Você me faz querer
13 Festival - Bônus 2 [Buggy e Alvida]
Notas iniciais
O vento era morno em Karai Bari, no Novo Mundo, as palmeiras à beira-mar mal balançavam, pareciam tão desanimadas quanto o homem sentado embaixo delas. Crianças se aproximaram e jogaram mais grãos de soja, o homem olhou feio para elas, as crianças riram, e correram para o lado oposto.
— Oi, Alvida. Até quando vou ter que me prestar a este papel? Sou o Grande Buggy-sama, um Shichibukai, um empresário, um pirata renomado e temido, um...
— Fique quieto! Essa barulheira toda está me dando muita dor de cabeça. — Alvida interrompeu o que poderia ser um novo e imenso discurso de Buggy.
Ela girou as pernas perfeitas em um longo gesto sofisticado, se ergueu esplendorosamente de pé e tirou a camisa de botão, ficando apenas com um top listrado, puxou os cabelos pretos para cima, expondo a pele convidativa da nuca, em seguida caminhou em direção ao mar.
Buggy assistiu em silêncio, tentando manter sob controle os pensamentos obscenos que começavam a emergir das profundezas de sua mente, ele só precisava tocar aquela pele, sentir aquele calor e observar as reações dela, ele só queria uma vez pelo menos, tocar a boca nos lábios vermelhos dela...
— Demônio e má sorte para fora!! — Quatro crianças atiraram grãos de soja em Buggy o arrancando de seus planejamentos.
— MALDITOS PIRRALHOS DESGRAÇADOS!! VOU CAÇÁ-LOS CORTÁ-LOS EM PEDAÇOS E SERVIR AOS MEUS OUTROS AMIGOS DEMÔNIOS, VOLTEM AQUI, SEUS BASTARDINHOS!!
Buggy chutou os grãos irritado, ele arrancou a máscara da cabeça e jogou no chão, e caiu na rede atrás dele, deitado e indignado, enquanto seus pés se separavam de seu corpo e pisoteavam a máscara de papelão com raiva explosiva.
Alvida o observou de longe balançando a cabeça, percebendo que ali o calor não era menor do que onde estava antes, resolveu voltar até Buggy.
— Tudo bem, acho que este Festival já teve dias melhores. — Ela falou apanhando a peça de roupa que havia deixado no chão, aos pés de Buggy. — Mas a máscara ficou bem em você. Vamos voltar para a sede. Preciso tomar um banho e deitar.
Buggy bufou.
— Outro banho? Como consegue tomar até cinco banhos em um dia? — Buggy perguntou, mas ele estava pensando na tensão que era ficar no quarto sabendo que ela estava atrás de uma porta, nua, molhada e enfraquecida...
— Que rosto vermelho é esse? Não seja estúpido. Preciso dos banhos para me refrescar, esperava que fosse mais ameno aqui.
— NÃO FALE DO MEU NARIZ VERMELHO, MULHER!!
Ela girou os olhos, esse nariz era o ponto fraco dele. Alvida apenas deu as costas e caminhou. Buggy ficou para trás, a maior parte do corpo na rede ainda, e ela sabia que ele estava olhando, então resolveu insinuar um pouco, estava gostando de fazer um jogo novo com Buggy.
Ela mostrava um pouco de pele a mais, vestia biquínis, andava sinuosamente, outros homens olhavam, outros homens a elogiavam, outros homens até faziam propostas indecorosas que ela declinava com um soco bem desferido na cabeça deles, mas o único homem que a interessava, fingia que era alheio.
Buggy a cobiçava silenciosamente, ela sabia disso, sempre soubera, o problema era fazer ele tomar uma providência.
Ela chegou na Sede da Organização, entrando em uma tenda ligeiramente menor que as outras, pois era dividida apenas entre os dois, Buggy e Alvida tinha quartos separados, mas ligados por uma porta, o quarto dela era uma suíte, muito maior que o quarto de Buggy, com uma banheira no lado oposto da cama no mesmo cômodo, no centro do quarto havia um tapete impressionante com a jolly roger dela: um crânio de perfil sobre ossos cruzados, o coração rosa que enfeitava o crânio poderia ser visto em vários outros pontos do quarto.
Buggy viera aos tropeços atrás dela. Tinha ficado para trás dando ordens a alguns entregadores, o negócio estava indo muito bem com todos os piratas e mercenários que acabaram vindo atrás da fama de Buggy e hoje era dia de festival, provavelmente estavam armando todo o tipo de balbúrdia. Alvida agradecia por finalmente poder ter um local um pouco afastado da fuzarca para descansar em silêncio.
Já no quarto ela escorregou suavemente para a porta que fazia a ligação para o lado de Buggy, e abriu uma fresta, suficiente para que ele a visse quando entrasse. Alvida tirou as peças de roupas que faltavam e nua desfilou pelo quarto, pegou um colar de pérolas grandes e deixou na cama, ao lado de uma camisola delicada e uma calcinha de renda amarela. Em seguida entrou com cuidado na banheira e começou a se banhar, calma e tranquilamente aproveitando o frescor da água e relaxando, apesar da fraqueza inegável.
Buggy deu diversas ordens, inclusive sobre os fogos de artifícios que eram versões da Buggy dama, já começara a escurecer e um grande evento estava se armando no picadeiro central da Organização. Ele avisou Cabaji e Mohji que iria descansar e talvez aparecesse durante a madrugada, deu carta branca para os dois coordenarem a festa.
— Esse descanso tem algo a ver com a Alvida? — Perguntou Galdino astuto. Ele misturava o chá com uma colher e bebericou um gole, encarando Buggy por cima da borda da xícara. — Finalmente Doke no Buggy fará um movimento? Estou impressionado.
Buggy fez sua melhor expressão de presunção.
— Não que eu precise me mover, a mulher está caída por mim, não reparou? — Ele passou a língua pelos lábios. — Farei um favor a ela, parece que está a ponto de morrer com a doença do amor.
Galdino riu silenciosamente, largando a xícara, encarou Buggy outra vez.
— Vou manter o pessoal aqui ocupado, tente aparecer durante a madrugada.
— É isso aí! Cuide de tudo, Three onii-san! — Buggy falou saindo, sua mão direita, no entanto ficara para trás, balançando a mão de Galdino em um comprimento animado.
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Buggy andou devagar até chegar a tenda que dividia com Alvida, olhou para a porta que ligava os dois quartos e viu parte do corpo dela, de costas na banheira, se banhando sensualmente. Ela ficou de pé e a água escorreu pelo corpo liso, as curvas eram muito acentuadas e o bumbum era redondo e parecia extremamente macio.
Ele ofegou quando ela ficou de frente, passando a mão nos seios de forma provocativa, olhou nos olhos dela e a viu o encarando com um sorriso malicioso. Buggy desmembrou todo seu corpo e surgiram inúmeras partes dele espalhadas no quarto, olhando para todos os lados em busca de algum tipo de resposta invisível, algum esconderijo, alguma coisa que o tirasse daquela situação.
Mas não havia nada.
— Quanto tempo vai olhar? — A voz de Alvida soou enigmática. — Deixe de ser covarde e venha até aqui.
Ele fora realmente descoberto.
— Oi! Não sou um covarde! — Disse juntando suas partes do corpo, e percebendo que uma delas voltara totalmente rígida e latejante. — Só estava esperando a hora certa de fazer uma proposta adequada.
— Adequada? Você é um pirata ou um lorde? — Ela riu.
— Sou um pirata, mas ainda sou um cavalheiro! — Ele respondeu altivo. — E não sou bárbaro.
— Ora, ora... então ele tem princípios. — Alvida observou saindo da banheira, nua e fantástica, caminhando ao encontro dele.
Buggy colocou as mãos no bolso para conter a onda de desejo que o invadiu, já vira partes do corpo dela, mas todas juntas e desfilando ao encontro dele, isso era novidade.
Alvida se aproximou direta, colando seu corpo ao dele, Buggy sem pensar duas vezes rodou os braços ao redor da cintura nua e delicada. O pênis automaticamente se acomodou no alto do púbis dela.
— Acho que estou começando a perder meus princípios. — Ele falou a girando e pressionando o corpo dela contra a parede.
Alvida gemeu quando seus seios molhados tocaram na parede, Buggy segurou as mãos dela para cima enquanto deslizava os lábios em um ombro delgado, o membro necessitado tocando o traseiro macio. Ele sentiu o cheiro dos cabelos e a textura da pele.
— Mostre-me toda sua falta de princípios... — Ela ordenou em um sussurro sensual.
A sensação da roupa dele tocando a superfície nua do corpo dela era delirante, a fazia querer ainda mais, o atrito era leve por causa da akuma no mi dela, mas delicioso porque ele tinha um calor formidável que incendiava e instigava. Alvida precisava de mais dessa emoção.
— Você é a capitã, Gostosa. — Ele se afastou levemente e a pegou no colo.
Buggy dispôs o corpo dela na cama, e tirou as próprias roupas, largando-as a esmo no chão, se arrastou até ela, se esforçando para não colocar o membro logo de uma vez naquela intimidade convidativa.
Alvida ofereceu um dos pés a ele, e Buggy lambeu e chupou os dedos, escorregando a mão nas pernas dela até encontrar a vagina e passar a mão de leve. Ele abriu as pernas de Alvida e se posicionou no meio delas, admirou os pelos ralos em forma de coração lembrando a jolly roger dela, o cheiro era ainda mais inebriante neste ponto, Alvida rebolou suavemente.
— Quer brincar com meu clitóris? Quer lamber e chupar ele? — Ela perguntou, descendo uma mão de encontro à própria intimidade.
Com os dedos ela separou os lábios oferecendo a ele, Buggy sentiu o pênis palpitar, a ereção prestes a explodir de encontro ao colchão. Sem pensar ele mergulhou os lábios na vagina dela, deslizando a língua e tomando para si os sucos de desejo dela.
— Seu clitóris é muito brincalhão. — Ele murmurou rente a ela.
— Sim... brinque com ele... assim...
Incoerente, Alvida se agarrou aos lençóis, todas suas defesas se extinguiram e ela abriu ainda mais as pernas, sentindo o toque da boca ardente de Buggy no seu ponto mais fraco, ele bebia dela, em longas lambidas e beijos abrasadores.
Ele estava adorando fazer aquilo, o gosto e o cheiro dela o enlouquecendo gradualmente, o pênis precisando de libertação imediata, então Alvida ergueu o quadril e Buggy sabia que ambos estavam no limite. Ele afundou a língua na vagina e forçou o lábio superior no clitóris dela, movendo para cima e para baixo, sobre o botão molhado e inchado.
As pernas dela tremeram e o corpo todo se sacudiu ao sentir um orgasmo magnífico. Buggy afastou a boca e se posicionou sobre ela, encarou o rosto corado e abaixou-se para reunir seus lábios aos dela.
Alvida viu a boca dele inchada e em seguida um gosto de sexo invadiu-lhe os lábio quando ele a beijou. Ela ainda estava em uma névoa de prazer quando sentiu Buggy a penetrando rapidamente, o pênis dele não encontrou nenhum obstáculo e ele se moveu sinuoso sobre ela.
Ele beijou o pescoço e os seios, fazendo longos movimentos de vai e vem dentro dela, Alvida cravou as unhas nas costas dele sabendo que gozaria novamente, ele parou um instante e sentiu-a se apertar na circunferência dele, a vagina o sugando com maestria.
— Isso é delicioso. — Ele declarou.
— Pode continuar. — Ela disse quente de paixão.
Buggy retomou as investidas, e quando estava muito próximo de gozar uniu seus lábios aos dela, desacelerando o ritmo.
— Vamos, me dê o que eu quero. — Ele pediu sensual.
Alvida abriu os olhos e se moveu embaixo dele uma e outra vez, Buggy retomou a penetração, com um coito mais certeiro, longo e delirante. Então ela agarrou-lhe os cabelos e mordeu o pescoço dele, enquanto gritava em um orgasmo intenso.
Buggy não aguentou mais e o som que ela fez foi a gota d’água, então estocou mais fundo e gozou de forma incandescente, o prazer foi tanto que o deixou trêmulo da cabeça aos pés.
Ele saiu de cima dela, e deitou-se ao lado, a observando com um olhar divertido.
— Falta de princípios boa o bastante para você?
— Sim, você é um verdadeiro pirata. — Retomando o controle da respiração, Alvida ficou por cima dele. — Agora é minha vez de mostrar o quanto eu gosto de ser uma capitã.
Buggy fechou os olhos, havia uma música distante onde a tripulação se divertia no festival, ele esquecera tudo isso se perdendo no calor de Alvida enquanto ela o montava.
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