Você me Perdoa?

3 Seu Deus é seu Líder são uns Covardes


O guarda fez careta de dor vendo a cena diante de seus olhos. O grito da mulher ecoava fora das paredes de pedras. A dor era quase insuportável.

"Deus, deixe-me morrer!" — ela orava.

O Imperador amenizou a compressão.

— Suficiente?

— Sem... chance. — balbuciou a mulher suada.

Esdras agarrou seu cabelo loiro.

— Você ainda me desafia? Podemos continuar por toda esta noite se você quiser. Não é problema para mim. Eu vou parar somente quando você falar.

— Em seguida, você... me matará... faça-o... agora.

Esdras balançou a cabeça.

— Muito fácil, menina. Primeiro você fala, depois você morre.

A menina simplesmente balançou sua cabeça num "não" como resposta.

Esdras olhou sua prisioneira.

"Ela é teimosa, já faz três horas desde que comecei a lhe bater... Se eu bater mais ela se rende. No entanto, ficará muito perto da morte. E eu não quero que isso aconteça tão cedo... Talvez... Eu vou lhe dar algum descanso e tentar uma abordagem diferente." pensou.

O Rei sorriu e pegou uma garrafa de água.

— Você sabe, eu a admiro, — começou tomando um gole de água. — Muitos homens teriam cedido em seu lugar.

Ele deu um pouco de água para a mulher sedenta, que bebeu avidamente.

— Você não pode me dizer ao menos seu nome?

A mulher olhou para seu atormentador e, então, respondeu:

— Meg.

— Bem, Meg gostaria de saber de onde vem toda sua força.Você já lutou em uma guerra?

Os olhos de Meg se abriram, surpresos.

— Não importa, já sei a resposta.

— Como você sabe? — murmurou a mulher, sua garganta rouca.

— Seu corpo. Tem cicatrizes, é musculoso... — um dedo viajou ao longo de um braço. — E sua vontade, é mais forte que o normal feminino.

Esdras adicionou com olhos diabólicos.

— Você sabe, no final isso não importa, eu vou matar você, é apenas uma questão de tempo. Você já recebeu mais tortura do que seus amigos poderiam lhe pedir. — terminou guardando a garrafa de água.

Meg permaneceu em silêncio. Ela sabia que estava quase no final de suas forças. Ela não sabia quanto tempo ainda poderia aguentar. Havia resistido muito. Agora, os outros certamente estavam bem escondidos e, graças a Deus, ela não sabia aonde.

Mas ela sabia que se revelasse seus nomes, seus amigos seriam caçados como animais. Não, ela não podia e ela não iria traí-los. Sua decisão estava transparente em seus olhos de avelã cheios de dor.

Sacudindo a cabeça, Esdras perguntou:

— Por que quer pregar tanto sobre esse tal Jesus Cristo?

— Você não entenderia.

Meg gritou quando o Imperador apertou seu braço quebrado.

— Deixe-me tentar?, me dê uma chance. — ameaçou Esdras e a soltou.

— Nós podemos lutar para trazer a Salvação a este mundo, nós tentamos abrir os olhos das pessoas de que sem Deus há apenas escuridão.

— Como é orgulhosa! Então esse seu Deus é a luz e eu a escuridão, uh? E por que não o contrário?

Meg não podia acreditar em seus ouvidos e disse:

— Por quê Rei?... o que você fez em sua vida... que o faz pensar que você é a luz? — ela cuspiu.

— E você? enganando as pessoas falando de um Deus que nem se que existe e mais conspirando contra o seu Imperador...

— Você não é meu Imperador! Você é uma assassino, uma besta sanguinária! Como regente do mundo, poderia ter feito dele um lugar tranquilo. Em vez disso você criou um Reino de medo! — ela exclamou, juntando a pouca força que ainda tinha.

Os punhos de Esdras se fecharam, a raiva evidente em seu rosto.

— E seria melhor se esse Deus governasse em meu lugar?

— Claro.

— O que ele pode fazer que eu não posso?

— Amar.

— Amar! Então me deixe adivinhar, seu Deus é generoso, nobre, talvez até mesmo sábio... Sim, eu realmente gostaria de conhece — lô, mas não posso, pois ele é invísivel. — falou o Rei.

— Ele pode ser Invísivel, mas é real.

— É claro que não! Seu Deus misericordioso é um covarde, permanece oculto enquanto você sofre.

Meg respirou fundo, parecendo inpaciente.

— Esculta aqui você...

O Imperador a interrompeu.

— Tá, tá, esse assunto já deu né, agora eu quero saber sobre o Líder do seu grupo.

— Não responderei nada sobre isso.

— E por que não, não me diga que a vida de seu líder vale mais que a sua.

— Fale o que você quiser, não vou dedurar meus companheiros.

O Imperador Sorriu.

— Seu Líder certamente deve ser um covarde.

— Isso não é verdade, pois é simplesmente uma das melhores pessoas que conheço.

— Como eu disse é um covarde, não dá notícias nem mesmo para sugerir uma troca de prisioneiros, ou um resgate... O que um bom líder... — Esdras, dizia mas foi interrompido.

— Por favor! Você em seu lugar agiria da mesma forma. E você sabe que nós não temos nenhum prisioneiro.

Uma mão de ferro segurou o queixo de Meg.

— Ouça, mulher, eu não sou covarde. Eu sempre arrisco a minha vida quando meus soldados estão em batalha e ...

Meg o interrompeu.

— Nós também não somos covardes. É preciso mais coragem para lutar contra você do que para nos submetermos. Nós todos estamos prontos para morrer se for preciso.

— Por que o líder amoroso de seu grupo não tenta salvá-la?

"Porque se eu conheço Rute, no mínimo cinco pessoas estão agora tentando impedi-la de fazê-lo, pensou."

— Se realmente pudesse, concerteza, me salvaria. — disse ela depois de um tempo.

— Veremos então.

O Imperador dirigiu-se ao guarda ainda presente na sala.

— Tersites, escreva: Esdras o Imperador, Governante do mundo etc. etc., em sua benevolente generosidade concede liberdade para a mulher chamada Meg se o líder dos rebeldes de Estrela do Sul concordar em tomar seu lugar antes do por do sol de hoje. Sele-o e o proclame em todas as ruas.

"Meg engoliu. Deus ela virá! Se Rute ouve, ninguém será capaz de detê-la!". pensou.

— Provarei que seu líder não liga pra você. — ele cravou seu olhar gelado em Meg. — Porque se ele não se

entregar, você sofrera em minhas mãos.