você está linda Kyoko-chan – Disse gaguejando.

— Obrigado Tsu-kun. – Esse era a forma que ela me chamava recentemente. – Não acredito que você fechou o restaurante inteiro para a gente, foi muito legal da sua parte.

— Não foi nada. – Desculpa Dino, mas vou ficar com o crédito.

— Você realmente combina de terno. – Ela dizia fixada em mim, o que me deixava um tanto envergonhado.

— Obrigado. – Respondi e por um momento ficamos nos encarando, até que a vergonha chegou em mim e até mesmo nela, nos forçando a desviar o olhar. – Então, vamos comer?

—Sim.

Nos sentamos e chamamos o garçom.

— Nossa, aqui tem tanta coisa boa. – Ela dizia olhando para o cardápio e de repente se exaltou em surpresa. – Aqui tem lagosta Tsu-kun, eu nunca comi lagosta. – A empolgação dela era um tanto fofa. – Posso pedir.

— É claro que sim. – Me virei para o garçom e fiz o pedido.

— Vão querer algo para beber?

— Sim, Kyoko-chan você gosta de vinho?

— Sim. – Ela respondeu de forma surpresa.

— Então vamos querer um Peter Michael Au Paradis por favor.

— É claro.

Assim que terminei de fazer o pedido e olhei de volta para Kyoko, ela me olhava de uma forma diferente, algo que não conseguia distinguir e que mais uma vez me deixou envergonhado.

— Você está tão diferente, mas tão o mesmo.

— Ah? – A voz afinou na hora e ela começou a rir.

— É disso que estou falando, você ainda continua com esse seu jeito de ser, mas está tanto mais, como posso falar, homem, fechando um restaurante, vestindo um terno, pedindo vinho caro e lagosta como se fosse nada e bem, não só isso, seus olhos, passam uma seriedade, uma sensação de responsabilidade que chega a me deixar segura perto de você. – Sorri de felicidade com o comentário de Kyoko

— Passamos por tanta coisa não é mesmo?

— Eu nem tanto, mas você, anos atrás era só um estudante do ensino médio, logo depois estava lutando de igual para com a máfia e agora aqui está você, líder da Vongola.

— Você se acostumou fácil com esse fato.

— Mas realmente foi fácil, todos nossos amigos são seus guardiões e além disso, desde que descobri sobre a Vongola, sempre achei que ela trazia à tona o melhor de você, você passava a sensação que podia fazer o que bem entendesse e eu gosto desse Tsu-kun. – Naquele momento, não sabia o que realmente havia acontecido comigo, mas não estava com vergonha, na verdade me sentia realmente bem.

— Obrigado, mas. – Peguei a mão de Kyoko e a beijei. – Não conseguiria chegar a lugar algum sem você ao meu lado. – E mais uma vez continuamos a nos escarar até desviarmos o olhar pela vergonha.

— Sabe Tsu-kun, eu sei que esse é o padrão de um encontro, mas não é como se fosse algo para nos conhecermos, então em vez de sentar à minha frente, eu gostaria que você sentasse do meu lado.

Peguei a cadeira onde estava sentado e fiz o que Kyoko havia me pedido, ainda estava de pé quando olhava para ela e ela por debaixo olhava de volta, não falávamos nada e aos poucos fui me aproximando para sentar na cadeira e consequentemente me aproximando dela, e em reposta ela também se aproximava e quando já estava sentado, nossos corpos estávamos totalmente juntos, minha mão começou a se envolver em sua cintura e a dela a rodear minha nuca, os rostos começaram a se aproximar meio que por automático mas quando já podia sentir sua respiração de tão próximos que estávamos e sua boca tocou gentilmente a minha, uma explosão no teto nos derrubou da cadeira.

Quando me recuperei e a poeira baixou um pouco, um homem entrando pelo buraco feito no teto surgiu em nossa frente, ele segurava uma espada que emanava a chama vermelha da tempestade, assim como a bota que usava e emanava a mesma chama o fazendo voar.

— Então era aqui que o Décimo Vongola estava se escondendo hein.

Após verificar se estava tudo bem com a Kyoko e a fizesse sair do local, encarei a pessoa que havia nos atacado.

— Quem é você? – Por mais que não quisesse, a voz trêmula e fina ecoou pelo restaurante e o intruso começou a rir.

— Isso é alguma piada, você é realmente o Décimo Vongola? – Automaticamente fechei o rosto em sentimento de raiva.

— Agora sim, esse é um rosto bom, deixe-me responder sua pergunta, me chamo Enrico e sou um dos guardiões da família Bergamo.

— Nunca ouvi falar.

— Somos novos, mas ao contrário das outras famílias, não queremos nos contentar em uma posição inferior, então fui mandado com a missão de matar o chefe da família Vongola.

— Matar? – Perguntei gaguejando. – Seu chefe, onde está?

— Chefe? Eu nunca deixaria que ele se envolvesse em algo tão abaixo de seu poder, uma coisa que eu notei em todas as histórias que os cercam é que sempre a chave de suas vitórias são suas armas, o que me faz acreditar que sem elas vocês são nada.

— Você sabe que estou sem meu Vongola Gear?

— O modo como vocês usam suas chamas ainda é muito primitivo, a Shinu Ki no Honoo é muito além do que um poder de combate, mas isso pouco lhe interessa, eu peço que não tente resistir, para que isso acabe o mais rápido possível.

— Entendi. – O inimigo já iria atacar quando comecei a falar e pela forma que ele parou bruscamente ele havia percebido, minha voz estava mais altiva, firme e séria. – Você cometeu um erro terrível, você subestimou a mim, o Décimo Vongola. – Primeiro uma pequena faísca e logo depois a Shinu Ki no Honoo se manifestou em minha testa.

— Vai lutar sem uma arma? – O homem parecia surpreso.

— Eu não falei que você cometeu um erro? Eu consigo muito bem lutar sem uma arma. – Assim que acabei de falar a Shinu Ki no Honoo começou a se manifestar em minhas mãos nuas. – Já faz um ano desde que consegui manipular a Shinu Ki no Honoo de modo que posso fazê-la emitir em todo meu corpo.

Apesar de aparentemente amedrontado o homem não hesitou e avançou em alta velocidade em minha direção, mas não o suficiente, desviei com facilidade do seu golpe com a espada e soquei sua barriga e logo depois o seu rosto, jogando-o para trás, ainda longe, ele posicionou a espada atrás dele e em segundos sua chama começou a mexer e aumentar o tamanho até um ponto que ele deu um golpe de espada no ar e lançou a chama em minha direção, pulei da chama mas logo em cima ele apareceu pronto para atacar mais uma vez, mas me movi em alta velocidade e apareci atrás dele e dei um chute o fazendo cair com força no chão.

— Agora eu vou lhe dar uma chance, saia daqui e não ouse aparecer de novo em minha frente.

O homem assustado então, usou as suas botas para escapar do mesmo buraco de onde havia entrado. Assim que ele saiu sentei no chão encostado com a parede e aos poucos a Shinu Ki no Honoo vou esvaindo da minha cabeça, em seguida Kyoko voltou para a sala e se sentou ao meu lado.

— Tudo bem? – Ela acariciava meu rosto.

— Olhei para ela e fixei em um arranhão em seu braço, logo depois olhei para o restaurante e comecei a chorar.

— Tsu-kun, o que aconteceu?

— Eu te amo Kyoko-chan, eu sempre te amei e sempre sonhei em um dia podermos ficar juntos, mas olha para isso, essa é minha vida agora e eu não quero que você se machuque por minha causa, por minha culpa, então é muito melhor para você não ficar do meu lado. – Eu já não olhava mais para ela, em vez disso encarava o chão.

Ela segurou o meu queixo e logo depois o meu rosto usando as duas mãos, quando fui olhar para ela fui surpreendido por um beijo, doce e quente, tão gostoso de sentir que nem chegava próximo de todas as sensações que meus pensamentos e sonhos tentavam imitar desse momento, o beijo foi longo e só paramos pela falta de ar.

— Eu também te amo Tsu-kun e não consigo mais imaginar minha vida sem você por perto, então se eu for passar por perigo ao seu lado, trate de fazer o que você faz a muito tempo, me proteja, mas nunca pense em me deixar fora de sua vida.

— Kyoko? – Ela me beijou mais uma vez.

— Além do mais, você acha mesmo que não sabia do perigo de ser a esposa do Décimo Vongola?

— Eu sei mas. – De repente eu parei e prestei atenção no que ela havia dito. – Espera aí, esposa? – Eu gritei.

— É claro, você será meu e eu sua para o sempre, Tsu-kun. – Respondeu e voltou a me beijar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, qualquer coisa já sabem né, é só comentar
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.